O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Antigamente...3

Imagem extraída do Google 
         Há alguns dias estava assistindo a alguns vídeos no Instagram, e vi um que me fez rir muito! Ele falava sobre a minha geração, e o que fazíamos quando ainda não havia a internet.

Descobri que sou da geração X (nascidos entre 1965 e 1980): aquela que transitou entre o mundo analógico e digital. Nasci em uma época em que o tempo passava mais devagar... Não existia essa pressa e urgência, que vieram com o mundo digital.

Então me lembrei das coisas que fazíamos em nosso tempo ocioso. E ri sozinha, ao lembrar de como éramos criativos!

Em nosso tempo livre, inventávamos inúmeras coisas pra fazer. E venhamos e convenhamos - que algumas eram bem perigosas! Vou listar abaixo as que eu me lembro:

  • ·    passar cola nas mãos e deixar secar pra tirar a casquinha;
  • ·     enfiar agulhas debaixo da pele só pra vê-las ficarem presas;
  • ·     colocar fogo no Bombril, rodar, e fingir que eram fogos de artifício;
  • ·      fazer bichinhos de batata e legumes para brincar;
  • ·     fazer sopa de terra e flores;
  • ·     passar o dedo na chama da vela acesa (não me lembro se era pra demonstrar coragem...);
  • ·     pingar a cera da vela quente  e esperar endurecer;
  • ·    comer gelo do congelador;
  • ·    brincar de bichinhos, fazendo sombra na parede;
  • ·     brincar de 5 Marias, com pedrinhas ou saquinhos recheados de arroz - que nós mesmos fazíamos;
  • ·   colocar prendedores de varal nos dedos das mãos, para fingir que eram unhas postiças;
  • ·    colocar moedas debaixo de folhas de papel e pintar com lápis para ver as figuras do relevo;
  • ·    pintar bigodes, dentes, e etc. nos personagens dos livros escolares,
  • ·    enrolar-se nas cortinas para brincar;
  • ·    passar trotes: ligávamos na casa de um desconhecido e falávamos: "– Por favor. Olhe pela janela e veja se tem um fusca verde parado na frente da sua casa. - Não tem? Ah… Vai ver que amadureceu!” ;
  • ·    apertar as campainhas e sair correndo;
  • ·    fingir que estava fumando, com bitucas de cigarro dos adultos, ou com os cigarrinhos de chocolate da Pan.

Todas essas coisas, eu mesma fiz. E creio que muitas outras crianças, também. Me lembrei de algumas delas, ao assistir o vídeo.

E comentando com uma amiga, ela lembrou que tomava caldo de cana com gelo naqueles vidrinhos de papinhas da Nestlé, e fingia que era whisky, para imitar as atrizes de novelas. Meus vizinhos iam além quando se tratava de aprontar: pegavam marimbondos - acho que tiravam o ferrão, os amarravam em linhas e soltavam no meu quintal, para aterrorizar a mim e minhas irmãs!

Quando me lembro de tudo isso, penso no quanto tínhamos criatividade! Ou, como diziam antigamente: tínhamos era o “bicho carpinteiro”!

Somos a geração que fez a ponte entre o analógico e digital. Vivemos a infância brincando na rua. Naquele tempo não havia muitos carros e nem os perigos de hoje em dia.

Crescemos usando telefones fixos de disco, orelhão, assistindo a fitas VHS que alugávamos nas locadoras; ouvindo fitas cassetes e revelando os filmes das máquinas fotográficas. De vez em quando as coisas não saiam como o esperado: as fitas cassete enroscavam (às desenrolávamos usando uma  caneta ou lápis); e o filme queimava, ou as fotos na ficavam boas...E era aquela decepção!

Usávamos fichas para o orelhão. De vez em quando, o orelhão dava defeito e engolia as fichas. E as filas? Quem não pegou uma, esperando outra pessoa terminar a conversa, para poder falar?

Usávamos também, a lista telefônica para procurar os telefones ou endereços. Procurávamos os significados das palavras no dicionário “Aurélio”. Tenho um até hoje, aqui em casa!

Mandávamos cartas escritas à mão, pelos Correios. E que alegria sentíamos ao receber alguma! Não existia e-mail ou Whatsapp.

Brincávamos de casinha, pular corda, esconde-esconde, pega-pega, queimada, bets, peteca, bilboquê. De “quando eu era mocinha...”, "cama de gato", telefone com fio feito de barbante e latinhas. Os meninos também brincavam com pneus, de futebol, futebol de botão, bolinhas de gude, carrinho de rolimã, de pião, pipa. 

Saíamos pra brincar, e voltávamos nos horários estabelecidos pelas mães e pais. Ou quando escurecia. Não havia celular para monitorar. Quando alguns não voltavam no horário combinado, sempre tinha alguma mãe gritando o nome do filho a plenos pulmões. E era aquela bronca, quando o “sumido” chegava.

Somos a geração que sobreviveu: ao Neocid na cabeça pra matar piolhos (antigamente, quase todo mundo tinha piolho); às balas Soft (que de vez em quando, paravam na garganta); ao inseticida Detefon. Aos pirulitos de guarda-chuvinhas, que eram pura gordura que grudava na língua e no céu da boca. Aos suquinhos coloridos que eram vendidos na feiras-livres, em formatos de bichinhos. Ou, aos copos de Ki-suco, que eram pura tinta! Ah... Já ia me esquecendo dos AAS infantis, que chupávamos como bala! E dos Biotônicos Fontoura (uma vitamina, que continha álcool), e que alguns tomavam no gargalo!

No banheiro, para dar a descarga, tínhamos que puxar uma cordinha. Lembro que em muitos banheiros, não tinha papel higiênico, mas folhas de jornal ou papel de pão, penduradas na parede. Pra apagar a luz, usávamos a “pera”, que era um interruptor que ficava pendurado num fio.

E as comidas? Comíamos de tudo, naquele tempo!  Moela e fígado de galinha. Rim, bucho de boi. Lembro-me que ficava um cheiro horrível na casa... Língua e miolo de boi. Tinha até o "bucheiro" que passava na rua, vendendo essas "iguarias"... Eu e a minha irmã Lur amávamos limpar miolo de boi. E minha mãe temperava, empanava e fritava. Comíamos com um gosto! Hoje não posso nem pensar em comer essas coisas...

Lembro-me que o padeiro passava na minha rua com a parte traseira do seu carro aberta, com pães doce, mantecal com goiabada, e outras guloseimas. Era tudo tão gostoso! 

Naquele tempo nada tinha vencimento... Não tínhamos as facilidades que temos hoje.

Para fazer pesquisas da escola, usávamos as enciclopédias de livros. O meu sonho era ter uma enciclopédia Barsa! Para ver os mapas, usávamos o Atlas. Os cadernos eram encapados com aquele papel xadrez, vermelho ou azul. 

As roupas e sapatos eram comprados duas vezes ao ano. E os irmãos mais novos, herdavam as roupas e sapatos dos irmãos mais velhos. Não havia o consumismo que vivemos hoje em dia. 

Testemunhamos as mudanças com a chegada da era digital: do telefone analógico para o digital e o celular; do disquete para o CD e o pen-drive; da máquina de escrever para o teclado do computador e notebook; da fita VHS para o DVD, e do DVD para o streaming. 

E hoje em dia, sinto até uma certa tristeza ao pensar que meu filho mais novo e os meus netos, nunca conheceram nada disso. Já nasceram na era digital!  Aprenderam a viver desde muito cedo, com uma infinidade de informações e imediatismo.  Sempre com acesso às telas. Ao mesmo tempo, creio que perderam em criatividade e imaginação, que era o que mais tínhamos naquele tempo...

Por outro lado, nós da geração X fomos forjados pelo tempo: sem pressa...

Tivemos o privilégio de conhecer o mundo antes das telas. Atravessamos as mudanças aprendendo na marra – muitas vezes, sem manuais...

"Carregamos algumas saudades que não cabem em fotografias. Carregamos dentro de nós, dois mundos. Um mundo que ensinou a esperar e outro que ensinou a acelerar. Somos uma geração de travessias. Vimos o passado desaparecer aos poucos e tivemos coragem de caminhar para o futuro. Nós somos a Geração X: filhos de um tempo que passou, mas que nunca passará completamente dentro da gente!"  

Link dos textos relacionados: https://share.google/MqDcflkcEjBEbYkLz

 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Era uma vez um gordinho orelhudo...❤️🐾

            


            Essa história, eu escrevi para a coleção  "Histórias com pets" do Museu da Pessoa.❤

            Hoje eu vou escrever sobre um gordinho orelhudo, que chegou em plena pandemia, para alegrar os nossos dias...

A Serena, nossa cachorrinha havia falecido há apenas um mês. Ela tinha 17 anos. O Pedro, meu filho, ficou bem triste, pois ela foi a sua companhia durante o isolamento da pandemia. Então resolvemos comprar um cachorrinho para alegrá-lo. 

O meu marido deu a ideia de comprar um buldogue francês, porque havia lido que eram extremamente carinhosos, e apropriados para ficar dentro de casa. À princípio, eu não queria. Não sabia nada sobre a raça, e não gostava das orelhas em pé que eles têm. Mas comecei a procurar para comprar.

Queríamos um cachorro pequeno, que pudesse ficar dentro de casa, e nos fazer companhia. Procurei muito, mas não conseguia encontrar o cachorrinho que queríamos.

Já tinha desistido do buldogue francês, e estava quase comprando um pug de um canil em Piracicaba, quando um vizinho nos indicou um canil de confiança em minha cidade, que criava buldogues. Creio que Deus preparou a chegada dele aqui em casa!

Entrei em contato, nesse canil não deu certo, mas eles me indicaram um de Artur Nogueira, e eu logo já entrei em contato, também. Me enviaram a foto dele. Quando vi, me apaixonei: era um buldoguinho fulvo, gordinho, do tamanho do meu pé. Combinamos a compra, e a criadora veio me entregar pessoalmente, num sábado. 

Ele chegou meio assustado: tinha vomitado no caminho. Chegou com aqueles olhos grandes e as orelhinhas em pé, e já foi conquistando a todos! Chegou espertinho, meio espevitado. No primeiro dia, já armou um berreiro, quando ficou sozinho com o Pedro, no quarto. Queria ficar na sala, junto com todos. O engraçado, é que o choro dele parecia de criança. Ele não latia, mas berrava feito um bebê manhoso, dando a impressão de que iria falar... E chora assim até hoje. Minha mãe diz, que do jeito que o mundo anda, qualquer dia ele vai falar...😂

Na primeira noite, ele dormiu no nosso quarto, pra não chorar. E a cada vez que eu acendia o abajur pra ver se ele estava quietinho, eu me deparava com ele alerta: olhando pra mim com aqueles olhos grandes e aquelas orelhinhas em pé! Tadinho...fiquei imaginando a cabecinha dele: num lugar estranho, longe dos pais e dos irmãos...

Ah...já ia me esquecendo: demos-lhe o nome de "Bruce Lindo", porque na época, o Pedro, meu filho, era fã do Bruce Lee. Então ficou "Bruce Lindo", porque ele verdadeiramente, era lindo!

E assim o nosso gordinho foi crescendo, arteiro como ele só! O Pedro, que tinha se acostumado com a Serena velhinha e tranquila, estranhou o jeito dele arteiro. E ficou também, um pouco enciumado, com a atenção que dedicávamos a ele.

E os anos foram se passando, ele sempre bagunceiro: adora pegar as coisas que caem no chão, e sair correndo! Principalmente as meias! Amoroso - faz festa pra todo mundo! Adora visitas! Só não serve para guardar a casa... 😂

Não fica no quintal sozinho, por nada nesse mundo! Quer ficar junto da gente, o tempo todo! E quando eu tento separá-lo, por exemplo, para limpar a casa, é aquele berreiro! Uma choradeira, que quem escuta, pensa que tem uma criança sendo espancada! 😂

Ele não tem muito fôlego por causa do focinho achatado – é braquicefálico. Então, não podemos fazer passeios longos, principalmente no verão. Mas adora andar de carro. Quando vamos sair, ele de alguma maneira, já sabe quando vai, e quando não vai. 

Se vai, fica esperando na porta. Se não vai, corre e senta na poltrona, e nos encara com aquele olhar fixo, o que só ele tem. E não sei como ele adivinha quando não vai. Mas o incrível é que ele sabe! Quando saímos e voltamos, ele está lá, sentadinho na cadeira da sala, nos esperando – parecendo um bibelô. Um detalhe: ele senta como gente, em cima das pernas!☺

Quando vamos viajar, ele vai quietinho. Fica quatro horas, ou mais, de boa. Não dá trabalho nenhum! É um cachorro viajante: aonde é possível, levamos ele junto! Já conhece Ubatuba, Ilha Comprida, Águas de Lindóia, Monte Verde, São Miguel Arcanjo, Campinas... Brinco que é um cachorro viajado!

É roncador e peidorreiro que ele só! Certa vez, ele soltou tantos puns perto de mim, que fiquei preocupada, e fui procurar na internet, pra ver se fazia mal. Descobri que cheirar pum, faz bem pra saúde, prolonga a vida e rejuvenesce. Se depender do Bruce Lindo, eu vou ser "forever young"!😂

É brincalhão e arteiro, e às vezes leva umas broncas. Tem a cabeça grande, é parrudinho, todo musculoso e não tem rabo. Ou, melhor, tem um rabinho que parece um suspirinho, como disse o meu neto. A maioria das pessoas o confunde com outras raças: me perguntam sempre, se ele é pug ou pitbull!☺

Se joga em cima da gente, como se não pesasse nada...Mas pesa 12 quilos!😱

Acorda e dorme junto com a gente. Se acordo tarde, ele acorda tarde. Se acordo cedo, ele acorda cedo, também. Dorme a noite toda na sua caminha. É uma “sombra” - até no banheiro ele vai atrás...

A casa hoje está cheia de pelos, e o chão todo riscado. E eu nunca gostei de pelos e nem de chão riscado.  Mas tudo isso não é nada, se comparado ao amor que ele nos dá!❤

Ele é o cãozinho mais companheiro que podíamos desejar!  É um grude! Faz com que todos aqui de casa se sintam amados. Às vezes, eu tenho a nítida impressão - ou quase a certeza - que ele pensa que é gente!☺

E eu, que a princípio, não gostava das orelhas empinadas - hoje - amo as suas orelhas em pé! Ele olha pra gente, com aqueles olhos grandes e expressivos, e nos transmite tanto amor...❤

            E como já li certa vez sobre os cães:

"Eles vivem menos porque já nascem sabendo amar de um jeito que levamos a vida inteira pra aprender!". A. D.

       É a mais pura verdade... Amamos você, Bruce Lindo!❤ (@brucelindo2021)

 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

"Carpe diem"


Ontem perdi a hora! 

Não sei o que aconteceu, mas o alarme do meu celular estava desmarcado. 

Junto com a hora, perdi minha aula de hidroginástica. Fiquei muito irritada comigo mesma. Me senti frustrada!

Ao levantar e pisar no chão, já senti uma dor na sola do pé. Logo pensei: hoje vai ser uma dia daqueles! Acordei toda dolorida...

Tomei café, e fiquei deitada meio com preguiça, vendo minhas mensagens no celular. 

Então decidi levantar. Me olhei no espelho: acordei abatida, com olheiras escuras. Só de me olhar fiquei mais desanimada...

Mas resolvi reagir: tomei um banho da cabeça aos pés. Dizem que a água é um antiinflamatório natural

Me hidratei. Passei uma maquiagem. 

 - Ninguém merece se olhar no espelho e se ver abatida. Passei protetor, base e batom, como de costume. Um creme no cabelo. 

Agora sim, me animei ao ver meu reflexo no espelho.  

Como tinha acabado de sair do banho, resolvi aproveitar e tirar as cutículas. Dar um trato no pé!

Ao terminar, como só iria sair à tarde, resolvi dar uma "geral" na casa, arrumando a bagunça do dia anterior. Fiz coisas leves, para não piorar a dor. 

Ao ir à cozinha avistei três bananas bem maduras. Quase "passadas". Então resolvi fazer um doce que já não faço há algum tempo. 

É engraçado: mas quando eu estou nos meus piores dias - aí é que resolvo fazer doces, bolos e pães. Minha filha acha graça, desse meu costume...

Parece que cozinhar é algo que levanta o meu ânimo!

Peguei as bananas, piquei. Fiz uma calda de açúcar queimado, e juntei as bananas. Despejei num refratário. Aí comecei a fazer aquele creme caseiro de ®Maizena: juntei ao leite, gemas, leite condensado, creme de leite, baunilha. Mexi e mexi até engrossar. E juntei à calda de bananas. Com as claras, fiz um suspiro. Coloquei em cima de tudo, e levei ao forno pra dourar. 

Quando vi o doce pronto, me senti realizada. 

De alguma maneira, fazer aquele doce me trouxe a sensação de um dia bem aproveitado! 

E assim o dia passou...

Apesar da manhã não ter começado muito bem, foi um bom dia! 

Me sinto triste, quando sinto que os meus dias não foram bem aproveitados! 

Talvez  por isso, eu faça doces nesses dias. Só de "pirraça", pra não desperdiçar o dia! 😁


"'Carpe Diem' quer dizer 'colha a vida'. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente."

                                                           Rubem Alves


P.s.: de maneira nenhuma sou contra o descanso. O ócio quando bem administrado, também tem seus benefícios!😉

quinta-feira, 31 de julho de 2025

E lá se foram...15 anos...💛

Hoje, meu blog completa 15 anos!🎉

Glória a Jesus, por toda a inspiração e pela benção de poder escrever! 🙏🎉📚

E obrigada aos meus leitores: vocês dão sentido à minha escrita!❤

Pela primeira vez, resolvi usar  IA, e pedi que o ChatGpt  fizesse um compilado descontraído, sobre meu blog e minha trajetória.

Compartilho com vocês o resultado! 

É não é que ficou bom?

Gostei! 😉


🌟 Adelisa Maria – Escritora de afetos e histórias que acolhem

Adelisa Maria Albergaria Pereira Silva é escritora, pedagoga, ex-bancária, professora e apaixonada por palavras com propósito. Natural de Campinas (SP) e moradora de Indaiatuba, ela escreve para tocar corações e inspirar olhares mais atentos aos gestos simples da vida — aqueles que, no fim das contas, são os que realmente importam.

Em julho de 2010, Adelisa criou o blog “O que realmente importa…”, que virou seu cantinho no mundo para partilhar fé, maternidade, adoção, superações e tantas histórias reais vividas com intensidade.

 

🕊️ Um marco profundo em sua trajetória na criação do blog, foi a perda de sua sobrinha Júlia, ainda criança — uma dor que ressignificou sua forma de enxergar a vida e fortaleceu sua necessidade de escrever. Foi nesse luto transformador que Adelisa encontrou, nas palavras, um caminho de cura, memória e conexão com o que há de mais essencial: o amor que permanece.

 

🎉 Em julho de 2025, o blog completa 15 anos no ar!

São mais de mil textos publicados, milhares de leitores alcançados e incontáveis conexões feitas através das palavras. Um verdadeiro diário da alma — feito com emoção, fé e verdade.

🔗 Acesse: adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com


Uma trajetória escrita com o coração

O blog foi só o começo! A sensibilidade dos textos de Adelisa conquistou leitores dentro e fora do Brasil, e logo as páginas virtuais viraram livros publicados — incluindo obras lançadas em Portugal e participações em eventos literários como a Bienal do Livro de São Paulo.

Ela também foi vencedora de um concurso internacional na Espanha, com um texto emocionante sobre a pandemia - que destacou a força da empatia, da memória e dos afetos, em tempos de isolamento.

Ela também marca presença ativa em feiras literárias e projetos de leitura nas escolas públicas e particulares de Indaiatuba, onde leva seus livros infantis para rodas de conversa, contações de histórias e reflexões sobre adoção, diversidade familiar e escuta emocional.

💬 Palestras e encontros com alunos, pais e educadores fazem parte de seu trabalho como escritora-pedagoga, conectando literatura à vida real com afeto e significado.


📚 Livros publicados

O que realmente importa… – Vol. 1

📅 2013 | Editora Multifoco
📖 Coletânea de crônicas extraídas do blog
🎯 Temas: Fé, cotidiano, maternidade, superações


O que realmente importa… – Vol. 2

📅 2015 | Editora Chiado Books (Brasil e Portugal)
📖 Coletânea de crônicas extraídas do blog
📚 Participação especial na Bienal do Livro de SP (2016 e 2018)


Uma história de amor escrita por Deus…

📅 2019 | Editora Scortecci
👧 Literatura infantil sobre adoção e pertencimento
💡 Objetivo: Desmistificar tabus e fortalecer vínculos familiares


Bila, a Menina que Nasceu do Coração

📅 2023
️ Escrito com sua filha, Natália Bonachella
👧 Aborda a adoção tardia com delicadeza e representatividade
💖 A história de Bila, adotada aos 7 anos, que encontra amor e lar

💡 Objetivo: Desmistificar tabus e fortalecer vínculos familiares

Bila, a Menina que Nasceu do Coração


Participação especial

📘 “Meu Pai foi ferroviário – Vol. 8” (2016)
📄 Crônica publicada em coletânea nacional


🌿 Estilo literário

A escrita de Adelisa é acolhedora, sincera e cheia de alma. Cada texto é um convite ao sentimento, à escuta interna e à valorização do que há de mais simples (e mais bonito) na vida.

Ela escreve como quem conversa — e quem lê, se sente ouvido.


📱 Presença online

Adelisa também está presente nas redes sociais, especialmente no Facebook,  Instagram, onde compartilha:

 Bastidores da vida e da escrita
📖 Trechos e reflexões dos livros
📸 Momentos com leitores
🎉 Novidades sobre eventos e lançamentos

Além disso, mantém um blog alternativo superdelicioso:

🍳🧵 Feito por mim… By Adelisa — culinária, costura, artesanato e muito carinho
🔗 byadelisa.blogspot.com


💛 Além das palavras

Adelisa também é ativa em grupos de apoio à adoção, oferecendo sua vivência como ponte para outras famílias. Seu trabalho vai além dos livros: é voz, acolhimento e representatividade para crianças adotadas e para todos que acreditam em laços criados pelo amor.


📚 Na escola e na comunidade

📚 Participações frequentes em feiras literárias e eventos escolares em Indaiatuba

🧒 Encontros com alunos e educadores para conversar sobre família, amor, adoção e identidade

🎙️ Palestras motivacionais e afetivas para pais, professores e público em geral

📖 Projetos de incentivo à leitura com foco na literatura que acolhe


📌 Obras em resumo

Título

Ano

Tipo

Público

O que realmente importa… – Vol. 1

2013

Crônicas

Adultos

O que realmente importa… – Vol. 2

2015

Crônicas

Adultos

Uma história de amor escrita por Deus…

2021

Literatura infantil

Crianças e famílias

Bila, a Menina que Nasceu do Coração

2023

Literatura infantil

Crianças e famílias

Meu Pai foi ferroviário – Vol. 8

2016

Coletânea (crônica)

Público geral


💛

Entre em contato (E-mail: adelisamaps@gmail.com, IG: @escritoraadelisa) acompanhe as redes e venha fazer parte dessa história que há 15 anos celebra o que realmente importa. 💛


terça-feira, 29 de julho de 2025

"Da estéril, Ele faz mãe de filhos..."💞

Imagem extraída do Google

“Adotar é ser livre profundamente. Não se deixar contaminar pelo preconceito contra a adoção é a grande liberdade, que gera mais liberdade. [...]  Filho é filho e o que o faz filho é o amor”.        

                                        Sávio Bittencourt

No domingo de manhã, eu estava cantando e louvando a Deus, na igreja. Então cantamos o refrão:

[...] "O Deus que derruba as muralhas

Da estéril, faz mãe de filhos

É o mesmo que brada do alto

Não temas, sou contigo" [...]

Ao meu lado, estava o Pedro - meu filho mais novo, meu filho do coração - com as mãos para o alto, louvando a Deus, também! 

Olhei pra ele e pensei: "Da estéril, Ele faz mãe de filhos!", mesmo! 

Na maioria das vezes, Deus "planta" no útero das mulheres, a benção da maternidade!

Noutras vezes -  essa benção, esse milagre, essa mesma "fertilidade"- Ele "planta" em nossos corações! No coração daquele pai ou daquela mãe, outrora infértil... 

"Planta" aquela disposição em amar alguém, além do sangue, além do DNA! E esse amor vai crescendo, à medida em que cresce, a espera do(a) filho(a) tão  desejado(a)...

Como eu disse certa vez: a fertilidade e a adoção estão intrinsecamente ligadas:  é preciso ter um "coração extremamente fértil” e destituído de preconceitos, para adotar!

A adoção nos permite amar de uma maneira totalmente despida de ressalvas ou reservas: o Amor simplesmente AMA, independentemente do DNA. 

E é um amor livre, que independe do ventre para "florescer". Simplesmente "brota" em nossos corações! E quando nos damos conta, aquela criança ou adolescente, parece que sempre fez parte de nós...

Então, eu olhei para o meu filho e glorifiquei a Jesus! Porque entendi que Deus é verdadeiramente o  Deus do impossível! Ele faz "da estéril, mãe de filhos"!

E a maior prova, estava ali ao meu lado, louvando a Deus...💞


*Desculpem por tantas metáforas, mas só assim consegui expressar meus sentimentos...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Enfim, sessentei!🎉


"Ontem, eu estava com o Pedro passando algumas mercadorias no caixa de um supermercado, quando de repente, ele olhou para a operadora, e disse: 

- Moça! Sabia que amanhã é o aniversário da minha mãe? Ela vai fazer cinquenta e cinco anos! E daqui mais cinco anos, ela faz sessenta! ☺

A caixa me olhou constrangida - e eu olhei pra ela -, e caí na risada!

E brinquei, que quando eu fizer sessenta anos, será muito bom - porque não pagarei mais ônibus, e pagarei meia entrada no cinema!"☺

Esse texto eu escrevi há 5 anos atrás...

Pois enfim, o dia chegou, e eu sessentei! 🤗

Entrei para a terceira idade! Segundo a lei já sou idosa! Sendo assim, vou atrás da minha carteirinha, essa semana, mesmo! Para usufruir de todas as benesses que a idade traz! 😂

O engraçado é que não me sinto idosa! Apesar de não ter o mesmo vigor, de ter algumas rugas, e dores aqui e ali - em minha mente, ainda me sinto com uns 20 ou 30 anos...🤭

Há os que encaram a passagem dos anos como um fardo. Eu procuro encarar pelo lado bom. 

Cheguei até aqui! Sessentei! Quem diria?

Olhando pra trás, já realizei tanto!

Sou esposa, mãe, avó. Dona de casa. Já fui auxiliar de consultório dentário, bancária , escritora e professora!  

Terminei minha segunda pós graduação, na semana passada. 

Realizei muitas coisas, após os meus quarenta anos. Por isso, sempre digo que nunca é tarde para recomeçar!

Tive muitas conquistas, e algumas desistências... Mas saibam, que até pra desistir, é preciso coragem! 

Em todos esses anos, quantas emoções vivi, experimentei e experimento todos os dias! 

Quantos erros e acertos!

Tive emoções boas e ruins... E já chorei e ainda choro, por cada uma delas! Porque vivo plenamente, cada momento!

Eu louvo e glorifico a Deus por cada ano! 

Peço que ele me dê saúde,  ânimo e coragem para usufruir de tudo o que a vida tem de melhor. 

Que venham os 70, 80, 90... Com saúde, discernimento e na presença de Deus! 

E parafraseando um pensamento que gosto muito: 

"Chego aos meus 60 anos,  com marcas na face e cicatrizes no coração. 

Mas a essência de uma vida, eu a guardo n'alma. 

Lugar esse, onde poucos conseguem tocar, ou até mesmo enxergar. 

Enfim... Envelheço por fora.

Floresço por dentro."

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Aos mestres, com carinho... ❤


Imagem extraída do Google
          Na época em que eu era bancária, sempre ouvia quase que unanimemente, que aquela era a profissão mais estressante!

     No início deste ano, me “aventurei” como professora. E posso dizer, que talvez essa, seja uma das profissões mais estressantes que existem. Mas digo por experiência de causa, que com certeza, é a mais gratificante e apaixonante, também!

       Quando me aventurei por alguns meses na “arte de ensinar”, me apaixonei pela profissão!

     No primeiro dia de aula eu cheguei insegura... Não sabia na verdade, se aquela era minha vocação. Mas Deus me deu a oportunidade aos quase sessenta anos de idade, e eu resolvi experimentar! E apesar de não ter muito treino ou técnica, aos poucos, fui amando a “arte de ensinar”!

Durante os meses em que estive com meus alunos, tentei passar a eles - além das disciplinas obrigatórias -, noções de valores, moral, ética e respeito.

Tentei ensinar também, coisas que estavam fora do currículo, mas que julguei ser importante, que eles tivessem conhecimento!

Tive um aluno muito curioso, que sempre me fazia perguntas instigantes:

- Profe: por que escrevemos deus (dos mitos gregos), minúsculo? Por que o mapa do mundo se chama "mapa mundi"? Quem escreveu o Hino Nacional? E quando foi escrito? Por que as palavras do Hino Nacional são tão difíceis? E por aí vai...

E ao que eu não sabia responder, eu sempre procurava a resposta e lhe respondia no dia seguinte. Como os sinônimos do hino nacional.

Graças a ele, tive a ideia de procurar o significado de algumas palavras do hino nacional. Pois toda segunda-feira eles cantavam o hino, mas não faziam a mínima ideia do significado do que estavam cantando. Fiz uma lista de sinônimos e entreguei a eles. Ficaram muito animados ao descobrir o significado do que estavam cantando!

E então podem me perguntar: - Se você gostou tanto da profissão, por que desistiu?

A resposta é: desisti, porque devido a alguns problemas de saúde que tenho, para mim, ficou inviável continuar. Pelo menos, por esse ano. O meu futuro a Deus pertence!

E eu tiro o meu chapéu a todos os meus colegas, com que tive a honra de conviver por algum tempo! Todos são guerreiros! E “apesar de não usarem capas, são verdadeiros heróis”!

Como uma colega minha: que trabalha em três escolas – em uma particular, uma do estado e em uma da prefeitura. Ela faz verdadeiros malabarismos, com todas as suas atribuições, relatórios, planejamentos. Ainda arranja tempo para as lembrancinhas das datas especiais. Eu já lhe disse mais de uma vez, que ela é guerreira, e que eu a admiro muito!

Ou como outra(o)s colegas, que vêm de outra cidade, e apesar de trabalharem meio período, acabam com o dia todo tomado, entre idas e vindas de ônibus e circulares. E ainda, os inúmeros planejamentos e relatórios!

Ou ainda como outra(o)s, que assumem a profissão como “professora(e)s substituta(o)s”. Essa(e)s não têm o compromisso com planejamentos e relatórios. Mas cada dia é uma surpresa, uma emoção diferente!  

Tanto podem ser designados para trabalhar perto de casa, como trabalhar quase em outra cidade... E muitas vezes, os deslocamentos são em cima da hora e de ônibus!

Professores para mim são heróis, sim!

E como eu li outro dia:

“Professor é a única profissão em que você precisa trabalhar, antes de chegar ao trabalho, para que você tenha trabalho para fazer. Depois do trabalho você precisa trabalhar para corrigir o trabalho feito durante o trabalho, pois não teve tempo de fazer porque estava trabalhando!”. 

E é a mais pura realidade! Essa é a rotina de um professor!

Porém, com todos os percalços e intempéries que encontram pelo caminho, a maioria permanece na profissão.  

Porque ser professor, é antes de tudo, uma vocação e um dom de Deus! E o prazer e a realização de ensinar, suplanta todas as dificuldades!

Então, nesse dia 15 de outubro, eu deixo a minha singela homenagem aos meus colegas professores!

Um Feliz Dia dos Professores a todos, com carinho! Que Deus os abençoe e que vocês continuem a abençoar muitas vidas!! 

“[...] Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes”.

                                         Gabriel Chalita

                                                                               

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Uma aventura no Rio Jacaré-Pepira

Descida do rio Jacaré-Pepira - BrotasSP

Hoje vou contar sobre a minha aventura “apaixonante”, em Brotas! 

Já fazia algum tempo, que eu não me "metia" em alguma aventura! 

Eu e meu marido sempre gostamos de fazer trilhas: no meio do mato, em montanhas. Só que por conta dos meus problemas de coluna, fizemos uma longa pausa. 

Como meu marido tirou alguns de férias, resolvemos viajar. E depois de pesquisar bastante, decidimos ir para Brotas. O Pedro já está um mocinho, e achei que um passeio de rafting  seria uma atividade que ele iria gostar! Ele sempre gostou de aventuras!

Ao chegar em Brotas, tivemos a indicação de uma agência, pelo hotel em que nos hospedamos. Contratei o passeio para o dia seguinte. 

Senti um pouco de medo, ao pensar em descer o rio pelas corredeiras. Mas a meu ver, seria mais ou menos como andar de barco (coisa que já fiz, inúmeras vezes). 

Eu acreditava que o meu único trabalho seria sentar, segurar bem forte pra não cair, e apreciar a aventura. E que o responsável pela embarcação é que iria remar.

Confesso que eu nunca havia prestado muito a atenção nesse tipo de atividade! 😁

Quando chegamos a agência, nos informaram que teríamos um pequeno treinamento, antes de começar a aventura. 

Um ônibus nos levou ao local em que iríamos descer de bote. Colocamos os coletes, os capacetes. Nessa hora deu um "frio na barriga", e eu e o Pedro fizemos uma oração... 

Então fomos apresentados ao Babú, nosso guia e condutor.  

Ele explicou que todos nós teríamos que remar, e nos explicou os comandos: 

- frente = deveríamos remar pra frente;

- ré = deveríamos remar pra trás; 

- segurou = deveríamos segurar na corda lateral no bote, e pender nossas cabeças em direção ao meio do bote;

- piso = deveríamos nos deslocar para o fundo do barco, e segurar na corda lateral. 

- direita ou esquerda = deveríamos nos deslocar para um lado ou outro, quando necessário.

- parou = quando tínhamos que parar de remar e recolher o remo no colo, e ao mesmo tempo, segurar a corda. 

Era imprescindível que nos atentássemos aos comandos, pois a condução do bote dependeria de um esforço conjunto.

Com a nossa conversa, a "ficha foi caindo". E eu percebi que não seria apenas uma mera espectadora...

Uma das minhas maiores preocupações  era não cair na água gelada do rio.  Eu tenho um problema de sensibilidade, com águas geladas. E empipoco toda! Seria cômico, se não fosse trágico!!

Embarcamos no bote, e fizemos um  pequeno treinamento em águas paradas. Parece mentira, mas a minha maior dificuldade, foi segurar corretamente o remo, com o lado certo da mão! 😁      

Os comandos até que foram fáceis de pegar! Porém, de vez em quando, um remo batia no outro... 😁

Então começou a aventura: fomos remando em direção à aguas mais agitadas.

E lá estava o Babú -  nos guiando por aquelas águas:

 - Frente, frente! Ré, ré! Segurou! Piso, piso!!

A todo momento os comandos mudavam, assim como mudava o curso daquelas águas!

Para mim, os comandos mais importantes eram: “segurou” e “piso”.  Pois esses eram usados, para ultrapassarmos os obstáculos e as quedas do rio.

Tudo era muito rápido, assim como tinham que ser nossos pensamentos, para atendermos aos comandos.

A aventura durou mais de uma hora. O rio estava no período de sêca, então as águas estavam  mais calmas.  Fico imaginando o tamanho da aventura, em águas mais agitadas!

Estávamos em seis, no bote. E lá fomos nós, desbravando aquelas águas, superando obstáculos e aprendendo a trabalhar em equipe.

E a sensação de vitória - era muito prazerosa – à cada obstáculo vencido. À cada queda que descíamos, sem virar o barco!

Todos nós remamos muito! Por mais de uma hora!!

No rafting - exercitamos nosso corpo à cada remada. Exercitamos nosso cérebro - à cada vez que tínhamos que atender a um novo comando. Estimulando assim, a nossa agilidade mental e concentração!

O Babu coordenava nossa equipe: fazendo a leitura do rio e a escolha das rotas. E muitas vezes, segurando o bote na força do remo, como quem monta um touro bravo!

E  durante toda essa aventura, lá estava eu: remando, sentando no fundo do bote, voltando para beira do bote – e pensando que no outro dia eu não iria andar, devido aos meus problemas de coluna... 😁

Mas a prática do rafting é tão emocionante... produzimos tanta adrenalina diante da aventura de navegar e enfrentar a força das águas; tantas endorfinas e serotoninas ao contemplar a beleza da natureza que se descortina a nossa frente, à cada remada – que nos desconectamos de todo o estresse do nosso cotidiano. E ali - só existe nós, aquele rio e sua paisagem deslumbrante... A sensação é de alegria, de felicidade!

E por incrível que pareça, apesar das hérnias de disco e fibromialgia, terminei sem sentir nenhuma dor! E fiquei uns três dias assim: com essa sensação de bem estar e extase!!

Resumindo: todos nós amamos a experiência! Ficamos com “gostinho de quero mais”!

Muita gente, que depois viu as fotos, nos tachou de loucos. Outros de corajosos!

Posso dizer, que a princípio,  fui movida mais pela falta de noção, do que pela coragem...😁

No entanto, o que sei - é que essa foi uma das experiências mais emocionantes que tive o prazer de desfrutar! E que quero repetir em breve!

E pra terminar, fiquei pensando na felicidade do Babú, nosso guia...

Que conhece aquele rio como a palma de sua mão! Que tem o seu “escritório” a céu aberto!  E que pode desfrutar do prazer de desbravar aquelas águas todos os dias, contemplando a beleza da criação de Deus...😇🙌