O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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domingo, 5 de julho de 2020

Crônicas da quarentena...V

Imagem extraída do Google 
Hoje faz 111 dias, que estamos de quarentena.
Em todo esse tempo, dá pra contar nos dedos, o número de vezes que saí de casa...
Estou tentando sair, somente em caso de necessidade - o menos possível. Fazer a minha parte, para que esse isolamento termine o quanto antes!
É triste constatar que depois de tanto tempo, a curva de contágio  continua subindo...
Mais triste ainda, ver tantas vidas sendo ceifadas! E além da pandemia, o desemprego assolando o país.
O comércio fechou novamente, aqui em minha cidade. E nem sei se essa é a melhor medida - visto que quando o mesmo reabre, formam-se aglomerações! Piorando, ainda mais o problema!
Talvez a solução seria, justamente o contrário:  estender o horário do comércio, para diluir o fluxo de pessoas. Disponibilizar mais ônibus (em vez de diminuir), para que as pessoas que precisam trabalhar, não tivessem que enfrentar aglomerações - ao ir e voltar do trabalho!
Quanto ao comportamento de uma grande maioria, não sei se a “ficha” ainda não caiu... Mas algumas pessoas agem como se estivessem de férias, e não em uma quarentena.
O que percebo, é que muitas pessoas “negam” o problema!  Minimizam a situação, dizendo: 
“-Ah! Mas esse vírus só é perigoso para quem é idoso, ou tem comorbidades!”!
Esse para mim, não é um argumento válido!
Por acaso, quem é idoso não é importante? Não tem família?
E quem tem comorbidades? Há pessoas que têm doenças autoimunes e imunidade baixa. Há crianças com asma, ou outras doenças, que se enquadram nesse grupo!  Me pergunto: essas vidas não têm valor??
Há as que questionam o uso de máscaras – não querem usar; e ainda criticam quem as usa!
À meu ver, o uso de máscara é imprescindível: para a  própria segurança. E principalmente, para a proteção de outrem.
É confortável? Não! Dá falta de ar, é difícil respirar... 
No entanto, para mim - ao sair – usar máscara, é acima de tudo, uma atitude de cuidado comigo mesma, e de respeito ao meu próximo!
Há também, o que criticam quem está de quarentena! Parece mentira... Mas é verdade!
Já vi pessoas nas redes sociais -  criticando, quem está em isolamento e usando máscaras. Tachando-as de antissociais, hipocondríacas, neuróticas; e muitos outros adjetivos desmerecedores...
Esse tipo de pessoa, além de não fazer nada para colaborar, ainda atrapalha quem está tentando fazer a sua parte!  Mostrando assim, total falta de respeito, empatia e de consciência!
Ou, talvez, seja  até uma espécie de fuga – uma negação dos seus próprios medos...
Ontem acordei um pouco desanimada com tudo isso...
Perguntando-me: até quando, isso vai durar? O que será de nós, do nosso país, da humanidade??
Mas aí me lembrei, assim como já me lembrei várias vezes - que o futuro pertence a Deus!
Então, procurei me animar. Continuarei aqui orando, para que tudo isso acabe logo! Para Deus, nada é impossível! Seguirei acreditando!
E principalmente, fazendo a minha parte: saindo o menos possível, e usando máscara.
Eu não preciso de lei que me obrigue à usá-la. E muito menos de veto, que desobrigue o seu uso! Vou usá-la, à cada vez que precisar sair – até que uma vacina seja encontrada para esse vírus!
Muita força, fé, saúde e ânimo pra todos nós!


       “Bendito o homem que confia no Senhor,
          E cuja esperança é o Senhor.

   Porque ele é como árvore plantada junto às águas,
   Que estende as raízes para o ribeiro

   E não receia quando vem o calor,
   Mas sua folha fica verde; e no ano de sequidão

   Não se perturba nem deixa de dar o seu fruto.”
                                                                                          Jeremias 17: 7 - 8

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Crônicas da quarentena...IV

Imagem extraída do Google 
             Ontem, me lembrei de um texto que escrevi há quase oito atrás...
Me lembrei desse texto, porque a reflexão que fiz naquela época, tem tudo à ver com o momento atual.
Na época, um acontecimento inesperado me fez olhar com outros olhos, para um colchão velho que eu tinha...
Ele era velho, tinha quase dez anos, e eu não dava muito valor a ele.
Então, de repente, me vi sem ele! Privada do conforto, que eu nem me dava conta, que tinha...
"Viajei" e fiz uma analogia com o modo como todos nós estamos vivendo hoje - privados de uma liberdade,  que nem sabíamos que tínhamos, e há mais de três meses!
Não valorizávamos essa liberdade. Assim, como muitas vezes, não valorizávamos, pequeninos prazeres do nosso cotidiano.
Pequenos tesouros que estavam ali, ao nosso alcance. Porém, imperceptíveis ao nosso olhar -  porque com a correria desenfreada em que todos nós vivíamos -,  desaprendemos à enxergar o essencial!
A certeza que eu tenho hoje - é que enxergaremos a vida com outros olhos, quando tudo isso passar! E tenho fé em Deus, que vai passar!
Que  aprendamos à enxergar - o que realmente tem valor nessa vida! 

♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡

Um colchão velho... 

As minhas reflexões surgem na maioria das vezes de maneira inusitada!
Na semana passada, eu estava deitada em minha cama, em meu colchão velho (ele já tem quase nove anos...). E me senti tão feliz! Então agradeci a Deus, por estar ali deitada naquele colchão...  Na semana anterior, eu havia passado o maior apuro!
Eu e meu marido resolvemos trocar o telhado aqui de casa. Justamente quando o pedreiro descobriu uma parte do telhado, formou-se o maior temporal. Ele então cobriu tudo com plástico e foi embora, pois não seria mais possível trabalhar naquele dia.
Como a chuva começou torrencial, fui verificar se havia alguma goteira, mas estava tudo normal. Continuei com meus afazeres de casa, antes de sair para trabalhar. Escutei o barulho da chuva forte, mas, para mim era apenas o barulho da chuva lá de fora.
Então, resolvi ir ao meu quarto (nem sei por quê...). E me deparei com uma cena assustadora: havia literalmente uma cascata sobre a minha cama!
A chuva forte estava descendo através do buraco do lustre! Corri, peguei um balde e uma bacia. No entanto, nem os dois foram capazes de deter aquela aguaceira toda! Era preciso tirar o colchão do lugar.
Só que o meu é daqueles colchões tipo box, bem pesado! Sozinha, não conseguiria movê-lo.  Liguei para o meu marido e fui correndo buscá-lo no serviço.
Então, tiramos o colchão do lugar. Enxugamos aquela aguaceira toda, que já estava chegando ao quarto do nosso filho e indo pra sala.
Chamei o Sr. Antônio, o pedreiro, de volta pra cobrir novamente o telhado, com o plástico que a tempestade de vento havia tirado. Só depois, pude ir trabalhar, agradecendo a Deus por ainda estar em casa quando tudo aconteceu, pois, caso contrário, não seria só o colchão que estaria molhado, mas a casa toda!
Resumindo: o meu velho colchão ficou em pé secando por dois dias. No primeiro, formou-se uma poça d’água quando ele foi colocado em pé. Achei que era um caso perdido...
Por “dois dias”, minhas noites foram “um calvário”! Na primeira, resolvemos dormir num colchão inflável que temos. Nossa! Que coisa horrível! O colchão mexia cada vez que eu respirava. E quando a gente se mexia? Era o maior barulhão!
Passamos uma noite de cão! Se bem, que a nossa cachorra Serena parece ter noites bem melhores do que aquela...
No outro dia, resolvi dormir no box do meu colchão. Foi outra noite daquelas...
E pra ajudar, eu escutava o barulhão que o meu marido fazia, a cada vez que ele se virava, no “bendito” colchão inflável!
Após dois dias, resolvemos colocar nosso “velho” colchão no lugar. Parecia haver secado completamente, talvez por esse tipo de colchão ser oco por dentro. Não sei se as molas enferrujaram... Qualquer dia desses a gente descobre...
Então coloquei um lençol limpo, fronhas limpinhas e fomos dormir.
Nossa! Que alegria eu senti! Naquele dia, agradeci a Deus por aquele colchão, que apesar de velho, estava me dando tanta alegria!
A vida da gente é assim: às vezes temos tantas coisas que nos fazem felizes, e que estão sempre com a gente!
Só diante da possibilidade da perda, porém, é que passamos novamente a enxergar e a dar o devido valor à elas...
                                                          Texto escrito em 05 de novembro de 2012.  

terça-feira, 9 de junho de 2020

Crônicas da quarentena...III

Hoje faz 85 dias, ou 12 semanas e 1 dia que estamos de quarentena. Em isolamento social.
Nesse período - saímos pouquíssimas vezes. 
Temos vivido muitas emoções nessa quarentena! Talvez, nunca mais sejamos os mesmos, depois que tudo isso passar...

Mas, hoje resolvi espairecer - e me lembrar dos momentos engraçados que tivemos, nesse período. E foram muitos: alguns talvez, eu nem me lembre hoje, para contar...

Pois bem: no comecinho da quarentena, em que estávamos todos muito assustados - morrendo de medo de ter que ir ao hospital, eu levei dois “tombaços”! 

Agora, à cada vez que me lembro dos tombos, eu rio sozinha... 😊
Por ocasião da páscoa, eu estava fazendo ovos  para os meus filhos e netos, e o telefone tocou. Eu estava distraída, e saí ao quintal falando com minha filha.
E vivi uma cena, digna das videocassetadas... 

Ao sair – pisei no patinete, que o meu filho deixou “estacionado” bem na frente da porta da cozinha. Fiquei “rodopiando” no ar, tentando me equilibrar para não cair...

Resumo: me esborrachei no chão! Bati o joelho, torci as costelas... Amassei a tampa do latão de lixo, tentando me equilibrar nele.

O telefone sem fio, voou longe, espatifou no chão e desmontou, quando me desequilibrei!

Minha filha ficou lá do outro lado da linha, achando que a ligação caiu.

Só depois de algum tempo, foi que consegui me recompor, e liguei para ela chorando - acreditando que tinha quebrado alguma coisa. Por milagre, não quebrei nada, graças a Deus! Mas fiquei toda dolorida...

Alguns dias depois, eu estava fazendo um banoffee de banana, para a minha netinha.  E tive que picar algumas bananas em rodelas. Estávamos eu e meu marido na cozinha.

De repente, ao passar por ele, levei o maior escorregão! Quando ele se virou para ver o que tinha acontecido, lá estava eu esborrachada novamente no chão... 😊
Uma rodelinha da banana tinha caído no chão, e eu distraída, não vi, e pisei... E lá se foi mais um tombo! Nem havia me recuperado do primeiro!

Só rindo pra não chorar... Muito cuidado com os brinquedos e bananas, nessa quarentena!  

Bem... E com o confinamento e a paralisação das aulas, as crianças têm muito tempo para “maquinar” suas artes! Um minuto de descuido, e eles aprontam!

Outro dia o Pedro me chamou depois que terminou o banho. O banheiro estava todo embaçado. E ele apavorado, porque seu espelho tinha trincado de fora à fora.

Perguntei o que havia acontecido, e ele permaneceu calado, olhando pra mim. Perguntei, se ele havia jogado alguma coisa no espelho - e ele quieto...

Então observei, que no embaçado do espelho, se sobressaiam alguns círculos... Fiquei intrigada: o que poderia ser?

Até que o “apertei”, e ele acabou confessando que pegou o desentupidor do vaso (que graças a Deus, nunca havia sido usado!) e ficou grudando no espelho... 
Olha a arte da criança: que perigo, se o espelho quebrasse, e viesse pra cima dele!

Num outro dia em que estava bem frio, quando ele estava indo para o banho, ele me perguntou se era para trocar as meias -  se elas estavam sujas... E eu disse que sim!

Ele demorou para se trocar no banheiro. Até dei uma bronca, justamente por estar bem frio, e ele demorando e tomando friagem!
Pois não é que - depois de duas horas, quando estávamos na sala assistindo à TV -, ele olha pra mim na maior inocência, e me diz que tinha lavado as meias, e que estavam limpinhas no pé dele! Quase tive um piripaque de nervoso!
Que ideia de girico! 😁 
Ele ficou mais de duas horas, com as meias molhadas nos pés, naquele frio! Só pela misericórdia!

E os meus netinhos?  Estão aprontando mil e uma, no apartamento em que vivem!

Outro dia, meu netinho encheu todas as gavetas do armário do banheiro, de água! Quando minha filha viu, já estava tudo alagado! 😊
Num outro dia, minha netinha trancou-a na área de serviço. Justo na hora em que uma cliente apertava a campainha, para pegar uma encomenda! 
Enquanto minha filha gritava para eles abrirem – os dois riam, achando graça! Até que por fim, abriram...
A criançada está “botando pra quebrar”, nessa quarentena! 😊
Ah! Já ia me esquecendo! Outro dia li uma frase meio sarcástica: "se você não cortou o próprio cabelo, não está cumprindo direitinho a quarentena...".
Pois eu estou cumprindo muito bem! Já cortei e repiquei, meu próprio cabelo! Como ele é cacheado, dá para disfarçar as "burradas"...😁
As emoções de todos estão afloradas, com tudo o que estamos passando.
Hoje não vou me aprofundar, e tentar entender os sentimentos - mas apenas relatar essas situações tragicômicas...

Eu - com essa quarentena -, estou com uma vontade “louca” de fazer pães, bolos, doces... Já testei tantas receitas de pães, que quando passar tudo isso, estarei apta à abrir uma panificadora! 😊
Já fiz também vários cursos gratuitos de extensão: minha filha acha graça desse meu jeito! Diz que vou sair superespecializada dessa quarentena!

Também faço artesanato: com pedras, decoupage, pintura, costura, e etc. 

Nesses dias de confinamento, aprendi à fazer vídeos das minhas “artes”. E posto tudo, no meu blog de variedades!

Tenho arrumado gavetas, armários...
Talvez, se algum psicólogo me analisar, é quase certeza que vai diagnosticar esse meu comportamento, como uma espécie de fuga da realidade... E pode até ser!

Mas é o jeito que tenho encontrado, pra não “surtar” com tudo isso!

Enquanto a cura para o vírus não chega, e essa quarentena não termina - vamos nos reinventando com criatividade e força de vontade.

E principalmente – com fé em Deus, de que dias melhores virão! 😉 

*Para quem quiser conhecer meu blog de "aventuras" culinárias e artesanato, segue o link!😉

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Dia Nacional da Adoção - O Amor não tem DNA 💕

Hoje faço uma repostagem de um texto que escrevi há dois anos atrás – exatamente nesse dia!

Hoje é o da Nacional da Adoção.

Esse dia me remete há alguns anos atrás, quando tudo começou! Quando a Adoção começou a fazer parte da nossa história!

Talvez algumas pessoas não concordem com o fato de eu sempre escrever à respeito.

Talvez argumentem que se o Amor por um filho adotivo é o mesmo que o Amor por um filho biológico, por que então tocar no assunto?

Eu gosto de escrever à respeito, porque quando penso no assunto, meu coração transborda de Amor! ❤

E acho importante falar à respeito, para desmitificar o ato da adoção; e assim contribuir para quebrar os preconceitos e paradigmas, que ainda existem!

O Amor é exatamente igual, sim! 
Sou mãe biológica e do coração! E posso falar com experiência de causa!

O Amor que sinto por meus dois filhos, é exatamente igual: em grandeza, em transbordamento e em entrega!
Ser mãe dos dois, me completa como mulher!

Hoje, enquanto estava no banho, conversei com Deus: - É... eu converso com Deus em horas inusitadas... Quando sinto necessidade!

E ao lembrar de como tudo começou, agradeci a Deus por ter entrelaçado nossos caminhos!

Agradeci pela vida do meu filho! E pedi que o abençoasse, e que ele seja sempre feliz!  
Que cresça, e permaneça sempre, nos caminhos do Senhor!

Orei por mim e por meu marido, para que sejamos bons pais. Que tenhamos discernimento para criá-lo sempre com princípios e valores! Ensinando o que é bom, o que correto e o que é digno!
E orei também pela genitora dele: onde quer que ela esteja, que Deus a abençoe – porque através da vida dela recebi um presente precioso...

Lembro-me da primeira vez, que vi olhar do meu filho... Foi emocionante! ❤

Ele era um bebê gorduchinho, e quando a assistente social chegou com ele, ele olhou pra nós – pra mim e para o meu marido - e abriu um sorriso lindo!

Naquela hora, as lágrimas rolaram e o meu coração “derreteu” de tanto Amor! ❤
É inexplicável, mas naquele momento – ele nasceu pra nós! Ali, diretamente em nossos corações! E já era nosso, à partir de então!

Quem não viveu a experiência talvez não entenda... E talvez não haja uma explicação mesmo! Só vivenciando pra entender. 💕

À partir daquele dia, todos os dias íamos visitá-lo. A previsão era que demoraria uns quinze dias, pra ele ir para casa.

A espera foi se tornando angustiante! Eu queria que fosse logo, imediatamente!

O curioso – é que junto com aquele Amor que nasceu naquele dia, nasceu também o instinto de “leoa”, quase primitivo. Aquele instinto de que temos que preservar e cuidar da nossa cria! 😊

Quando voltávamos pra casa, eu ficava pensando: será que elas vão cuidar bem dele? Será que ele está dormindo bem? Será, será... e será??
Transcorreu aquela semana, e no domingo não pudemos visitá-lo. Disseram-nos que ele iria à um churrasco, na casa da psicóloga.
         Eu e meu marido ficamos indignados! Por que não poderíamos visitá-lo, nem mesmo no final da tarde? E pra quê levar nosso filho tão pequenininho, num churrasco? E se não cuidassem bem dele? E se acontecesse alguma coisa?

O instinto primitivo falou mais alto... E nos esquecemos, que nos últimos meses, ele tinha vivido ali. E que tinha sido muito bem cuidado! Mas bateu aquele ciúme, em nós! 

Ele não chegou em quinze dias...

Aquele churrasco tinha um motivo: era a despedida, com ele.

Na segunda fomos chamados no fórum. A guarda provisória tinha sido expedida! Que emoção, que alegria!
Naquele momento, o fato de eu ser apressada e ansiosa, nos ajudou. Porque eu, meu marido e a minha filha mais velha corremos pra aprontar tudo: compramos roupinhas, carrinho, berço, cadeirinha para o carro. Eu o fiz até pintar, e me ajudar a decorar o quarto! 😂
E, em uma semana estava tudo pronto.

Chegamos ansiosos, com a roupinha pra ele sair. Eles não permitiam que a criança levasse nada do abrigo, excetuando-se um item!

Quando já estávamos prontos pra ir embora, a assistente social nos entregou uma caixinha com um laço, dizendo que aquilo era do Pedro. Na hora pensei que fosse alguma roupinha ou algum brinquedinho que ele tivesse.

Ao abrir, nos deparamos com um caderno azul, e ao folheá-lo, pude conhecer a rotininha dele, desde o dia em que havia chegado ao abrigo. 
Aquilo era um tesouro...💝 E o guardo com carinho, pra ler com ele, quando tiver mais maturidade.

Fomos para casa: eu e meu marido, emocionados!  Enfim, o nosso príncipe estava em casa -  no seu lugar!

Mais tarde, fui ler o caderninho dele com mais atenção, e uma anotação de uma das cuidadoras, fez eu e meu marido nos emocionarmos, mais uma vez:


“01/04/2011

Quando cheguei o Pedro estava dormindo. Teve a visita de seus pais. Quando voltou estava acordado e com os olhos brilhando! Ficou quietinho!

...

Durante a noite não acordou nem durante as trocas de fraldas. Por diversas vezes durante a madrugada sorria enquanto dormia. Noite maravilhosa!”. 

Foi maravilhoso poder tomar conhecimento de sua rotina! Especialmente da noite em que estivemos lá! ❤
Naquela noite, quando chegamos em casa, ele dormiu a noite toda. Foi como se soubesse que ali era o seu lugar!

Já se passaram sete anos, desde então!

E eu vejo nele, um pouco de cada um nós!

Pode não ser o mesmo sangue à correr em nossas veias! Mas a “hereditariedade” existe, sim!

Eu vejo a “hereditariedade” nos jeitos e maneiras, que ele herdou de nós!

Eu vejo à mim mesma, através do seu jeito desinibido, falante e sociável!

Quando chega a algum lugar, e dá bom dia, boa tarde ou boa noite, exatamente do jeito que eu faço!

E vejo ao meu marido, quando ele tira a camisa no verão - igualzinho ao pai-, para lavar o carro, ou outra coisa qualquer!

Ou, quando sai da escola todo orgulhoso, pelo Tio Jaime o chamar de “Pedrinho da Bike” – porque às vezes, o pai, o busca de bicicleta!

Quando dá “glórias a Jesus” ao ficar feliz com alguma coisa ou conquista!

Eu vejo aí a “hereditariedade”: que transcende a ciência, a genética e o sangue!

E que -  o Amor que nos une - é o que realmente importa! E nada mais! 💕
Amo você, meu filho! ❤

P.s.: para acessar mais textos sobre o assunto - acesse o marcador  "Adoção".  

domingo, 10 de maio de 2020

Ser mãe...💞


“Mãe de Barriga, Mãe de coração, Mãe de vida ou de consideração... 
Mãe de “anjo”, que pra sempre será mãe... 
Mãe é Mãe, com os mesmos medos... Ansiedades... cuidados...  
E principalmente com o mesmo amor... 
Incondicional e eterno!”  D. a.
                                             
Hoje é Dia das Mães!
E eu estou aqui pensando em meus dois filhos...💞
Tão diferentes, se eu os comparar pela idade - 26 anos de diferença; ou pelo modo com que chegaram em minha vida!
Mas tão iguais para mim - quando penso no Amor que nos une e que sinto por ambos...💖
Deus me presenteou com a chegada deles, de maneira distinta.
Minha filha mais velha foi gerada no ventre; e o meu filho mais novo, no coração!
Cada qual chegou para mim, em épocas diferentes de minha vida, também.
A Natália chegou depois de 9 meses de espera, quando eu tinha apenas 20 anos.
O Pedro chegou depois de 2 anos e meio de espera, quando eu já tinha 46 anos.
As "esperas" foram diferentes - mas ambas tiveram a mesma importância, no que tange o significado da maternidade, pra mim: que é "gestar" Amor.. .💞💖
Amei-os, desde o primeiro momento de espera...
Ansiei por suas chegadas, imaginando os rostinhos, os olhinhos...💞
Em cada chegada - amei-os desde o primeiro instante, em que nossos olhares se cruzaram.
E vislumbrei o Amor, em seus olhinhos tão expressivos! 💖
Amei-os antes, e a cada dia mais, depois que chegaram...
E esse Amor tão grande - que sinto por ambos - me completa!
Aquece o meu coração... 💖
Transborda, transcende... E me faz querer ser melhor, à cada dia!
Louvo e glorifico a Deus por suas vidas! E por ter o privilégio de experimentar esse Amor tão grande! 🙏
Amo vocês, meus filhos! 👫💖

P.s.: e o Amor só aumenta e se multiplica - através dos meus netinhos, Isabela e Davi! 💞💞👫