O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Por mais pés sujos e almas leves...☺

Na semana passada, eu estava no tanque esfregando as camisetas de escola do meu filho; e pensando nas broncas que eu dei nele - durante todo o ano – por tê-las sujado tanto.

Ele chegou todos os dias, invariavelmente, com as camisetas da escola, imundas!

Na maioria das vezes, eu dei uma baita bronca nele, pois ele sempre é o mais encardido à sair. 

Perguntei a ele, inúmeras vezes:

- Pedro, por que você sai tão sujo e suado? As outras crianças não saem assim!

Somente nos dias de chuva, ele chega limpo. Porque nesses dias, na hora da saída, não dá pra ir ao parque. 
A sua escola tem um playground enorme, com grama e brinquedos.

Ele se esbalda! Pra ele, sempre foi o paraíso!

Tanto que quando chegamos exatamente no horário de saída, ele fica bravo, pois não dá tempo de ir ao “bendito” parque!

Ele se superou no dia em que foram apresentar o projeto de empreendedorismo!

Todos de sua classe fizeram brigadeiros, que iriam vender para as outras classes, na hora da saída. Nesse dia, eu recomendei:

- Pedro: por favor, não se suje na hora da saída! Hoje você vai vender brigadeiros, e ninguém vai querer comprar, se você estiver sujo!

Foi como se eu dissesse: role na grama, se suje todo, e depois vá vender os brigadeiros!

Quando cheguei lá, ele estava com uma camiseta de um coleguinha, por cima da sua. Ao perguntar o porquê dele estar assim, a professora me disse que ele havia se sujado muito, e que tinha vestido aquela camiseta nele, pra que ele pudesse vender os brigadeiros!

Quando vi a camiseta, ela estava vermelha de terra! Creio que foi o dia em que ficou mais sujo! As suas camisetas estão até finas, de tanto esfregar.

Então, na semana passada estava eu lá no tanque, esfregando as benditas... E comecei a sorrir sozinha, ao lembrar de como ele chega encardido!

E pensei então: por que eu dou tanta bronca nele, por causa da sujeira das camisetas e dos tênis?

O fato dele chegar tão sujo, mostra-me que ele se diverte! É uma criança livre, leve e solta! E isso é muito bom!

Quando nos tornamos adultos, vêm as responsabilidades, as preocupações. Muitas vezes a vida é dura e difícil.

Temos que nos manter sérios e comportados, a maior parte do tempo. Em nossos empregos, na faculdade.

Então, que ele chegue sujo e suado de tanto brincar, enquanto é criança!

Que seja uma criança, que rola na terra, rola na grama e é feliz! O tempo passa tão rápido, e não volta...

E quando a idade adulta chegar, que ele se lembre desses momentos felizes e preciosos...

Que mesmo adulto, Deus o conserve  com esse mesmo espírito! E que de vez em quando, ande descalço e despreocupado. 
Que seus pés fiquem sujos e sua alma se mantenha leve e livre. E seu coração feliz...

- Por mais pés sujos e almas leves...   Pois no final das contas, essas são as coisas que realmente importam na vida... 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

No Dia Mundial da Adoção...❤



Hoje, no dia Mundial da Adoção, eu estou aqui sentada – apesar de ter mil coisas pra fazer -, relembrando como me tornei mãe do coração...❤
Aos quarenta e dois anos descobri que havia entrado na menopausa, um pouco precocemente. E justamente, quando estava tentando engravidar...
Na época encarei  essa situação, como encaro tudo em minha vida: aceitei a notícia confiando que Deus estava no comando de nossas vidas!
Várias pessoas sugeriram-me que fizesse algum tratamento, já que a medicina anda muito avançada! Mas eu não quis forçar a minha natureza.
Não sou contra esse tipo de tratamento, mas particularmente, não encarei como uma opção.
Eu já havia experimentado a maternidade em meu primeiro casamento. Na época não tive problemas em engravidar. Hoje minha filha já está adulta e me deu dois netinhos lindos... 
Como já escrevi anteriormente – logo de início pensei na possibilidade da adoção. Mas o meu marido se sentia inseguro. E eu não quis pressioná-lo.
O tempo  passou – aproximadamente um ano. E como Deus sabe de todas as coisas, Ele permitiu  esse tempo, para que  a ideia e o desejo fossem amadurecendo em nossos corações...
Meu marido ligava a TV e lá estava passando uma reportagem sobre adoção.  À princípio ele assistia sozinho. Depois foi ficando animado e me chamava, toda vez que via algum programa com o tema!
Até que um belo dia, ele chegou pra mim e me disse que queria adotar! E lá fomos nós ao fórum pra nos informarmos! Providenciamos tudo e entramos na fila do CNA. Foram dois anos e meio de uma longa espera...
- Quando decidimos adotar um filho temos que estar absolutamente seguros de nossa escolha. Pois o preconceito existe: entre familiares, amigos; em pessoas que menos se espera! Você ouve os mais variados tipos de comentários, tais como:
“- Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha, e o que poderá se tornar!”.
Ou:  - “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.
E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto! Ainda hoje, eu ouço essas coisas... Esses tipos de comentários são totalmente desnecessários,  e eu rebato, respondendo:
- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 
- Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente da que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!
Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos! Ainda que estivesse maltratado, e nem bonito fosse!
Na verdade eu esperava uma criança assim: tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!
E então... nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!
Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!
Hoje ele tem sete anos e sabe que nasceu em nossos corações... ❤
Encara o assunto com naturalidade. Não sei se entende ainda o real significado de tudo! O que sei é que é feliz e desencanado com o assunto!  
Eu amo falar sobre a nossa história!  Nunca quis que fosse um tabu para ele. Falamos com nosso filho desde muito pequeninho...
E algumas vezes, através da nossa história – incentivamos outros casais à adotar.
O que posso falar - é que sou mãe biológica e do coração.
Amo meus dois filhos com a mesma intensidade! E posso falar por experiência de causa, que não existe diferença nenhuma no Amor que sinto por ambos.
E sabem por quê? Porque um filho nasce primeiramente em nossa alma, nasce lá no âmago do nosso ser! Independentemente de ter sido gerado no ventre ou no coração...
A única coisa que é imprescindível ter para ser mãe ou pai... é Amor! É ter apenas  capacidade de Amar!
É uma bênção que Deus concede a todos!! Basta querer e se entregar incondicionalmente  a esse Amor... ❤
Quem adota com responsabilidade e amor, certamente muda a vida de uma  criança para melhor!
Por outro lado, essas crianças,  mudam totalmente as nossas vidas também!
Somos “adotados”  quando olhamos para aqueles olhinhos pela primeira vez... E nesse belo dia, as dúvidas, transformam-se em certezas, e Deus testifica em nossos corações, que ali, naquele momento, encontramo-nos diante de nosso filho!
E hoje, no Dia Mundial da Adoção, eu oro e glorifico a Deus pela vida do meu filho!
Agradeço pela benção e pelo privilégio de ser Mãe do Coração!
E digo e reafirmo, que o que realmente importa nessa vida - é o Amor! ❤

“Não habitou meu ventre, mas mergulhou nas entranhas da minha alma. 
Não foi plasmado do meu sangue, mas alimenta-se no néctar de meus sonhos. Não é fruto de minha hereditariedade, mas moldar-se-a no valor de meu caráter. 
Se não nasceu de mim, certamente nasceu para mim”.

Este texto é uma compilação de alguns trechos, de textos que escrevi sobre o assunto, e que expressam a minha emoção de ser Mãe do ❤.

Link do blog/marcador “Adoção”: https://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com/search/label/Ado%C3%A7%C3%A3o

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O que realmente não importa...

Imagem extraída do Google
Todo mundo me pergunta:
- O que realmente importa?
E eu sempre respondo, que para mim, o que realmente importa é Deus, a família, os amigos...
Então parei pra pensar: e o que realmente não importa?
Simplificando:
O que realmente não importa pra mim é: dinheiro, posição social – status, títulos acadêmicos, opinião dos outros e roupas de grife.
Explicando melhor:
A opinião dos outros realmente não me importa, quando tenho convicção da minha! Com a maturidade, já não temos mais a necessidade de aprovação e de agradar os outros.
Se sei que estou certa e estou em paz comigo mesma, pouco me importa a opinião dos outros!
E de certa maneira, a segurança em nossas convicções e escolhas, nos traz a sensação de liberdade!
Roupas de grife: nunca me importei com isso. E nessa “altura do campeonato” é que não vou me importar mesmo! Não preciso de roupas caras e de marca, pra me afirmar ou me sentir melhor!
Adoro uma promoção! E me realizo quando compro uma coisa barata e boa! J
Quanto ao dinheiro:  é claro que todos nós precisamos de dinheiro pra sobreviver. Não vou ser hipócrita dizendo que ele não tem importância nenhuma. É claro que tem sua importância.
Só que pra mim, não é o mais importante.
Nunca tive a aspiração de ganhar muito dinheiro!
Já batalhei para ter um bom emprego, para ter uma vida confortável. Apenas isso. Nunca tive grandes anseios.
Sempre pedi a Deus o suficiente pra ter uma vida digna: nem muito e nem muito pouco.
E hoje, ao tomar a decisão que tomei - parei de trabalhar para ter tempo de cuidar da minha saúde, e me dedicar mais à minha família – vejo que não preciso de muito pra ser feliz!
O tempo que tenho, agora é muito precioso pra mim! Mais do que o dinheiro que eu ganhava.
Tem um pensamento de Vitor Hugo que ilustra bem como deve ser nossa relação com o dinheiro:

“Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga “Isso é meu”, só para que fique bem claro quem é o dono de quem!”

Não quero ser escrava do meu dinheiro! Tenho sonhos, aspirações - mas nada é mais importante do que minha saúde, tempo e paz de espírito.
Quando oro, sempre me lembro da Palavra de Deus em Prov. 30 – 8 que diz:  
“Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário”.

Posição social, status e títulos acadêmicos nunca foram importantes pra mim!
Eu creio que uma pessoa é importante por sua essência, seus valores e princípios!
Conheço catedráticos, que são analfabetos no quesito educação! E conheço sábios que não têm nenhum diploma!
Nunca almejei grandes títulos ou diplomas para mim, ou meus filhos.  Não que eu não acredite neles!
Muito pelo contrário: acredito e sei que são inteligentes! E cada um tem seu talento.
Porém, o que sempre desejei pra eles é que sejam felizes em primeiro lugar! E que estudem e trabalhem no que os faça sentirem-se realizados!
Isso para mim tem importância: que eles sejam pessoas honestas, felizes e realizadas, independentemente do dinheiro que ganhem!
Se me perguntarem o que eu quero que o meu filho mais novo seja quando crescer, essa vai ser minha resposta:
- Que seja um homem justo, digno e honesto. E que seja feliz na profissão que escolher!
Então: dinheiro, posição social, títulos acadêmicos, e etc. são coisas que realmente não importam pra mim... 
Porque como bem diz um pensamento, em que desconheço o autor:
“O que importa nessa vida são os afetos. O resto é cenário.” 

sábado, 22 de setembro de 2018

Primavera = esperança! ❤🌸🌺

Hoje acordei tarde...Mas não de “bode”! ☺  
       Pela primeira vez, nessa semana! A mesma transcorreu e não foi nada fácil pra mim.     
          Estava com dores e mais dores! E até a claridade estava me incomodando!
Melhorei muito depois que comecei a me cuidar. E já fazia muito tempo que não me sentia assim!
Só que quando achamos que estamos bem, abusamos.
Não posso carregar peso: e foi justamente o que fiz, por achar que já estava muito bem!
Só que hoje - apesar de estar ainda um pouco dolorida -, não quero apenas falar das minhas dores...
Quero falar da alegria que senti ao abrir a janela e me deparar com um dia claro, lindo e ensolarado!
Eu até gosto dos dias chuvosos, de vez em quando. Mas creio que sou movida à energia solar!
Um céu azulado e ensolarado é como uma injeção de ânimo pra mim!
Os problemas e as mazelas da vida parecem mais fáceis de serem encaradas e resolvidas, num dia assim. Tudo parece melhor...
E “pra ajudar’, hoje já é primavera! A estação do ano, que eu amo!
A estação das flores, das cores, da vida!
A estação em que não apenas as flores desabrocham, depois de um longo inverno... Mas o meu coração - e acredito que o de muitas pessoas, também -, começam a “florescer” novamente...
Eu gosto tanto de flores, que em minha casa você verá flores por todos os lados! Em luminárias, quadros, lustres e na maioria de minhas roupas! 
A primavera é a estação que traz consigo, a esperança!  Dias coloridos, alegres e leves!
Deus faz tudo perfeito: Ele criou o inverno, e nos permite passar pelos “invernos” da vida. Mas logo em seguida, nos presenteia com a primavera: que renova nossas forças, energias e esperanças!
E como nos diz em Sua Palavra:  "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". (Sl. 30:5)
Assim é a nossa vida: depois de uma noite escura e longa, o sol sempre volta a brilhar! Depois de um rigoroso inverno, a primavera chega, e nos presenteia com sua beleza e vida!
Que “floresçamos e desabrochemos” junto com suas flores.
Sempre na esperança, de que dias melhores virão! ❤🌸🌺

“Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores".
                                                                                                    Clarice Lispector
                                                                                                                    

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

É preciso (re) aprender o valor das coisas...


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“De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.
Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos”.
                                                                                                     1 Timóteo 6:6-10

No domingo retrasado, essa foi a Palavra de Deus, no culto que assisti. 
E na semana passada, vi uma postagem de uma amiga falando sobre desapego, sobre viver com simplicidade. E também, ao assistir um vídeo na internet (do Papaipop) sobre o valor das coisas - lembrei-me da Palavra daquele domingo.
Então comecei a refletir sobre as mudanças que fiz em minha vida nos últimos meses.
Como já escrevi à respeito anteriormente, foi uma mudança difícil, radical, e muito bem pensada! Refleti por mais de dois anos sobre o que me incomodava. Sobre o que era de fato, o mais importante em minha vida.
No final do ano passado estava totalmente estressada devido às dores constantes na coluna, que eu sentia. Essas dores roubavam-me a alegria e o ânimo. 
Eu trabalhava no emprego que havia sonhado para minha vida, há muitos anos atrás. Tinha uma série de benefícios, e até há poucos anos, não admitiria abrir mão dele.
Só que o tempo passou. Meus problemas de saúde se agravaram. Eu só sentia dores e mais dores. Tentava reagir, mas acabava andando em círculos, e na verdade, do dinheiro que eu ganhava, eu desfrutava muito pouco.
Porque esses problemas roubavam-me muitas vezes, o prazer de fazer outras coisas, nas minhas horas de folga. Sem contar a correria diária, o tempo escasso com meu filho mais novo – que tem apenas sete anos, e precisa muito da minha presença!
Meu marido também estava esgotado, pois sobrava muita coisa pra ele fazer.
Na situação em que me encontrava, não conseguia fazer praticamente nada, além de trabalhar fora...
Tirei licença para cuidar da minha saúde. Só que em vez de melhorar, fui piorando devido ao estresse das perícias por que tive que passar. As dores físicas, foram se tornando dores emocionais.
Entrei numa espécie de “turbilhão”, e achei que não fosse mais conseguir sair!
Até que depois de muito sofrimento e reflexão. De muitas orações e conversas com o meu marido - decidi sair do banco em que trabalhava. 
Foi difícil tomar a decisão. Muitos acharam que tomei a decisão no calor do momento, devido a tudo o que estava passando. 
- Como você vai deixar um emprego concursado? 
- Você está louca? 
- E o que você vai fazer, quando sair? 
Foram essas as muitas perguntas que tive que escutar!
Hoje, depois de seis meses, ainda me perguntam vez ou outra, se não me arrependi. Se não sinto falta do meu trabalho. 
Até o momento, não senti falta nenhuma! E não me arrependo da decisão que tomei. 
Sinto falta apenas das pessoas, com as quais eu convivi todos esses anos! Muitas tornaram-se amigas, que vou levar para a vida inteira!
Não sinto falta do meu trabalho, apesar de gostar do que fazia. Talvez porque os últimos anos foram realmente sofridos pra mim!
E foi um longo caminho que tive que percorrer, para enfim entender, que aquele tão sonhado emprego que eu acreditara que seria pra vida toda, não era mais pra mim...
O “meu lugar” não era mais lá...
E então, tenho (re) aprendido que posso viver com menos, e ainda assim ser feliz!
Priorizei a minha saúde e o tempo com minha família, e deixei pra trás aquele “emprego dos sonhos".
Hoje, minhas prioridades são outras: se não posso ir toda semana comer fora - como ia antigamente -, compro um marmitex, pra ter uma folga na cozinha. E ainda assim, sou feliz! 
Penso duas vezes, antes de comprar algo de que não preciso.
Antes, muitas vezes, comprava por comprar, pelo impulso! Creio que para preencher uma espécie de vazio, porque não estava feliz...
Hoje vivo com menos, mas com muito mais qualidade de vida! 
Agora, meu filho fica somente meio período na escola, e tenho muito mais tempo para dar atenção a ele!  Tenho mais tempo para ficar com meu marido, minha filha, meus netos. Enfim, com toda a minha família!
Cozinho minha própria comida, ao invés de comprá-la pronta, por falta de tempo para cozinhar.  Faço meus temperos.
Preparo bolos e doces para aqueles que eu amo. Verdadeiramente, cozinhar é um ato de amor!
Faço meus artesanatos, escrevo meus textos, tudo sem pressa ou pressão.
Caminho pelas ruas, para fortalecer minha coluna – sem aquela correria louca, de quem vive diariamente numa espécie de maratona, sempre correndo. E sempre perdendo para o tempo - que escoa feito areia, entre os dedos das mãos. 
A sensação que tenho, ao sair de casa e voltar sem pressa – é de liberdade. De alma leve, de quem não carrega mais um fardo pesado nas costas!
Demorei para começar a desfrutar dessa sensação de liberdade.
No início, não conseguia nem dormir direito! Deitava, fechava os olhos, e os pensamentos não paravam. A cabeça parecia um redemoinho de pensamentos desconexos.
Na verdade, não pensava em nenhum problema específico. A minha mente estava simplesmente acelerada, agitada.
Hoje, já consigo acalmar um pouco mais “meu passo”. Tento fazer as coisas com calma, sem estresse.
Eu sei que tomar a decisão que tomei, é difícil, e talvez inviável, para muitas pessoas.
Ou, para outras pessoas, o lado profissional seja muito importante. E a pessoa não queira abrir mão do que já conquistou.
Cada pessoa tem a sua prioridade, e devemos respeitar a escolha do outro!
Porém, o que está ao alcance de todos é poder escolher como direcionar o seu tempo livre. Para que se tenha mais qualidade de vida, e tempo com aqueles que ama. Não se tornando assim, escravo do que é “material”.
Muitas vezes compensa “perder” um pouco do que é material, para se ganhar o essencial!
E quanto à pergunta sobre o que vou fazer no futuro: ainda não sei. No momento não estou fazendo “nada”, apenas cuidando da minha saúde e da minha família.
O meu futuro pertence a Deus, e por enquanto, sigo eu:  (re) aprendendo dia após dia, o valor do que realmente importa pra mim...

"Você não é o dinheiro que tem, você não é o seu diploma, o seu currículo, nem o carro da sua garagem. Você é o sorriso que entrega, a mão que estende, o abraço que dá. Você é o amor que espalha."
A. D.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

E assim, Deus está escrevendo uma outra história...❤


Estávamos em um barco à caminho da cidade de Galinhos/RN, quando o Pedro com seu jeito comunicativo -  já tinha feito amizade durante, os passeios anteriores, com um casal e amiga deles.
E saiu logo falando e perguntando:
- Meu pai tem quarenta e três anos, minha mãe cinquenta e dois,  e eu tenho seis. Quantos anos vocês têm? 
Chamei a atenção dele - explicando que não se pergunta a idade das pessoas.
Porém, a nossa idade ele conta pra todo mundo! 😂
Então começou uma amizade que perdura até hoje!

E ela me perguntou toda animada:
- Nossa! Então você teve ele aos quarenta e seis anos? Como foi a gravidez?
Respondi-lhe que não tinha engravidado, pois ele é  nosso filho do coração...
Ela ficou toda animada e disse-me que estava tentando engravidar há mais de quinze anos. Que eles tinham assistido até à algumas palestras. Mas apesar de seu marido querer muito, ela ainda não estava segura da decisão.
E os dois me disseram que estavam encantados com jeitinho do Pedro!
Que queriam marcar em algum dos dias da viagem, um jantar em algum restaurante, para comermos juntos e conversarmos mais detalhadamente sobre a nossa história.
Passei o endereço do meu blog com a história da chegada do Pedro para que ela pudesse ler: Uma história de Amor escrita por Deus...
Uns dois dias depois, nos encontramos em uma churrascaria. Foi uma noite bem agradável!
E ela me disse que ao ler a história do Pedro e o fato de nos conhecer pessoalmente – e nunca ter visto uma história de adoção, assim de perto - a deixou mais segura! E que iria pensar seriamente na decisão!
Ao voltarmos da viagem começamos a manter contato pelo Facebook e Whatsapp.
Há algum tempo atrás recebi a notícia de que eles iriam se inscrever no Fórum de sua cidade, dando início assim, ao processo de adoção.
Nossa! Como fiquei feliz por eles!!  E pelo filho(a) que vai chegar! Fiquei emocionada com a notícia!
Eu amo falar sobre a nossa história!  Nunca quis que fosse um tabú. Falamos com nosso filho desde muito pequeninho...
Hoje ele tem sete anos e sabe que nasceu em nossos corações...
E fico muito feliz em saber que através da nossa história – incentivamos outros casais à adotar.
Alguns dias atrás me contaram que já iam passar pela entrevista com a psicóloga e assistente social! Mais uma boa notícia!

E o que eu desejo de coração a eles – é que Deus escreva uma linda história de Amor, como escreveu em nossas vidas!
Pode ser que em algum lugar seu filho(a) já os esteja esperando... 
E o desenrolar dessa história, me aquece o coração...
Felicidades meus amigos! 
Saibam que apesar da distância, vocês moram em nossos corações!
E o que realmente importa na chegada de um filho...é o Amor! 

“Não habitou meu ventre, mas mergulhou nas entranhas da minha alma. 
Não foi plasmado do meu sangue, mas alimenta-se no néctar de meus sonhos. Não é fruto de minha hereditariedade, mas moldar-se-a no valor de meu caráter. 
Se não nasceu de mim, certamente nasceu para mim”.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Meus primos...❤

Hoje faço uma re-postagem de um texto que escrevi em setembro de 2013. 
Há controvérsias sobre o dia: alguns dizem que é comemorado em 24 de julho. E outros dizem que é no dia é 26 de setembro.
De qualquer maneira, dedico esse texto a todos os meus primos e primas! 
Saibam que vocês fizeram a minha infância mais feliz!❤
Imagem extraída do Google
De uns tempos pra cá, tenho descoberto que existe dia pra tudo!
Na semana passada foi comemorado o Dia do Primo. Até então, eu nem sabia que existia!
Nesse dia estava na maior correria (como sempre, pra variar... ), e não fiz nenhuma homenagem para os meus primos.
Mas estes dias comecei a recordar de minha infância. 
Das primas e dos primos que estiveram presentes nela. Alguns, bem presentes, outros um pouco mais distantes... Mas todos, sempre importantes e queridos pra mim!
Lembrei-me da minha prima Marleide, que como ela mesma nos denominou: éramos o chiclete de infância uma da outra! Sempre unidas, uma dormindo na casa da outra, e etc. 
Passávamos as férias juntas. Na minha casa, ou na casa dela.
 Uma vez, até pra Cristalina/GO eu fui com ela. Fomos passar as férias na casa da sua avó. Foram dias inesquecíveis pra mim!
Éramos as duas "gulosas", só pensávamos em comer! Comíamos na casa da avó dela, depois íamos fazer uma “boquinha” na casa de uma das tias dela.
E quando tinha festa na casa da Sofia,  minha vizinha e amiga de infância!
Levávamos umas bolsinhas (que nós mesmas, fazíamos), e que enchíamos com as delícias que a D. Cidinha, mãe da Sofia,  fazia: cuscuz, esfiha, brigadeiro, e etc.
Eu e a Marleide, também nos aventurávamos na cozinha, fazendo nossas receitas. 
Uma vez fizemos charutos de repolho - Malfuf, que nós chamávamos de Malfufo (veja só como éramos elaboradas na cozinha desde cedo ). Fizemos o prato tão apimentado, que só nós duas conseguimos comer. Comemos os "malfufos" até no café da manhã! 
Às vezes, passávamos as férias em Amparo, na casa da tia Cida e do tio Piló, com as nossas primas.  
As que tinham mais ou menos a nossa idade eram a Rosana (que chamávamos de Zana), a Rosemar e a Liliane. Mas havia também as primas mais velhas e mais novas, dentre elas a Rosemeire, Roseli, Elaine e Mônica.
Adorávamos viajar pra lá! Era aquela festa! Uma casa com sete primas (e mais o Nelsinho, que é o caçula)!
Lá em Amparo, nas férias, vinham também as primas de São Paulo: a Silvinha e Eliana. Nós, as mais novas, só aprontávamos!  Uma vez, costuramos uma aranha de plástico dentro do pijama da Silvinha. Que susto ela levou!! 
E como a cidade era pequena, tínhamos a liberdade de passear pelas ruas, subir os morros, fazer piquenique! Coisas, que para uma garota da cidade grande como eu, eram o máximo!
Mas só podíamos ir, se a minha irmã Lourdinha  fosse: porque apesar de ser mais nova que nós, era a mais ajuizada!! Então, meu tio Zezé, o pai da Marleide só deixava a gente ir, se ela fosse junto .
As primas de Amparo também passavam as férias lá em casa. E era aquela alegria também!
Pousávamos também na casa tia Edna, com meus primos Paulo, Marcelo e Kátia. O Paulo sempre foi mais ajuizado. O Marcelo era impossível, arteiro como ele só! E continua com seu jeito engraçado até hoje!
E tinha também os primos: Carlinhos, Vanessa,  Edson, Elisa, Eduardo, Márcia, Rodrigo, Lucas, Adelaidinha, Nardinho, Alexandre, Sérgio, Suzete, Solange, Auxiliadora, Adelaide, Ana; todos menores ou maiores que eu, mas que eu encontrava na minha casa,  nas reuniões de família, ou nas casas dos avós!
Que tempos bons aqueles! Como era gostoso encontrar com toda aquela "primarada"!
Tenho tantas coisas boas: tantas artes e peraltices pra recordar da minha infância com meus primos e primas, que poderia ficar o dia todo aqui escrevendo...
Hoje estou aqui, saudosa daqueles tempos.
Tempos bons, tempos da inocência! Que me aquecem a alma e a lembrança...
Um grande beijo a todos os meus primos e primas, que Deus os abençoe sempre! Saibam que vocês fizeram os meus dias de infância,  felizes e inesquecíveis! 
E em especial pra você Marleide, minha companheira inseparável e o meu “chiclete da infância”... 

"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!"
                                                    Casemiro de Abreu