O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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terça-feira, 25 de junho de 2019

Exercitando o Amor...❤

Imagem extraída do Google
             Ontem estava me sentindo cansada.
O final de semana foi “cheio”, movimentado!
Não paramos "um minuto"! Nem no sábado e nem no domingo.  Tivemos uma overdose de festas!
No entanto, o cansaço era apenas físico, pois o fim de semana foi muito agradável!
Celebramos nos dois dias, a vida! 
Comemoramos no sábado, o aniversário de uma amiga. Uma amiga recente, mas muito querida!
A decoração de sua festa, teve como tema, os girassóis. Para combinar com ela: que está sempre radiante, falante e alegre! 
E tivemos a companhia, de outros novos amigos, muitos agradáveis!
[...]
É engraçado, mas existem vários tipos de amizade: aquelas que se solidificam com o tempo e com a convivência.
E outras, que nascem pela afinidade. E sentimos como se conhecêssemos a pessoa há muito tempo!
Temos os amigos que vemos sempre. Outros, que passamos anos sem ver.
O valor da amizade, não pode ser mensurado pela frequência com que vemos os amigos.  Pois em alguns casos – a vida, as circunstâncias, dão um longo intervalo de tempo entre a amizade.
Porém, à partir do momento em que nos falamos, ou nos encontramos, a amizade aflora novamente.
E a impressão que se tem – é que não se passou nem um único dia!
Todas as amizades são valorosas e acrescentam muito às nossas vidas!

“...mas há um amigo mais chegado do que um irmão”. 
                                                                           Provérbios 18:24
            [...]
No domingo comemoramos o aniversário de um tio muito querido, que fez 90 anos!
Um homem vivido, sofrido. Mas que tem sempre um sorriso no rosto, para nos receber! E muita vitalidade!
Que domingo gostoso!
Deu pra “matar” as saudades dos primos e primas, tios e tias...Todos, muito queridos!
Que me remetem à minha infância... Esses momentos, para mim, sempre são preciosos: pois essas lembranças me aquecem o coração... ❤
Nesses momentos, sentimos saudades também, dos que já se foram...💔
A vida é esse constante ir e vir...
É -  na maioria das vezes -, uma “correria louca”! Em que nos afastamos daqueles que nos são caros.
Então, justamente por isso, eu prezo tanto esses momentos! Essas oportunidades que temos, de estar em família!
Momentos de “curtir” a companhia um do outro.
De sentir a sensação gostosa:  de rirmos juntos, de nos abraçarmos...
E de dizer:
- Que saudade de você!
[...]
Estar em família ou entre amigos -  é benção de Deus!
E é um exercício pleno, do Amor... 

sábado, 25 de maio de 2019

No dia Mundial da Adoção...❤

Quando o assunto é Adoção - confesso que sou uma entusiasta!
Amo falar sobre o assunto! Sou membro de vários grupos sobre adoção.
Gosto muito de ler as histórias, as expectativas dos pais até a chegada dos filhos... O período de convivência.
E também, de contar a minha história: pois através dela, algumas pessoas têm lançado um outro olhar sobre a adoção.
Como maio é o mês da adoção – todos estão compartilhando suas histórias.
E há alguns dias atrás, eu publiquei a nossa história em um dos grupos. Através dela, eu recebi o seguinte comentário:

              “Linda história... me emocionei... Estou na espera também há dois anos e 10 meses... também aumentei a idade e agora também mais 1 irmão...  Meu perfil 0 a 4 anos e 1 irmão até 7 anos.  Deus sabe a hora e o dia. Mas sua história me deu mais esperança... Beijos, que Deus abençoe”.

Como me alegra o coração, saber que ao contar a minha história, pude levar um pouco de esperança à essa mãe que espera seu(s) filho(s)!
Como me alegro quando vejo alguma postagem assim: “Meu telefone tocou!”.
Pra quem está na espera, esse dia é como um teste positivo de gravidez!
Só que pra nós -  mães e pais do coração -  vem primeiro espera: que às vezes dura meses, anos... Até que o telefone toca!!
E aí começa a outra etapa: a do “nascimento” dos nossos filhos, assim que os conhecemos! ❤
São muitas emoções em todo esse processo de espera, conhecimento, amor... Por isso eu amo ler e saber de histórias de adoção!
E assim como aconteceu com essa mãe que leu a minha história, aconteceu também com um casal que conhecemos numa viagem há quase dois atrás.
Hoje eles estão no CNA esperando seu filho(a). E o fato de ter nos conhecido, ajudou-os a tomar a decisão de adotar. E saber disso é mais um motivo para o meu coração se alegrar...
...
Ainda falando adoção, vou contar também, uma lembrança que tive ao ler uma   postagem em um grupo de adoção:
                Um pai se sentiu enciumado, por seu filho chamar a responsável da família acolhedora, de “mãe”. Na postagem ele diz que ficou com ódio, quando foi buscá-lo!
Apesar de muitos o terem condenado por esse sentimento; eu creio que usou a palavra, como força de expressão.
Na verdade, o que ele deve ter sentido, foi ciúmes, não ódio!
E o entendo perfeitamente, pois nós, pais e mães do coração temos sentimos contraditórios, que - depois, parando para pensar-, chegam à ser engraçados!
Quando eu conheci o meu filho, eu o conheci numa terça-feira. Durante toda a semana, eu ia todos os dias, de manhã e à tarde, para vê-lo, e fazer a adaptação: dava mamadeira, banho, trocava fraldas, e etc.
No sábado fui informada que no domingo, não poderíamos visitá-lo, pois a psicóloga responsável iria levá-lo a um churrasco na casa dela, com as funcionárias do abrigo.
Confesso, que eu e meu marido sentimo-nos indignados! Como não poderíamos vê-lo no domingo?
E ainda iriam levá-lo à um churrasco? Ele, um bebezinho ainda! E se acontecesse alguma coisa?
Não pensamos racionalmente: que até então, ele havia sido cuidado por elas! E diga-se de passagem, muito bem!
Na segunda, para nossa surpresa, fomos informados que o juiz havia expedido a guarda provisória, e ele viria pra casa! E elas, como já estavam sabendo que isso poderia ocorrer – fizeram um churrasco pra se despedirem dele... ❤
Senti-me um pouco envergonhada pelo meu ciúme. No entanto fiquei surpresa, ao me dar conta da dimensão do Amor que eu sentia por ele, em menos de uma semana!
Na verdade, como eu sempre digo: o Amor “brotou” em meu coração, no dia em que eu o conheci... ❤
É inexplicável como nasce esse sentimento! É “coisa” de Deus, mesmo!
...
O tempo passou...E o meu Pitico cresceu, e já está com 8 anos!
Outro dia assistindo à uma novela, ele viu uma mulher grávida, com um barrigão. E ao conversar com ele, lembrei-o de que ele nasceu em meu coração.
Então, ele olhou pra mim pensativo, e me disse:
- Se eu nasci no seu coração, então eu estava na barriga de outra mãe?
Aí eu expliquei pra ele:
- Não! Você estava na barriga de outra mulher. A sua mãe sou eu! E por isso, você nasceu no meu coração! Lembra que eu te contei? 😊
E ele saiu satisfeito com a resposta. À partir desse dia, eu percebi que ele já está começando a entender o real significado, do que é “nascer no coração”!
Na semana passada, eu estava imprimindo alguns desenhos de um livrinho infantil que escrevi sobre a nossa história. Ele olhou para os desenhos, e disse para mim e meu marido:
- Essa é a minha história!
- Sabia pai, que eu estava na barriga de outra mulher. Depois de um tempo, você e a minha mãe foram me buscar, lá naquela casinha?  
- Então, eu nasci no coração de vocês... Né, mãe?
Nós nos olhamos, olhamos pra ele e sentimos tanto Amor! ❤
E que felicidade sentimos, ao constatarmos que ele está crescendo, e assimilando tudo descomplicadamente. Sem encucações ou neuras!
Bem, acho que já escrevi demais!
Hoje quis compartilhar um pouco dos meus sentimentos e do nosso dia a dia.
                Pra finalizar - nesse dia Mundial da Adoção -, compartilho novamente com vocês, um texto que escrevi no ano passado, neste mesmo dia.
Só posso dizer – como já disse inúmeras vezes - que a adoção é uma benção e um privilégio!
Amo você meu filho! ❤
E eu Amo ser Mãe do coração... ❤❤


Texto escrito em 09/11/2018
Hoje, no dia Mundial da Adoção, eu estou aqui sentada – apesar de ter mil coisas pra fazer ☺-, relembrando como me tornei mãe do coração...❤
Aos quarenta e dois anos descobri que havia entrado na menopausa, um pouco precocemente. E justamente, quando estava tentando engravidar...
Na época encarei essa situação, como encaro tudo em minha vida: aceitei a notícia confiando que Deus estava no comando de nossas vidas!
Várias pessoas sugeriram-me que fizesse algum tratamento, já que a medicina anda muito avançada! Mas eu não quis forçar a minha natureza.
Não sou contra esse tipo de tratamento, mas particularmente, não encarei como uma opção.
Eu já havia experimentado a maternidade em meu primeiro casamento. Na época não tive problemas em engravidar. Hoje minha filha já está adulta e me deu dois netinhos lindos... ❤
Como já escrevi anteriormente – logo de início pensei na possibilidade da adoção. Mas o meu marido se sentia inseguro. E eu não quis pressioná-lo.
O tempo passou – aproximadamente um ano. E como Deus sabe de todas as coisas, Ele permitiu esse tempo, para que a ideia e o desejo fossem amadurecendo em nossos corações...
Meu marido ligava a TV e lá estava passando uma reportagem sobre adoção.  À princípio ele assistia sozinho. Depois foi ficando animado e me chamava, toda vez que via algum programa com o tema!
Até que um belo dia, ele chegou pra mim e me disse que queria adotar! E lá fomos nós ao fórum pra nos informarmos! Providenciamos tudo e entramos na fila do CNA. Foram dois anos e meio de uma longa espera...
- Quando decidimos adotar um filho temos que estar absolutamente seguros de nossa escolha. Pois o preconceito existe: entre familiares, amigos; em pessoas que menos se espera! Você ouve os mais variados tipos de comentários, tais como:
“- Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha, e o que poderá se tornar!”.
Ou:  - “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.
E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto! Ainda hoje, eu ouço essas coisas... Esses tipos de comentários são totalmente desnecessários, e eu rebato, respondendo:
- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 
- Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente da que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!
Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos! Ainda que estivesse maltratado, e nem bonito fosse!
Na verdade eu esperava uma criança assim: tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!
E então... nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!
Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!
Hoje ele tem sete anos e sabe que nasceu em nossos corações... ❤
Encara o assunto com naturalidade. Não sei se entende ainda o real significado de tudo! O que sei é que é feliz e desencanado com o assunto!  
Eu amo falar sobre a nossa história!  Nunca quis que fosse um tabu para ele. Falamos com nosso filho desde muito pequeninho...
E algumas vezes, através da nossa história – incentivamos outros casais à adotar.
O que posso falar - é que sou mãe biológica e do coração.
Amo meus dois filhos com a mesma intensidade! E posso falar por experiência de causa, que não existe diferença nenhuma no Amor que sinto por ambos.
E sabem por quê? Porque um filho nasce primeiramente em nossa alma, nasce lá no âmago do nosso ser! Independentemente de ter sido gerado no ventre ou no coração...
A única coisa que é imprescindível ter para ser mãe ou pai... é Amor! É ter apenas capacidade de Amar!
É uma bênção que Deus concede a todos!! Basta querer e se entregar incondicionalmente a esse Amor... ❤
Quem adota com responsabilidade e amor, certamente muda a vida de uma criança para melhor!
Por outro lado, essas crianças, mudam totalmente as nossas vidas também!
Somos “adotados” quando olhamos para aqueles olhinhos pela primeira vez... E nesse belo dia, as dúvidas, transformam-se em certezas, e Deus testifica em nossos corações, que ali, naquele momento, encontramo-nos diante de nosso filho!
E hoje, no Dia Mundial da Adoção, eu oro e glorifico a Deus pela vida do meu filho!
Agradeço pela benção e pelo privilégio de ser Mãe do Coração!
E digo e reafirmo, que o que realmente importa nessa vida - é o Amor! ❤

“Não habitou meu ventre, mas mergulhou nas entranhas da minha alma. 
Não foi plasmado do meu sangue, mas alimenta-se no néctar de meus sonhos. Não é fruto de minha hereditariedade, mas moldar-se-á no valor de meu caráter. 
Se não nasceu de mim, certamente nasceu para mim”.

Este texto é uma compilação de alguns trechos, de textos que escrevi sobre o assunto, e que expressam a minha emoção de ser Mãe do ❤.

Link do blog/marcador “Adoção”:

sábado, 20 de abril de 2019

Aprendendo a viver...Sempre!

Imagem extraída do Google
Já há algum tempo tenho refletido sobre situações que tive que encarar, mesmo me sentindo insegura. Mesmo sentindo medo!
Então me deparei com essa imagem. E pensei no quão verdadeira ela é!
E lembrei-me também, das muitas vezes em que segurei o choro, em que engoli em seco.
Em que respirei fundo, e agi. Independentemente das minhas inseguranças!
Na maioria das vezes, encarar era a única alternativa.
Como a maioria dos "mortais" já fiquei deprimida. Já senti um pânico tão profundo, que a sensação que tinha, era a de que meu peito iria explodir!
Suei frio, senti o coração saltando pela boca, a visão turva... mas ainda assim - tive que enfrentar!
Quantas vezes eu coloquei um sorriso no rosto - quando na verdade, a minha vontade era chorar - não por falsidade, mas por teimosia mesmo! Em não querer entregar os pontos!
Houveram vezes, em que - aos finais de semana-, o desânimo, o cansaço batiam fundo, e eu me recolhia...
A vontade que tinha, era de me enfiar num “buraco”!
E me pergunto: quem já não teve essa vontade?
Houveram dias (ainda há), em que as dores físicas se transformaram em dores emocionais...
Um coisa puxa a outra. E se não tivermos uma vontade forte e determinada -  entregamo-nos à depressão!
Eu creio que na vida de todos nós – existem lutas, provações, dias sombrios, desilusões...
Sim, porque um eterno “mar de rosas”, a meu ver, só existe nos contos de fadas!
Em nossa humanidade, deparamo-nos com essas situações difíceis e adversas. E é preciso enfrentar muitas vezes, a incompreensão e a falta de empatia!
Porém, cabe a cada um nós buscar a sabedoria necessária para encará-las de frente e não desistir!
Sempre gostei da analogia entre a noite e o desespero - e a esperança e as manhãs!
Está na Palavra de Deus:
"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". (Sl 30:5)
Esse Salmo expressa a mais profunda verdade!
Depois de uma longa noite, a clareza de pensamentos, a coragem e a persistência vêm com a manhã!
Glória a Deus por isso!
Por termos essa capacidade de nos “levantarmos” a cada manhã, não somente no sentido literal da palavra. Mas nos “levantarmos” em ânimo e vontade!

 "[...]
           E então você  aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para, para que você o conserte.
Aprende que o tempo não volta para trás, portanto plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
                                       Aprendendo a viver-William Shakespeare

sexta-feira, 22 de março de 2019

Um história de Amor escrita por Deus...💖

Hoje, no Dia Mundial da Água - faço uma re-postagem de um texto que escrevi sobre esse dia - que tem um significado todo especial, pra mim! 😍Nesse dia, Deus começou a escrever uma linda história: a história da chegada do meu filho...💖💞

28 de março de 2014:
No mês de março, no dia 22 é comemorado o Dia Mundial da Água, mas para mim, esse dia tem um significado pra lá de especial!
Nesse dia, Deus começou a escrever uma linda história de amor em minha vida....♥
Lembro-me como se fosse hoje: eu fui de manhãzinha com o aprendiz que trabalhava comigo na época, em um evento do dia Mundial da Água. Fazia parte de um compromisso que tinha (como membro de um grupo que participava) em meu trabalho. O evento foi de manhã, e na parte da tarde tive meu dia abonado.
Eu e meu marido já estávamos na fila de adoção há mais de dois anos e meio, esperando uma criança (um menino). Mas o tempo passava, e nada da criança aparecer. Ficávamos cada dia mais ansiosos!
Então, na semana anterior tivemos uma conversa e decidimos mudar a idade da criança para até cinco anos. Acreditávamos que seria mais fácil de aparecer. 
Pois exatamente naquele dia mundial da água, após voltar do evento, decidi ir ao Fórum conversar com a Assistente social para fazer a mudança em nosso cadastro.
Quando cheguei e comentei com ela que estava ansiosa pois a demora estava muito grande, ela me disse que era assim mesmo. Que tivéssemos mais paciência, pois seríamos os próximos da longa fila de espera... E mudou a idade da criança como pedi. Isso foi numa segunda-feira.
Na quinta, trabalhei a tarde toda no caixa, e não vi que meu celular havia tocado. Quando a agência fechou, fui verificá-lo, e vi que havia uma ligação da assistente social. Na mesma hora, liguei de volta, toda ansiosa! Ela atendeu, e me disse que já ia ligar pra outra família. Disse-me que talvez eu não fosse querer por causa da idade, pois a criança era nova demais, e devia chorar muito; tinha apenas três meses, segundo ela.
Eu lhe disse que queria conhecer sim. Se ela estava me ligando, acreditei que foi por vontade de Deus! E só iria ligar para o meu marido, para ver o que ele achava. Na mesma hora ele se interessou, e marcamos a visita para a próxima terça-feira.
Que ansiedade! Só poderíamos ir na terça, pois teríamos que passar novamente por uma entrevista com a assistente social e com a psicóloga do abrigo.
O final de semana passou, e só o que se passava pelas nossas cabeças, era o nosso filhinho... Como ele seria? Será que sentiríamos que era o nosso filho naquele primeiro encontro? Será que seríamos aprovados na nova entrevista? Quantas dúvidas! Quanta insegurança!!
Por fim a tão esperada terça-feira chegou.
Enquanto íamos para o abrigo, eu fui prevenindo meu marido - que não esperasse muito da criança. Na minha cabeça à princípio, achei que adotaríamos uma criança mais velha, pois eu havia acabado de fazer a mudança no cadastro para até cinco anos.  Então imaginei-a sofrida, talvez com maus tratos, arredia. Magrinha, ou talvez até não fosse bonita...
Mas eu estava pronta para amá-la, qualquer que fosse seu estado! Como meu marido seria pai de primeira viagem, resolvi preveni-lo.
Quando chegamos, começamos a conversar com a psicóloga e a assistente social. Disseram-nos que aquela seria uma entrevista, e dependendo de como nos saíssemos, poderíamos primeiramente ver a foto da criança, ou até mesmo, conhecê-la naquele dia. Muitas dúvidas e inseguranças ainda passavam pela minha cabeça...
Depois de muitas perguntas e respostas, perguntei se poderia conhecer a criança naquele dia. E então o chamei pelo nome com que ele foi registrado na época.
Elas riram e me disseram que havia uma "confusão" com o nome dele. Que lá no abrigo, quando uma criança chega, elas dão o nome que acham que combina com a criança, e que lá ele era chamado de Pedro.
Nessa hora me emocionei! Arrepiei-me inteirinha, e disse-lhes que aquele era o meu filho! Eu tinha a certeza!
E expliquei que Deus havia falado comigo antes, através de três amigas que eu tenho, mas que não se conheciam. Deus usou-as, para que eu tivesse a certeza quando chegasse a hora. Durante os mais de dois anos que esperamos, quando estava ansiosa, comentava com alguma delas. E todas, me respondiam meio de brincadeira: não se preocupe, não fique ansiosa... Logo o Pedro, ou logo o Pedrinho vai chegar!! 😍
Quando contei essa história, todos ficaram emocionados!
Ali, naquele abrigo estava o meu filho! Eu não precisava ver a foto, ou vê-lo pessoalmente pra saber, pra ter a certeza!
Enfim, elas nos mostraram a foto dele: um lindo bebê, com jeitinho sereno, todo sorridente. Gordinho, bem tratado, lindo! Nessa hora: mais emoção, mais choro!
E então, por fim conhecemos nosso filhinho!!  Quando nos vimos, ele logo abriu um sorriso lindo... Nunca vi uma criança tão linda, tão simpática!
Ele era muito mais do que eu havia pensado, ou pedido a Deus!
Não havia mais dúvidas, só certezas! Eu e meu marido tínhamos nosso filho tão esperado nos braços...
Ele nasceu ali, naquela hora, pra nós dois!
Muitas pessoas talvez me condenem por eu falar sempre tão abertamente sobre esse assunto. Sobre a adoção. Talvez achem que eu deveria dar a chance do nosso filho decidir mais tarde, se quer que as pessoas saibam ou não, da sua história.
Eu penso que a sua história, que a nossa história, é linda, e que não temos que escondê-la, ou torná-la um tabu.
Eu e meu marido decidimos que ele vai saber desde sempre. Desde que tiver entendimento. Pra que ele saiba que ele foi muito esperado, muito amado desde o início.
Ele é um presente de Deus nas nossas vidas!
É o meu precioso... É lindo, sim. Por fora, e o mais importante: por dentro! Sempre falo a ele, que ele é o príncipe que Jesus enviou pra nós!
E como já disse uma vez: eu descobri que os filhos nascem de várias maneiras...
E o Pedrinho nasceu naquele dia, naquele abrigo; diretamente, dentro dos nossos corações!
Isso é  o que realmente importa...
Amo você,  meu filho!! 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Suando em bicas... 😂

Imagem extraida do Google
Quando eu era criança, e depois adolescente, eu sempre achei engraçado ver aquelas senhorinhas que andavam com uma toalhinha de mão, se enxugando!
O tempo passou, e hoje a senhorinha que se enxuga com a toalhinha, sou eu!! 😂
Comecei a fazer aulas de Pilates no mês passado.
À cada aula, eu tenho a impressão que vou derreter: começo transpirar e fico ensopada durante todo o tempo.  Como se tivessem jogado um balde de água em mim!
A professora, nas duas últimas vezes -  olhava pra mim meio preocupada, e ligava o ventilador.
E eu lá: “suando em bicas”!  Independentemente do ventilador estar ligado ou não!
Coitada! Preciso avisá-la que o problema sou eu! 😊

Eu entrei na menopausa há muitos anos. E pensei que a “bendita” já estava controlada, pois não estava mais sentindo os fogachos nos últimos tempos...
No entanto, no final do ano do ano passado, comecei a “derreter” novamente! E é um transtorno!
Geralmente quando tenho algum compromisso - em que tenho que estar “apresentável” -, lá vem a “suadeira”! Saio do banho, já pingando!
O meu cabelo, na maioria das vezes, arrepia, e depois fica todo molhado.
E por fim, seca “daquele” jeito!
Quando bate esse mal estar, vem junto um nervosismo...uma vontade de esganar alguém!
Em se tratando de menopausa, coitados dos maridos: geralmente eles são os primeiros à "pagar o pato"!
Como diz aquela música:  "...por isso não provoque, que é cor de rosa choque"! 😂

Relembrando os meus percalços: certa vez transpirei tanto enquanto estava dirigindo, que minha maquiagem borrou todinha! Meu rímel escorreu, e eu não conseguia enxergar nada! 😂

E “pra ajudar” -  como eu sou distraída -  esqueci completamente, que no meu carro tinha ar condicionado! Só pela misericórdia...
Há pouco tempo, entrei para um grupo de mulheres, que também estão passando pela menopausa.
A maioria também sofre com os calorões e com a bendita “suadeira”! 😂

Também “brigam” com seus cabelos e pelejam com as suas maquiagens, que geralmente também ficam derretidas!
Comentando com alguns familiares, eles me disseram pra sair do grupo - porque de queixas e sintomas já bastam os meus!
Mas querem saber de uma coisa?
É reconfortante saber que não estou sozinha! E que não sou a única que passa por esses apuros! 😊

Sem contar, que através desse grupo - fico sabendo de dicas, receitas e fitoterápicos, para amenizar tudo isso.
Ah! Tenho que ressaltar que a “suadeira” é uma pequenina parte, de uma lista enorme de sintomas, que vem junto no "pacote" da menopausa! Se eu fosse listar todos, ficaria aqui escrevendo, por um bom tempo!
O que sei, é que já que eu tenho que passar por isso -  porque não tem como fugir dessa fase -  que seja rindo dos meus apuros! Porque quando me lembro de certos episódios, chego à rir sozinha mesmo!
Então, que eu passe por tudo isso, e não perca o bom humor! 
Que de vez em quando, eu ainda seja capaz de rir de mim mesma...
Que eu siga com fé em Deus, sempre!
E... torcendo pra acabar logo! 😁 


Links relacionados:
Menopauseando: https://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com/2017/01/menopauseando.html
As venturas e desventuras de uma mulher na menopausa: https://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com/2012/07/as-venturas-e-desventuras-de-uma-mulher.html

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Antigamente - Parte 2


Imagem extraída do Google
    Mais uma vez - por sugestão de minha irmã Ricardina - resolvi escrever sobre as coisas de antigamente...
Antigamente tudo era diferente!
Sem querer ser saudosista, ou romantizar o passado -  mas venhamos e convenhamos, apenas por constatação: certas coisas eram muito melhores, à meu ver!
Muitas vezes eram até mais difíceis do que são hoje, mas com certeza éramos mais felizes e descomplicados emocionalmente!
Hoje em dia, com o avanço da tecnologia tudo passou a ser “inteligente”: as TVs, os Smartphones, os brinquedos. E com isso, perdemos em criatividade e imaginação!
Vejo no meu dia a dia, ao acessar as redes sociais, que algumas pessoas “desaprenderam” a escrita. E muitas delas vivem alheias ao mundo real, preocupadas e concentradas apenas, no mundo virtual...
Lembro-me que antigamente os trabalhos escolares eram feitos em papel almaço. No capricho, com capa e tudo!
Ninguém copiava nada do Google, porque não existia internet. E se existia (não sei bem ao certo), não tínhamos acesso!
 Tínhamos que pesquisar nas enciclopédias.
- Era o máximo, ter uma Barsa em casa! Eu nunca tive!
Fazíamos os mapas do Brasil em folhas de papel de seda, e pintávamos as regiões. Conhecíamos o nosso Brasil através daqueles mapas!
As provas eram feitas no mimeógrafo – e eu amava aquele cheiro de álcool que elas exalavam... ☺
Na semana da pátria passávamos duas linhas: uma verde e outra amarela, no caderno. E cantávamos o hino nacional!
Hoje em dia, em algumas escolas, ainda cantam. Mas aquele sentimento de patriotismo que tínhamos, talvez tenha ficado no passado.
 As tabuadas eram decoradas, de cor e salteado!  Era uma tortura até aprendermos tudo! 
No recreio, eu pegava a fila da merenda umas três vezes...☺ 
Amava aquele sopão de fubá, com uma gema inteira boiando em meio aos legumes!
Hoje, não posso nem pensar em comer isso!
Será que ainda tem esse sopão de fubá nas escolas??
As vacinas eram dadas com uma espécie de “revolver”. As injeções vinham numa caixinha de metal! Pra ferver numa panela com água e esterilizar.
Que medo, eu tinha daquela caixinha!
Comíamos chocolate com leite em pó, como se fosse brigadeiro! Sopinha de café com leite, no café da manhã ou da tarde...
Lembro-me que minha mãe, fazia um doce que se chamava “fatias douradas”. Era feito com pães amanhecidos!  Uma delícia!  Quase tudo era reaproveitado!
Hoje em dia, nem eu faço esse doce, simplesmente por não lembrar que ele existe!
Nossos aniversários, na maioria das vezes, eram simples: com um bolo Pullman e até “velinhas” de palito fósforo, pra improvisar!
Chamávamos a criançada da rua, e era aquela festa!
Comprávamos roupas, geralmente duas vezes por ano, apenas.
Não existia o consumismo que existe hoje. E tampouco dinheiro, pra gastar à toa!
Não me lembro se existia cartão de crédito, cheque especial... Mas creio que todos viviam com mais simplicidade, e menos dívidas!
E nem precisávamos de tantos brinquedos, como hoje em dia!
Porque usávamos a imaginação nas mais variadas brincadeiras: brincávamos de “bets”, “mamãe da rua”, “passa- passa cavaleiro”, “quando eu era mocinha”, pega-pega, esconde- esconde.
E nas gincanas da escola? Sempre tinha a corrida de saco! Muitas vezes - equilibrando uma colher na boca com um ovo!
Pulávamos corda,  amarelinha. Jogávamos queimada!
Naquele tempo o “saber popular” era muito respeitado! 😊
Cobríamos todos os espelhos em dia de chuva, acreditando que poderiam atrair raios.
Não tomávamos leite com manga – porque poderia dar congestão! 😊
E o medo de engolir chiclete e grudar nas tripas?
Acreditávamos na “loira do banheiro” ...  
- Eu não entrava sozinha no banheiro, de jeito nenhum!
Ouvíamos falar  de “bucho virado”. Em mulher que enlouqueceu por lavar a cabeça, nos dias da menstruação! 😃
Éramos ingênuos, inocentes...
Hoje em dia somos mais espertos, amantes da tecnologia e de suas benesses. Consideramo-nos inteligentes e modernos!
Porém, ainda assim sinto saudades: daquele tempinho bom, que ficou lá no passado...
E que às vezes, volta tão nítido, em minha memória, em minhas lembranças e em meu coração... ❤