O que realmente importa...

Minha foto
São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

Seguidores

segunda-feira, 18 de junho de 2018

"Só sei, que nada sei..."


Imagem extraída do Google
Outro dia estava pensando: como as coisas mudam! Como as nossas certezas se tornam contraditórias ao longo dos anos!
Hoje mais uma certeza, caiu por terra!
O "pão branco pode passar de engordativo a emagrecedor, afirma estudo" - foi o que li logo cedo, na internet!
Todos os dias um novo estudo derruba por terra nossas certezas e  paradigmas!
Outro dia tomei conhecimento de que devemos passar o fio dental antes de escovar os dentes!
Fui auxiliar de consultório dentário por dois anos - logo que me separei - há dezessete anos atrás.  
Trabalhei na prefeitura de minha cidade com os dentistas. E eles sempre orientavam os pacientes, que deveria ser feita a escovação e logo após, que fosse passado o fio dental, para retirar algum resquício de alimento que tivesse ficado entre os dentes.
Pois bem, esses dias assisti à uma reportagem na TV em que o dentista orientava exatamente o contrário. Que deve-se primeiro passar o fio dental e depois fazer a escovação.
- Gente! Eu não sei de mais nada! E não é só com relação aos dentes... 
Tanta coisa mudou de uns anos pra cá!
Antigamente acreditávamos que poderíamos comer no máximo, dois ou três ovos por semana, senão o colesterol poderia subir. Hoje em dia fala-se que saudável é comer de dois a três ovos por dia! E ninguém toca em assunto de colesterol!
Café, eu sempre ouvi dizer que fazia mal. De uns anos pra cá, novos estudos comprovaram que o café previne várias doenças como o  câncer, Alzheimer, depressão, estresse, diabetes. E de quebra - ajuda na digestão e até rejuvenesce as células do corpo!
O chocolate também, por um longo tempo,  eu ouvi dizer que fazia mal.
Hoje em dia faz bem! 
Segundo estudos, se consumido com  moderação, o cacau: reduz estresse, mantêm coração saudável, cuida a pele, evita derrame, diminui o colesterol ruim, protege contra o tumor, rejuvenesce, reduz a pressão arterial, melhora a performance do cérebro e previne a hipertensão durante a gravidez. Quer mais?!
Então...“Bora” comer chocolate!! É só ter cuidado pra não exagerar e engordar... 
Antigamente, a vilã era a manteiga. E a margarina vegetal, a saudável. Hoje em dia os papeis inverteram-se, e o saudável é comer manteiga!
E a banha de porco? 
                Eu me lembro que quando era criança, minhas avós guardavam as carnes de porco cozidas, num pote com banha. E depois a derretiam, e fritavam os temperos naquele óleo em que a banha de transformava. Que delícia ficava a comida! O arroz e o feijão feitos com banha eram inigualáveis!
            Depois, alguns estudos transformaram a banha em vilã também... e os saudáveis eram os óleos vegetais.
            De uns tempos pra cá, não é que a banha é a opção mais saudável outra vez?
            Poderia ficar aqui elencando, todas as teorias sobre o que faz bem e o que faz mal, e os estudos que as  fizeram cair cair por terra! Aposto que cada um de nós, conhece alguma!
            E as alergias?
Hoje em dia quase todo mundo tem: alergia à lactose, à glúten! Eu mesma fiz um exame, que detectou que tenho certa alergia à lactose...
            Só que eu não ligo muito, não!
Amo tudo que é feito com leite, e com lactose! E enquanto for possível, eu vou consumir!
Na verdade, consumo tudo o que gosto com moderação, sem dar muito crédito aos estudos. E seja o que Deus quiser!
Se a gente levar tudo a ferro e fogo, fica maluco!
Porque esses estudos mudam mais do que sentimento em coração de adolescente!
E como Sócrates, cheguei à conclusão que... "Só sei, que nada sei..." ! 

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Nascendo no coração...💕


Hoje é o da Nacional da Adoção.
Esse dia me remete há alguns anos atrás, quando tudo começou! Quando a Adoção começou a fazer parte da nossa história!
Talvez algumas pessoas não concordem com o fato de eu sempre escrever à respeito.
Talvez argumentem que se o Amor por um filho adotivo é o mesmo que o Amor por um filho biológico, por que então tocar no assunto?
Eu gosto de escrever à respeito, porque quando penso no assunto, meu coração transborda de Amor!❤
E acho importante falar à respeito, para desmitificar o ato da adoção; e assim contribuir para quebrar os preconceitos e paradigmas, que ainda existem!
O Amor é exatamente igual, sim! 
Sou mãe biológica e do coração! E posso falar com experiência de causa!
O Amor que sinto por meus dois filhos, é exatamente igual: em grandeza, em transbordamento e em entrega! Ser mãe dos dois, me completa como mulher!
Hoje, enquanto estava no banho, conversei com Deus:
- É... eu converso com Deus em horas inusitadas... Quando sinto necessidade!
E hoje ao lembrar de como tudo começou, agradeci a Deus por ter entrelaçado nossos caminhos!
Agradeci pela vida do meu filho! E pedi que o abençoasse, e que ele seja sempre feliz.  E que cresça, e permaneça sempre, nos caminhos do Senhor!
Orei por mim e por meu marido, para que sejamos bons pais. E que tenhamos discernimento para criá-lo sempre com princípios e valores! Ensinando o que é bom, o que correto e o que é digno!
 E orei também pela genitora dele: onde quer que ela esteja, que Deus a abençoe – porque através da vida dela recebi um presente precioso...
Lembro-me da primeira vez, que vi olhar do meu filho... Foi emocionante!❤
Ele era um bebê gorduchinho, e quando a assistente social chegou com ele, ele olhou pra nós – pra mim e para o meu marido -, e abriu um sorriso lindo!
Naquela hora, as lágrimas rolaram e o meu coração “derreteu” de tanto Amor!❤
É inexplicável, mas naquele momento – ele nasceu pra nós! Ali, diretamente em nossos corações! E já era nosso, à partir de então!
Quem não viveu a experiência talvez não entenda... E talvez não haja uma explicação mesmo! Só vivenciando pra entender. 💕
À partir daquele dia, todos dias íamos visitá-lo. A previsão era que demoraria uns quinze dias, pra ele ir para casa.
A espera foi se tornando angustiante! Eu queria que fosse logo, imediatamente!
O curioso – é que  junto com aquele Amor que nasceu naquele dia, nasceu também o instinto de “leoa”, quase primitivo. Aquele instinto de que temos que preservar e cuidar da nossa cria! 😊
Quando voltávamos pra casa, eu ficava pensando: será que elas vão cuidar bem dele? Será que ele está dormindo bem? Será, será....e será??
Transcorreu aquela semana, e no domingo não pudemos visitá-lo. Disseram-nos que ele iria à um churrasco, na casa da psicóloga.
            Eu e meu marido ficamos indignados! Por que não poderíamos visitá-lo, nem mesmo no final da tarde? E pra quê levar nosso filho tão pequenininho, num churrasco?
E se não cuidassem bem dele? E se acontecesse alguma coisa?
O instinto primitivo falou mais alto... E nos esquecemos, que nos últimos meses, ele tinha vivido ali. E que tinha sido muito bem cuidado! Mas bateu aquele ciúme, em nós! 
Ele não chegou em quinze dias...
Aquele churrasco tinha um motivo: era a despedida delas com ele.
Na segunda fomos chamados no fórum. A guarda provisória tinha sido expedida! Que emoção, que alegria!
Naquele momento, o fato de eu ser apressada e ansiosa, nos ajudou. Porque eu, meu marido e a minha filha mais velha corremos pra aprontar tudo: compramos roupinhas, carrinho, berço, cadeirinha para o carro. Eu o fiz até  pintar e me ajudar a decorar o quarto! 😂
E, em uma semana estava tudo pronto.
Chegamos ansiosos, com a roupinha pra ele sair. Eles não permitiam que a criança levasse nada do abrigo, excetuando-se um item!
Quando já estávamos prontos pra ir embora, a assistente social nos entregou uma caixinha com um laço, dizendo que aquilo era do Pedro. Na hora pensei que fosse alguma roupinha ou algum brinquedinho que ele tivesse.
Ao abrir, nos deparamos com um caderno azul e ao folheá-lo, pude conhecer a rotininha dele, desde que havia chegado ao abrigo. 
Aquilo era um tesouro...💝  E o guardo com carinho, pra ler com ele, quando tiver mais maturidade.
Fomos para casa: eu e meu marido, emocionados!  Enfim, o nosso príncipe estava em casa -  no seu lugar!
Mais tarde, fui ler o caderninho dele com mais atenção, e uma anotação de uma das cuidadoras, fez eu e meu marido nos emocionarmos, mais uma vez:
“01/04/2011
Quando cheguei o Pedro estava dormindo. Teve a visita de seus pais. Quando voltou estava acordado e com os olhos brilhando! Ficou quietinho!
...
Durante a noite não acordou nem durante as trocas de fraldas. Por diversas vezes durante a madrugada sorria enquanto dormia. Noite maravilhosa!”. 
Foi maravilhoso poder tomar conhecimento de sua rotina! Especialmente da noite em que estivemos lá!❤
Naquela noite, quando chegamos em casa, ele dormiu a noite toda. Foi como se soubesse que ali era o seu lugar!
Já se passaram sete anos, desde então!
E eu vejo nele, um pouco de cada um nós!
Pode não ser o mesmo sangue à correr em nossas veias! Mas a “hereditariedade” existe, sim!
Eu vejo a “hereditariedade” nos jeitos e maneiras, que ele herdou de nós!
Eu vejo à mim mesma, através do seu jeito desinibido, falante e sociável!
Quando chega a algum lugar, e dá bom dia, boa tarde ou boa noite, exatamente do jeito que eu faço!
E vejo ao meu marido, quando ele tira a camisa no verão - igualzinho ao pai-, para lavar o carro, ou outra coisa qualquer!
Ou, quando sai da escola todo orgulhoso, pelo Tio Jaime o chamar de “Pedrinho da Bike” – porque às vezes, o pai, o busca de bicicleta!
Quando dá “glórias a Jesus”  ao ficar feliz com alguma coisa ou conquista!
Eu vejo aí a “hereditariedade”: que transcende a ciência, a genética e o sangue!
E  que -  o Amor que nos une -, é o que realmente importa! E nada mais!💕
Amo você, meu filho!❤

domingo, 13 de maio de 2018

A maternidade...♥


“Mãe de Barriga, Mãe de coração, Mãe de vida ou de consideração... 
Mãe de “anjo”, que pra sempre será mãe... 
Mãe é Mãe, com os mesmos medos...Ansiedades...cuidados....  
E principalmente com o mesmo amor ... incondicional e eterno!”

Que Deus abençoe hoje, todas as Mães!
Faço hoje uma re-postagem de um texto que escrevi em 2016. De lá pra cá, experimento também a emoção de ser Avó, que é uma outra espécie de Amor  - tão incondicional e grandioso quanto o Amor de mãe!
“Comecei a refletir nesses últimos dias: de todas as minhas realizações como mulher – pra mim - creio que ser Mãe é a mais importante  e sublime de todas!
É claro que além de ser mãe, desempenho muitos outros papéis!
...
Porém, de tudo que já fiz e realizei na vida - a maternidade é o que mais me completa e o que mais me realiza como mulher!
Quando me tornei mãe da minha filha mais velha, eu era muito nova: tinha apenas vinte anos.
Nossa! Pela inexperiência e pouca idade, errei muito tentando acertar! Mas em meio a todos os meus erros e acertos, creio que fui e sou, uma boa mãe para a minha filha.
Quando me tornei mãe do meu caçula ocorreu exatamente o contrário: tornei-me mãe na maturidade, com quarenta e seis anos.  Com a idade, tornamo-nos mais sábias e pacientes. Às vezes tenho que me policiar para não ser permissiva demais.  Mãe na maturidade acaba se tornando uma espécie de avó do próprio filho!  Mas creio que apesar das minhas limitações, sou uma boa mãe para o meu filho também.
Ser Mãe é viver em um constante conflito de sentimentos:
- Às vezes um Amor tão grande, verdadeiro e profundo que chega a doer no peito!
- Noutras vezes, um esgotamento tão grande, que a vontade que se tem, é de fugir pra bem longe... Mas a vontade vem e vai com a mesma rapidez! Porque é só olharmos para aquelas criaturinhas arteiras - mas totalmente indefesas quando estão dormindo - e o nosso coração se derrete de tanto Amor!!
Ser Mãe é sentir a dor de cada vacina, de cada injeção. É ficar agoniada ao ver o filho(a) doente, com febre. E desejar estar ali, sofrendo no seu lugar!
Ser Mãe é estar sempre reclamando: que o filho(a) não para quieto. Que não aguenta mais tanta bagunça, tanta malcriação! Porém, quase  no mesmo instante, dar graças a Deus por tudo isso -  pela saúde e vitalidade dos filhos e filhas!
Ser Mãe é nunca mais ter sossego, e muitas e muitas vezes dizer:   - Ah! Não vejo a hora que esse(a) menino(a) cresça para não me dar mais trabalho!
Os filhos crescem, sim. Mas mãe que é mãe, nunca para de se preocupar... Mesmo que o filho(a) não dê mais “trabalho”! 
Ser Mãe é viver em constante estado de contradição! Muitas vezes se sentir a pior mãe do mundo. Noutras vezes, a melhor! 
Deve ser por isso que existe aquele ditado: “Ser mãe é padecer no paraíso”!
Eu agradeço a Deus pelo privilégio de ser Mãe! Sou o exemplo vivo, de que qualquer mulher pode experimentar essa maravilhosa e bendita experiência! 
Sou mãe biológica e do coração! Amo meus dois filhos com a mesma intensidade! E posso falar por experiência de causa, que não existe diferença nenhuma no Amor que sinto por ambos.
E sabem por quê? Porque um filho nasce primeiramente em nossa alma, nasce lá no âmago do nosso ser! Independentemente de ter sido gerado no ventre ou no coração...
Os filhos nascem de várias maneiras, como eu mesma disse certa vez!
A única coisa que é imprescindível ter para ser Mãe... é Amor! É ter a capacidade de Amar e se entregar...
E é uma bênção que Deus concede a todas as mulheres!! Basta querer e se entregar incondicionalmente  a esse Amor...
Amo vocês meus filhos: Natália e Pedro Olavo!
E sou uma pessoa melhor, pelo simples fato de ser mãe de vocês! ". 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Mudança de rota...


Imagem extraída do Google
Outro dia eu pensei em mim, e sobre como estava me sentindo nos últimos tempos.  E veio à minha mente a imagem de uma planta murcha, caída…quase morrendo. Que então, de repente é regada, e aos poucos vai se levantando!
Assim estava eu, nos últimos meses! Ou, no último ano!
Completamente exaurida devidos à dores físicas, que acabaram tornando-se emocionais!
A comparação pode parecer exagerada, mas era exatamente assim que eu me sentia...
Agora, os poucos, devagarinho... Eu estou me recuperando!
Têm dias que me sinto bem, parece que vou melhorar de vez... Mas então, tenho uma recaída, as dores voltam, e com elas, bate o desânimo.
Meus familiares talvez esperassem, que com a mudança drástica que fiz em minha vida, eu sarasse do dia para a noite! Mas creio que o processo de cura leva tempo! É lento... Não se dá assim, tão rapidamente!  O que eu espero deles, é paciência.
E o que eu espero de mim é fé, garra, ânimo: forças para levantar da cama, mesmo com todo desânimo que às vezes quer me abater!
Não foi fácil tomar a decisão que tomei... pensei por anos! Tive dúvidas, entrei em crise! Até o último dia, me senti insegura...
Estava à caminho para assinar a papelada, e até o último minuto senti-me atribulada. Mas à partir do momento em que entrei e me deparei com os papeis, todas as minhas dúvidas foram embora. E Deus me deu a certeza naquele momento, que aquela era a decisão que eu tinha que tomar! Que seria o  melhor pra mim!
Essa decisão não foi impensada,  foi amadurecendo ao longo do tempo... Não foi precipitada como alguns que me conhecem - pensaram. 
Não foi movida pela dor, simplesmente! Comecei à pensar lá atrás, há muito tempo...
Certo dia assisti à uma entrevista num programa matinal -  de uma escritora que largou o seu emprego num banco concursado, e com pouco tempo para se aposentar – para somente escrever e fazer o que gostava!
Na época, eu achei loucura da parte dela! Ainda mais, faltando tão pouco tempo para a aposentadoria. Mas aquilo ficou em minha mente, e ainda assim, admirei-a pela coragem!
Numa outra ocasião, eu e meu marido fomos comprar um pacote turístico numa agência de viagens, e por coincidência, uma colega nossa da faculdade foi quem nos vendeu o pacote. Ela trabalhava lá há muitos anos, era irmã da dona da agência.
Na época, ela nos disse, que aquele, provavelmente seria o último pacote de viagens que ela iria nos vender, pois ela estava saindo agência. 
Que estava muito estressada e que precisava mudar de profissão. E tinha feito um curso, e que iria mudar o rumo de sua vida!
Aí perguntamos com o que ela iria trabalhar: para nossa surpresa, ela nos disse que havia feito um curso de manicure e iria trabalhar num salão. E também atender à domicílio.
Confesso que fiquei surpresa, pois seria uma mudança e tanto! E convenhamos, que uma profissão não tem nada a ver com a outra! Nós lhe desejamos felicidades e sucesso em sua nova profissão, e não tivemos notícias dela por algum tempo.
Passados alguns meses, o marido dela foi descontar um cheque na agência em que eu trabalhava. Então perguntei como ela estava, se estava feliz com a mudança.
E a resposta dele foi mais ou menos assim: - Olha, Adelisa! Ela está super-feliz, realizada! É outra mulher! Até com relação ao nosso casamento, ela melhorou!
Fiquei feliz em saber, e fiquei pensando na coragem que ela teve em fazer uma mudança tão drástica – mas necessária!
E aquilo me marcou, e não saiu mais de minha cabeça... Pois há muito tempo eu me sentia como ela, mas nem cogitava em fazer uma mudança tão significativa em minha vida!
O emprego em que eu estava, era o que eu havia sonhado por muitos anos. Minha vida estava estável financeiramente.   Só que eu não me sentia feliz há muito tempo!
Quem consegue se sentir feliz sentindo dor o tempo inteiro? E como já disse, as dores desencadeiam outros males: no campo emocional,  psicológico.
Pois bem: saí de férias, e quando estava pra voltar tirei uma licença por motivos de saúde. Fiquei quatro meses em casa de licença, e em vez de melhorar, fui piorando, pois o nosso sistema de saúde é cruel! Eles fazem de tudo para que a pessoa volte à trabalhar - mesmo que a olhos vistos esteja "morrendo"!  Ainda que não estejam bem e em condições! Passei por perícias e mais perícias!  Eles dificultam ao máximo todos os trâmites, é uma burocracia terrível! E todo mundo está apto à voltar a trabalhar!
Então, nesse meio tempo resolvi sair!
Certo dia li uma frase que me tocou: “Às vezes precisamos abandonar a vida que havíamos planejado, porque não somos mais a mesma pessoa que fez aqueles planos...”.
Esta frase, de repente definiu tudo o que estava sentindo há um bom tempo!
Aquele não era mais o meu lugar! E realmente, eu não era mais a pessoa que havia feito aqueles planos!
No entanto, vieram as dúvidas: como seria o meu dia a dia, depois que parasse de trabalhar? 
E ao mesmo tempo, chegavam as respostas: no meu dia a dia, eu teria mais tempo para cuidar de mim, da minha saúde. Para cuidar do meu filho, passar mais tempo com ele...
E a parte financeira mudaria sim: eu teria que comer menos fora, comprar menos coisas, economizar um pouco aqui e ali... Mas quem disse que precisaríamos de tudo aquilo que estávamos consumindo?
Um bom exemplo foi a minha última viagem de férias: ficamos num hotel cinco estrelas, fizemos quase todos os passeios. Comemos do bom e do melhor, mas em todos os dias, eu tive dor! Em todos eles - tive que tomar medicamentos pra conseguir levantar no outro dia...
Eu me perguntei: - Isso é vida? Vale a pena tudo isso?
 E além de todos os problemas de saúde -  a falta de tempo para me cuidar e cuidar da minha família, era constante. E isso me angustiava - estava acabando comigo!
A decisão foi difícil, mas no dia em que se concretizou -  foi como se eu tivesse tirado um peso enorme de minhas costas! 
Eu carregava um fardo havia muito tempo! E de repente me senti leve...
Não vou dizer que estou cem por cento desde então.
Hoje mesmo estava desanimada, com as “benditas” dores que me assolam. Mas levantei, fiz um café e estou aqui escrevendo.
Nesse meio tempo tive momentos bem felizes também: posso agora levar meu filho às aulas de natação. Fico com ele boa parte da manhã... 
Fiz os ovos de páscoa da criançada, este ano. E ficaram lindos! Me senti realizada!
Tenho mais tempo para ficar com meus netinhos, minha filha mais velha. Meu marido não anda tão sobrecarregado, como antes!
Aos poucos as coisas vão entrando nos eixos!
Quando estou bem faço coisas que me dão prazer: cozinhar e fazer doces para aqueles que eu amo -  me deixa extremamente feliz!
Costurar, fazer artesanato. Pintar CDs com esmalte de unhas e transformá-los em móbiles... Cuidar das minhas plantinhas suculentas...
São tantas coisas que me dão prazer, e que eu não conseguia mais fazer por absoluta falta de tempo!
Parando para pensar, chega a ser engraçado: de vez em quando minha vida dá essas “piruetas” de 180 graus! Fui dona de casa por dezessete anos, voltei ao mercado de trabalho e trabalhei mais dezessete! Agora, depois de uma outra “pirueta” voltei a ser dona de casa!
E no momento estou numa espécie de “aposentadoria”. Não sei ainda o que vou fazer do meu futuro: se vou escrever mais, fazer bolos ou artesanato, pra vender. Dar aulas. Ou prestar algum concurso!
Meu futuro está nas mãos de Deus!
Em primeiro lugar, vou me cuidar! Pois a analogia que fiz da minha vida com aquela plantinha, parece exagerada, mas é extremamente verdadeira! Era exatamente assim que eu me sentia...
Ainda serão necessárias muitas “regas” e muito cuidado, pra que eu "arribe" e me coloque de pé completamente!
Com a graça de Deus, tenho fé em Jesus que ficarei bem!
E... continuarei caminhando e recomeçando, sempre!

“Não é tarde para se sonhar
O céu ainda é azul, há esperança
É só olhar no olhar de uma criança
No sorriso de uma mãe que deu à luz
...
Não é não
Minha força vem de um Deus que faz milagres
Minha fé está além do impossível
Minha esperança viva está
Meu coração não quer parar
Pois nunca é tarde, não é tarde para se sonhar”.
                                                                  Fernanda Brum
*Texto escrito em 18/04/2018.

quinta-feira, 8 de março de 2018

..."Plástica na alma"?!


Esta semana li dois artigos sobre o que significa "Envelhecer" para a mulher. 
Cada um deles expressa opiniões totalmente antagônicas sobre o assunto.
No primeiro que li, uma conhecida jornalista e apresentadora de TV descreve a velhice de uma maneira amarga. Diz que "envelhecer é uma porcaria". E que nem gosta de se olhar no espelho. Que deveríamos poder escolher uma idade, e parar por ali! 😊
No outro artigo, cuja autoria eu desconheço, a autora descreve a velhice de maneira positiva.  Dando o valor devido a cada ruga que tem, pois as mesmas mostram que ela viveu plenamente: sorrindo, chorando... Enfim, vivenciando suas emoções de maneira completa.
Eu, particularmente, identifico-me com a segunda!
Para mim, poder envelhecer é uma bênção e um privilégio que muitos não podem desfrutar.
À cada aniversário, eu agradeço a Deus por mais um ano de vida! Conto meus anos com orgulho - nunca escondi minha idade!
É engraçado: mas tenho amigas que escondem o dia do aniversário. A idade então é um mistério -  que nem Sherlock conseguiria desvendar! 😊
Isso nunca foi um problema pra mim!
É claro que com a idade vêm algumas rugas, um cabelo branco aqui ou outro ali...
O corpo já não funciona como no auge dos nossos vinte anos! 
Ganhamos alguns quilinhos - pelo menos com a grande maioria é assim que acontece.
Alguns fazem plásticas...  Eu não sou adepta. Mas também não sou contra quem faz. Cada um sabe de si!
O que penso é que de nada adianta mudar o exterior, se a pessoa não estiver bem interiormente! 
E infelizmente, ainda não inventaram a "plástica para a alma", que seria o procedimento indicado muita gente!
Eu convivo muito bem com minha idade, minhas ruguinhas, alguns fios de cabelos brancos. Uns pneuzinhos na cintura, que outrora eu não tinha... Algumas dores que antes não sentia. 
Luto a cada dia pra ter uma vida saudável. 
Procuro manter minha mente ativa, pensante, pulsante!
E apesar de contar com mais de meio século de vida: de ser mãe, avó, enfim, uma senhora, como se dizia antigamente - lá dentro, bem lá no fundo, no íntimo do meu ser, ainda existe uma menina...
Que ri, que tem esperança, que tem projetos e sonhos...
E que agradece a Deus todos os dias, por ter o privilégio de poder vivenciar todas as bênçãos que a maturidade traz!
E que gosta de se olhar no espelho e encarar com orgulho, a mulher que se tornou!
Rugas, cabelos brancos, gordurinhas? Tudo isso é secundário!
O que realmente importa, e que faz a diferença na vida das pessoas, é a essência!
Essa - jamais se perderá com a idade, e nem com o tempo... Mas, permanecerá!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Coisas que uma mãe ou pai do coração não gostam de ouvir...

     Imagem extraída do Google
 Sou mãe do coração!
Tenho um filho abençoado que Deus colocou em nossas vidas, há sete anos.
O meu Amor por ele é imensurável e incondicional!   
Tenho uma filha biológica também, e Amo-a com a mesma intensidade! Não há nenhuma diferença no Amor que sinto por ambos!
Ao longo desses anos, tenho ouvido muita coisa sobre o ato de adotar.
Algumas positivas, e outras nem tanto...
E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto!
Já ouvi  frases tais como:
“Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha!”.
Ouvi isso de um cliente no banco, logo que voltei de minha licença maternidade. Porém, a resposta veio com mesma velocidade com que foi feito o comentário maldoso:
- Que herança genética? Por acaso a tal Suzane, que participou do assassinato dos pais era filha adotiva?   - Não!
E ainda assim ela teve coragem de participar daquele crime horrendo!  
- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 
O cliente me olhou sem graça, e nem retrucou...
...
Ouço direto: “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.
Esse tipo de comentário me causa desconforto!
Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente do que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!
No entanto, esse tipo de comentário me irrita, porque ao fazê-lo - a pessoa não percebe, mas expressa com ele, todo o seu preconceito e a sua incapacidade de amar uma criança maior!
Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos! Ainda que estivesse maltratado, e nem bonito fosse! Na verdade eu esperava uma criança assim: tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!
E então nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!
Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!
...
Outros talvez me condenem por eu falar tão abertamente sobre a nossa história. Alguns dizem que não é bom ficar falando com meu filho sobre esse assunto!
Eu penso, que devo sim falar desse assunto com ele!
Eu e meu marido -  desde que ele era pequeninho - líamos pra ele, um livrinho sobre ser filho do coração, que ganhei da minha irmã.
         Esse livrinho conta de forma simples e delicada, a história de um bebezinho, que nasceu na barriga de uma mulher que não podia criá-lo. E conta também, que “do outro lado da vida...” havia um casal -  “o papai e a mamãe” que queriam muito um filhinho, mas que “...não nascia nenhum neném na barriga da mamãe...”.
E, ele hoje, aos sete anos, encara o assunto de ter nascido em nosso coração com naturalidade. Não sei se entende ainda o real significado de tudo!
O que sei é que é feliz e desencanado com o assunto!  
...
Infelizmente, eu tive o desprazer de ouvir certa vez, uma frase mais o menos assim:
- Coitada de “Fulana”! Porque o(a) filho(a) mais velho(a) não se casou, ela nunca terá netos de verdade! O detalhe: é que a “Fulana” tem outro(a) filho(a), que lhe deu netos do coração!
E aí, eu pergunto:
- Então esses netos, não são de verdade?? Não consigo entender esse tipo de sentimento...
...
É triste ouvir esse tipo de conversa, mas infelizmente, todas são situações reais! E devem existir muitas outras, pelas quais ainda não passei.
É triste saber que existem pessoas assim: tão pobres interiormente, que impõem inúmeras condições - quando poderiam simplesmente... Amar!
É só disso que um filho precisa!
E isso é o que realmente importa!