O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Dia Nacional da Adoção - O Amor não tem DNA 💕

Hoje faço uma repostagem de um texto que escrevi há dois anos atrás – exatamente nesse dia!

Hoje é o da Nacional da Adoção.

Esse dia me remete há alguns anos atrás, quando tudo começou! Quando a Adoção começou a fazer parte da nossa história!

Talvez algumas pessoas não concordem com o fato de eu sempre escrever à respeito.

Talvez argumentem que se o Amor por um filho adotivo é o mesmo que o Amor por um filho biológico, por que então tocar no assunto?

Eu gosto de escrever à respeito, porque quando penso no assunto, meu coração transborda de Amor! ❤

E acho importante falar à respeito, para desmitificar o ato da adoção; e assim contribuir para quebrar os preconceitos e paradigmas, que ainda existem!

O Amor é exatamente igual, sim! 
Sou mãe biológica e do coração! E posso falar com experiência de causa!

O Amor que sinto por meus dois filhos, é exatamente igual: em grandeza, em transbordamento e em entrega!
Ser mãe dos dois, me completa como mulher!

Hoje, enquanto estava no banho, conversei com Deus: - É... eu converso com Deus em horas inusitadas... Quando sinto necessidade!

E ao lembrar de como tudo começou, agradeci a Deus por ter entrelaçado nossos caminhos!

Agradeci pela vida do meu filho! E pedi que o abençoasse, e que ele seja sempre feliz!  
Que cresça, e permaneça sempre, nos caminhos do Senhor!

Orei por mim e por meu marido, para que sejamos bons pais. Que tenhamos discernimento para criá-lo sempre com princípios e valores! Ensinando o que é bom, o que correto e o que é digno!
E orei também pela genitora dele: onde quer que ela esteja, que Deus a abençoe – porque através da vida dela recebi um presente precioso...

Lembro-me da primeira vez, que vi olhar do meu filho... Foi emocionante! ❤

Ele era um bebê gorduchinho, e quando a assistente social chegou com ele, ele olhou pra nós – pra mim e para o meu marido - e abriu um sorriso lindo!

Naquela hora, as lágrimas rolaram e o meu coração “derreteu” de tanto Amor! ❤
É inexplicável, mas naquele momento – ele nasceu pra nós! Ali, diretamente em nossos corações! E já era nosso, à partir de então!

Quem não viveu a experiência talvez não entenda... E talvez não haja uma explicação mesmo! Só vivenciando pra entender. 💕

À partir daquele dia, todos os dias íamos visitá-lo. A previsão era que demoraria uns quinze dias, pra ele ir para casa.

A espera foi se tornando angustiante! Eu queria que fosse logo, imediatamente!

O curioso – é que junto com aquele Amor que nasceu naquele dia, nasceu também o instinto de “leoa”, quase primitivo. Aquele instinto de que temos que preservar e cuidar da nossa cria! 😊

Quando voltávamos pra casa, eu ficava pensando: será que elas vão cuidar bem dele? Será que ele está dormindo bem? Será, será... e será??
Transcorreu aquela semana, e no domingo não pudemos visitá-lo. Disseram-nos que ele iria à um churrasco, na casa da psicóloga.
         Eu e meu marido ficamos indignados! Por que não poderíamos visitá-lo, nem mesmo no final da tarde? E pra quê levar nosso filho tão pequenininho, num churrasco? E se não cuidassem bem dele? E se acontecesse alguma coisa?

O instinto primitivo falou mais alto... E nos esquecemos, que nos últimos meses, ele tinha vivido ali. E que tinha sido muito bem cuidado! Mas bateu aquele ciúme, em nós! 

Ele não chegou em quinze dias...

Aquele churrasco tinha um motivo: era a despedida, com ele.

Na segunda fomos chamados no fórum. A guarda provisória tinha sido expedida! Que emoção, que alegria!
Naquele momento, o fato de eu ser apressada e ansiosa, nos ajudou. Porque eu, meu marido e a minha filha mais velha corremos pra aprontar tudo: compramos roupinhas, carrinho, berço, cadeirinha para o carro. Eu o fiz até pintar, e me ajudar a decorar o quarto! 😂
E, em uma semana estava tudo pronto.

Chegamos ansiosos, com a roupinha pra ele sair. Eles não permitiam que a criança levasse nada do abrigo, excetuando-se um item!

Quando já estávamos prontos pra ir embora, a assistente social nos entregou uma caixinha com um laço, dizendo que aquilo era do Pedro. Na hora pensei que fosse alguma roupinha ou algum brinquedinho que ele tivesse.

Ao abrir, nos deparamos com um caderno azul, e ao folheá-lo, pude conhecer a rotininha dele, desde o dia em que havia chegado ao abrigo. 
Aquilo era um tesouro...💝 E o guardo com carinho, pra ler com ele, quando tiver mais maturidade.

Fomos para casa: eu e meu marido, emocionados!  Enfim, o nosso príncipe estava em casa -  no seu lugar!

Mais tarde, fui ler o caderninho dele com mais atenção, e uma anotação de uma das cuidadoras, fez eu e meu marido nos emocionarmos, mais uma vez:


“01/04/2011

Quando cheguei o Pedro estava dormindo. Teve a visita de seus pais. Quando voltou estava acordado e com os olhos brilhando! Ficou quietinho!

...

Durante a noite não acordou nem durante as trocas de fraldas. Por diversas vezes durante a madrugada sorria enquanto dormia. Noite maravilhosa!”. 

Foi maravilhoso poder tomar conhecimento de sua rotina! Especialmente da noite em que estivemos lá! ❤
Naquela noite, quando chegamos em casa, ele dormiu a noite toda. Foi como se soubesse que ali era o seu lugar!

Já se passaram sete anos, desde então!

E eu vejo nele, um pouco de cada um nós!

Pode não ser o mesmo sangue à correr em nossas veias! Mas a “hereditariedade” existe, sim!

Eu vejo a “hereditariedade” nos jeitos e maneiras, que ele herdou de nós!

Eu vejo à mim mesma, através do seu jeito desinibido, falante e sociável!

Quando chega a algum lugar, e dá bom dia, boa tarde ou boa noite, exatamente do jeito que eu faço!

E vejo ao meu marido, quando ele tira a camisa no verão - igualzinho ao pai-, para lavar o carro, ou outra coisa qualquer!

Ou, quando sai da escola todo orgulhoso, pelo Tio Jaime o chamar de “Pedrinho da Bike” – porque às vezes, o pai, o busca de bicicleta!

Quando dá “glórias a Jesus” ao ficar feliz com alguma coisa ou conquista!

Eu vejo aí a “hereditariedade”: que transcende a ciência, a genética e o sangue!

E que -  o Amor que nos une - é o que realmente importa! E nada mais! 💕
Amo você, meu filho! ❤

P.s.: para acessar mais textos sobre o assunto - acesse o marcador  "Adoção".  

domingo, 10 de maio de 2020

Ser mãe...💞


“Mãe de Barriga, Mãe de coração, Mãe de vida ou de consideração... 
Mãe de “anjo”, que pra sempre será mãe... 
Mãe é Mãe, com os mesmos medos... Ansiedades... cuidados...  
E principalmente com o mesmo amor... 
Incondicional e eterno!”  D. a.
                                             
Hoje é Dia das Mães!
E eu estou aqui pensando em meus dois filhos...💞
Tão diferentes, se eu os comparar pela idade - 26 anos de diferença; ou pelo modo com que chegaram em minha vida!
Mas tão iguais para mim - quando penso no Amor que nos une e que sinto por ambos...💖
Deus me presenteou com a chegada deles, de maneira distinta.
Minha filha mais velha foi gerada no ventre; e o meu filho mais novo, no coração!
Cada qual chegou para mim, em épocas diferentes de minha vida, também.
A Natália chegou depois de 9 meses de espera, quando eu tinha apenas 20 anos.
O Pedro chegou depois de 2 anos e meio de espera, quando eu já tinha 46 anos.
As "esperas" foram diferentes - mas ambas tiveram a mesma importância, no que tange o significado da maternidade, pra mim: que é "gestar" Amor.. .💞💖
Amei-os, desde o primeiro momento de espera...
Ansiei por suas chegadas, imaginando os rostinhos, os olhinhos...💞
Em cada chegada - amei-os desde o primeiro instante, em que nossos olhares se cruzaram.
E vislumbrei o Amor, em seus olhinhos tão expressivos! 💖
Amei-os antes, e a cada dia mais, depois que chegaram...
E esse Amor tão grande - que sinto por ambos - me completa!
Aquece o meu coração... 💖
Transborda, transcende... E me faz querer ser melhor, à cada dia!
Louvo e glorifico a Deus por suas vidas! E por ter o privilégio de experimentar esse Amor tão grande! 🙏
Amo vocês, meus filhos! 👫💖

P.s.: e o Amor só aumenta e se multiplica - através dos meus netinhos, Isabela e Davi! 💞💞👫

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Crônicas da quarentena...II

         Hoje fiz as contas, e eu e meu filho estamos há 51 dias, ou 7 semanas e 2 dias – confinados em casa.
Como meu marido sai todos os dias para trabalhar, optamos por só ele sair. Ele faz as compras do mercado, ou de algumas outras coisas, que precisamos.
Em todos esses dias, só saí três vezes de casa. E voltamos rapidamente.
Eu converso com minha filha, meus netos e minha mãe, todos os dias, várias vezes, ao telefone. Falo com outros familiares e amigos, por telefone ou whatsapp.
A saudade aperta! O contato físico faz falta!
Muitas vezes, em todo esse tempo, nos perguntamos se estamos exagerando: pois vemos pessoas por aí, andando despreocupadamente, e sem máscaras.
Várias vezes ensaiei para dar uma volta à pé, nas imediações aqui de casa. Mas desisti. Se já estou há tanto tempo de quarentena, por que arriscar quebrá-la, justamente agora?
Se todos estivessem cumprindo a quarentena direitinho: só saindo quem realmente precisa sair e de máscara (têm muitas pessoas, que não pararam de trabalhar – têm que sair todos os dias), eu creio que o contágio desse vírus, já estaria enfraquecendo!
Só que muitas pessoas não têm consciência coletiva: questionam o uso de máscaras, a quarentena...
Eu penso que as pessoas deveriam ter discernimento: deveriam querer se proteger, e proteger ao próximo, independentemente de decretos que os obriguem a isso!
Já li e ouvi cada absurdo! Tem gente que questiona a existência do vírus...
Li o comentário de um rapaz na internet, que estava incentivando as pessoas a saírem, para se contaminarem – porque na concepção dele, todo mundo criaria resistência, imunidade! Eu fico abismada, com tamanha ignorância!
Será que essas mesmas pessoas, não veem as notícias?  Não veem, o que está ocorrendo no mundo todo?
Hospitais lotados, pessoas morrendo. As famílias muitas vezes, não podem se despedir e velar seus mortos!
Todo esse isolamento é necessário, para que os hospitais não lotem todos ao mesmo tempo, e se instaure o caos!
Por outro lado, penso nas pessoas que não estão trabalhando, que perderam seus empregos; e que estão passando por dificuldades... Imagino o desespero!
Os dois lados me assustam e entristecem...
Estamos vivendo uma situação desesperadora – em que ninguém sai realmente vitorioso, independentemente do lado em que possa estar. Uma situação parecida com uma guerra, onde as perdas são inevitáveis...
Meu sono - e o de muita gente, pelo que sei - está alterado, com tudo o que está acontecendo.
Na semana passada, tentei me disciplinar, acordando mais cedo. Mas de nada adiantou. O sono não vem...  Vi até numa reportagem: esse é um dos efeitos do confinamento!
O que sei, é que esses dias de isolamento nessa quarentena, não têm sido nada fáceis!
O estresse por toda essa situação, causa alterações não só emocionais, mas físicas também, tais como: alterações na pele e no cabelo. Alergias generalizadas. Crises de ansiedade, humor alterado, e até pânico!
Até me senti mais tranquila, assistindo à uma outra reportagem, que descrevia a maioria desses sintomas, causados pelo estresse do confinamento.
Vi que não estava sozinha. E que meu corpo estava somente reagindo, à toda essa situação!
Me preocupo também, com as crianças!
Elas, que - em sua maioria - sempre foram ativas, começam a ter alterações no comportamento (acessos raiva, choro, teimosia, tristeza e muitas vezes, até depressão).
Por estarem mais solitárias e longe dos seus familiares. E principalmente, por não terem contato com outras crianças, para brincar. Sentem também, a falta da escola e dos coleguinhas.
Aqui em casa, procurei atividades pra ajudar meu filho à passar por essa fase, tão difícil!
Criamos uma rotina de estudo, de joguinhos, filmes, desenhos, livros e exercícios.
De vez em quando, ele me ajuda na cozinha. Fala e lê para os sobrinhos (meus netos) pelo Whatsapp.  Assiste à “lives” de zoológicos e aquários.
No entanto, ainda assim, ele sente falta de brincar com os sobrinhos, e com os coleguinhas...
Eu tenho feito alguns exercícios no quintal. Tomo sol todos os dias.
Comecei a tomar vitaminas, para fortalecer meu sistema imunológico.
Tenho feito muitos cursos gratuitos de extensão. Minha filha brinca que vou sair superespecializada, dessa quarentena! 😊
Tenho cozinhado muito, também! Testo novas receitas, faço pães e doces.
Faço artesanatos, costuras. Posto tudo no meu blog de receitas e variedades!
O engraçado é que nunca estive tão criativa, como agora!
De vez em quando, escrevo – como hoje – pra extravasar meus sentimentos!
Quando parei de trabalhar há dois anos atrás, estava tão estressada e cansada - física e mentalmente (por meus problemas de saúde), que não conseguia ler mais nada.
O máximo que eu conseguia, era escrever, de vez quando. Mas até ter inspiração para escrever, estava difícil!
Hoje, apesar de estressada, tenho conseguido estudar, tenho conseguido ler!
Estou lendo um livro muito bom, que ganhei do meu marido no dia da mulher: uma biografia de Rubem Alves – um dos meus escritores prediletos! Que sempre me inspirou com seu modo de escrever e de ver a vida...
Tenho arrumado os armários, os guarda-roupas... A cada dia, procuro me manter ocupada, porque o ócio envenena a mente e os pensamentos.
Porém, confesso que têm dias, em que acordo desanimada. Sem vontade de cozinhar, de arrumar as coisas, de estudar. Enfim, sem vontade de fazer nada!
Nesses dias, bate a desesperança: a impressão de que nunca mais teremos uma vida normal, com liberdade de ir e vir...
Então, depois de sofrer um pouco - muitas vezes, vivenciar essa espécie de “luto” é necessário, para trabalharmos nossas emoções -, eu oro e peço a Deus que renove a minha fé, a minha esperança e as minhas forças.
Olho para céu, e vejo os dias tão lindos... O céu tão azul, o sol brilhando, como se nada estivesse acontecendo...
E a minha força e ânimo, são renovados! E eu vislumbro novamente, um futuro cheio de esperança!
Volto à sonhar com o dia em que poderemos sair livremente – em que nos abraçaremos, e “mataremos” as saudades dos nossos queridos...
E volto a ter esperança: de que dias melhores virão, com a graça de Deus!

P.s.: na próxima crônica, acho que vou falar sobre as situações cômicas que tenho vivido nessa quarentena... Porque elas, com certeza, também fazem parte! 😉😁

sábado, 18 de abril de 2020

Crônicas da quarentena...I

            Comecei a escrever esse texto no dia 15/04/2020:
Hoje, como está acontecendo já há quase um mês - acordei tarde. Quase 10h da manhã! Tenho dormido depois das 2h00... O sono não vem...
Então fui ao quintal pra tomar sol e fazer alguns exercícios. E não pude deixar de lembrar dos presos -  que saem ao pátio das prisões -, para tomar banho de sol!
Que situação! É surreal... 
                                                           ...
Já não saio de casa há mais de um mês! Estou de quarentena com meu filho. O único que sai é meu marido, para trabalhar e fazer as compras do mercado.
Quando ele volta do mercado, instala-se uma verdadeira “operação de guerra”: os sapatos ficam fora de casa, e são desinfetados com água sanitária. Ele já vai para o banheiro, trocar a roupa, ou tomar banho. As compras são todas desinfetadas com álcool 70º, as frutas são lavadas. Mas ainda assim - a impressão que fica - é que tudo ainda está contaminado!
Deus queira, que todos nós não fiquemos com TOC depois dessa quarentena...
No sábado que antecedeu a Páscoa, dei uma saidinha de carro (a única), para levar ovos de Páscoa, para a minha filha e meus netos.
Que saudade! Já fazia mais de vinte dias que não nos víamos pessoalmente! Mesmo assim, os vi de longe pela janela, e usando máscara.
Meu marido quis dar um volta pela cidade, para espairecermos um pouco. E também foi surreal... Motoristas dirigindo de máscaras, como nós. E todo mundo se olhando, assustado!
No entanto, ao passar por um parque de minha cidade, vimos grupos de pessoas caminhando, como se nada estivesse acontecendo...
É triste... As pessoas não têm consciência, com relação ao próximo! 
Enquanto nos privamos de várias coisas, com o isolamento - eles caminham despreocupadamente... Se adoecerem, vão superlotar os hospitais, e tirar a vaga de muita gente!
Estamos cumprindo a quarentena, por nós, e pelos outros, também!
Desde que ela começou, tenho vivido toda a espécie de sentimentos!  
No começo bateu um desespero por não poder sair!
Depois, mais preocupação -  pois meu filho e eu tivemos uma virose! Tivemos febre, “empipocamos” ... Na ocasião, o pediatra dele descartou a Covid.
Não sei se foi virose, se foi Zica (por causa dos sintomas...). Só sei que não fomos ao hospital, com medo de contrair coisa pior... Graças a Deus, passou!
Noutros dias, dou muitas risadas – pois apesar da situação ser trágica, sempre tem alguém fazendo piada! E muitas delas são hilárias!
Só mato a saudade da minha filha e dos meus netos, e outros familiares, por telefone ou vídeo chamada! Eles também estão isolados...           
Mesmo com os pais tendo tempo, para ficar com as crianças – a maioria delas se sente solitária. Pois não vão mais à escola; não brincam com os coleguinhas, e nem com as crianças da família...
Fico pensando nos traumas, que esse isolamento pode gerar, lá no futuro... Eu oro e peço a Jesus todos os dias, que guarde a mente e coração - das nossas crianças!
            Depois de mais de vinte dias, a gente vai se acostumando ao confinamento, como bem lembrado num trecho do livro “Amor em tempos de cólera”:

             "Sabia que depois de 21 dias deste comportamento, se cria um hábito?
     
            A impressão que tenho é que esse isolamento nunca mais vai ter fim...
         Por outro lado, sonho todos os dias, com o dia em que esse “pesadelo” vai acabar! E poderemos nos abraçar novamente!
Caminhar, ir à igreja, ir à praia... Enfim - ir à qualquer lugar; e poder sair sem medo!
Todos passaram a dar mais valor, em muitas coisas que passavam desapercebidas, com a correria do cotidiano: o amanhecer, o pôr do sol. A companhia dos familiares e amigos. A paz de simplesmente poder ir e vir...
Pudemos encarar também, o fato de sermos tão consumistas!
Quanta coisa, eu deixei de comprar, nessa quarentena – pelo simples fato de não poder sair? E por incrível que pareça, a maioria não está me fazendo falta nenhuma!
Às vezes reclamo de estar “presa” em casa. Mas ao assistir o noticiário, vejo que têm pessoas confinadas em navios de cruzeiro -  há mais de um mês -, em minúsculas cabines! Sem poderem sair!
Nos noticiários vemos apenas notícias tristes... Pessoas doentes e morrendo, pelo mundo afora! Pessoas desesperadas, que perderam seus empregos...
A pandemia trouxe o caos para o mundo!  É triste: o mundo parou para esperar esse vírus passar!
O futuro parece realmente sombrio...
Nessa Páscoa assistimos ao culto da nossa igreja, pela internet. E na hora da oração - em que lembramos da ressurreição de Cristo - eu pedi a Jesus por liberdade, saúde e cura!
Apenas a liberdade que tínhamos - de ir e vir! Liberdade de poder abraçar e beijar nossos queridos... ❤
Saúde, para que passemos incólumes a tudo isso!
E a cura: para esse vírus, tão devastador!
Na Palavra do culto de Páscoa, o Pastor citou João 10:10:
“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”!
É essa vida que eu - oro, peço a Deus, e –, quero de volta!💕

P.s.: esse é o primeiro texto, de uma série de relatos meus, sobre a quarentena.

terça-feira, 31 de março de 2020

O amanhã...


Hoje estou aqui sentada...
Pensando e pensando... sobre tudo o que está acontecendo!
Queria escrever e expressar o que sinto! Mas até isso tem sido difícil!
Sinto-me atada!
Tantos dias em casa! Com um turbilhão de sentimentos...
Tornamo-nos reféns, em nossos próprios lares!
Vi uma frase que resume bem a situação: “Estamos em prisão domiciliar, sem ter cometido crime algum...”.
Ainda não é seguro sair.

O mundo lá fora, tem despertado medo e angustia!
Já assisti a tantos filmes catástrofe, sobre vírus e pandemias... Mas nunca pensei que viveríamos essa realidade: a angústia de uma quarentena!
A angústia de não poder sair. E a plena consciência de que no momento, é o melhor a se fazer.

Um vírus tão pequeno, e ao mesmo tempo tão devastador!
Cerceou-nos a liberdade: não podemos mais nos abraçar, beijar... Estamos longe, isolados dos nossos queridos!
O mundo de repente parou, para esperar esse vírus passar!

A saudade aperta! Dos filhos, dos pais, dos netos, dos amigos...
De simplesmente, poder dar uma volta no quarteirão, despreocupadamente...
E, na verdade,  é um privilégio poder ficar em casa!
Apesar de “dolorido”, ainda é a nossa melhor arma contra esse vírus desconhecido!

Mas muitos não podem  parar.  Então, todos os dias, saem como se estivessem indo para uma “batalha”! Com a insegurança do que vão encontrar pela frente!
São essas pessoas, que mantém o mínimo de normalidade, em nossas vidas!

Oro para que Deus nos proteja. Oro para que Deus as proteja!
Oro pelos que estão doentes. Oro pelos que perderam seus entes queridos...
Oro para que Jesus nos alcance com sua misericórdia!
Para que possamos sonhar com um amanhã, para nossos filhos e netos -  pois nunca o amanhã, pareceu tão incerto...

Ontem, depois de mais de uma semana, saí no meu quintal pra tomar sol...
Como se não bastasse a quarentena, estive acamada por conta de uma virose....
E então surpreendi-me ao olhar minhas plantinhas!
Elas brotaram, floresceram e frutificaram - alheias  a tudo o que está acontecendo!
Brotaram viçosas e fortes, em meio a essa pandemia que assola o nosso mundo - em meio à quarentena. Como se nada estivesse acontecendo...
Então, mais uma vez, eu fiz uma analogia delas com as nossas vidas...

Que possamos ser como essas plantinhas: que não se deixam abater!
Que brotam fortes e destemidas! Mesmo frente às intempéries da vida! Que
muitas vezes, mesmo em meio a solo árido e infértil, teimam em brotar!

Que o medo, a incerteza, a saudade e a solidão sejam substituídos pela esperança, dentro de cada um de nós!
Que possamos vislumbrar dias melhores!

O amanhã sempre pertenceu a Deus! Mas nos esquecemos disso, na maioria das vezes...
Nos preocupamos com tanta coisa que não tem valor, que não tem importância!
Que depois de tudo isso, de tudo  o que estamos passando -  aprendamos à dar valor, ao que realmente importa!

Que possamos aprender o valor de um abraço, de um beijo. Ou, simplesmente da companhia um do outro...
Que a centelha da esperança, se acenda em cada coração – mesmo em meio à toda essa tribulação!

“Quero trazer à memória o que pode me dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã!”
                                                                                                  Lam. 3: 21-24