O que realmente importa...

Minha foto
São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010
Mostrando postagens com marcador Quarentena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quarentena. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Crônicas da quarentena... Fim da Pandemia

      

Imagem extraída do Google
       No dia 05/05/2023 foi decretado oficialmente em todo o mundo, o fim da pandemia. E eu não poderia deixar de escrever e encerrar um ciclo, com a minha última crônica da quarentena!

  Foram mais de três anos, em que experimentamos sentimentos surreais. Vivenciamos as emoções, quase sempre à “flor da pele”!

    A iminência da morte, nunca se fez tão presente, como nesse período. Como numa guerra, muitos “tombaram” no caminho... Ao todo foram quase 15 milhões de mortos, em todo o mundo. Mais de 700.000 mortes, no Brasil. Fico pensando na tristeza das famílias, com tantas perdas... Só Deus e o tempo, para os confortar!

   Esses anos tão sombrios, jamais serão esquecidos! E serão histórias contadas, às futuras gerações...

        Agora, olhando por um outro prisma e para descontrair, me lembrei de uma lista que recebi como um lembrete (de maio de 2021), de coisas que a maioria das pessoas fez na quarentena. 

      Achei muito interessante a lembrança! Vou listar aqui, e assinalar o que fiz:

(X) Postou uma selfie de máscara;

(X) Cortou o próprio cabelo;

(  ) Pintou o próprio cabelo;

(X) Adotou um pet;

(  ) Estocou papel higiênico;

(X) Aprendeu a fazer pão;

(X) Fez pão, bolo e bolacha; 

(X) Lavou muita, muita louça; 

(X) Fez a melhor faxina da sua vida;

(X) Chorou;

(X) Ficou triste;

(X) Ficou muito desanimado(a);

(X) Sentiu-se depressiva(o) (com as notícias);

(X) Prometeu não ver mais as notícias...

(X) ... e continuou vendo notícias;

(  ) Participou de uma festa de aniversário online;

(X) Fez uma reunião por chamada de vídeo;

(  ) Assistiu a uma live sertaneja; 

(  ) Assistiu a uma live de Rock;

(X) Botou roupa de banho para tomar sol; 

            (X) Fez curso on-line;

(X) Leu um livro; 

(X) Se sentiu estranho ao sair na rua; 

(X) Fez exercícios físicos;

(X) Fez compras no supermercado;

(X) Foi à farmácia;

(X) Outra pessoa fez suas compras;

(X) Lavou/limpou os produtos que chegaram do mercado;

(X) Fez uma doação ou teve algum gesto de solidariedade;

(X) Passou o dia inteiro de pijama;

(X) Ficou horrorizado(a) com as pessoas que estão saindo por lazer ou sem necessidade; 

(X) Fez uma chamada de vídeo com a família;

(X) Cozinhou um prato que nunca tinha feito;

(X) ... e postou foto do prato;

(X) Conversou com as plantas; 

(X) Trocou o dia pela noite;

(  ) Pulou o banho;

(X) Comprou promoções pela internet;

(X) Tentou organizar sua rotina;

(X) Ficou paranóico(a) com limpeza dos objetos; 

(X) Teve sonhos malucos; 

(X) Ficou com vontade de comer porcaria;

(X) ...mas se esforçou para comer algo minimamente saudável;

(X) ...acabou comendo a porcaria também; 

(X) Ficou inapetente;

(X) Passou álcool gel na maçaneta;

(X) Passou álcool gel no botão do elevador/interfone;

(  ) Passou álcool gel no pote de álcool gel;

(X) Perdeu a noção dos dias da semana;

(X) Falou "quando isso tudo acabar...";

(  ) Dormiu mais de 8 horas por dia;

(X) Dormiu muito pouco;

(X) Pensou se já se contaminou, mas ficou assintomático;

(X) Tossiu e achou que estava com covid-19; 

(X) Comprou um aspirador robô ou um mop ou os dois;

(  ) Teve prejuízo ou perda financeira;

(X) Tentou ser racional e argumentar com as pessoas;

(X) Ficou indignado com a parcialidade e falta de empatia de algumas pessoas;

(X) Ficou admirado com a lucidez e altruísmo de outras pessoas;

(X) Assistiu a várias séries da Netflix;

(X) Assistiu a vários filmes (documentários);

(  ) Assistiu a um jogo de futebol, tênis, ou qualquer outro esporte dos anos passados;

(X) Falou com aquela amiga(o), que há tempos não falava.


Achei bem interessante a lista. Mas esqueceram de listar alguns itens:

(X) Ficou trancado(a) em casa por meses (sem ao menos, sair na calçada);

(X) Fez caminhada (contando os passos), do quintal à frente da casa;

(X) Pagou exame particular de sangue, para saber se estava com Covid...;

(X) Teve Síndrome do Pânico, com taquicardia e falta de ar;

(X) Pensou que iria morrer. 

E por aí vai...

Se puxarmos pela memória, com certeza nos lembraremos de várias coisas inusitadas que fizemos nessa quarentena!

Creio que todos saíram um pouco diferentes: alguns piores, outros melhores. Mas nunca mais os mesmos - que éramos antes dessa pandemia...

Termino essa crônica agradecendo a Deus e a ciência, por termos superado e controlado esse vírus!

Podemos dizer - que somos sobreviventes!

Glória a Jesus, por isso! 

segunda-feira, 27 de março de 2023

Diploma - V Concurso de Relatos Curtos Cris Cassi - Espanha

            Há alguns dias atrás tive uma grata surpresa, ao receber uma correspondência da Espanha! 

Recebi o certificado de um concurso em que fui a vencedora, com o maior número de votos: V Concurso de Relatos Curtos Cris Cassi!


Foram finalistas: Espanha, Brasil, Argentina, Peru e Chile.

1° lugar: 179 votos - Brasil

2° lugar: 81 votos - Espanha

3° lugar: 58 votos - Brasil

O mesmo ocorreu em dezembro de 2020, e o tema foi a pandemia.

Escrevi a crônica num momento dificílimo que estávamos vivendo!

Coloquei nela, meus sentimentos, meus temores e minhas esperanças!

Graças a Deus, hoje voltamos a normalidade, e podemos viver livres, novamente!

Quanto ao concurso - no ano seguinte, recebi o meu prêmio em dinheiro. E esses dias atrás, recebi o meu diploma!

Coloquei-o em um quadro e o mesmo vai enfeitar uma de minhas paredes!


Agradeço a cada um, que votou em mim e me fez vencedora! 

Agradeço também, a @Libros Cris Cassi pelo convite e oportunidade!

E deixo aqui, o meu texto na íntegra, para quem quiser ler!

Em português e espanhol! 

*****************************************************************************

Crônicas da quarentena...

Hoje estou aqui, mais uma vez - escrevendo, uma das minhas crônicas da quarentena!

Infelizmente, já estou na número seis! Faz 163 dias, ou mais de 5 meses que estamos de quarentena!

Estamos na fase amarela: mudamos de fase, mas o vírus continua por aí, fazendo vítimas!

Há os que não acreditam na doença, na eficácia do uso das máscaras.

Há muitos, que promovem festas e aglomerações... Eu e minha família fazemos a nossa parte. Procuramos sair o menos possível. E quando saímos, usamos máscaras!

Em todos estes dias, muitas vezes, a tristeza bateu forte! Principalmente, ao tomar conhecimento de pessoas conhecidas - que ficaram doentes, ou morreram...

As pessoas, não estão morrendo apenas devido ao vírus. Algumas, partem prematuramente - por doenças causadas pelo estresse vivenciado, com toda essa situação!

Ao me deparar com tudo isso, a desesperança teima em fazer morada em meu coração! Ao mesmo tempo, sempre vem à minha mente, nitidamente, a Palavra de Deus: “Quero trazer a memória, aquilo que me traz esperança...”. Lm. 3:21

Então, paro, e detenho o meu olhar em todas as coisas boas que têm acontecido, independentemente das circunstâncias!

Refletindo mais a fundo: de certa maneira, fomos obrigados a dar uma freada em nosso consumismo exacerbado. Constatei, que posso viver sem tanta coisa, que antes, eu julgava imprescindível!

Acho que nunca, nos sentimos tão impotentes! Bastou um vírus desconhecido surgir, e nossas vidas viraram “de cabeça para baixo”!

Tenho aprendido dia após dia, a ser mais paciente, em esperar.

Segundo um estudo, quando passamos por mudanças drásticas, passamos também, por cinco estágios: a negação, a raiva, a negociação, a tristeza e a aceitação. Estou na fase da aceitação, da resignação!

Busquei atividades que me distraíssem, e que ocupassem a minha mente conturbada. E olhando para trás, constatei que minha casa está mais organizada: pois tenho aproveitado o tempo livre, para arrumar gavetas e armários. Tenho cozinhado mais. Faço artesanato, costuro...

Escrevo: como estou fazendo hoje! Atualizo meus blogs. Fiz alguns cursos, e se Deus quiser, pretendo fazer mais alguns. É sempre bom aprender!

Tenho orado mais... E aprendido à depender mais de Deus - somente de Deus!

Tenho plantado - no sentido literal da palavra! E é gratificante, apreciar cada nova planta, cada flor... E cada novo fruto! É a vida brotando majestosa, sublimando as intempéries da vida! E nos mostrando todos os dias: que é preciso esperar!

É preciso ter fé!

E, de certa maneira, ter uma espécie de teimosia – em acreditar, que dias melhorar hão de vir!

****************************************************************************

Título: Crónicas de la cuarentena. (versão em espanhol)

Hoy, una vez más, estoy aquí escribiendo unas de mis crónicas de las cuarentenas.

¡Desafortunadamente, ya hay seis!

Hace 163 días, cinco meses diría yo, que estamos en cuarentena. Estamos en la fase dos de la

desescalada pero el virus sigue, ¡y hay víctimas!

Algunos no creen, no están seguros, de la eficacia de las mascarillas. Otros, organizan fiestas y por consiguiente se suceden las aglomeraciones de personas. Mi familia y yo hacemos nuestra parte.

Evitamos salir y cuando salimos, nos ponemos mascarillas.

Me puse triste estos días debido a que supe que hubo conocidos que se pusieron enfermos y otros se murieron. Las muertes no son todas por el virus. Algunos se mueren por otros motivos como son las enfermedades causadas por el estrés vivido por todo lo que está pasando.

Al encontrarme con todo eso, perdí los ánimos y la desesperanza se instaló obstinadamente en mi corazón pero a la vez, me vinieron a la mente las palabras de Dios.

“Quiero traer a mi memoria lo que me trae esperanza ... ̈ Lm 3:21

Entonces, me detuve y me mantuve atenta a todas las cosas buenas que han sucedido independentemente de las circunstancias.

Pensándolo mejor, de una manera u otra, nos han obligado a frenar el consumir mucho. Nos dimos cuenta de que podemos vivir con menos y que hay muchas cosas que no son imprescindibles.

Nunca hemos sentido tanta impotencia.

Nada más llegar este virus, la vida se puso patas arribas.

Aprendí mucho cada día a ser tolerante, a saber esperar. Según un estudio, cuando atravesamos

cambios drásticos también pasamos por cinco etapas: Negación, ira, negociación, tristeza y aceptación.

Me encuentro en esta etapa de la aceptación o resignación. Busqué actividades para entretenerme y ocupar mi mente atribulada.

Noté que mi casa estaba desordenada pues dediqué mi tiempo libre en ordenar cajones y armarios. Me dediqué más a cocinar. Hacía manualidades, cosía y escribía tal como lo hago hoy. Actualicé mis blogs, hice cursos y con la bendición de Dios haré muchos más; aprender está bien.

Rezaba más y me dí cuenta de que necesitaba a Dios y que se aprende solamente de Dios.

He plantado y es gratificante apreciar cada nueva planta,cada flor y cada nuevo fruto. Es la vida

brotando majestuosamente, sublimando las inclemencias del tiempo y mostrándonos todos los días que hay  que esperar.

Hay que tener fe y, de todas formas, están por venir tiempos mejores.

********************************************************************************** 

P.s.: link do concurso no YouTube. Para ouvir o relato em espanhol, acessar https://youtu.be/iWWvAEXbx14  (10mim30s).

Clipe do texto vencedor: https://youtube.com/clip/UgkxaSu00okGP-gcQ4RndBwz0WJUa3umUkDI 

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Crônicas da quarentena...XVI

Imagem extraída do Google 
Muita coisa aconteceu, desde que escrevi a última crônica da quarentena. Parei de contar os dias, porque não estamos mais vivendo em regime de quarentena.

A pandemia ainda não acabou, mas as coisas melhoraram,  de lá pra cá.  

Com a chegada das vacinas, os casos diminuíram. Além dos adultos, as crianças também foram vacinadas.  

E as mortes praticamente cessaram. 

É engraçado: mas depois de tudo o que passamos - agora que as coisas melhoraram - eu perdi um pouco a vontade de escrever...

A impressão que tenho é que estou vivendo um estresse pós traumático!

Nos dois anos de pandemia vi muitas pessoas conhecidas, morrerem. 

A sensação de impotência e medo foram constantes, em todo esse tempo!

Quando olho para trás,  e relembro aqueles dias, do auge da pandemia - a impressão que tenho,  é  que tudo não passou de um pesadelo...

Hoje, me parece surreal tudo aquilo que vivenciamos!

Há alguns meses, começamos aos poucos, a sair sem máscaras.  No começo,  ainda com um certo receio. 

Aos poucos, voltamos a frequentar reuniões de famílias e festas. Com muito medo no início, com a sensação de até estar transgredindo alguma regra...

Mas a vida tem que seguir seu curso e  voltar a normalidade! 

Hoje, as máscaras estão praticamente aposentadas: seu uso só é obrigatório em consultórios médicos e hospitais. E para alguns profissionais que atendem ao público. 

Algumas pessoas,  por precaução, ainda  fazem  uso delas. 

Espero em Deus, que nunca mais sejamos obrigados a usá-las novamente!

Espero que todo aquele sofrimento e aquelas mortes fiquem apenas no passado, e em nossas lembranças...

Que possamos extrair de tudo isso, algo bom.

Que um dia, toda essa tragédia,  seja apenas história,  que será contada aos netos de nossos netos...


P.S.: Desde que escrevi este texto, surgiu uma nova variante, a BQ.1... E já estão falando sobre a necessidade do uso de máscaras, novamente. Espero em Deus, que o "pesadelo" não volte...🙏

terça-feira, 21 de junho de 2022

Tempos de "malabarismos"...😓

          

Imagem extraída do Google

            Ultimamente, tenho tido até taquicardia quando vou ao supermercado!

E olha, que eu sou do tempo da inflação galopante - em que as maquininhas remarcavam o dia todo! Não tínhamos tanto conforto, como temos hoje. Nos meus tempos de criança, em alguns banheiros - no lugar do papel higiênico, havia pedaços de jornal, pendurados... 😁

Mas a situação que estamos vivendo hoje, no pós pandemia e durante a guerra da Ucrânia, tem provocado muita angústia em mim, e creio que em muita gente!

Os preços dispararam: ontem eu vi uma reportagem que destacava os índices de aumento com relação ao óleo, o leite, o arroz, o feijão, o pó de café, e etc. Itens da cesta básica. E os aumentos foram exorbitantes!

Alguns produtos subiram 35%, 60% e até 90%, de um ano para o outro. Sem contar a gasolina e o gás, que tiveram aumentos quase semanais. Já até perdi as contas, do aumento acumulado!

Está tudo pela hora da morte! Todo mundo tem que fazer "malabarismos" para o dinheiro render! Só pra ficar registrado, seguem aqui alguns preços (em média):

- Leite = R$ 5,50,

- Feijão = R$ 8,00 (quilo),

- Arroz = R$ 17,00 (5k.),

- Óleo de soja = R$ 9,00,

- Pó de café = R$ 15,00 (500grs.),

- Gás de cozinha = R$ 125,00.

Já faz tempo que não tenho mais a alegria de comprar uma cartela de 30 ovos por R$ 10,00! A última que comprei, já paguei R$ 18,00...

Sem contar a cenoura, o tomate e a berinjela, que há algum tempo atrás viraram artigos de luxo, chegando a custar mais de R$ 13,00 o quilo! Quando voltaram a baixar à R$ 3,89, eu até dei um "glória a Deus" no mercado, que provocou estranhamento em quem estava do meu lado...

E então fico pensando aqui, "cá com meus botões": se eu, que estou numa situação relativamente estável frente toda à essa crise que estamos passando - fico agoniada, ao ir ao mercado... Imagine uma pessoa que ganha um salário mínimo, ou está desempregada? Nesses casos, sobreviver é desesperador!

O número de pedintes nos semáforos e pessoas morando nas ruas, aumenta a olhos vistos! Pertinho de minha casa, mesmo, tem uma família dormindo na rua, ao relento. É triste de se ver...  São tempos difíceis, estes que estamos vivendo!

É preciso muita força, fé em Deus e jogo de cintura para encarar a realidade. Muitas vezes é preciso abstrair, para não sucumbir!

E como em situações assim, às vezes a gente ri pra não chorar - eu me lembrei dessa ilustração parodiando o quadro "O grito": com certeza, esse seria o quadro, se hoje o pintor fosse vivo, e desse uma ida ao mercado... 😁

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Crônicas da quarentena... XV

Imagem extraída do Google
            Há alguns dias atrás me perguntaram, se ando escrevendo muito. Na verdade, ultimamente ando escrevendo bem menos...

Desde novembro não escrevo as minhas Crônicas da Quarentena. Escrevi alguns textos nesse interim, mas devido ao estresse vivido nestes últimos dois anos, sinto-me um tanto desmotivada a falar no assunto.

Estamos no 780° dia da quarentena. Se é que podemos chamar de quarentena. A maioria das restrições foi abolida. A obrigatoriedade das máscaras já não existe mais, salvo em raros locais. Até nas escolas foi abolido, o seu uso.

Fica difícil esquecer as quase 664.000 mortes que foram contabilizadas até o momento... 

Mas graças a Deus a situação melhorou muito aqui no Brasil. As mortes e internações diminuíram. Porém, ainda não foi decretado o fim da pandemia.

As crianças aqui em casa tomaram as primeiras doses das vacinas em janeiro. E no momento estão completamente imunizadas!

Como orei por isso! Glorifico a Jesus por essa bênção!

Os adultos já estão na terceira ou quarta dose da vacina – a dose de reforço.

Uma peculiaridade dessa pandemia – é que o feriado de carnaval deste ano – foi em abril, no feriado de Tiradentes. O governo achou por bem postergar o feriado, como medida de segurança para evitar aglomerações, pois em fevereiro haviam mais casos da variante Omicron (muito mais contagiosa do que as outras).

A vida segue voltando à normalidade. Porém, ainda não me sinto segura em enviar meu filho à escola, ou ir à igreja, sem máscaras. 

A meu ver, os locais onde há aglomerações, não são totalmente seguros. Então, ainda seguimos usando máscaras nesses locais.

    Sem querer ser pessimista, eu me pergunto: será que está acabando, mesmo? Espero em Deus, que sim!

            Há alguns dias, ao assistir a TV tomei conhecimento do que está ocorrendo lá na China: o lockdown foi decretado em várias cidades, pelo aumento do número de casos. Milhões de pessoas estão isoladas em casa. Não podem sair. Até a comida, é fornecida pelo governo, e nem sempre de acordo com o que a pessoa necessita.

Em uma família, quando uma criança é infectada – a mesma é separada dos pais. Vi uma mãe chorando, ao ser separada de seu filho de 5 anos. Uma medida de prevenção desumana!

Fiquei estarrecida também, ao ver drones sobrevoando as ruas, junto com um cachorro-robô, orientando pessoas que haviam saído a voltar para casa! Achei tudo muito surreal, lembrando muito, alguns filmes de ficção cientifica que já assisti!

A bem da verdade, não vejo a hora de terminar essas minhas crônicas da quarentena - com um final feliz! Que esse vírus tão devastador fique no passado, e esteja presente apenas em nossas lembranças!

E que tudo isso se transforme em histórias, que contaremos às futuras gerações...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Um Feliz Ano Novo! Feliz 2022! ♥

            


            Invariavelmente, toda véspera de Ano Novo eu me lembro do refrão daquela música: “Esse ano quero paz no meu coração...”.

Estamos no último dia de 2021 - um ano difícil. Um ano de lutas e provações! Mas ainda assim, temos muito o que agradecer, pois chegamos até aqui e estamos bem!

Todo final de ano fazemos um balanço das bençãos e das lutas por que passamos durante o ano.

No entanto, jamais poderíamos imaginar, o que viveríamos nos últimos dois anos... Creio que pandemia foi um marco na vida de todos! Diga-se de passagem: um marco doloroso, sofrido!

Porém, só pelo fato de eu estar aqui escrevendo, e alguém do outro lado, lendo o que escrevi - já é motivo de gratidão! Muitos perderam a batalha, e não conseguiram chegar até aqui...

Então, só posso agradecer a Deus pela vida! Por estarmos bem e com saúde. Pela vacina que chegou para quase todos! E que logo chegará para as nossas crianças!

Para este novo Ano que se inicia, eu quero pedir ao Senhor: saúde para todos, acima de tudo! Paz e muita fé em nossos corações, para sabermos lidar com as adversidades da vida...

“Serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar”

Peço também, que o Senhor restaure as minhas forças. Minha saúde física e mental - pois muitas vezes, a sensação que tenho é de ter sobrevivido à uma guerra...

Tenho a promessa na Palavra de Deus que diz: "Mas os que esperam no Senhor sempre renovam suas energias. Sobem, voando como águias. Correm e não se cansam, caminham e não perdem as forças".

A chegada de um novo ano é assim: como uma nova manhã que nasce, trazendo esperança de dias melhores! 

A promessa de uma nova chance, da cura chegando por completo! De um novo começo, com dias de liberdade...

 O meu desejo é que tenhamos a teimosia e a força destas flores (da imagem), que mesmo em “terreno” tão árido e infértil – resistiram, e teimaram em brotar!

Um Feliz Ano Novo! Um Feliz 2022! Que Jesus ilumine nossas vidas!

Que Deus nos abençoe com dias de paz e de saúde. De força e coragem.  De fé e esperança, renovadas!

Esse é o meu desejo e a minha oração...♥

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Crônicas da quarentena XIV


           Estamos no 605° dia da quarentena. A situação melhorou, as mortes diminuíram, mas a pandemia ainda não acabou...

Sonho com o dia em que poderemos abolir definitivamente o uso de máscaras – mas com total segurança! Em que poderemos fazer aquelas aglomerações gostosas com os parentes e amigos!

A bem da verdade, algumas pessoas já estão vivendo livres, leves e soltas, como se nada tivesse acontecido! Como se a pandemia nunca tivesse existido.

Parece que alguns vivem ou sempre viveram, em uma realidade paralela...

Longe de mim ser pessimista! Muito pelo contrário: anseio por dias melhores, e cheios de esperança!

No entanto, não consigo ficar alheia às mais de 610.000 mortes que tivemos aqui no Brasil, e às mais de 5.000.000 de mortes no mundo!

Quando me lembro, de como me senti lá no início de tudo - sinto como se tivesse vivido algo surreal!

Lembro-me do medo do desconhecido. Medo de sair na rua, de pôr o pé na calçada...

Medo de contaminar um familiar ou ser contaminada.

Lembro também do sofrimento que o distanciamento causou...  Só agora é que estamos voltando a encontrar os parentes, e ocasionalmente, alguns amigos.

Lembro das noites mal dormidas... Do pânico que sentia ao abrir minhas redes sociais, e me deparar com tantos lutos!

Pessoas adoecendo e morrendo devido à Covid. E outras morrendo de infarto e AVC decorrentes do estresse vivenciado!

Quantas e quantas noites, eu foi dormir com um aperto no peito e sensação de pânico? Medo de não acordar no dia seguinte...

Hoje, com a graça de Deus tudo está melhorando, as mortes diminuíram muito, e podemos vislumbrar dias melhores.

Porém, a sensação que tenho é a de estar vivendo em um estado de estresse pós traumático! Como se tivéssemos passado por uma guerra!

O pior já passou, graças a  Deus! Mas o estresse vivenciado em todo esse tempo, cobra o seu preço.

Têm dias que me sinto bem, me sinto alegre e esperançosa. Mas em certos dias, bate um desânimo, uma vontade de chorar sem motivo... Creio que ainda vai demorar um tempo, para que eu possa superar tudo, e voltar à normalidade!

A vacina – enfim – parece que está chegando também, para as crianças menores.

Será mais uma vitória e um alívio! As aulas voltaram à normalidade, e nos sentiremos bem mais seguros com a vacina para todas as crianças!

Com a maioria da população vacinada, atingiremos então, a tão esperada imunidade coletiva.

Até lá, sigamos com cautela, fazendo a nossa parte: tomando todas as medidas preventivas que nos cabem, e sem promover aglomerações desnecessárias.

Tenho fé, que chegará o dia em que essa pandemia terá fim! Em que poderemos sair livremente, sem medo e sem máscaras!

Com a graça de Deus - vai passar!