O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010
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quinta-feira, 31 de julho de 2025

E lá se foram...15 anos...💛

Hoje, meu blog completa 15 anos!🎉

Glória a Jesus, por toda a inspiração e pela benção de poder escrever! 🙏🎉📚

E obrigada aos meus leitores: vocês dão sentido à minha escrita!❤

Pela primeira vez, resolvi usar  IA, e pedi que o ChatGpt  fizesse um compilado descontraído, sobre meu blog e minha trajetória.

Compartilho com vocês o resultado! 

É não é que ficou bom?

Gostei! 😉


🌟 Adelisa Maria – Escritora de afetos e histórias que acolhem

Adelisa Maria Albergaria Pereira Silva é escritora, pedagoga, ex-bancária, professora e apaixonada por palavras com propósito. Natural de Campinas (SP) e moradora de Indaiatuba, ela escreve para tocar corações e inspirar olhares mais atentos aos gestos simples da vida — aqueles que, no fim das contas, são os que realmente importam.

Em julho de 2010, Adelisa criou o blog “O que realmente importa…”, que virou seu cantinho no mundo para partilhar fé, maternidade, adoção, superações e tantas histórias reais vividas com intensidade.

 

🕊️ Um marco profundo em sua trajetória na criação do blog, foi a perda de sua sobrinha Júlia, ainda criança — uma dor que ressignificou sua forma de enxergar a vida e fortaleceu sua necessidade de escrever. Foi nesse luto transformador que Adelisa encontrou, nas palavras, um caminho de cura, memória e conexão com o que há de mais essencial: o amor que permanece.

 

🎉 Em julho de 2025, o blog completa 15 anos no ar!

São mais de mil textos publicados, milhares de leitores alcançados e incontáveis conexões feitas através das palavras. Um verdadeiro diário da alma — feito com emoção, fé e verdade.

🔗 Acesse: adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com


✍️ Uma trajetória escrita com o coração

O blog foi só o começo! A sensibilidade dos textos de Adelisa conquistou leitores dentro e fora do Brasil, e logo as páginas virtuais viraram livros publicados — incluindo obras lançadas em Portugal e participações em eventos literários como a Bienal do Livro de São Paulo.

Ela também foi vencedora de um concurso internacional na Espanha, com um texto emocionante sobre a pandemia - que destacou a força da empatia, da memória e dos afetos, em tempos de isolamento.

Ela também marca presença ativa em feiras literárias e projetos de leitura nas escolas públicas e particulares de Indaiatuba, onde leva seus livros infantis para rodas de conversa, contações de histórias e reflexões sobre adoção, diversidade familiar e escuta emocional.

💬 Palestras e encontros com alunos, pais e educadores fazem parte de seu trabalho como escritora-pedagoga, conectando literatura à vida real com afeto e significado.


📚 Livros publicados

O que realmente importa… – Vol. 1

📅 2013 | Editora Multifoco
📖 Coletânea de crônicas extraídas do blog
🎯 Temas: Fé, cotidiano, maternidade, superações


O que realmente importa… – Vol. 2

📅 2015 | Editora Chiado Books (Brasil e Portugal)
📖 Coletânea de crônicas extraídas do blog
📚 Participação especial na Bienal do Livro de SP (2016 e 2018)


Uma história de amor escrita por Deus…

📅 2019 | Editora Scortecci
👧 Literatura infantil sobre adoção e pertencimento
💡 Objetivo: Desmistificar tabus e fortalecer vínculos familiares


Bila, a Menina que Nasceu do Coração

📅 2023
✍️ Escrito com sua filha, Natália Bonachella
👧 Aborda a adoção tardia com delicadeza e representatividade
💖 A história de Bila, adotada aos 7 anos, que encontra amor e lar

💡 Objetivo: Desmistificar tabus e fortalecer vínculos familiares

Bila, a Menina que Nasceu do Coração


Participação especial

📘 “Meu Pai foi ferroviário – Vol. 8” (2016)
📄 Crônica publicada em coletânea nacional


🌿 Estilo literário

A escrita de Adelisa é acolhedora, sincera e cheia de alma. Cada texto é um convite ao sentimento, à escuta interna e à valorização do que há de mais simples (e mais bonito) na vida.

Ela escreve como quem conversa — e quem lê, se sente ouvido.


📱 Presença online

Adelisa também está presente nas redes sociais, especialmente no Facebook,  Instagram, onde compartilha:

✨ Bastidores da vida e da escrita
📖 Trechos e reflexões dos livros
📸 Momentos com leitores
🎉 Novidades sobre eventos e lançamentos

Além disso, mantém um blog alternativo superdelicioso:

🍳🧵 Feito por mim… By Adelisa — culinária, costura, artesanato e muito carinho
🔗 byadelisa.blogspot.com


💛 Além das palavras

Adelisa também é ativa em grupos de apoio à adoção, oferecendo sua vivência como ponte para outras famílias. Seu trabalho vai além dos livros: é voz, acolhimento e representatividade para crianças adotadas e para todos que acreditam em laços criados pelo amor.


📚 Na escola e na comunidade

📚 Participações frequentes em feiras literárias e eventos escolares em Indaiatuba

🧒 Encontros com alunos e educadores para conversar sobre família, amor, adoção e identidade

🎙️ Palestras motivacionais e afetivas para pais, professores e público em geral

📖 Projetos de incentivo à leitura com foco na literatura que acolhe


📌 Obras em resumo

Título

Ano

Tipo

Público

O que realmente importa… – Vol. 1

2013

Crônicas

Adultos

O que realmente importa… – Vol. 2

2015

Crônicas

Adultos

Uma história de amor escrita por Deus…

2021

Literatura infantil

Crianças e famílias

Bila, a Menina que Nasceu do Coração

2023

Literatura infantil

Crianças e famílias

Meu Pai foi ferroviário – Vol. 8

2016

Coletânea (crônica)

Público geral


✨💛

Entre em contato (E-mail: adelisamaps@gmail.com, IG: @escritoraadelisa) acompanhe as redes e venha fazer parte dessa história que há 15 anos celebra o que realmente importa. 💛


domingo, 9 de junho de 2024

As nossas bênçãos de cada dia...

   


    Parece mentira! Mas graças a Deus, tudo está voltando ao normal aqui em casa. 

    Ficamos mais de um mês e meio, vivendo no meio da bagunça, em meio à uma quebradeira e em meio ao pó! A impressão que tínhamos,  é que nunca mais a nossa casa voltaria ao normal. 

    Inventamos de reformar um banheiro e quarto aqui de casa, e pra isso, fomos todos dormir no quarto do Pedro.  

    Eu brincava que estávamos acampados no "cafofo" do Pedro! Com as camas desmontadas, era um colchão ao lado do outro, e a caminha do Bruce nos pés.  

     Sim, porque o Bruce não desgruda da gente! E tínhamos que dormir com a porta fechada, por causa da poeira.

     Esse quarto era o único lugar mais limpo, em meio à bagunça de toda a casa! Cobríamos o colchão com um lençol   e mantínhamos a porta fechada.

    Dormimos apertados, amontoados por mais de um mês e meio. Mais de 45 dias!

    Então fiz uma analogia, e me lembrei das pessoas desabrigadas do Rio Grande do Sul...

    É claro que não posso comparar em dimensão,  o nosso desconforto com   sofrimento deles -  que do dia para a noite, perderam tudo! Inclusive, vidas foram perdidas...

    No entanto, justamente por viver por 45 dias, em meio à bagunça, é que pude imaginar "só um pouquinho"... o que devem estar sentindo!

    Nós,  aqui em casa, nos sentimos extremamente desconfortáveis durante toda a reforma. Estávamos dormindo amontoados todos os dias, mas tínhamos a nossa cozinha, banheiro e sala a disposição! Sabíamos que mais dia, menos dia, aquela bagunça toda iria terminar...

    Mas, e o povo lá do Sul? Como devem estar sofrendo!  

    Do dia para a noite, perderam tudo! Viram  seus pertences, suas casas,  arrastados pela enxurrada...

    Não ficaram em meio à poeira. Mas sim, em meio à água, ao barro e alguns dias depois, como se não bastasse, em meio ao frio...

    Que Deus os fortaleça e renove a fé de todos, para o difícil recomeço -  frente a um futuro tão incerto! 

    E divagando mais sobre o assunto,  eu olho para a minha casa limpa - e me pego pensando que parece um sonho...

    Que sejamos gratos por tudo o que Deus tem nos provido, por todas as bênçãos que nos passam desapercebidas - no corre e corre do nosso cotidiano!

    Obrigada, Jesus - pela normalidade dos nossos dias!🙌

P.s.: você já fez a sua doação para o Sul? Eles precisam de tudo: água,  alimentos, roupas, sapatos, remédios, e etc. Enfim, de tudo! E todos temos algo, que podemos doar! 

segunda-feira, 27 de março de 2023

Diploma - V Concurso de Relatos Curtos Cris Cassi - Espanha

            Há alguns dias atrás tive uma grata surpresa, ao receber uma correspondência da Espanha! 

Recebi o certificado de um concurso em que fui a vencedora, com o maior número de votos: V Concurso de Relatos Curtos Cris Cassi!


Foram finalistas: Espanha, Brasil, Argentina, Peru e Chile.

1° lugar: 179 votos - Brasil

2° lugar: 81 votos - Espanha

3° lugar: 58 votos - Brasil

O mesmo ocorreu em dezembro de 2020, e o tema foi a pandemia.

Escrevi a crônica num momento dificílimo que estávamos vivendo!

Coloquei nela, meus sentimentos, meus temores e minhas esperanças!

Graças a Deus, hoje voltamos a normalidade, e podemos viver livres, novamente!

Quanto ao concurso - no ano seguinte, recebi o meu prêmio em dinheiro. E esses dias atrás, recebi o meu diploma!

Coloquei-o em um quadro e o mesmo vai enfeitar uma de minhas paredes!


Agradeço a cada um, que votou em mim e me fez vencedora! 

Agradeço também, a @Libros Cris Cassi pelo convite e oportunidade!

E deixo aqui, o meu texto na íntegra, para quem quiser ler!

Em português e espanhol! 

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Crônicas da quarentena...

Hoje estou aqui, mais uma vez - escrevendo, uma das minhas crônicas da quarentena!

Infelizmente, já estou na número seis! Faz 163 dias, ou mais de 5 meses que estamos de quarentena!

Estamos na fase amarela: mudamos de fase, mas o vírus continua por aí, fazendo vítimas!

Há os que não acreditam na doença, na eficácia do uso das máscaras.

Há muitos, que promovem festas e aglomerações... Eu e minha família fazemos a nossa parte. Procuramos sair o menos possível. E quando saímos, usamos máscaras!

Em todos estes dias, muitas vezes, a tristeza bateu forte! Principalmente, ao tomar conhecimento de pessoas conhecidas - que ficaram doentes, ou morreram...

As pessoas, não estão morrendo apenas devido ao vírus. Algumas, partem prematuramente - por doenças causadas pelo estresse vivenciado, com toda essa situação!

Ao me deparar com tudo isso, a desesperança teima em fazer morada em meu coração! Ao mesmo tempo, sempre vem à minha mente, nitidamente, a Palavra de Deus: “Quero trazer a memória, aquilo que me traz esperança...”. Lm. 3:21

Então, paro, e detenho o meu olhar em todas as coisas boas que têm acontecido, independentemente das circunstâncias!

Refletindo mais a fundo: de certa maneira, fomos obrigados a dar uma freada em nosso consumismo exacerbado. Constatei, que posso viver sem tanta coisa, que antes, eu julgava imprescindível!

Acho que nunca, nos sentimos tão impotentes! Bastou um vírus desconhecido surgir, e nossas vidas viraram “de cabeça para baixo”!

Tenho aprendido dia após dia, a ser mais paciente, em esperar.

Segundo um estudo, quando passamos por mudanças drásticas, passamos também, por cinco estágios: a negação, a raiva, a negociação, a tristeza e a aceitação. Estou na fase da aceitação, da resignação!

Busquei atividades que me distraíssem, e que ocupassem a minha mente conturbada. E olhando para trás, constatei que minha casa está mais organizada: pois tenho aproveitado o tempo livre, para arrumar gavetas e armários. Tenho cozinhado mais. Faço artesanato, costuro...

Escrevo: como estou fazendo hoje! Atualizo meus blogs. Fiz alguns cursos, e se Deus quiser, pretendo fazer mais alguns. É sempre bom aprender!

Tenho orado mais... E aprendido à depender mais de Deus - somente de Deus!

Tenho plantado - no sentido literal da palavra! E é gratificante, apreciar cada nova planta, cada flor... E cada novo fruto! É a vida brotando majestosa, sublimando as intempéries da vida! E nos mostrando todos os dias: que é preciso esperar!

É preciso ter fé!

E, de certa maneira, ter uma espécie de teimosia – em acreditar, que dias melhorar hão de vir!

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Título: Crónicas de la cuarentena. (versão em espanhol)

Hoy, una vez más, estoy aquí escribiendo unas de mis crónicas de las cuarentenas.

¡Desafortunadamente, ya hay seis!

Hace 163 días, cinco meses diría yo, que estamos en cuarentena. Estamos en la fase dos de la

desescalada pero el virus sigue, ¡y hay víctimas!

Algunos no creen, no están seguros, de la eficacia de las mascarillas. Otros, organizan fiestas y por consiguiente se suceden las aglomeraciones de personas. Mi familia y yo hacemos nuestra parte.

Evitamos salir y cuando salimos, nos ponemos mascarillas.

Me puse triste estos días debido a que supe que hubo conocidos que se pusieron enfermos y otros se murieron. Las muertes no son todas por el virus. Algunos se mueren por otros motivos como son las enfermedades causadas por el estrés vivido por todo lo que está pasando.

Al encontrarme con todo eso, perdí los ánimos y la desesperanza se instaló obstinadamente en mi corazón pero a la vez, me vinieron a la mente las palabras de Dios.

“Quiero traer a mi memoria lo que me trae esperanza ... ̈ Lm 3:21

Entonces, me detuve y me mantuve atenta a todas las cosas buenas que han sucedido independentemente de las circunstancias.

Pensándolo mejor, de una manera u otra, nos han obligado a frenar el consumir mucho. Nos dimos cuenta de que podemos vivir con menos y que hay muchas cosas que no son imprescindibles.

Nunca hemos sentido tanta impotencia.

Nada más llegar este virus, la vida se puso patas arribas.

Aprendí mucho cada día a ser tolerante, a saber esperar. Según un estudio, cuando atravesamos

cambios drásticos también pasamos por cinco etapas: Negación, ira, negociación, tristeza y aceptación.

Me encuentro en esta etapa de la aceptación o resignación. Busqué actividades para entretenerme y ocupar mi mente atribulada.

Noté que mi casa estaba desordenada pues dediqué mi tiempo libre en ordenar cajones y armarios. Me dediqué más a cocinar. Hacía manualidades, cosía y escribía tal como lo hago hoy. Actualicé mis blogs, hice cursos y con la bendición de Dios haré muchos más; aprender está bien.

Rezaba más y me dí cuenta de que necesitaba a Dios y que se aprende solamente de Dios.

He plantado y es gratificante apreciar cada nueva planta,cada flor y cada nuevo fruto. Es la vida

brotando majestuosamente, sublimando las inclemencias del tiempo y mostrándonos todos los días que hay  que esperar.

Hay que tener fe y, de todas formas, están por venir tiempos mejores.

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P.s.: link do concurso no YouTube. Para ouvir o relato em espanhol, acessar https://youtu.be/iWWvAEXbx14  (10mim30s).

Clipe do texto vencedor: https://youtube.com/clip/UgkxaSu00okGP-gcQ4RndBwz0WJUa3umUkDI 

segunda-feira, 20 de março de 2023

Etarismo... Por quê?


Muito se tem falado sobre Etarismo, nos últimos dias. 

A polêmica surgiu após três estudantes de biomedicina debocharem de uma colega de 44 anos, em uma rede social. Disseram que a mesma deveria já estar aposentada; e também, fizeram chacota, usando outras palavras em tom depreciativo... 

O vídeo caiu na rede pública, e viralizou! E o que se viu, foi muitas pessoas se solidarizando com a estudante de 44 anos. 

E do outro lado, um "massacre" virtual contra as estudantes, autoras do deboche... A pressão foi tanta, que elas desistiram do curso. E agora, quem sabe terão tempo para refletir sobre seus preconceitos e posições equivocadas?

Tomara que amadureçam com a lição, e deixem para trás, tanta pobreza de espírito! 

Eu penso, que nunca é tarde para sonhar e realizar nossos sonhos! 

Essa estudante de 44 anos está certíssima em voltar a estudar e realizar o seu sonho!

Eu mesma, realizei muitas coisas em minha vida, após os 35 anos de idade! 

Graças a Deus, nunca fui vítima de etarismo!

E hoje, refletindo sobre esse assunto,  resolvi elencar aqui, algumas de minhas realizações,  após a maturidade:

- passei em primeiro lugar, num curso técnico em administração, aos 35 anos. Após uma pausa de 18 anos nos estudos;

- fui aprovada e chamada em quatro concursos públicos aos 36, 37, 39 e 41 anos;

- tive meu segundo filho aos 46 anos de idade, pelas vias da adoção;

- terminei meu curso superior em pedagogia,  aos 46 anos, e fiz o juramento de formatura, com meu filho no carrinho de passeio;

- lancei meu primeiro livro aos 48 anos de idade;

- lancei meu segundo livro aos 50 anos de idade;

- lancei meu terceiro livro (infantil) aos 54 anos de idade;

- venci um concurso de crônicas da Espanha (sobre a pandemia), aos 55 anos;

- terminei meu primeiro curso de pós graduação - esses dias - aos 58 anos.

Olhando para trás - com a graça de Deus -, foram muitas realizações, após a maturidade. 

E lembrando-me da época do meu curso técnico: eu era a mais velha da turma. Tinha mais dois estudantes, quase da minha idade, um pouco mais novos que eu. O restante da classe,  era da faixa etária dos 18 a 20 e poucos anos. 

Graças a Deus, nunca fui discriminada! Sempre fui tratada com respeito  e com o apelido carinhoso  de "mãe"! Eu até gostava do apelido!😊

Aquela foi uma época difícil de minha vida, pois estava em fase de separação no meu primeiro casamento, e eu me sentia na época,  um pouco perdida e insegura... Sem saber como seria meu futuro! 

Mas foi também uma época de muito aprendizado! Foi a época em que tomei as rédeas da minha vida, e vi que ainda era capaz de realizar muito!

No fim do curso, me formei com louvor, e recebi até um certificado, de melhor aluna do curso!

Voltei a trabalhar, me casei novamente, fui mãe na maturidade (quando já poderia ser avó...). Fiz faculdade.  Há alguns anos, parei de trabalhar novamente, por motivos de saúde...

De lá pra cá,  me deparei com muitos desafios! Mas Deus tem me sustentado e me ajudado a enfrentar todos eles!

Hoje, aos 58 anos, não sei se voltarei a trabalhar...Meu futuro, a Deus pertence! 

Outro dia, prestei um concurso para professora.  Passei (lá atrás, pois confesso que não estudei muito...), e não sei se serei chamada. Se for,  talvez eu encare mais esse desafio: pois nunca trabalhei na área. Gosto de crianças! E quem sabe, essa também seja a minha vocação?

O que quero deixar aqui para todos - é uma mensagem de fé,  esperança e coragem - como a desse papel amassado, que eu encontrei numa caixa de sapatos... Mas guardei, pois a mensagem falou muito ao meu coração...💖

Sigam sempre em frente, com coragem e perseverança! 

E,  "Acredite: se você pode sonhar, também pode realizar!".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Recomeçar...💟


De uns anos pra cá - nessa mesma época do ano - sempre esperamos dias melhores, no que se refere ao novo ano. 

Ao reler minhas publicações dos últimos 5 ou 6 anos, pude constatar que a vida  tem se tornado mais difícil, a cada ano que passa... Tragédias e desastres naturais,  política; e por fim, uma pandemia e uma guerra...

E depois de tudo o que vivenciamos devido a pandemia - chegamos ao final do ano felizes por termos "sobrevivido" a tudo, pois muitos não conseguiram...

Porém,  ainda não saímos formalmente da pandemia. E a iminência de novos casos ou surtos, ainda nos assombra. Temos aprendido, a cada dia, a conviver com tudo isso...Esperando sempre, dias melhores!

Creio que a esperança é um sentimento inerente ao ser humano. E nesse finalzinho de ano, automaticamente a renovamos!

O Ano Novo se avizinha! E a cada virada de ano, reacende em nós a "chama" da esperança...

Com o ano novo, a nossa vontade se renova! Vontade de tentar de novo, o que não deu certo. Vontade de fazer melhor, ou de fazer diferente...

Temos novas chances,  novos recomeços!

Oportunidades de escrever novas histórias,  de maneiras diferentes. Algumas vezes, aproveitando a experiência e aprendendo com os erros cometidos!

O Ano Novo é uma folha em branco,  que se abre para nós... Que escrevamos nossa história - com as cores da fé, da persistência,  da força de vontade, da coragem e da sabedoria!

Que  Deus nos abençoe e que renove em nós,  essa bendita capacidade de "esperançar" a cada ano que passa!

Um Feliz e abençoado Ano Novo a todos!!🙏😇

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Crônicas da quarentena... XV

Imagem extraída do Google
            Há alguns dias atrás me perguntaram, se ando escrevendo muito. Na verdade, ultimamente ando escrevendo bem menos...

Desde novembro não escrevo as minhas Crônicas da Quarentena. Escrevi alguns textos nesse interim, mas devido ao estresse vivido nestes últimos dois anos, sinto-me um tanto desmotivada a falar no assunto.

Estamos no 780° dia da quarentena. Se é que podemos chamar de quarentena. A maioria das restrições foi abolida. A obrigatoriedade das máscaras já não existe mais, salvo em raros locais. Até nas escolas foi abolido, o seu uso.

Fica difícil esquecer as quase 664.000 mortes que foram contabilizadas até o momento... 

Mas graças a Deus a situação melhorou muito aqui no Brasil. As mortes e internações diminuíram. Porém, ainda não foi decretado o fim da pandemia.

As crianças aqui em casa tomaram as primeiras doses das vacinas em janeiro. E no momento estão completamente imunizadas!

Como orei por isso! Glorifico a Jesus por essa bênção!

Os adultos já estão na terceira ou quarta dose da vacina – a dose de reforço.

Uma peculiaridade dessa pandemia – é que o feriado de carnaval deste ano – foi em abril, no feriado de Tiradentes. O governo achou por bem postergar o feriado, como medida de segurança para evitar aglomerações, pois em fevereiro haviam mais casos da variante Omicron (muito mais contagiosa do que as outras).

A vida segue voltando à normalidade. Porém, ainda não me sinto segura em enviar meu filho à escola, ou ir à igreja, sem máscaras. 

A meu ver, os locais onde há aglomerações, não são totalmente seguros. Então, ainda seguimos usando máscaras nesses locais.

    Sem querer ser pessimista, eu me pergunto: será que está acabando, mesmo? Espero em Deus, que sim!

            Há alguns dias, ao assistir a TV tomei conhecimento do que está ocorrendo lá na China: o lockdown foi decretado em várias cidades, pelo aumento do número de casos. Milhões de pessoas estão isoladas em casa. Não podem sair. Até a comida, é fornecida pelo governo, e nem sempre de acordo com o que a pessoa necessita.

Em uma família, quando uma criança é infectada – a mesma é separada dos pais. Vi uma mãe chorando, ao ser separada de seu filho de 5 anos. Uma medida de prevenção desumana!

Fiquei estarrecida também, ao ver drones sobrevoando as ruas, junto com um cachorro-robô, orientando pessoas que haviam saído a voltar para casa! Achei tudo muito surreal, lembrando muito, alguns filmes de ficção cientifica que já assisti!

A bem da verdade, não vejo a hora de terminar essas minhas crônicas da quarentena - com um final feliz! Que esse vírus tão devastador fique no passado, e esteja presente apenas em nossas lembranças!

E que tudo isso se transforme em histórias, que contaremos às futuras gerações...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Um Feliz Ano Novo! Feliz 2022! ♥

            


            Invariavelmente, toda véspera de Ano Novo eu me lembro do refrão daquela música: “Esse ano quero paz no meu coração...”.

Estamos no último dia de 2021 - um ano difícil. Um ano de lutas e provações! Mas ainda assim, temos muito o que agradecer, pois chegamos até aqui e estamos bem!

Todo final de ano fazemos um balanço das bençãos e das lutas por que passamos durante o ano.

No entanto, jamais poderíamos imaginar, o que viveríamos nos últimos dois anos... Creio que pandemia foi um marco na vida de todos! Diga-se de passagem: um marco doloroso, sofrido!

Porém, só pelo fato de eu estar aqui escrevendo, e alguém do outro lado, lendo o que escrevi - já é motivo de gratidão! Muitos perderam a batalha, e não conseguiram chegar até aqui...

Então, só posso agradecer a Deus pela vida! Por estarmos bem e com saúde. Pela vacina que chegou para quase todos! E que logo chegará para as nossas crianças!

Para este novo Ano que se inicia, eu quero pedir ao Senhor: saúde para todos, acima de tudo! Paz e muita fé em nossos corações, para sabermos lidar com as adversidades da vida...

“Serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar”

Peço também, que o Senhor restaure as minhas forças. Minha saúde física e mental - pois muitas vezes, a sensação que tenho é de ter sobrevivido à uma guerra...

Tenho a promessa na Palavra de Deus que diz: "Mas os que esperam no Senhor sempre renovam suas energias. Sobem, voando como águias. Correm e não se cansam, caminham e não perdem as forças".

A chegada de um novo ano é assim: como uma nova manhã que nasce, trazendo esperança de dias melhores! 

A promessa de uma nova chance, da cura chegando por completo! De um novo começo, com dias de liberdade...

 O meu desejo é que tenhamos a teimosia e a força destas flores (da imagem), que mesmo em “terreno” tão árido e infértil – resistiram, e teimaram em brotar!

Um Feliz Ano Novo! Um Feliz 2022! Que Jesus ilumine nossas vidas!

Que Deus nos abençoe com dias de paz e de saúde. De força e coragem.  De fé e esperança, renovadas!

Esse é o meu desejo e a minha oração...♥

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Crônicas da quarentena XIV


           Estamos no 605° dia da quarentena. A situação melhorou, as mortes diminuíram, mas a pandemia ainda não acabou...

Sonho com o dia em que poderemos abolir definitivamente o uso de máscaras – mas com total segurança! Em que poderemos fazer aquelas aglomerações gostosas com os parentes e amigos!

A bem da verdade, algumas pessoas já estão vivendo livres, leves e soltas, como se nada tivesse acontecido! Como se a pandemia nunca tivesse existido.

Parece que alguns vivem ou sempre viveram, em uma realidade paralela...

Longe de mim ser pessimista! Muito pelo contrário: anseio por dias melhores, e cheios de esperança!

No entanto, não consigo ficar alheia às mais de 610.000 mortes que tivemos aqui no Brasil, e às mais de 5.000.000 de mortes no mundo!

Quando me lembro, de como me senti lá no início de tudo - sinto como se tivesse vivido algo surreal!

Lembro-me do medo do desconhecido. Medo de sair na rua, de pôr o pé na calçada...

Medo de contaminar um familiar ou ser contaminada.

Lembro também do sofrimento que o distanciamento causou...  Só agora é que estamos voltando a encontrar os parentes, e ocasionalmente, alguns amigos.

Lembro das noites mal dormidas... Do pânico que sentia ao abrir minhas redes sociais, e me deparar com tantos lutos!

Pessoas adoecendo e morrendo devido à Covid. E outras morrendo de infarto e AVC decorrentes do estresse vivenciado!

Quantas e quantas noites, eu foi dormir com um aperto no peito e sensação de pânico? Medo de não acordar no dia seguinte...

Hoje, com a graça de Deus tudo está melhorando, as mortes diminuíram muito, e podemos vislumbrar dias melhores.

Porém, a sensação que tenho é a de estar vivendo em um estado de estresse pós traumático! Como se tivéssemos passado por uma guerra!

O pior já passou, graças a  Deus! Mas o estresse vivenciado em todo esse tempo, cobra o seu preço.

Têm dias que me sinto bem, me sinto alegre e esperançosa. Mas em certos dias, bate um desânimo, uma vontade de chorar sem motivo... Creio que ainda vai demorar um tempo, para que eu possa superar tudo, e voltar à normalidade!

A vacina – enfim – parece que está chegando também, para as crianças menores.

Será mais uma vitória e um alívio! As aulas voltaram à normalidade, e nos sentiremos bem mais seguros com a vacina para todas as crianças!

Com a maioria da população vacinada, atingiremos então, a tão esperada imunidade coletiva.

Até lá, sigamos com cautela, fazendo a nossa parte: tomando todas as medidas preventivas que nos cabem, e sem promover aglomerações desnecessárias.

Tenho fé, que chegará o dia em que essa pandemia terá fim! Em que poderemos sair livremente, sem medo e sem máscaras!

Com a graça de Deus - vai passar!

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Crônicas da quarentena XIII


             
Pelas minhas contas estamos 520º dia da quarentena... Tenho aprendido tanto, nestes últimos tempos!

Essa pandemia tem me ensinado muito: quer seja através do isolamento, do sofrimento; ou de várias outras situações, que fui obrigada a enfrentar e encarar.

O que tenho aprendido com a pandemia? Muito!!

Aprendi, de certa forma,  a ser minimalista: como não tenho saído muito e nem recebido visitas, eu tenho comprado muito menos coisas. E diga-se de passagem: a maioria delas, era desnecessária! De certa forma – aderi, na “marra” à onda do minimalismo.

Aprendi a não criar expectativas com relação às pessoas: algumas, de quem eu não esperava nada - deram uma lição de empatia, respeito, responsabilidade social e amor ao próximo! Outras, de quem eu esperava o exemplo - deixaram a desejar, mostrando total irresponsabilidade, frente ao momento tão difícil que estamos vivendo...

Aprendi a esperar - é só o que nos resta a fazer! Tem sido um exercício de paciência, esse período, de quase um ano e meio... Aprendi que não adianta ter pressa, o que nos resta é esperar em Deus, confiar na ciência e orar para que tudo passe!

Aprendi, ou melhor - me lembrei...  Que ter dinheiro é bom, é necessário - mas que precisamos acima de tudo, de saúde para desfrutá-lo!

Aprendi que a vida é um sopro! E que não somos “nada” frente a um vírus, até então, desconhecido! Vi muitos partirem prematuramente! Vi o sofrimento de muitos, frente à perda de seus familiares e amigos...

Em alguns dias, acordei com um nó na garganta, em total desesperança! E em algumas noites, o medo e a ansiedade bateram forte: o sono não veio, o peito apertou... E mais uma vez - orei pedindo a Deus forças para prosseguir...

Nos últimos dias, a situação melhorou um pouco. O número de mortes e doentes diminuiu, com a intensificação da vacinação. E apesar das variantes que surgem aqui e ali, podemos enfim - vislumbrar um resquício de esperança para o futuro...

Frente a tudo isso que temos vivido e encarado, eu me lembrei de um texto de  Shakespeare, que gosto muito, e parafraseio aqui, um de seus trechos: 

Aprendi que realmente posso suportar. Que realmente sou forte. E que posso ir muito mais longe, depois de pensar que não poderia mais...