O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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sábado, 25 de maio de 2019

No dia Mundial da Adoção...❤

Quando o assunto é Adoção - confesso que sou uma entusiasta!
Amo falar sobre o assunto! Sou membro de vários grupos sobre adoção.
Gosto muito de ler as histórias, as expectativas dos pais até a chegada dos filhos... O período de convivência.
E também, de contar a minha história: pois através dela, algumas pessoas têm lançado um outro olhar sobre a adoção.
Como maio é o mês da adoção – todos estão compartilhando suas histórias.
E há alguns dias atrás, eu publiquei a nossa história em um dos grupos. Através dela, eu recebi o seguinte comentário:

              “Linda história... me emocionei... Estou na espera também há dois anos e 10 meses... também aumentei a idade e agora também mais 1 irmão...  Meu perfil 0 a 4 anos e 1 irmão até 7 anos.  Deus sabe a hora e o dia. Mas sua história me deu mais esperança... Beijos, que Deus abençoe”.

Como me alegra o coração, saber que ao contar a minha história, pude levar um pouco de esperança à essa mãe que espera seu(s) filho(s)!
Como me alegro quando vejo alguma postagem assim: “Meu telefone tocou!”.
Pra quem está na espera, esse dia é como um teste positivo de gravidez!
Só que pra nós -  mães e pais do coração -  vem primeiro espera: que às vezes dura meses, anos... Até que o telefone toca!!
E aí começa a outra etapa: a do “nascimento” dos nossos filhos, assim que os conhecemos! ❤
São muitas emoções em todo esse processo de espera, conhecimento, amor... Por isso eu amo ler e saber de histórias de adoção!
E assim como aconteceu com essa mãe que leu a minha história, aconteceu também com um casal que conhecemos numa viagem há quase dois atrás.
Hoje eles estão no CNA esperando seu filho(a). E o fato de ter nos conhecido, ajudou-os a tomar a decisão de adotar. E saber disso é mais um motivo para o meu coração se alegrar...
...
Ainda falando adoção, vou contar também, uma lembrança que tive ao ler uma   postagem em um grupo de adoção:
                Um pai se sentiu enciumado, por seu filho chamar a responsável da família acolhedora, de “mãe”. Na postagem ele diz que ficou com ódio, quando foi buscá-lo!
Apesar de muitos o terem condenado por esse sentimento; eu creio que usou a palavra, como força de expressão.
Na verdade, o que ele deve ter sentido, foi ciúmes, não ódio!
E o entendo perfeitamente, pois nós, pais e mães do coração temos sentimos contraditórios, que - depois, parando para pensar-, chegam à ser engraçados!
Quando eu conheci o meu filho, eu o conheci numa terça-feira. Durante toda a semana, eu ia todos os dias, de manhã e à tarde, para vê-lo, e fazer a adaptação: dava mamadeira, banho, trocava fraldas, e etc.
No sábado fui informada que no domingo, não poderíamos visitá-lo, pois a psicóloga responsável iria levá-lo a um churrasco na casa dela, com as funcionárias do abrigo.
Confesso, que eu e meu marido sentimo-nos indignados! Como não poderíamos vê-lo no domingo?
E ainda iriam levá-lo à um churrasco? Ele, um bebezinho ainda! E se acontecesse alguma coisa?
Não pensamos racionalmente: que até então, ele havia sido cuidado por elas! E diga-se de passagem, muito bem!
Na segunda, para nossa surpresa, fomos informados que o juiz havia expedido a guarda provisória, e ele viria pra casa! E elas, como já estavam sabendo que isso poderia ocorrer – fizeram um churrasco pra se despedirem dele... ❤
Senti-me um pouco envergonhada pelo meu ciúme. No entanto fiquei surpresa, ao me dar conta da dimensão do Amor que eu sentia por ele, em menos de uma semana!
Na verdade, como eu sempre digo: o Amor “brotou” em meu coração, no dia em que eu o conheci... ❤
É inexplicável como nasce esse sentimento! É “coisa” de Deus, mesmo!
...
O tempo passou...E o meu Pitico cresceu, e já está com 8 anos!
Outro dia assistindo à uma novela, ele viu uma mulher grávida, com um barrigão. E ao conversar com ele, lembrei-o de que ele nasceu em meu coração.
Então, ele olhou pra mim pensativo, e me disse:
- Se eu nasci no seu coração, então eu estava na barriga de outra mãe?
Aí eu expliquei pra ele:
- Não! Você estava na barriga de outra mulher. A sua mãe sou eu! E por isso, você nasceu no meu coração! Lembra que eu te contei? 😊
E ele saiu satisfeito com a resposta. À partir desse dia, eu percebi que ele já está começando a entender o real significado, do que é “nascer no coração”!
Na semana passada, eu estava imprimindo alguns desenhos de um livrinho infantil que escrevi sobre a nossa história. Ele olhou para os desenhos, e disse para mim e meu marido:
- Essa é a minha história!
- Sabia pai, que eu estava na barriga de outra mulher. Depois de um tempo, você e a minha mãe foram me buscar, lá naquela casinha?  
- Então, eu nasci no coração de vocês... Né, mãe?
Nós nos olhamos, olhamos pra ele e sentimos tanto Amor! ❤
E que felicidade sentimos, ao constatarmos que ele está crescendo, e assimilando tudo descomplicadamente. Sem encucações ou neuras!
Bem, acho que já escrevi demais!
Hoje quis compartilhar um pouco dos meus sentimentos e do nosso dia a dia.
                Pra finalizar - nesse dia Mundial da Adoção -, compartilho novamente com vocês, um texto que escrevi no ano passado, neste mesmo dia.
Só posso dizer – como já disse inúmeras vezes - que a adoção é uma benção e um privilégio!
Amo você meu filho! ❤
E eu Amo ser Mãe do coração... ❤❤


Texto escrito em 09/11/2018
Hoje, no dia Mundial da Adoção, eu estou aqui sentada – apesar de ter mil coisas pra fazer ☺-, relembrando como me tornei mãe do coração...❤
Aos quarenta e dois anos descobri que havia entrado na menopausa, um pouco precocemente. E justamente, quando estava tentando engravidar...
Na época encarei essa situação, como encaro tudo em minha vida: aceitei a notícia confiando que Deus estava no comando de nossas vidas!
Várias pessoas sugeriram-me que fizesse algum tratamento, já que a medicina anda muito avançada! Mas eu não quis forçar a minha natureza.
Não sou contra esse tipo de tratamento, mas particularmente, não encarei como uma opção.
Eu já havia experimentado a maternidade em meu primeiro casamento. Na época não tive problemas em engravidar. Hoje minha filha já está adulta e me deu dois netinhos lindos... ❤
Como já escrevi anteriormente – logo de início pensei na possibilidade da adoção. Mas o meu marido se sentia inseguro. E eu não quis pressioná-lo.
O tempo passou – aproximadamente um ano. E como Deus sabe de todas as coisas, Ele permitiu esse tempo, para que a ideia e o desejo fossem amadurecendo em nossos corações...
Meu marido ligava a TV e lá estava passando uma reportagem sobre adoção.  À princípio ele assistia sozinho. Depois foi ficando animado e me chamava, toda vez que via algum programa com o tema!
Até que um belo dia, ele chegou pra mim e me disse que queria adotar! E lá fomos nós ao fórum pra nos informarmos! Providenciamos tudo e entramos na fila do CNA. Foram dois anos e meio de uma longa espera...
- Quando decidimos adotar um filho temos que estar absolutamente seguros de nossa escolha. Pois o preconceito existe: entre familiares, amigos; em pessoas que menos se espera! Você ouve os mais variados tipos de comentários, tais como:
“- Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha, e o que poderá se tornar!”.
Ou:  - “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.
E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto! Ainda hoje, eu ouço essas coisas... Esses tipos de comentários são totalmente desnecessários, e eu rebato, respondendo:
- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 
- Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente da que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!
Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos! Ainda que estivesse maltratado, e nem bonito fosse!
Na verdade eu esperava uma criança assim: tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!
E então... nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!
Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!
Hoje ele tem sete anos e sabe que nasceu em nossos corações... ❤
Encara o assunto com naturalidade. Não sei se entende ainda o real significado de tudo! O que sei é que é feliz e desencanado com o assunto!  
Eu amo falar sobre a nossa história!  Nunca quis que fosse um tabu para ele. Falamos com nosso filho desde muito pequeninho...
E algumas vezes, através da nossa história – incentivamos outros casais à adotar.
O que posso falar - é que sou mãe biológica e do coração.
Amo meus dois filhos com a mesma intensidade! E posso falar por experiência de causa, que não existe diferença nenhuma no Amor que sinto por ambos.
E sabem por quê? Porque um filho nasce primeiramente em nossa alma, nasce lá no âmago do nosso ser! Independentemente de ter sido gerado no ventre ou no coração...
A única coisa que é imprescindível ter para ser mãe ou pai... é Amor! É ter apenas capacidade de Amar!
É uma bênção que Deus concede a todos!! Basta querer e se entregar incondicionalmente a esse Amor... ❤
Quem adota com responsabilidade e amor, certamente muda a vida de uma criança para melhor!
Por outro lado, essas crianças, mudam totalmente as nossas vidas também!
Somos “adotados” quando olhamos para aqueles olhinhos pela primeira vez... E nesse belo dia, as dúvidas, transformam-se em certezas, e Deus testifica em nossos corações, que ali, naquele momento, encontramo-nos diante de nosso filho!
E hoje, no Dia Mundial da Adoção, eu oro e glorifico a Deus pela vida do meu filho!
Agradeço pela benção e pelo privilégio de ser Mãe do Coração!
E digo e reafirmo, que o que realmente importa nessa vida - é o Amor! ❤

“Não habitou meu ventre, mas mergulhou nas entranhas da minha alma. 
Não foi plasmado do meu sangue, mas alimenta-se no néctar de meus sonhos. Não é fruto de minha hereditariedade, mas moldar-se-á no valor de meu caráter. 
Se não nasceu de mim, certamente nasceu para mim”.

Este texto é uma compilação de alguns trechos, de textos que escrevi sobre o assunto, e que expressam a minha emoção de ser Mãe do ❤.

Link do blog/marcador “Adoção”: