O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Crônicas da quarentena...XVI

Imagem extraída do Google 
Muita coisa aconteceu, desde que escrevi a última crônica da quarentena. Parei de contar os dias, porque não estamos mais vivendo em regime de quarentena.

A pandemia ainda não acabou, mas as coisas melhoraram,  de lá pra cá.  

Com a chegada das vacinas, os casos diminuíram. Além dos adultos, as crianças também foram vacinadas.  

E as mortes praticamente cessaram. 

É engraçado: mas depois de tudo o que passamos - agora que as coisas melhoraram - eu perdi um pouco a vontade de escrever...

A impressão que tenho é que estou vivendo um estresse pós traumático!

Nos dois anos de pandemia vi muitas pessoas conhecidas, morrerem. 

A sensação de impotência e medo foram constantes, em todo esse tempo!

Quando olho para trás,  e relembro aqueles dias, do auge da pandemia - a impressão que tenho,  é  que tudo não passou de um pesadelo...

Hoje, me parece surreal tudo aquilo que vivenciamos!

Há alguns meses, começamos aos poucos, a sair sem máscaras.  No começo,  ainda com um certo receio. 

Aos poucos, voltamos a frequentar reuniões de famílias e festas. Com muito medo no início, com a sensação de até estar transgredindo alguma regra...

Mas a vida tem que seguir seu curso e  voltar a normalidade! 

Hoje, as máscaras estão praticamente aposentadas: seu uso só é obrigatório em consultórios médicos e hospitais. E para alguns profissionais que atendem ao público. 

Algumas pessoas,  por precaução, ainda  fazem  uso delas. 

Espero em Deus, que nunca mais sejamos obrigados a usá-las novamente!

Espero que todo aquele sofrimento e aquelas mortes fiquem apenas no passado, e em nossas lembranças...

Que possamos extrair de tudo isso, algo bom.

Que um dia, toda essa tragédia,  seja apenas história,  que será contada aos netos de nossos netos...


P.S.: Desde que escrevi este texto, surgiu uma nova variante, a BQ.1... E já estão falando sobre a necessidade do uso de máscaras, novamente. Espero em Deus, que o "pesadelo" não volte...🙏

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Amizade que atravessa o tempo...❤

           


            Hoje vou falar sobre amizade...

Sobre a amizade que eu e minhas irmãs temos, com a nossa amiga de infância, a Sofia!

Esse dias, depois de quase três anos, nós quatro nos encontramos. Depois de quase três anos de pandemia, finalmente pudemos nos reunir novamente.

Me lembrei então, da nossa foto de infância. No intervalo, do dia em que a foto foi tirada e do dia que nos encontramos, lá se foram mais de 45 anos...

E lá estávamos nós - aquelas "meninas" amigas,  juntas novamente!

Sorrindo e rindo divertidas - pois agora, já éramos jovens senhoras, e resolvemos ficar na mesma posição de outrora, para tirar outra foto...

Confesso que foi um desafio! Mas apesar das dores aqui e ali, e da relativa falta de equilíbrio, conseguimos nos posicionar! E a imagem daquelas quatro "senhoras" amigas e irmãs, ficou registrada para a posteridade! Só não conseguimos ainda, entrar em um acordo e escolher uma foto que agrade às quatro, para publicar!☺

Voltando ao assunto: comecei a divagar, ao olhar para aquelas fotos... Nos mais 45 anos que separam uma foto e outra, nós vivemos intensamente!

Compartilhamos a infância, a adolescência, a juventude e a maturidade.

Crescemos, constituímos nossas famílias.

Ao longo da "caminhada", todas nós - sem exceção - derramamos lágrimas: de alegria e de tristeza...

Alguns fios de cabelos brancos e algumas rugas, surgiram ao longo dos anos.

Nestes anos todos, às vezes estivemos bem próximas, e em algumas ocasiões, distantes, fisicamente. Mas a "sementinha" de amizade que surgiu lá em nossa infância, permaneceu plantada em nossos corações!

E os anos passaram, e o prazer de compartilhar essa amizade tão rara e preciosa, permanece - com a graça de Deus!

Amizade sincera, amizade de irmãs!

E num mundo, em que tudo passa tão rápido...

Em que tudo é tão fugaz e passageiro...

Em que os sentimentos e as relações têm se tornado quase descartáveis - é uma honra e um privilégio desfrutar de uma amizade assim: que permanece forte e leal!

E que atravessa o tempo...

Que nos faz melhores e nos aquece o coração!

E que acende em nós, aqueles olhos brilhantes e sorrisos verdadeiros - daquelas meninas que um dia fomos, há mais de quarenta anos atrás...❤

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Florescendo em meio às pedras...

            

Imagem extraída do Google
            Gosto de imagens, de plantas florindo em meio às pedras. Ou, de plantinhas brotando, após um período em que estiveram totalmente desfolhadas.

Essas imagens me remetem à fases de minha vida - em que eu, assim como essas plantas - me senti totalmente frágil e "desfolhada"...

E então, como sempre, começo a divagar - fazendo as minhas analogias!

Como essas plantinhas "teimosas" - em vários momentos de minha vida - encontrei-me em "solos áridos e infecundos"...

E sempre tive que fazer escolhas: ou me prostrar diante das circunstâncias e permanecer apática com minhas dores, minhas angústias, meu cansaço, meu desânimo e meus medos... Ou, com a ajuda de Deus - buscar forças em meu íntimo, para me levantar e seguir em frente!

À essa força que nos impulsiona a ressignificar, a resistir em meio ao sofrimento, damos o nome de resiliência!  Que é a capacidade que as pessoas têm de se “levantar” em meio às dificuldades, perdas ou tragédias da vida.

E lendo certa vez sobre resiliência - as pessoas foram comparadas ao bambu, que diante do vento e das tempestades, enverga, mas não quebra. E depois volta ao normal, com toda a sua força!

Com a graça de Deus temos essa capacidade de resistir! Somos feito bambu!

Todas essas imagens e analogias sempre me trazem esperança, e me lembram: que mesmo que em certas ocasiões, nos prostremos e nos sintamos totalmente incapazes - a vida é um vai e vem!

Como dizem, os velhos ditados:

- Depois de toda tempestade, sempre vem a bonança...

- Depois de uma longa noite escura, o sol volta a brilhar...

- Depois de um frio inverno, sempre temos a primavera!

E como diz o cantor: “a vida vem em ondas como o mar...”.

Refletindo sobre tudo isso, eu me lembro também de que a vida é feita de fases: às vezes boas e algumas vezes, ruins...

Porém, diante das dificuldades - através da nossa fé - Deus sempre nos fortalece, para que não permaneçamos prostrados, ao “chão”! 

E mais: nos capacita, para que possamos extrair forças de onde nem imaginamos...

Para “desabrocharmos” firmes, com todas as nossas forças, “em meio às pedras”!! 


"Felicidade é poder florir, mesmo em meio às pedras do caminho!".

          A.     D.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Tempos de "malabarismos"...😓

          

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            Ultimamente, tenho tido até taquicardia quando vou ao supermercado!

E olha, que eu sou do tempo da inflação galopante - em que as maquininhas remarcavam o dia todo! Não tínhamos tanto conforto, como temos hoje. Nos meus tempos de criança, em alguns banheiros - no lugar do papel higiênico, havia pedaços de jornal, pendurados... 😁

Mas a situação que estamos vivendo hoje, no pós pandemia e durante a guerra da Ucrânia, tem provocado muita angústia em mim, e creio que em muita gente!

Os preços dispararam: ontem eu vi uma reportagem que destacava os índices de aumento com relação ao óleo, o leite, o arroz, o feijão, o pó de café, e etc. Itens da cesta básica. E os aumentos foram exorbitantes!

Alguns produtos subiram 35%, 60% e até 90%, de um ano para o outro. Sem contar a gasolina e o gás, que tiveram aumentos quase semanais. Já até perdi as contas, do aumento acumulado!

Está tudo pela hora da morte! Todo mundo tem que fazer "malabarismos" para o dinheiro render! Só pra ficar registrado, seguem aqui alguns preços (em média):

- Leite = R$ 5,50,

- Feijão = R$ 8,00 (quilo),

- Arroz = R$ 17,00 (5k.),

- Óleo de soja = R$ 9,00,

- Pó de café = R$ 15,00 (500grs.),

- Gás de cozinha = R$ 125,00.

Já faz tempo que não tenho mais a alegria de comprar uma cartela de 30 ovos por R$ 10,00! A última que comprei, já paguei R$ 18,00...

Sem contar a cenoura, o tomate e a berinjela, que há algum tempo atrás viraram artigos de luxo, chegando a custar mais de R$ 13,00 o quilo! Quando voltaram a baixar à R$ 3,89, eu até dei um "glória a Deus" no mercado, que provocou estranhamento em quem estava do meu lado...

E então fico pensando aqui, "cá com meus botões": se eu, que estou numa situação relativamente estável frente toda à essa crise que estamos passando - fico agoniada, ao ir ao mercado... Imagine uma pessoa que ganha um salário mínimo, ou está desempregada? Nesses casos, sobreviver é desesperador!

O número de pedintes nos semáforos e pessoas morando nas ruas, aumenta a olhos vistos! Pertinho de minha casa, mesmo, tem uma família dormindo na rua, ao relento. É triste de se ver...  São tempos difíceis, estes que estamos vivendo!

É preciso muita força, fé em Deus e jogo de cintura para encarar a realidade. Muitas vezes é preciso abstrair, para não sucumbir!

E como em situações assim, às vezes a gente ri pra não chorar - eu me lembrei dessa ilustração parodiando o quadro "O grito": com certeza, esse seria o quadro, se hoje o pintor fosse vivo, e desse uma ida ao mercado... 😁

terça-feira, 24 de maio de 2022

Dia Nacional da Adoção...❤


            “Conte e reconte sempre sua história, que com certeza vai ajudar a muitos candidatos pais adotivos à sentirem confiança em entregar suas vidas, aos desígnios do Criador. E assim acabarem encontrando aquela vida que se inicia - e que mesmo às vezes, sem saber, está ansiosamente à espera deles.

Se sequer sabemos o dia de amanhã, que dizer do futuro distante!!! Nesta vida tudo passa! Mas a palavra impressa é duradoura como um pensamento ou sentimento que se materializa.

Quando, num instante qualquer do futuro, alguém topar com seu trabalho e nele se inspirar à concretizar uma adoção - mesmo que isso aconteça uma única vez -, terá recuperado uma vida incerta para o caminho de uma família; e apenas por esta vez, todo seu trabalho terá valido a pena!”.

Sempre me lembro desse comentário, de um grande amigo meu, que já se foi... E hoje estou aqui novamente, relembrando e recontando a minha história - para o Dia Nacional da Adoção!

Há mais ou menos uns 14 anos atrás, a Adoção começou a fazer parte de nossas vidas.

Aos quarenta e dois anos descobri que havia entrado na menopausa, um pouco precocemente. E justamente, quando estava tentando engravidar...

Várias pessoas sugeriram-me que fizesse algum tratamento. Mas eu não quis forçar a minha natureza. Não sou contra esse tipo de tratamento, mas particularmente, não encarei como uma opção pra mim.

Eu já havia experimentado a maternidade em meu primeiro casamento. Na época não tive problemas em engravidar. Hoje minha filha já está adulta e me deu dois netinhos lindos... 

Como já escrevi anteriormente – logo de início pensei na possibilidade da adoção. Mas o meu marido se sentia inseguro. E eu não quis pressioná-lo.

O tempo passou – aproximadamente um ano. E como Deus sabe de todas as coisas, Ele permitiu esse tempo, para que a ideia e o desejo fossem amadurecendo em nossos corações...

Meu marido ligava a TV e lá estava passando uma reportagem sobre adoção...  A princípio, ele assistia sozinho. Depois foi ficando animado e me chamava, toda vez que via algum programa com o tema!

Até que um belo dia, ele chegou pra mim e me disse que queria adotar! E lá fomos nós ao fórum, para nos informarmos! Providenciamos tudo e entramos na fila do CNA. Foram dois anos e meio de uma longa espera...

- Quando decidimos adotar um filho temos que estar absolutamente seguros de nossa escolha. Pois ouviremos coisas desagradáveis, e muitas pessoas tentarão nos dissuadir a mudar de ideia. O preconceito existe: entre familiares, amigos; em pessoas que menos se espera! 

Você ouve os mais variados tipos de comentários, tais como:

“- Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha, e o que poderá se tornar!”.

Ou:  - “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.

E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto! 

Ainda hoje, depois de muitos anos, de vez em quando ouço esse tipo de coisa... Comentários totalmente desnecessários, e eu rebato, respondendo:

- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 

- Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente da que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!

Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos!  Eu esperava uma criança maltratada, magrinha. Ou que nem fosse bonita... Tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!

E então, nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!

Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!

Hoje ele é um pré-adolescente, e sabe que nasceu em nossos corações... 

Encara o assunto com naturalidade. Tem até um certo orgulho quando o assunto é a adoção! Ele tem consciência de como a Adoção foi uma benção em nossas vidas!

Eu amo falar sobre a nossa história!  Nunca quis que fosse um tabu para ele. Falamos com nosso filho desde muito pequenininho...

Algumas vezes, através da nossa história – incentivamos outros casais a adotar. E cada vez que isso acontece, o meu coração se aquece e se alegra!

E talvez pelo fato de eu escrever e falar sobre o assunto há muitos anos -  o meu nome deve estar associado a adoção. 

É interessante - mas quase toda semana, alguém me escreve pedindo informações sobre como adotar! E de vez em quando, algumas mães me escrevem pedindo informações sobre como fazer a entrega.

Encaro isso como uma missão, e sempre procuro orientá-las da melhor forma possível e de maneira legal!

Sou mãe biológica e do coração. Amo meus dois filhos com a mesma intensidade! E posso falar por experiência de causa, que não existe diferença nenhuma, no Amor que sinto por ambos.

E sabem por quê? Porque a maternidade se dá em primeiro lugar, pelo Amor!

Um filho é filho - independentemente de ter sido gerado no ventre ou no coração...

A única coisa que é imprescindível ter para ser mãe ou pai... é Amor! É ter apenas a capacidade de Amar!

É uma bênção que Deus concede a todos, sem distinção! Basta querer e se entregar incondicionalmente a esse Amor... 

Quem adota com responsabilidade e amor, certamente muda a vida de uma criança para melhor! Por outro lado - essas crianças, mudam totalmente as nossas vidas, também!

Somos “adotados” quando olhamos para aqueles olhinhos pela primeira vez... E nesse belo dia, as dúvidas, transformam-se em certezas, e Deus testifica em nossos corações, que ali, naquele momento, encontramo-nos diante de nosso filho(a)!

E hoje, no Dia Nacional da Adoção, eu agradeço mais uma vez a Deus, pela vida do meu filho!

Agradeço pela benção e pelo privilégio de ser Mãe do Coração!

E digo e reafirmo, que o que realmente importa nessa vida - é o Amor! 

"Não habitou meu ventre, mas mergulhou nas entranhas da minha alma. 

Não foi plasmado do meu sangue, mas alimenta-se no néctar de meus sonhos. Não é fruto de minha hereditariedade, mas moldar-se-á no valor de meu caráter. 

Se não nasceu de mim, certamente nasceu para mim”. 💗


P.s.: o texto acima  foi escrito com a compilação de vários outros textos, que escrevi sobre a Adoção. 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Crônicas da quarentena... XV

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            Há alguns dias atrás me perguntaram, se ando escrevendo muito. Na verdade, ultimamente ando escrevendo bem menos...

Desde novembro não escrevo as minhas Crônicas da Quarentena. Escrevi alguns textos nesse interim, mas devido ao estresse vivido nestes últimos dois anos, sinto-me um tanto desmotivada a falar no assunto.

Estamos no 780° dia da quarentena. Se é que podemos chamar de quarentena. A maioria das restrições foi abolida. A obrigatoriedade das máscaras já não existe mais, salvo em raros locais. Até nas escolas foi abolido, o seu uso.

Fica difícil esquecer as quase 664.000 mortes que foram contabilizadas até o momento... 

Mas graças a Deus a situação melhorou muito aqui no Brasil. As mortes e internações diminuíram. Porém, ainda não foi decretado o fim da pandemia.

As crianças aqui em casa tomaram as primeiras doses das vacinas em janeiro. E no momento estão completamente imunizadas!

Como orei por isso! Glorifico a Jesus por essa bênção!

Os adultos já estão na terceira ou quarta dose da vacina – a dose de reforço.

Uma peculiaridade dessa pandemia – é que o feriado de carnaval deste ano – foi em abril, no feriado de Tiradentes. O governo achou por bem postergar o feriado, como medida de segurança para evitar aglomerações, pois em fevereiro haviam mais casos da variante Omicron (muito mais contagiosa do que as outras).

A vida segue voltando à normalidade. Porém, ainda não me sinto segura em enviar meu filho à escola, ou ir à igreja, sem máscaras. 

A meu ver, os locais onde há aglomerações, não são totalmente seguros. Então, ainda seguimos usando máscaras nesses locais.

    Sem querer ser pessimista, eu me pergunto: será que está acabando, mesmo? Espero em Deus, que sim!

            Há alguns dias, ao assistir a TV tomei conhecimento do que está ocorrendo lá na China: o lockdown foi decretado em várias cidades, pelo aumento do número de casos. Milhões de pessoas estão isoladas em casa. Não podem sair. Até a comida, é fornecida pelo governo, e nem sempre de acordo com o que a pessoa necessita.

Em uma família, quando uma criança é infectada – a mesma é separada dos pais. Vi uma mãe chorando, ao ser separada de seu filho de 5 anos. Uma medida de prevenção desumana!

Fiquei estarrecida também, ao ver drones sobrevoando as ruas, junto com um cachorro-robô, orientando pessoas que haviam saído a voltar para casa! Achei tudo muito surreal, lembrando muito, alguns filmes de ficção cientifica que já assisti!

A bem da verdade, não vejo a hora de terminar essas minhas crônicas da quarentena - com um final feliz! Que esse vírus tão devastador fique no passado, e esteja presente apenas em nossas lembranças!

E que tudo isso se transforme em histórias, que contaremos às futuras gerações...

terça-feira, 8 de março de 2022

"É preciso amar as pessoas, como se não houvesse..."

      


Imagem extraída do Google 
 
Já há algum tempo estou para escrever sobre o assunto, pois é algo que tem me incomodado bastante.

Todos os dias ao abrir minhas redes sociais, me deparo com pessoas destilando ódio e “veneno” em suas páginas!

Isso me remete à algumas expressões engraçadas,  que ouvi algumas vezes, e penso nelas para descrever tais pessoas: devem ter o “coração peludo”, a “alma sebosa” para externar tanto ódio!

Vejo mensagens agressivas,  criticando este ou aquele, por sua posição política ou por sua posição com relação à pandemia.

São tempos bicudos, tempos difíceis! Mas me pergunto: a troco de quê, tanta agressividade? De alguns anos para cá, as pessoas estão se tornando cada vez mais intolerantes!

A intolerância começou com a política. Desde então,  houve uma polarização, e uma espécie de fanatismo, de ambos os lados. E então as pessoas começaram a brigar e se afastar, por causa da política. 

Eu mesma pude presenciar - amigos e parentes brigando e cortando relações, por causa de política. Mas se esquecendo - que o tempo passa, e que aquele político ora idolatrado, dali a algum tempo, vai estar de conchavo com seu oponente! Mas não adianta alertar: as pessoas brigam por eles...

Logo depois veio a pandemia. E surgiram os que são contra e os que são à favor da vacina, do uso de máscaras e demais cuidados. Aí, surgiu mais uma polarização! E mais pessoas brigando e se ofendendo, por pensarem de modo diverso!

Conheço pessoas, que externam sua raiva e ódio, quase todos os dias em suas redes sociais...Por anos a fio! Isso é triste de se ver!

É claro que diante de certas atitudes - muitas vezes, dá vontade de falar “poucas e boas”, para certas pessoas! Nos últimos dias, tenho presenciado cada absurdo...

No entanto, é preciso ter inteligência emocional, para lidar com o outro: que pensa de maneira diversa, e que muitas vezes, vem totalmente contra àquilo que acreditamos. É preciso ter acima de tudo, respeito!

Todo esse ódio que tem sido cultivado, não leva à nada! Ou melhor, leva sim: à contendas, à guerras e destruição. Como essa guerra que se iniciou há alguns dias...

Justo agora, que estávamos vislumbrando um futuro de esperança, com o fim da pandemia - eis que surge uma guerra! E com ela - tantas mortes, tanta tristeza...

Como disse Mia Couto:

“A guerra nunca partiu, filho. As guerras são como as estações do ano: ficam suspensas, a amadurecer no ódio da gente miúda”.

E como tem gente “miúda” nesse mundo! Como o ódio tem sido cultivado, ultimamente...

Termino, parafraseando o refrão, daquela música famosa:

É preciso amar as pessoas, como se não houvesse política, como se não houvesse pandemia...

 

“É preciso ter elegância para continuar sendo gentil, em situações cruéis”.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

E então, mais uma vez, eu vi o mar...❤


“A voz do mar fala com a alma”.

Kate Chopin

Esse é um amor que perdura há quase 45 anos...❤

Aos 12 anos eu vi o mar pela primeira vez, e me apaixonei... Me marcou tanto, que lembro-me como se fosse hoje: foi num dia chuvoso, que conheci o mar! Bem chuvoso, estava uma chuva torrencial! Mas a vontade de conhecê-lo foi mais forte que a chuva...

Lembro que pisei na água, e com o ir e vir das ondas, me puxando pra lá e pra cá - senti uma espécie de vertigem, de tontura. Mas logo passou e eu me encantei pelo mar!

É engraçado: essa cena ficou gravada em minha memória. Depois, já não me lembro de outras sensações do momento! E desde então, ao longo dos anos, essa paixão só faz crescer...

Espero ansiosa, todos os anos, pela oportunidade de ir ver o mar!

Se for pra escolher, troco qualquer destino, pela oportunidade de pisar na areia e ver a imensidão do oceano... A cadência do ir e vir das ondas, o seu barulho - me acalmam!

Quantas e quantas vezes sai estressada, e ao chegar na praia, e me olhar no espelho - pude constatar que meu semblante mudou! Simplesmente porque olhei para o mar...

Eu amo tudo: a areia, a maresia, o barulho das ondas que vêm e vão. A liberdade que desfrutamos quando estamos na praia: de andar de chinelos e canga. Ou mesmo descalços...

Na praia não temos que seguir certas regras de etiqueta a que estamos sujeitos, em outros locais. Ao viajar para praia, nos presenteamos com dias de sol e liberdade! E mesmo que chova, ainda assim vale a pena!

Uma caminhada de manhãzinha ou no final da tarde... Ah... como é bom!

Eu amo a natureza e a beleza das criações de Deus. E dentre todas, o mar para mim - é uma das mais belas!

O amanhecer é lindo! O pôr do sol é lindo! O azul ou verde do mar são lindos! Enfim, tudo é lindo...

Esses dias, mais uma vez, eu vi o mar... Me encantei como na primeira vez...

E mais uma vez, agradeci a Deus -  por tão bela criação! 

 

“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”.                                                              Salmos 19:1