Descida do rio Jacaré-Pepira - BrotasSP
Hoje vou contar sobre a minha aventura “apaixonante”, em Brotas!
Já fazia algum tempo, que eu não me "metia" em alguma aventura!
Eu e meu marido sempre gostamos de fazer trilhas: no meio do mato, em montanhas. Só que por conta dos meus problemas de coluna, fizemos uma longa pausa.
Como meu marido tirou alguns de férias, resolvemos viajar. E depois de pesquisar bastante, decidimos ir para Brotas. O Pedro já está um mocinho, e achei que um passeio de rafting seria uma atividade que ele iria gostar! Ele sempre gostou de aventuras!
Ao chegar em Brotas, tivemos a indicação de uma agência, pelo hotel em que nos hospedamos. Contratei o passeio para o dia seguinte.
Senti um pouco de medo, ao pensar em descer o rio pelas corredeiras. Mas a meu ver, seria mais ou menos como andar de barco (coisa que já fiz, inúmeras vezes).
Eu acreditava que o meu único trabalho seria sentar, segurar bem forte pra não cair, e apreciar a aventura. E que o responsável pela embarcação é que iria remar.
Confesso que eu nunca havia prestado muito a atenção nesse tipo de atividade! 😁
Quando chegamos a agência, nos informaram que teríamos um pequeno treinamento, antes de começar a aventura.
Um ônibus nos levou ao local em que iríamos descer de bote. Colocamos os coletes, os capacetes. Nessa hora deu um "frio na barriga", e eu e o Pedro fizemos uma oração...
Então fomos apresentados ao Babú, nosso guia e condutor.
Ele explicou que todos nós teríamos que remar, e nos explicou os comandos:
- frente = deveríamos remar pra frente;
- ré = deveríamos remar pra trás;
- segurou = deveríamos segurar na corda lateral no bote, e pender nossas cabeças em direção ao meio do bote;
- piso = deveríamos nos deslocar para o fundo do barco, e segurar na corda lateral.
- direita ou esquerda = deveríamos nos deslocar para um lado ou outro, quando necessário.
- parou = quando tínhamos que parar de remar e recolher o remo no colo, e ao mesmo tempo, segurar a corda.
Era imprescindível que nos atentássemos aos comandos, pois a condução do bote dependeria de um esforço conjunto.
Com a nossa conversa, a "ficha foi caindo". E eu percebi que não seria apenas uma mera espectadora...
Uma das minhas maiores preocupações era não cair na água gelada do rio. Eu tenho um problema de sensibilidade, com águas geladas. E empipoco toda! Seria cômico, se não fosse trágico!!
Embarcamos no bote, e fizemos um pequeno treinamento em águas paradas. Parece mentira, mas a minha maior dificuldade, foi segurar corretamente o remo, com o lado certo da mão! 😁
Os comandos até que foram fáceis de pegar! Porém, de vez em quando, um remo batia no outro... 😁
Então começou a aventura: fomos remando em direção à aguas mais agitadas.
E lá estava o Babú - nos guiando por aquelas águas:
- Frente, frente! Ré, ré! Segurou! Piso, piso!!
A todo momento os comandos mudavam, assim como mudava o curso daquelas águas!
Para mim, os comandos mais importantes eram: “segurou” e “piso”. Pois esses eram usados, para ultrapassarmos os obstáculos e as quedas do rio.
Tudo era muito rápido, assim como tinham que ser nossos pensamentos, para atendermos aos comandos.
A aventura durou mais de uma hora. O rio estava no período de sêca, então as águas estavam mais calmas. Fico imaginando o tamanho da aventura, em águas mais agitadas!
Estávamos em seis, no bote. E lá fomos nós, desbravando aquelas águas, superando obstáculos e aprendendo a trabalhar em equipe.
E a sensação de vitória - era muito prazerosa – à cada obstáculo vencido. À cada queda que descíamos, sem virar o barco!
Todos nós remamos muito! Por mais de uma hora!!
No rafting - exercitamos nosso corpo à cada remada. Exercitamos nosso cérebro - à cada vez que tínhamos que atender a um novo comando. Estimulando assim, a nossa agilidade mental e concentração!
O Babu coordenava nossa equipe: fazendo a leitura do rio e a escolha das rotas. E muitas vezes, segurando o bote na força do remo, como quem monta um touro bravo!
E durante toda essa aventura, lá estava eu: remando, sentando no fundo do bote, voltando para beira do bote – e pensando que no outro dia eu não iria andar, devido aos meus problemas de coluna... 😁
Mas a prática do rafting é tão emocionante... produzimos tanta adrenalina diante da aventura de navegar e enfrentar a força das águas; tantas endorfinas e serotoninas ao contemplar a beleza da natureza que se descortina a nossa frente, à cada remada – que nos desconectamos de todo o estresse do nosso cotidiano. E ali - só existe nós, aquele rio e sua paisagem deslumbrante... A sensação é de alegria, de felicidade!
E por incrível que pareça, apesar das hérnias de disco e fibromialgia, terminei sem sentir nenhuma dor! E fiquei uns três dias assim: com essa sensação de bem estar e extase!!
Resumindo: todos nós amamos a experiência! Ficamos com “gostinho de quero mais”!
Muita gente, que depois viu as fotos, nos tachou de loucos. Outros de corajosos!
Posso dizer, que a princípio, fui movida mais pela falta de noção, do que pela coragem...😁
No entanto, o que sei - é que essa foi uma das experiências mais emocionantes que tive o prazer de desfrutar! E que quero repetir em breve!
E pra terminar, fiquei pensando na felicidade do Babú, nosso guia...
Que conhece aquele rio como a palma de sua mão! Que tem o seu “escritório” a céu aberto! E que pode desfrutar do prazer de desbravar aquelas águas todos os dias, contemplando a beleza da criação de Deus...😇🙌