O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Infância...❤

Ontem, ao ver tantas fotos de crianças - e fotografias antigas -, lembrei-me da minha infância com saudades...
Lembrei-me do tempo em que minhas maiores preocupações eram com as notas do boletim da escola, ou com a lição de férias, que eu sempre deixava pra fazer na última hora! 😄
Lembrei-me com saudades das brincadeiras com os meus irmãos e com as crianças da rua...
Época em que éramos inocentes, e que nós meninas - brincávamos de boneca até os quatorze anos... Pelo menos, eu brinquei! 😄
Lembrei-me dos meus livros de contos de fadas, que eu lia, e vivia tudo nitidamente! E nas histórias que eu lia, eu sempre era a heroína!  
E como minha imaginação era fértil! Eu viajava naquelas histórias!
Lembro-me também, que eu inventava histórias mirabolantes para meus irmãos mais novos, e minha amiga Sofia! 
Deixava presentinhos escondidos, e lhes dizia que tinha sido um certo coelho que havia deixado! Se não me falha a memória, o nome, era Gimba. E elas, mais novas, em sua inocência, acreditavam em tudo!
Naquela época, como hoje, já se falava em fim de mundo.  Eu, com medo de ficar sem comida -  caso o mundo acabasse mesmo - estoquei leite em pó, Nescau, acho que algumas bolachas, e as goiabas do quintal lá de casa.
Escondi tudo numa caixa, e guardei em cima do telhado de um “puxadinho” que tinha no quintal.
Resumo: o mundo não acabou, e as goiabas acabaram apodrecendo, e estragando tudo!  😆
Ontem ao tomar o café da tarde, meu marido ensinou nosso filho a molhar o pão no café com leite. E ele adorou!
Então me lembrei das minhas “sopinhas” de pão ou bolacha, com café com leite. Em que eu picava tudo dentro do copo, e comia com a colher... Que delícia! Já havia me esquecido de como era gostoso!
Dos bolinhos de chuva, nas tardes de chuva... Dos bolinhos de arroz com cebolinha e orégano,  que a minha mãe fazia quando éramos crianças... E que eu adorava!
Hoje, sempre que posso, faço bolos e guloseimas para a criançada aqui de casa: meu filho mais novo e meus dois netinhos! E bolinhos de chuva, também!
Qualquer dia desses, preciso fazer também os bolinhos de arroz... Que tem aquele gostinho especial, que me remete à minha infãncia!
E ainda que os anos tenham se passado, e a criança que eu fui tenha ficado lá atrás -  em minha lembrança e minhas memórias -  eu revivo um pouco daquela alegria, ao olhar para o meu filho e para os meus netos!
Eu volto à ser criança, ao ver suas brincadeiras, suas “tiradas” engraçadas... Ao ver seus olhinhos brilhantes, ao ganhar o presente tão esperado!
Ao vê-los acreditar em sua inocência -  nas mesmas histórias que eu também, um dia acreditei!
Ao ver o amor refletido em seus olhinhos, desde tão pequeninos... 
E nesses momentos esqueço completamente, dos problemas e as preocupações que a vida adulta nos traz... E volto a ser aquela menina inocente e sonhadora que outrora, um dia eu fui...
As crianças deixam os nossos dias mais brilhantes, leves e felizes! Nos trazem esperança com seus sorrisos...
São presentes preciosos de Deus!

"Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!”.
                                                                                               Meus oito anos - Casemiro de Abreu

sábado, 30 de setembro de 2017

Tempestades e dias de sol...

Imagem extraída do Google
O mês passou voando! Como têm passado todos os meses ao longo dos últimos anos...
E eu aqui, com mil ideias e histórias na cabeça, mas sem coragem (e tempo) pra sentar, me concentrar e escrever!
Nesse último mês tenho vivido tantos momentos... Bons e ruins!
Saí de férias, logo depois, o meu posto de trabalho fechou. 
Lá tive bons momentos, fiz muitos amigos e com certeza, sentirei saudades... Escreverei sobre o assunto, em uma outra oportunidade.
Nos últimos dias em que trabalhei, antes de sair de férias, nem deu pra pensar muito sobre o assunto: por causa de alguns “perrengues” de saúde que tenho tido.
Na primeira semana de férias, eu tive uma gripe/virose fortíssima – até hoje, não sei bem o que foi!  Só sei  que me derrubou! E quase perco uma viagem, que já estava marcada!
Meu marido me olhou penalizado, num dos dias em que estava de cama, e me disse:
- Nossa! Que coisa, amor! É sua primeira semana de férias, e está doente!
Prefiro pensar, que ao invés de falta de sorte, foi uma benção e um privilégio poder ficar em casa, nos dias em que estive mal! 
É... a vida é assim!
Enfim, na semana retrasada, viajamos! E apesar de todos os meus “perrengues”, tivemos momentos preciosos...
            Momentos em que pude desacelerar meu ritmo, e apreciar o belo...
Apreciar a beleza da criação de Deus! Curtir bons momentos com minha família... Conhecer pessoas novas,  fazer novos amigos!
A volta pra casa também foi uma bênção! Pois sempre digo: viajar é bom demais! Mas voltar pra casa e para aqueles que amamos, é melhor ainda!
Isso é o que tenho de mais precioso! O aconchego do nosso lar e o Amor de nossa família!
Encontro-me aqui hoje,  pensando em tudo isso...  
E com uma única certeza: que meu futuro, todas as áreas de minha vida, a Deus pertence!
Ainda que existam "dias sombrios e noites turbulentas", a certeza de que o Sol sempre volta a brilhar, é o que me dá esperança!
Que me renova,  que me traz a força necessária,  para acordar todos os dias -  e dar mais um passo, e seguir em frente, sempre!

 "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?" Salmos 27:1.

domingo, 13 de agosto de 2017

Quando é que um homem torna-se pai?

Nessa semana que antecede o dia dos Pais, comecei a refletir sobre a paternidade.
Quando é que um homem torna-se pai?
Será que tudo começa no plano da genética, onde o espermatozoide do pai encontra o óvulo da mãe, e juntos dão início à uma nova vida?
Com certeza, não!! Essa é uma visão muito simplista!
Uma mulher não torna-se mãe, e um homem não torna-se pai, apenas por gerarem uma vida!
A maternidade e a paternidade vão muito além disso! A genética, a biologia, o DNA tornam-se meros detalhes, diante da magnitude que é ter um filho!
Um pai de verdade, não é um simples genitor, como existem muitos por aí.
Que emprestam seu DNA, mas abandonam os filhos à própria sorte: quando nascem, ou mesmo quando se separam de suas mães. Alguns esquecem que têm filhos e responsabilidades.  Não dão apoio afetivo ou material. E muitas vezes o fazem, apenas quando a lei os obriga! Já vi tantos casos assim. E é triste, muito triste...
Um homem torna-se verdadeiramente pai, quando olha nos olhos de seu filho(a) pela primeira vez, e o(a) enxerga através dos olhos do Amor... Ali começa a paternidade!
E a paternidade se dá, em todas as vezes que ele acorda à noite com o choro do(s) seu(s) pequenino(s).
Ou quando dá banho, dá a mamadeira, troca as fraldas, dá a primeira papinha... Enfim, quando divide com a mãe, tudo o que se refere ao seu filho.
Conforme o tempo passa, ele vai a cada dia, se aprimorando na arte de ser pai!
E ele exerce a paternidade: nas brincadeiras, ao ensinar à andar de bicicleta, ao ensinar à soltar pipa, à nadar, à fazer as lições. Ao ir Levar ou buscar na escola. Quando dá bronca, quando põe de castigo. 
E.. quando dá aquele beijo e abraço, apertados!
Nas noite em que conta uma história, antes do(a) filho(a) dormir. Ou, que o(a) consola quando acorda assustado(a) no meio da noite, por causa de um pesadelo...
Quando ensina à orar, à cantar... Enfim, são tantas as fases e tantas coisas à ensinar!
Um homem exerce plenamente sua paternidade, cada vez que passa seus valores, sua ética, seus princípios e sua integridade -  formando assim - o caráter de seu filho(a)! 
Essa é a melhor herança que um pai pode deixar para seus filhos: seu exemplo e uma história de vida de retidão!
Parabéns e um Feliz Dia dos Pais a todos os pais!
E em especial ao pai-herói que eu tenho aqui em casa: você, Rogério!
Um PAI maiúsculo, amoroso e presente! Enfim, o melhor pai que o Pedro poderia ter!
Que Jesus o abençoe e o conserve assim!
Um Feliz dia do Pais!
Amamos você!

P.s.: Comecei a escrever esse texto no início da semana. E só terminei anteontem, por falta de tempo. Mas, nesses últimos dias li e assisti à respeito de tudo o que escrevi aqui. Creio que não estou sozinha em minha definição de PATERNIDADE!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Fidelidade!

Imagem extraída do Google
          A falta de tempo tem sabotado minhas ideias...Desde a semana passada estou para terminar esse texto, porém sem sucesso. Só hoje consegui concluí-lo! Então vamos lá!
Já faz alguns anos que não assisto mais novelas.  Na verdade, não assisto mais às novelas convencionais.  Porém, desde o ano passado comecei à assistir as  novelas/séries bíblicas que passam na TV.
É claro que em alguns trechos, eles romanceiam para amarrar mais a trama. Mas, nos pontos principais, que efetivamente estão na Bíblia, eles são fiéis!
Na semana retrasada assisti à uma cena, que retratou a experiência que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego tiveram na fornalha ardente, e o livramento que Deus lhes deu.
Eu já conhecia a história dos sábios, que haviam sido jogados numa fornalha pelo rei Nabucodonosor.  Só que por alto, não sabia dos detalhes.
E ao assistir a cena em que os três entraram dentro de uma fornalha ardente, e saíram ilesos depois de algum tempo, fiquei extremamente emocionada!
Eu creio em Deus, e em sua Palavra, que é a Bíblia. E fiquei maravilhada com a cena!
Os três sábios se negaram adorar uma estátua enorme, de um deus da Babilônia, que o Rei havia construído. Todos se curvaram, menos eles!
Se recusaram, pois adorar a um deus estranho, ia contra à sua fé e seus princípios. Preferiram pagar com a vida, à trair seu Deus!  
Entraram como condenados dentro do fogo, e saíram incólumes e triunfantes, perante todos que ali estavam. Pois Deus os protegeu e os livrou!
Todos puderam ver os três andando lá dentro, e junto deles, um anjo enviado por Deus.
Essa história está no livro de Daniel, e eu acompanhei as cenas, lendo as passagens na Bíblia.
Que coisa linda ter uma fé assim! Forte, imbatível, inabalável! Eles foram capazes de arriscar suas vidas, para defender o que acreditavam!
E aí como sempre... fiz uma analogia, com os dias atuais.
Em que as pessoas são compradas e desviadas de seus princípios, por valores -  muitas vezes ínfimos! Assim como fez Esaú - mais um -personagem bíblico - ao vender sua bênção, por um prato de lentilhas!
Ao longo de minha vida, muitas vezes tive que escolher, entre fazer o certo, ou seguir por caminhos tortuosos, mas que pareciam corretos para a grande maioria. 
Caminhos, onde o mal, se apresentava disfarçado. E, por ir na contramão da maioria, inúmeras vezes recebi críticas. Mas nunca me abalei. Porque o que me deixaria em conflito e sem paz, seria ferir meus princípios e valores!
É muito triste ver hoje, a mercantilização da fé, dos bons princípios e  da moral.
E é admirável para mim, imaginar a coragem que aqueles três sábios tiveram - ao arriscar suas vidas – e não se dobrarem a um ídolo, em que eles não acreditavam!
Em respeito, primeiramente a Deus, e depois à sua fé e seus princípios.
E hoje, num mundo em que a ética, a moral e os bons costumes, tornaram-se ultrapassados - precisamos de pessoas de coragem, com firmeza de caráter!
            Precisamos de honestidade, honra e retidão!
Que não sejam necessárias "fornalhas" para nos lembrar do que é correto.  Mas que sejamos lembrados, por nossas próprias consciências!
Que sejamos leais aos nossos princípios, valores e à nossa fé. E acima de tudo, ao nosso Deus!
Assim como foram aqueles três sábios, um dia.
Que a fidelidade permaneça, independente do tempo!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A fase da "banguelice" feliz...☺

Meu filho está vivendo aquela fase, bem engraçada! 
A fase da "banguelice". E como está feliz!
No alto dos seus seis anos de idade, ele já perdeu os dois dentes inferiores, e os dois superiores, na parte da frente.
Ele ficou com aquela "janelinha", ou "porteirinha" aberta.  Mas quem disse que ele está chateado ou envergonhado??!!
Vergonha? Que nada...
Ele exibe a sua banguela com o maior orgulho! 
Nas semanas que antecederam a queda dos dentinhos, ele estava todo ansioso. Toda hora vinha me mostrar que os dentinhos estavam moles.
E me contar que o dente de fulano havia caído... Que o de sicrano tinha caído um, e só faltava mais um...
E eu, me divertindo com toda a sua "preocupação"!
Ô fase boa! Que tempinho bom...
Em que as preocupações maiores são: uma liçãozinha ou outra, da escola;  ou, se deverá acordar mais cedo, pra poder brincar mais...
Se os dentinhos vão cair antes dos coleguinhas, ou não.... Qual desenho ou filminho vai assistir...
Fase boa, onde o estresse que nos consome no mundo adulto, ainda não chegou!
Aquela fase em que se dorme com os anjinhos, a noite toda, sem preocupações ou insônia. Com a consciência tranquila, dos inocentes.
Em que as brigas com os coleguinhas se resolvem entrelaçando o dedo mindinho, ou dando um aperto de mão. 
Fase, em que os rancores ou mágoas não encontram morada, em seus coraçõezinhos...
Em que acreditam piamente, que os super-heróis dos livros de contos de fadas, são eles próprios!  E que têm superpoderes. Sim, acreditam nisso!
Ô fase boa! Em que se pode sorrir com toda a inocência, e com muito orgulho, ainda que lhe faltem os dentes!
A fase da vida, em que ficar banguela é uma vitória! 
- Que meu filho aproveite bem essa fase! Pois é preciosa, única e não volta...
E eu aproveito junto,  pois o seu sorriso “banguela” alegra meu dia, me diverte!
Olhar para o seu sorriso, me faz esquecer  por instantes, das preocupações que me cercam! 
E então me pergunto: existe algo mais doce, engraçado e leve? E ao mesmo tempo, tão espontâneo e sincero, do que um sorriso “banguela” iluminando o rosto  de uma criança?? 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sobre florescer e frutificar...


Ninguém estava acreditando nela... Nem seu próprio produtor!
Assim encontrei meu pezinho de morangos, quando era apenas uma mudinha mirrada.
Há algum tempo atrás, num final de semana resolvemos passear em um sítio de turismo rural em minha cidade.
Lá eles plantam morangos, entre outras frutas e plantas. Na verdade, eu me interessei por algumas mudas de suculentas.
No mesmo local vi algumas mudinhas de morangos de lado, e perguntei o valor delas também. O produtor me disse que que aquelas não seriam vendidas, pois estavam feias e seriam descartadas. Mas que se eu quisesse, poderia levá-las de graça.
Então peguei as mudinhas, e quando cheguei em casa, plantei-as. Porém, sem muita esperança de que vingassem!
Certa vez, já havia tentado cultivar morangos, sem sucesso.
Plantei-as num vaso em frente à porta de minha cozinha. E fiquei atenta, regando quando necessário. Tirando as folhas velhas, quando apareciam.
Eis que num belo dia, sem que eu esperasse, surgiu uma florzinha branca. E depois outra. E logo, as mesmas deram lugar aos frutos...
Que alegria eu senti!   Consegui extrair vida e força, de uma plantinha que estava condenada! Foi gratificante!
De lá pra cá, já comi três moranguinhos, daquele pezinho que nada prometia! E ele está lá, firme e forte!
Aí, como não poderia deixar de ser, fiz minhas analogias!
Quando me deparo com situações como essa, minha mente “viaja”, e invariavelmente não posso deixar de fazer minhas analogias...
Fiquei logo imaginando que assim são as pessoas!
Muitas vezes a pessoa é desvalorizada: ninguém crê em sua capacidade, em seu valor.  Quando de repente, aparece alguém, uma "alma" boa, que resolve lhe dar uma chance, resolve investir em seus talentos.
E enfim, num belo dia, aquela pessoa surpreende a todos! Dá o seu melhor, mostrando assim sua capacidade e seu valor!
Assim também são as crianças!   Quantas crianças são deixadas de lado, ou depreciadas por pais ou professores relapsos?
Até que um dia, alguém olha para aquela criança, com um olhar mais atento...  E não apenas vê, mas enxerga todo o potencial adormecido e depreciado durante todo aquele tempo!
E como uma flor - ou como os meus morangos -, ela enfim "desabrocha":  para o mundo, para vida!
Penso que nossa relação com Deus também é assim...
Só que Ele é aquela pessoa atenta, que olha por nós com cuidado. Que enxerga-nos por completo desde sempre! Sonda-nos, desde o ventre de nossas mães!
Que sabe como somos preciosos e capazes, mesmo que ninguém mais nos enxergue assim!
E ainda que muitas e muitas vezes sejamos fracos, Ele sabe que poderemos um dia “florescer e frutificar”! Basta que encontremos “terreno fértil” para isso!

Somos raros, preciosos e únicos, aos olhos o Pai! E no que depender Dele, sempre iremos “florescer... E  frutificar”!

           "Você é um espelho que reflete a imagem do Senhor,
Não chore se o mundo ainda não notou,
Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor!
Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir, 
Se você desistiu, Deus não vai desistir:
Ele está aqui, pra te levantar se o mundo te fizer cair"
                                                            Raridade - Anderson Freire

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Alienação digital...😢

Hoje, no comecinho da noite, estava na alça de acesso à Rodovia Santos Dumont, na altura do bairro Oliveira Camargo.
Deparei-me com uma cena inusitada, que me deixou incrédula!
Em meio ao congestionamento de carros, caminhões e  motos; um motoqueiro pilotava sua moto (porque apesar do congestionamento,  o transito seguia), e ao mesmo tempo digitava em seu celular - que estava estrategicamente acoplado no painel da moto.
Fiquei perplexa!  Que cena absurda!!
Em que mundo nós estamos?
Eu acho que as pessoas estão perdendo totalmente a noção, tal o vício no "bendito" celular!
Faço hoje essa re-postagem, como uma forma de reflexão. E também para manifestar minha indignação, diante desse vício, que assola tantas pessoas, cada dia mais e mais...😢
Imagem extraída do google
Já há algum tempo, um assunto tem me chamado a atenção; e até me incomodado um pouco.
No último fim de semana, ao assistir à uma reportagem na TV, pude constatar que a situação está ficando grave!
A matéria foi sobre uma mulher, de trinta e poucos anos, que estava totalmente alienada com relação ao mundo real. Ficando conectada, praticamente as vinte e quatro horas do dia. Já não tinha mais, muito contato com mundo real, com suas amigas, e etc...
Infelizmente, tenho observado que a maioria das pessoas não interagem mais umas com as outras.
O mundo virtual está se sobrepondo ao real! E acho isso um horror!
Os celulares, tablets e afins, tomaram o lugar nas conversas. Ninguém mais conversa olhando no olho...
Tenho presenciado cenas realmente tristes de se ver!
Pessoas que saem de férias, e têm a capacidade de ficar teclando em seus celulares à beira da piscina, na praia...
Em vez de se divertirem e desfrutarem de momentos preciosos e únicos, junto de seus familiares.
Já tive o desprazer de conversar com pessoas, quer preferiram teclar em seus celulares, ou tablets, do que me olhar nos olhos ao desfrutar de um bate-papo gostoso!
Ou,  até mesmo situações extremas que vi pela TV: pessoas  andando pelas ruas, e sendo atropeladas por falta de atenção. Pessoas com problemas de postura, porque permanecem o dia todo de cabeça baixa, olhando para a tela.
Fico me perguntando: o que realmente ocorreu com as pessoas, para que se desse tal alienação?
Será que esse mundo virtual é tão melhor que o real?
Creio que seja apenas um mundo ilusório. Onde não se precisa mais olhar olho no olho... 
Onde as pessoas não se “desnudam”, e não mostram seus verdadeiros sentimentos.
Ou, não demonstram verdadeiramente quem são!
Talvez - para alguns - seja melhor viver em um mundo de “faz de conta”.
Porém, eu sinto saudades do tempo que que conversávamos olhando no olho...
Do tempo em que havia cumplicidade e sinceridade nas amizades.
Do tempo em que podíamos fazer amigos num ponto de ônibus, numa fila de banco ou supermercado.
Em que trocávamos não só ideias, mas até receitas, conversando no ônibus...
Enfim, em qualquer lugar em que se estivesse disposto.
Porque naquele tempo, conversávamos de verdade!
Sempre peço a Deus: discernimento, para que não me deixar escravizar por uma tecnologia que foi criada para me auxiliar.
E que nada, absolutamente, nada... substitua o calor que existe num abraço apertado, ou na sinceridade de um olhar...

Texto escrito originalmente em 13/11/2015.

domingo, 30 de abril de 2017

Às vezes voltamos no tempo...❤️

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Meu Deus! Como o tempo está passando depressa!
Desde o início do mês estou tentando sentar e escrever. Mas está difícil! O tempo está voando com uma velocidade incrível! Eu creio que a *Teoria da Ressonância Schumann tem lá a sua veracidade...
Estou tentando escrever sobre o que senti ao relembrar o passado, num encontro que tive com uma colega muito querida no início do mês.
Ao longo da nossa existência, de vez em quando, o passado “bate à nossa porta”! Quando menos se espera, alguém, ou alguma situação inesperada, nos transporta a um tempo longínquo... Muitas vezes esquecido lá no fundo da nossa memória!
Há algumas semanas atrás, o passado “bateu” com força! E lembranças que estavam adormecidas, voltaram à minha mente.
Primeiro foi o encontro com essa colega de um curso técnico que fiz há muitos anos atrás.
Depois, foi o encontro virtual com meu grupo do ginásio! Parece mentira... Mas quase quarenta anos se passaram! Lembranças esquecidas, de repente foram voltando, voltando...  
Situações que eu nem me lembrava mais, foram tomando forma em minha mente, à medida que alguns do grupo iam relembrando os fatos! A cada dia, um nome novo, uma lembrança nova! E o que estava muito bem guardado -  lá num cantinho do baú da minha memória - como por encanto, passou como um filme diante dos meus olhos!
É interessante como a nossa mente funciona com relação às lembranças!
        Confesso que tenho certa dificuldade em relembrar coisas do meu passado. Tenho que fazer um bom esforço! Minha memória trabalha melhor com fatos recentes! Porém, de vez em quando, ela é testada...
Pois bem, além do reencontro com o pessoal do ginásio, tive esse outro reencontro inesperado! E é sobre ele que vou falar hoje.
No início do mês participei de uma feira literária, expondo e vendendo meus livros. E bem no finalzinho dela, quando já estava me preparando para ir embora, uma moça loira, alta, veio me cumprimentar.
Nesses eventos é normal que as pessoas venham nos cumprimentar, e conversar a respeito de nosso trabalho.
            Ela veio até a mim, meio tímida. E olhando nos meus olhos... Parecia que estava meio emocionada! Olhei bem atentamente em seus olhos, e foi então que a reconheci!
Era a minha querida colega Luciana, do curso de administração da FIEC quem estava ali!  A Lú... Como eu a chamava!
Então a abracei, também emocionada e nesse momento o passado veio mais uma vez, em flashes, como um filme em minha memória!
Estudamos juntas há mais de quinze anos! Ela sentava atrás de mim. E me chamava de “mãe”, como todos da classe, porque eu era a mais velha!
Eu era uma espécie de “mentora” para ela, e pra alguns de minha turma.
Primeiro por ser mais velha. E segundo, porque tirava boas notas, e acabava ajudando quem tinha dificuldade com alguma matéria.
Nessa época, eu estava recém - separada.  Vivia uma fase bem complicada de minha vida! Sentia-me perdida e insegura, com relação ao meu futuro. E vislumbrei naquele curso técnico, a chance de voltar ao mercado de trabalho! Fiz o curso técnico em administração.      
Essa foi uma época bem peculiar de minha vida: de repente, comecei a fazer várias coisas ao mesmo tempo! Coisas novas, que eu nem imaginava que um dia seria capaz de fazer!
            Como diz um velho ditado: ‘quando a água bate no bumbum, a gente aprende a nadar bem depressa!’. E foi isso que eu fiz...
            Depois de uma pausa de aproximadamente dezoito anos, voltei a estudar!
Pois bem, nessa época eu me encontrava bem apertada financeiramente.  
Então resolvi fazer pães de mel pra vender. A receita foi a minha amiga Sandra quem me passou. Era uma receita da Bete, sua amiga de longa data (acho que a Bete não sabe, mas sua receita me ajudou muito nessa época! 😃 ).  
Comecei imediatamente minha produção de pães de mel! Fazia cem de cada vez e levava na aula pra vender. Eu os produzia com uma facilidade! Numa velocidade incrível! Certamente hoje, não teria toda essa disposição...😃 
          Como o pessoal ia direto do trabalho para o curso, e geralmente com fome, era muito fácil vendê-los! Vendia tudo que levava. E depois marcava um dia para receber.
        Quando o curso mudou para outro prédio em que não havia cantina, revolvi fazer também umas tortas de frango pra vender. Eu ia de ônibus, e levava na assadeira mesmo.          
Encontrei ali, mais um “nicho de mercado”! 😃  Lembro-me que apareciam alunos até de outras classes para comprar minhas tortas!
         Tenho boas recordações dessa época, apesar da fase complicada que estava vivendo em minha vida pessoal...
Os estudos eram pra mim, uma válvula de escape, em meio ao turbilhão em que se encontrava minha vida!
Eu me divertia também, ao observar meus colegas mais jovens. Suas conversas divertidas e brincadeiras! A maioria tinha por volta de vinte anos, e eu trinta e cinco. Sentia que um pouco da jovialidade deles passava pra mim... 😃 
          A Lú nessa época, namorava o “Neguinho”. Eles terminavam e voltavam... Eu achava engraçado!
      Ela sentava atrás de mim - e estava sempre me chamando “Ôh, Mãe”! Éramos muito amigas! Estávamos sempre juntas!
O curso durou um ano e meio. Com o término, cada um foi cuidar da sua vida.
Infelizmente a vida - o corre-corre do cotidiano-, trata de afastar aqueles a quem queremos bem!
E assim, perdi o contato com a Lú, e com tantos outros... E mais de quinze anos nos separaram.
Nesse lapso de tempo, eu refiz minha vida. Casei, tive mais um filho, continuei a trabalhar. Tornei-me bancária, e posteriormente, escritora (por um acaso do destino...).
            Ela também casou: com “Neguinho”! Fiquei feliz em saber! 😃  Teve dois filhos lindos, e tem o seu trabalho também!
Há um tempinho atrás - no final do ano passado-, ela me encontrou no facebook.         
Ficamos as duas felizes com o reencontro! Conversamos, mas infelizmente, foi algo meio superficial, pois não havíamos nos encontrado pessoalmente!
            No entanto, naquele sábado, ela sabia que eu estaria lá, na feira literária.          E me fez a surpresa de aparecer, quase no final! Só senti não podermos conversar mais, pois justo naquele dia, eu tinha um compromisso logo depois, e já estava atrasada.
     Prometemos nos encontrar outras vezes, para matar as saudades e relembrar dos velhos tempos!
            Apesar da distância imposta pelos anos, vivemos situações parecidas: os casamentos, a chegada do(s) filho(s). E perdas também: ela perdeu a mãe e eu perdi minha amada sobrinha Júlia. Ambas sofremos muito!
            Cada uma, à sua maneira, tocou sua vida!  
E naquele sábado, no finalzinho daquela feira, eu vi naquela mulher de cabelos curtos - que me encarava emocionada – a menina de cabelos loiros, lisos e longos, que sentava atrás de mim, e me chamava de “Mãe” ... Naquele momento, senti novamente o calor da nossa amizade!
E vi a minha vida, e vi o tempo, mais uma vez, voltar atrás... 

“Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova evidente de que as pessoas não se encontram por acaso”.
                                                                               Antoine de Saint-Exupery