O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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domingo, 13 de maio de 2018

A maternidade...♥


“Mãe de Barriga, Mãe de coração, Mãe de vida ou de consideração... 
Mãe de “anjo”, que pra sempre será mãe... 
Mãe é Mãe, com os mesmos medos...Ansiedades...cuidados....  
E principalmente com o mesmo amor ... incondicional e eterno!”

Que Deus abençoe hoje, todas as Mães!
Faço hoje uma re-postagem de um texto que escrevi em 2016. De lá pra cá, experimento também a emoção de ser Avó, que é uma outra espécie de Amor  - tão incondicional e grandioso quanto o Amor de mãe!
“Comecei a refletir nesses últimos dias: de todas as minhas realizações como mulher – pra mim - creio que ser Mãe é a mais importante  e sublime de todas!
É claro que além de ser mãe, desempenho muitos outros papéis!
...
Porém, de tudo que já fiz e realizei na vida - a maternidade é o que mais me completa e o que mais me realiza como mulher!
Quando me tornei mãe da minha filha mais velha, eu era muito nova: tinha apenas vinte anos.
Nossa! Pela inexperiência e pouca idade, errei muito tentando acertar! Mas em meio a todos os meus erros e acertos, creio que fui e sou, uma boa mãe para a minha filha.
Quando me tornei mãe do meu caçula ocorreu exatamente o contrário: tornei-me mãe na maturidade, com quarenta e seis anos.  Com a idade, tornamo-nos mais sábias e pacientes. Às vezes tenho que me policiar para não ser permissiva demais.  Mãe na maturidade acaba se tornando uma espécie de avó do próprio filho!  Mas creio que apesar das minhas limitações, sou uma boa mãe para o meu filho também.
Ser Mãe é viver em um constante conflito de sentimentos:
- Às vezes um Amor tão grande, verdadeiro e profundo que chega a doer no peito!
- Noutras vezes, um esgotamento tão grande, que a vontade que se tem, é de fugir pra bem longe... Mas a vontade vem e vai com a mesma rapidez! Porque é só olharmos para aquelas criaturinhas arteiras - mas totalmente indefesas quando estão dormindo - e o nosso coração se derrete de tanto Amor!!
Ser Mãe é sentir a dor de cada vacina, de cada injeção. É ficar agoniada ao ver o filho(a) doente, com febre. E desejar estar ali, sofrendo no seu lugar!
Ser Mãe é estar sempre reclamando: que o filho(a) não para quieto. Que não aguenta mais tanta bagunça, tanta malcriação! Porém, quase  no mesmo instante, dar graças a Deus por tudo isso -  pela saúde e vitalidade dos filhos e filhas!
Ser Mãe é nunca mais ter sossego, e muitas e muitas vezes dizer:   - Ah! Não vejo a hora que esse(a) menino(a) cresça para não me dar mais trabalho!
Os filhos crescem, sim. Mas mãe que é mãe, nunca para de se preocupar... Mesmo que o filho(a) não dê mais “trabalho”! 
Ser Mãe é viver em constante estado de contradição! Muitas vezes se sentir a pior mãe do mundo. Noutras vezes, a melhor! 
Deve ser por isso que existe aquele ditado: “Ser mãe é padecer no paraíso”!
Eu agradeço a Deus pelo privilégio de ser Mãe! Sou o exemplo vivo, de que qualquer mulher pode experimentar essa maravilhosa e bendita experiência! 
Sou mãe biológica e do coração! Amo meus dois filhos com a mesma intensidade! E posso falar por experiência de causa, que não existe diferença nenhuma no Amor que sinto por ambos.
E sabem por quê? Porque um filho nasce primeiramente em nossa alma, nasce lá no âmago do nosso ser! Independentemente de ter sido gerado no ventre ou no coração...
Os filhos nascem de várias maneiras, como eu mesma disse certa vez!
A única coisa que é imprescindível ter para ser Mãe... é Amor! É ter a capacidade de Amar e se entregar...
E é uma bênção que Deus concede a todas as mulheres!! Basta querer e se entregar incondicionalmente  a esse Amor...
Amo vocês meus filhos: Natália e Pedro Olavo!
E sou uma pessoa melhor, pelo simples fato de ser mãe de vocês! ". 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Mudança de rota...


Imagem extraída do Google
Outro dia eu pensei em mim, e sobre como estava me sentindo nos últimos tempos.  E veio à minha mente a imagem de uma planta murcha, caída…quase morrendo. Que então, de repente é regada, e aos poucos vai se levantando!
Assim estava eu, nos últimos meses! Ou, no último ano!
Completamente exaurida devidos à dores físicas, que acabaram tornando-se emocionais!
A comparação pode parecer exagerada, mas era exatamente assim que eu me sentia...
Agora, os poucos, devagarinho... Eu estou me recuperando!
Têm dias que me sinto bem, parece que vou melhorar de vez... Mas então, tenho uma recaída, as dores voltam, e com elas, bate o desânimo.
Meus familiares talvez esperassem, que com a mudança drástica que fiz em minha vida, eu sarasse do dia para a noite! Mas creio que o processo de cura leva tempo! É lento... Não se dá assim, tão rapidamente!  O que eu espero deles, é paciência.
E o que eu espero de mim é fé, garra, ânimo: forças para levantar da cama, mesmo com todo desânimo que às vezes quer me abater!
Não foi fácil tomar a decisão que tomei... pensei por anos! Tive dúvidas, entrei em crise! Até o último dia, me senti insegura...
Estava à caminho para assinar a papelada, e até o último minuto senti-me atribulada. Mas à partir do momento em que entrei e me deparei com os papeis, todas as minhas dúvidas foram embora. E Deus me deu a certeza naquele momento, que aquela era a decisão que eu tinha que tomar! Que seria o  melhor pra mim!
Essa decisão não foi impensada,  foi amadurecendo ao longo do tempo... Não foi precipitada como alguns que me conhecem - pensaram. 
Não foi movida pela dor, simplesmente! Comecei à pensar lá atrás, há muito tempo...
Certo dia assisti à uma entrevista num programa matinal -  de uma escritora que largou o seu emprego num banco concursado, e com pouco tempo para se aposentar – para somente escrever e fazer o que gostava!
Na época, eu achei loucura da parte dela! Ainda mais, faltando tão pouco tempo para a aposentadoria. Mas aquilo ficou em minha mente, e ainda assim, admirei-a pela coragem!
Numa outra ocasião, eu e meu marido fomos comprar um pacote turístico numa agência de viagens, e por coincidência, uma colega nossa da faculdade foi quem nos vendeu o pacote. Ela trabalhava lá há muitos anos, era irmã da dona da agência.
Na época, ela nos disse, que aquele, provavelmente seria o último pacote de viagens que ela iria nos vender, pois ela estava saindo agência. 
Que estava muito estressada e que precisava mudar de profissão. E tinha feito um curso, e que iria mudar o rumo de sua vida!
Aí perguntamos com o que ela iria trabalhar: para nossa surpresa, ela nos disse que havia feito um curso de manicure e iria trabalhar num salão. E também atender à domicílio.
Confesso que fiquei surpresa, pois seria uma mudança e tanto! E convenhamos, que uma profissão não tem nada a ver com a outra! Nós lhe desejamos felicidades e sucesso em sua nova profissão, e não tivemos notícias dela por algum tempo.
Passados alguns meses, o marido dela foi descontar um cheque na agência em que eu trabalhava. Então perguntei como ela estava, se estava feliz com a mudança.
E a resposta dele foi mais ou menos assim: - Olha, Adelisa! Ela está super-feliz, realizada! É outra mulher! Até com relação ao nosso casamento, ela melhorou!
Fiquei feliz em saber, e fiquei pensando na coragem que ela teve em fazer uma mudança tão drástica – mas necessária!
E aquilo me marcou, e não saiu mais de minha cabeça... Pois há muito tempo eu me sentia como ela, mas nem cogitava em fazer uma mudança tão significativa em minha vida!
O emprego em que eu estava, era o que eu havia sonhado por muitos anos. Minha vida estava estável financeiramente.   Só que eu não me sentia feliz há muito tempo!
Quem consegue se sentir feliz sentindo dor o tempo inteiro? E como já disse, as dores desencadeiam outros males: no campo emocional,  psicológico.
Pois bem: saí de férias, e quando estava pra voltar tirei uma licença por motivos de saúde. Fiquei quatro meses em casa de licença, e em vez de melhorar, fui piorando, pois o nosso sistema de saúde é cruel! Eles fazem de tudo para que a pessoa volte à trabalhar - mesmo que a olhos vistos esteja "morrendo"!  Ainda que não estejam bem e em condições! Passei por perícias e mais perícias!  Eles dificultam ao máximo todos os trâmites, é uma burocracia terrível! E todo mundo está apto à voltar a trabalhar!
Então, nesse meio tempo resolvi sair!
Certo dia li uma frase que me tocou: “Às vezes precisamos abandonar a vida que havíamos planejado, porque não somos mais a mesma pessoa que fez aqueles planos...”.
Esta frase, de repente definiu tudo o que estava sentindo há um bom tempo!
Aquele não era mais o meu lugar! E realmente, eu não era mais a pessoa que havia feito aqueles planos!
No entanto, vieram as dúvidas: como seria o meu dia a dia, depois que parasse de trabalhar? 
E ao mesmo tempo, chegavam as respostas: no meu dia a dia, eu teria mais tempo para cuidar de mim, da minha saúde. Para cuidar do meu filho, passar mais tempo com ele...
E a parte financeira mudaria sim: eu teria que comer menos fora, comprar menos coisas, economizar um pouco aqui e ali... Mas quem disse que precisaríamos de tudo aquilo que estávamos consumindo?
Um bom exemplo foi a minha última viagem de férias: ficamos num hotel cinco estrelas, fizemos quase todos os passeios. Comemos do bom e do melhor, mas em todos os dias, eu tive dor! Em todos eles - tive que tomar medicamentos pra conseguir levantar no outro dia...
Eu me perguntei: - Isso é vida? Vale a pena tudo isso?
 E além de todos os problemas de saúde -  a falta de tempo para me cuidar e cuidar da minha família, era constante. E isso me angustiava - estava acabando comigo!
A decisão foi difícil, mas no dia em que se concretizou -  foi como se eu tivesse tirado um peso enorme de minhas costas! 
Eu carregava um fardo havia muito tempo! E de repente me senti leve...
Não vou dizer que estou cem por cento desde então.
Hoje mesmo estava desanimada, com as “benditas” dores que me assolam. Mas levantei, fiz um café e estou aqui escrevendo.
Nesse meio tempo tive momentos bem felizes também: posso agora levar meu filho às aulas de natação. Fico com ele boa parte da manhã... 
Fiz os ovos de páscoa da criançada, este ano. E ficaram lindos! Me senti realizada!
Tenho mais tempo para ficar com meus netinhos, minha filha mais velha. Meu marido não anda tão sobrecarregado, como antes!
Aos poucos as coisas vão entrando nos eixos!
Quando estou bem faço coisas que me dão prazer: cozinhar e fazer doces para aqueles que eu amo -  me deixa extremamente feliz!
Costurar, fazer artesanato. Pintar CDs com esmalte de unhas e transformá-los em móbiles... Cuidar das minhas plantinhas suculentas...
São tantas coisas que me dão prazer, e que eu não conseguia mais fazer por absoluta falta de tempo!
Parando para pensar, chega a ser engraçado: de vez em quando minha vida dá essas “piruetas” de 180 graus! Fui dona de casa por dezessete anos, voltei ao mercado de trabalho e trabalhei mais dezessete! Agora, depois de uma outra “pirueta” voltei a ser dona de casa!
E no momento estou numa espécie de “aposentadoria”. Não sei ainda o que vou fazer do meu futuro: se vou escrever mais, fazer bolos ou artesanato, pra vender. Dar aulas. Ou prestar algum concurso!
Meu futuro está nas mãos de Deus!
Em primeiro lugar, vou me cuidar! Pois a analogia que fiz da minha vida com aquela plantinha, parece exagerada, mas é extremamente verdadeira! Era exatamente assim que eu me sentia...
Ainda serão necessárias muitas “regas” e muito cuidado, pra que eu "arribe" e me coloque de pé completamente!
Com a graça de Deus, tenho fé em Jesus que ficarei bem!
E... continuarei caminhando e recomeçando, sempre!

“Não é tarde para se sonhar
O céu ainda é azul, há esperança
É só olhar no olhar de uma criança
No sorriso de uma mãe que deu à luz
...
Não é não
Minha força vem de um Deus que faz milagres
Minha fé está além do impossível
Minha esperança viva está
Meu coração não quer parar
Pois nunca é tarde, não é tarde para se sonhar”.
                                                                  Fernanda Brum
*Texto escrito em 18/04/2018.

quinta-feira, 8 de março de 2018

..."Plástica na alma"?!


Esta semana li dois artigos sobre o que significa "Envelhecer" para a mulher. 
Cada um deles expressa opiniões totalmente antagônicas sobre o assunto.
No primeiro que li, uma conhecida jornalista e apresentadora de TV descreve a velhice de uma maneira amarga. Diz que "envelhecer é uma porcaria". E que nem gosta de se olhar no espelho. Que deveríamos poder escolher uma idade, e parar por ali! 😊
No outro artigo, cuja autoria eu desconheço, a autora descreve a velhice de maneira positiva.  Dando o valor devido a cada ruga que tem, pois as mesmas mostram que ela viveu plenamente: sorrindo, chorando... Enfim, vivenciando suas emoções de maneira completa.
Eu, particularmente, identifico-me com a segunda!
Para mim, poder envelhecer é uma bênção e um privilégio que muitos não podem desfrutar.
À cada aniversário, eu agradeço a Deus por mais um ano de vida! Conto meus anos com orgulho - nunca escondi minha idade!
É engraçado: mas tenho amigas que escondem o dia do aniversário. A idade então é um mistério -  que nem Sherlock conseguiria desvendar! 😊
Isso nunca foi um problema pra mim!
É claro que com a idade vêm algumas rugas, um cabelo branco aqui ou outro ali...
O corpo já não funciona como no auge dos nossos vinte anos! 
Ganhamos alguns quilinhos - pelo menos com a grande maioria é assim que acontece.
Alguns fazem plásticas...  Eu não sou adepta. Mas também não sou contra quem faz. Cada um sabe de si!
O que penso é que de nada adianta mudar o exterior, se a pessoa não estiver bem interiormente! 
E infelizmente, ainda não inventaram a "plástica para a alma", que seria o procedimento indicado muita gente!
Eu convivo muito bem com minha idade, minhas ruguinhas, alguns fios de cabelos brancos. Uns pneuzinhos na cintura, que outrora eu não tinha... Algumas dores que antes não sentia. 
Luto a cada dia pra ter uma vida saudável. 
Procuro manter minha mente ativa, pensante, pulsante!
E apesar de contar com mais de meio século de vida: de ser mãe, avó, enfim, uma senhora, como se dizia antigamente - lá dentro, bem lá no fundo, no íntimo do meu ser, ainda existe uma menina...
Que ri, que tem esperança, que tem projetos e sonhos...
E que agradece a Deus todos os dias, por ter o privilégio de poder vivenciar todas as bênçãos que a maturidade traz!
E que gosta de se olhar no espelho e encarar com orgulho, a mulher que se tornou!
Rugas, cabelos brancos, gordurinhas? Tudo isso é secundário!
O que realmente importa, e que faz a diferença na vida das pessoas, é a essência!
Essa - jamais se perderá com a idade, e nem com o tempo... Mas, permanecerá!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Coisas que uma mãe ou pai do coração não gostam de ouvir...

     Imagem extraída do Google
 Sou mãe do coração!
Tenho um filho abençoado que Deus colocou em nossas vidas, há sete anos.
O meu Amor por ele é imensurável e incondicional!   
Tenho uma filha biológica também, e Amo-a com a mesma intensidade! Não há nenhuma diferença no Amor que sinto por ambos!
Ao longo desses anos, tenho ouvido muita coisa sobre o ato de adotar.
Algumas positivas, e outras nem tanto...
E nesses comentários desagradáveis, podemos sentir o preconceito das pessoas sobre o assunto!
Já ouvi  frases tais como:
“Nossa! Você tem muita coragem! Eu nunca teria coragem de adotar! Porque tem a genética, e você não poderá saber que tipo de “pais” ele tinha!”.
Ouvi isso de um cliente no banco, logo que voltei de minha licença maternidade. Porém, a resposta veio com mesma velocidade com que foi feito o comentário maldoso:
- Que herança genética? Por acaso a tal Suzane, que participou do assassinato dos pais era filha adotiva?   - Não!
E ainda assim ela teve coragem de participar daquele crime horrendo!  
- Por acaso a biologia dita o caráter de uma pessoa? 
O cliente me olhou sem graça, e nem retrucou...
...
Ouço direto: “Ainda bem que ele veio bebezinho! Porque uma criança maior daria mais trabalho para se adaptar. E não seria a mesma coisa...”.
Esse tipo de comentário me causa desconforto!
Meu filho, quando chegou, era sim um bebezinho! Na verdade, eu esperava uma criança maior, entre um e cinco anos. Mas Deus quis escrever a nossa história, de uma maneira diferente do que havíamos planejado: e meu filho chegou com apenas dois meses!
No entanto, esse tipo de comentário me irrita, porque ao fazê-lo - a pessoa não percebe, mas expressa com ele, todo o seu preconceito e a sua incapacidade de amar uma criança maior!
Quando esperava meu filho, eu estava pronta pra Amar, quer ele viesse com um, quatro ou cinco anos! Ainda que estivesse maltratado, e nem bonito fosse! Na verdade eu esperava uma criança assim: tanto que preveni o meu marido de que isso poderia acontecer!
E então nosso filho chegou: um bebê gorduchinho, lindo e sorridente! Mas eu não o amei mais por isso!
Amei-o desde o primeiro momento - simplesmente porque ele, a partir de então, era o meu filho!
...
Outros talvez me condenem por eu falar tão abertamente sobre a nossa história. Alguns dizem que não é bom ficar falando com meu filho sobre esse assunto!
Eu penso, que devo sim falar desse assunto com ele!
Eu e meu marido -  desde que ele era pequeninho - líamos pra ele, um livrinho sobre ser filho do coração, que ganhei da minha irmã.
         Esse livrinho conta de forma simples e delicada, a história de um bebezinho, que nasceu na barriga de uma mulher que não podia criá-lo. E conta também, que “do outro lado da vida...” havia um casal -  “o papai e a mamãe” que queriam muito um filhinho, mas que “...não nascia nenhum neném na barriga da mamãe...”.
E, ele hoje, aos sete anos, encara o assunto de ter nascido em nosso coração com naturalidade. Não sei se entende ainda o real significado de tudo!
O que sei é que é feliz e desencanado com o assunto!  
...
Infelizmente, eu tive o desprazer de ouvir certa vez, uma frase mais o menos assim:
- Coitada de “Fulana”! Porque o(a) filho(a) mais velho(a) não se casou, ela nunca terá netos de verdade! O detalhe: é que a “Fulana” tem outro(a) filho(a), que lhe deu netos do coração!
E aí, eu pergunto:
- Então esses netos, não são de verdade?? Não consigo entender esse tipo de sentimento...
...
É triste ouvir esse tipo de conversa, mas infelizmente, todas são situações reais! E devem existir muitas outras, pelas quais ainda não passei.
É triste saber que existem pessoas assim: tão pobres interiormente, que impõem inúmeras condições - quando poderiam simplesmente... Amar!
É só disso que um filho precisa!
E isso é o que realmente importa!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Escolhas...

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“Às vezes precisamos abandonar a vida que havíamos planejado porque já não somos mais a pessoa que fez aqueles planos...”.

Alguém já se viu numa espécie de “encruzilhada”, sem saber que direção tomar?
Eu já estive nessa situação por inúmeras vezes, ao longo de minha vida!
E em todas as vezes me senti insegura, estressada, acuada, sem saber direito que direção tomar, pra onde ir, ou o que fazer!
Porém, em nossa caminhada somos confrontados inúmeras vezes e temos que decidir!
Ainda que não saibamos a direção certa a tomar, é preciso coragem para fazer a escolha!  E arcar com as consequências ou implicações que essa escolha terá!
É difícil, é desgastante! Ficamos inseguros, perdemos o sono... O frio na barriga se instala. A “boca” do estomago começa a doer... Mas a vida é assim!
Um sucessão de eventos, de acontecimentos, de escolhas: às vezes corretas, às vezes equivocadas...
No entanto, não há como escapar!
Em um momento ou outro de nossas vidas, as decisões estão ali à nossa frente: nos confrontando e exigindo que saiamos da nossa zona de conforto. Para enfim, escolhermos um caminho à seguir. Ou, uma decisão a tomar!
É preciso coragem para “mergulhar de cabeça” em certas situações, que não sabemos como vão terminar, ou que rumo vão tomar!
Por inúmeras vezes em minha vida, sofri muito ao fazer certas escolhas. Fiquei deprimida, chorei... Porque eu enxergava apenas o momento. Mas o tempo passou, e Deus me mostrou que aquela era a escolha certa, era o que eu tinha que fazer naquele momento.
Nós enxergamos o hoje, o agora. Deus enxerga o amanhã!
É preciso esperança de que dias melhores virão – e que a escolha feita – é a correta!
É preciso acima de tudo, fé em Deus, que segundo a Sua Palavra, nos diz: “...a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.
Fé que tudo vai dar certo, fé que tudo vai melhorar!
E só  vive plenamente quem tem coragem para decidir. De experimentar o novo, o incerto. De escolher trilhar um novo caminho, muitas vezes com passos titubeantes no início – feito uma criança que está aprendendo a andar!
E assim seguimos em frente, dando um passo, e mais um, e outro. E mudando aos poucos, o curso da nossa vida e da nossa história!
Dando aquele “mergulho”...  Entregando nossas escolhas e nossas ansiedades nas mãos de Deus! Tendo fé e esperança, em ter escolhido o melhor!
O caminho a nossa frente parecerá incerto, mas se entregarmos o nosso caminho ao Senhor Jesus, e confiarmos na sua Palavra – “...o mais, Ele fará”!

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir”.                                                                                                                                                                                                                                                   Cora Coralina

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 = Fé + esperança...❤

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É consenso que 2017 não foi um Ano nada fácil!
A maioria das pessoas disse quase em uníssono:
- Não vejo a hora desse ano terminar!
A bem da verdade, esse ano que passou não foi nada fácil pra mim também!  Passei por várias tribulações e provações. 
Muitas pessoas que conheço tiveram problemas nas mais variadas áreas: pessoal, financeira, saúde, espiritual, profissional, e por aí vai...
Ao ligar a televisão nesse último ano, daria pra fazer uma lista enorme de: tragédias, catástrofes, roubalheiras, violência, corrupção, injustiças. Pra dizer a verdade, deu até medo de assistir aos jornais!
Porém,  se eu puxar pela memória, já tive anos bem mais difíceis!
E nesse mesmo ano, também pude desfrutar de muitos momentos felizes!  
De momentos preciosos com a família e amigos: sorrisos, abraços, beijos. Carinho e atenção daqueles que Amo! Realizações de alguns projetos...
Tudo isso, com a graça de Deus!
Para alguns, pode soar piegas essa esperança que nasce em nossos corações com a chegada do Ano novo! 
Mas é fato: todos nós, precisamos que um vislumbre... De uma luz no fim do túnel...
E 2018 é isso pra mim, e para muitas outras pessoas!
É a esperança de que tudo vai melhorar!
É a fé, de que todas as tribulações e provações passadas, se transformarão em bênçãos multiplicadas, em nome de Jesus!
- Esperança, fé, renovação, confiança, perseverança, coragem de acreditar!
E são a fé e a esperança: que me fazem acordar e levantar todos os dias – ainda que existam problemas! E a não me prostrar! 
E dar um passo, e mais um... Seguindo em frente!
            E assim, acreditar que dias melhores virão!

Um Feliz e abençoado 2018 pra todos nós!
Esse é o meu desejo e a minha oração...❤  

“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo”.
Rom. 15:13 

sábado, 23 de dezembro de 2017

O verdadeiro Natal...❤

Hoje, faço uma re-postagem de um texto que escrevi em 2015. 
Mas que continua  representando muito bem, o verdadeiro sentido do Natal para mim e para a minha família!
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Esta semana perguntei ao meu filho de quem era o Natal. Uma pergunta feita de forma simples, para uma criança.
Ele, em sua inocência, me respondeu que é do Papai Noel. Então expliquei a ele que o Natal é de Jesus, e que Papai Noel traz presentes, porque comemoramos o seu nascimento. Não sei se ele entendeu muito bem, pois só tem quatro anos! Mas não pude deixar de explicar  a quem verdadeiramente pertence o Natal!
Não quero que ele cresça com  uma ideia equivocada: acreditando que o Natal é apenas uma data em que ganhamos presentes.
Tampouco quero lhe tirar a ilusão de menino de quatro anos, que acredita em Papai Noel! Pois a  criança precisa de fantasias, e quando chegar o devido tempo, a vida se encarregará de lhe tirar essas ilusões de menino.
Infelizmente, muitas pessoas crescem e -  ainda que não acreditem em Papai Noel - associam o Natal apenas às coisas materiais, esquecendo do seu real significado.
O Natal é de Jesus! É o dia do nascimento do nosso Salvador!
É o dia em que o Menino-Deus veio até nós, nascendo em uma manjedoura, em toda a sua humildade! Cresceu, levou sua mensagem de fé e redenção à toda humanidade. Foi perseguido e pregado num madeiro.
E através do seu sofrimento e de sua morte, todos os que Nele creem (ou creram) encontra(ra)m a salvação!
Que neste Natal, nos lembremos do aniversariante principal, e da mensagem que Ele nos deixou!
Que ao trocarmos os presentes, nos lembremos que o fazemos porque sentimo-nos felizes, pois nesse dia o nosso Salvador nasceu!
Que a mensagem e o exemplo que Ele nos deixou, norteiem nossas vidas!
Que sejamos capazes de Amar, de perdoar, de ter compaixão. Que sejamos altruístas, ajudando a quem precisar! 
Que saibamos entender a essência da mensagem  que Ele nos deixou!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre seus ombros; e o seu nome  será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."  Isaías 9: 6

Neste Natal... a  Jesus, nosso Salvador -  toda a honra e toda a glória!!
Um Feliz Natal, cheio de paz, alegrias, renovação e esperança para todos nós!
Com carinho...Adelisa.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Abandono...E resgate! ❤

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Ultimamente, poucas coisas que passam na televisão têm me chocado. O mundo anda tão de cabeça pra baixo, os princípios e valores tão invertidos, que acabamos como que “anestesiados”!
Assistimos às notícias, as vezes nos sentimos indignados, mas as emoções ficam meio amortecidas!
Só que ontem vi uma notícia na TV, que me fez chorar...
Um agente de trânsito avistou um bebê recém- nascido, nu, ainda com o cordão umbilical, todo encolhido em meio a um matagal. Na mesma hora, ele pegou o seu jaleco e o agasalhou. E prontamente chamou a defesa civil.
Com a graça de Deus, o bebê teve um final feliz! Foi encaminhado ao hospital e passa bem.
Com certeza, muitos casais que estão à espera de um filho vão querer adotá-lo e ele terá sim, uma vida feliz!
O agente de trânsito, em seu testemunho, disse que já havia ganho o seu presente de Natal: ao salvar aquela vidinha, ele ganhara o melhor presente do ano!
O apresentador do jornal, disse que aquela era uma das cenas mais chocantes que ele havia visto!
Pra mim também foi chocante: ver um bebê tão indefeso, nu, jogado em meio ao mato, exposto à toda sorte de perigos: picadas de insetos, animais peçonhentos. Passando frio e fome!
Fiquei a me perguntar:
 - Que espécie de ser humano abandona assim, um filho à própria sorte, de maneira tão desumana e cruel?
Os animais são tão cuidadosos com suas crias! Defendem-nas com unhas e dentes! E um “ser humano” – se é que pode ser chamado assim – abandona um filho dessa maneira!
Eu prefiro imaginar que a genitora – sim, genitora, pois essa pessoa não pode ser chamada de mãe, ainda que biológica – seja uma pessoa drogada, ou que tenha algum problema mental.  E não estava no pleno exercício de suas  faculdades mentais, ao cometer tal ato.
Essas são as únicas justificativas - um pouco plausíveis-, para que alguém tenha um ato tão desumano!
Se uma mulher não pode e não tem condições de cuidar de um filho, que o entregue à adoção! 
Se tem medo de ir ao fórum – por não saber que não sofrerá nenhuma pena, ao entregá-lo – que deixe a criança numa igreja, num abrigo.... Mas agasalhada e protegida!
Isso é o mínimo que se espera de um ser humano!
Fico à pensar: o que pode ter se passado na cabeça da mulher que deu à luz?! Penso e repenso, e não encontro justificativa para tal ato!
Que Deus tenha misericórdia de sua alma. Porque talvez pelo sofrimento, ou pelas agruras da vida, ela tenha perdido qualquer resquício de humanidade...
E ao bebê, eu desejo todo o Amor e cuidado do mundo!  Em algum lugar, seus “verdadeiros pais” esperam por ele! 
E que ele saiba, que apesar de um dia ter sido abandonado, Deus estava ao seu lado todo o tempo, e colocou aquele agente de trânsito - na hora e no lugar certo - para mudar a sua vida e a sua história!
Que ele tenha uma vida plena, cheia de Amor,  feliz e abençoada! 
            Este é o meu desejo e a minha oração...

"Não é a carne nem o sangue, é o coração que nos faz pais e filhos."
                                                                            Friedrich  Schiller