O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Naquele tempo...❤

Imagem extraída do Google
Há algumas semanas atrás, eu e meus irmãos nos reunimos e começamos a relembrar do tempo em que éramos crianças... E em como as coisas eram diferentes naquele tempo!
Começamos a lembrar do banheiro da nossa casa: que era somente um, para uma família de seis pessoas.
Seis pessoas = um banheiro!  Imagine as brigas homéricas que saiam, cada vez que um entrava, e resolvia demorar um pouco mais!
Dormíamos num quarto com  três camas: eu e minhas irmãs. O meu irmão mais novo, o  Haral,  tinha um quarto só pra ele, mas era um cubículo! Só cabia ele! J
O aperto era tanto, coitado – que quando a segunda irmã se casou, ele começou a mudança para o quarto maior, na noite do casamento...J
E lembrando do nosso banheiro, dos quartos, e daquela casa antiga com azulejos cor de rosa na cozinha... comecei a   lembrar também de muitas outras coisas daquela época...
Naquele tempo, não tínhamos a fartura que temos hoje, com relação à comida, roupas, sapatos.
Éramos em quatro irmãos pequenos: uma escadinha, com mais ou menos três ou quatro anos de diferença.
Eu me lembro que comprávamos roupas, uma ou duas vezes ao ano. Geralmente no final do ano. Uma roupa nova, um sapato novo.
Eu ainda tinha mais "sorte": sempre tinha mais roupas novas do que meus irmãos menores. Eles, por sua vez, herdavam as roupas que eu não usava mais, porque já não me serviam!
Com relação aos brinquedos aplicava-se a mesma regra:  ganhávamos no final do ano, quando meu pai recebia o décimo terceiro, e nos aniversários.
Não tínhamos esse exagero de brinquedos que as crianças têm hoje!
E sabe que não fazia falta nenhuma?
Brincávamos com saquinhos de panos recheados de arroz, de esconde-esconde, amarelinha, pega-pega. De pular corda! De "Stop": que era um jogo em que tínhamos que adivinhar as palavras. Todos simples e descomplicados! E eram tão bons!
Éramos tão mais criativos nas brincadeiras! 
Minha imaginação era fértil... Eu inventava histórias para meus irmãos mais novos, e ainda "vivia" os contos de fadas que eu lia no livros! Geralmente, eu era sempre a heroína das histórias! J
Eu "viajava" através dos contos dos irmãos Grimm, histórias do Tarzan, e etc.
Tínhamos três vizinhos mais ou menos da nossa idade: o Edmilson, o Sérgio e o Marcelo, na casa ao lado.
Como eram arteiros! Lembro-me que eles amarravam uma linha em marimbondos, e jogavam no nosso quintal para aterrorizar eu e minhas irmãs! J
Não canso de me recordar também, das festas na casa da Sofia, minha amiga de infância. Somos amigas até hoje!
Eu adorava tudo o que a D. Cidinha fazia: os cuscuz de forminhas, as esfihas de carne, os docinhos...
A Lur - uma de minhas irmãs - tinha uma espécie de cineminha de “slides”, e à noite passávamos na frente da casa da Sofia. Toda a criançada se reunia!
Já quase na adolescência, depois de ajudar minha mãe com as louças da janta, eu ia pra rua conversar com a turma. A "turma" era a molecada da rua que havia crescido junto.  Ficávamos sentados na sarjeta, jogando conversa fora, ou jogando alguma coisa.
Ou então, brincávamos de bola: o nosso "forte" era a "queimada"!
Lembro-me também, que tinha uma vizinha já idosa, que ficava escondidinha atrás dos arbustos de sua casa, e quando a bola caia pra dentro, ela não devolvia mais! Furava todas!
Na adolescência, ficávamos na frente da casa da Dena, a minha vizinha da frente, jogando conversa fora. Toda a noite, todo mundo “batia o ponto ali”!
De vez em quando, aconteciam os bailinhos na casa dos meus vizinhos do lado: segundo me recordo, eram bailinhos até com aqueles globos de efeito de discoteca!
É engraçado, mas me vêm à lembrança certas coisas sem importância, mas que chegam a ser engraçadas.  Certa vez, estava dançando uma música lenta com um rapaz bem mais alto que eu. À certa altura ele me perguntou se eu estava nervosa, porque meu nariz estava brilhando! Eu respondi que não!! Que meu nariz era assim mesmo! E até hoje, o "bendito" do meu nariz brilha, e por isso tenho que ficar passando pó o dia todo! J
Naquela rua, fazíamos também as festas de ano novo. Fechávamos a rua, montávamos uma mesa no meio. Cada família colaborava com um prato. E então, festejávamos todos juntos como uma família.
Em junho, eram as festas juninas. Fechávamos novamente a rua. E era aquele festão! Com as brincadeiras de praxe: pesca, “cadeia”, quadrilha, correio elegante. Nossa! Como era gostoso receber um correio elegante de algum admirador! J
Hoje – creio que os nossos jovens nem sabem o que é isso! Mas esse tipo de correspondência tinha um charme todo especial...
         Outro dia, ao voltar de um restaurante já tarde da noite -   pedi para meu marido passar por aquela rua. A nossa casa já não existe mais. Foi demolida, e uma outra foi construída no local. Ao passar por lá, quanto coisa veio à minha lembrança!
Saudades daquele tempo! Saudades daquela rua...
Saudades daquela casa apertada, de um banheiro só... 

“A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração!”. Coelho Neto

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Menopauseando...😓

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Estou vivendo uma fase bem complicada de minha vida...
Hoje mesmo, enquanto me trocava pra ir trabalhar: pensei no quanto tenho sofrido nos últimos anos...
Estou - ainda -  vivendo a "bendita" fase da menopausa! E lá se foram dez anos de minha vida!
Dez anos, em que vi minha cintura tornar-se "ballonnée" (como li em um artigo sobre o assunto 😂). 
Em que tive oscilações terríveis de humor, e cheguei a pensar que estava me tornando bipolar.
Em que tive noites e noites insones, ou com o sono interrompido.
Inchaço, cansaço, coceiras por todo o corpo, esquecimentos (aqueles “brancos” que dão de repente), explosões de raiva, depressão... E alguns outros sintomas que nem vou detalhar, pois não vem ao caso...
No entanto, nada se compara ao mal estar dos "fogachos"!
"Fogachos" são aquelas ondas de calor, insuportáveis! Junto com eles, vem  aquele nervoso! Uma vontade de “esganar” alguém, não se sabe o por quê! 
Creio que eles são o que de pior há nessa "bendita" fase! E elas chegam tanto no verão, como no inverno.
Certa vez, cheguei a pegar uma gripe forte, porque no meio da noite, tirei todas as cobertas, e dormi descoberta em pleno inverno!
Já nem me lembro mais, quando foi a última vez que me troquei para sair e não comecei a transpirar. Ou melhor: a suar em bicas!
Sim, porque a cada vez que tomo banho - ao me trocar-, começo a transpirar. E não é pouco, não!
Às vezes, é como se tivessem jogado um balde de água em mim!
Meu cabelo nem  seco está, e eu já começo a transpirar: primeiro ele arrepia, depois fica todo grudado e molhado, como seu eu tivesse saído do banho naquela hora. E junto com o creme que eu passo, vira aquela meleca! 😅
Depois, quando vou me maquiar, é outro suplício! Muitas vezes, nem bem termino a maquiagem, e ela começar a borrar, escorrendo pelos meus olhos... Certa vez quando estava dirigindo, suei tanto, que nem estava mais enxergando nada...😁  Passei o maior apuro!
Desde que entrei –inesperadamente nessa “bendita” fase -, há aproximadamente dez anos, tenho sofrido de forma praticamente ininterrupta.
Em poucas ocasiões, fiquei livre dos calores e de todos esses outros sintomas desagradáveis!
Esses dias tomei conhecimento de uma notícia, que me serviu de consolo: é que um estudo apontou que as mulheres que apresentam todos esses sintomas, tem menos chances de sofrer um AVC ou infarto.  Ainda bem que essas "explosões" de calor e, de nervoso servem para algum coisa! Mais uma vez, pude constatar, que tudo na vida sempre tem um lado bom! 
Minha irmã me disse também certa vez, que havia assistido à uma reportagem, que dizia que a duração da menopausa poderia ser de três anos ou onze anos.
Estou contando os dias pra que a minha termine daqui um há ano!
É tanto tempo sofrendo, que parece que essa fase não terá fim! A impressão que tenho é que nunca mais terei dias tranquilos...😓
Porém, minha esperança voltou! Esses dias, li um texto na internet em que uma mulher dizia que estava na fase da calmaria, da bonança... Ela existe!!! 😃
Ah!!... Como sonho com esse dia! 
E é com essa esperança que eu vivo! 
A de que dias melhores virão, com a graça de Deus...😇

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Nem tudo é o que parece...Feliz Ano Novo! ❤

  
Nem tudo é o que parece...
Esta foto transmite, num primeiro momento, o Natal de uma pessoa materialista: uma árvore repleta de presentes!
E aí, podemos nos perguntar: onde ficou Jesus nesse dia? Será que foi apenas um dia de festa e presentes?
Esta é a minha árvore de Natal! E estava, sim, cheia de presentes!
No entanto, eles representavam muito mais do que algo de material que eu poderia oferecer!
Todos os anos, tenho o costume de colocar os presentes que vamos dar, debaixo da árvore, na véspera de Natal.
Este ano, na véspera de Natal, e um pouco antes de sair, para passar a noite de Natal com meus familiares - e antes de retirar todos os presentes que seriam dados - olhei pra ela, e agradeci a Deus! Agradeci a Deus, por ter o privilégio de poder presentear aqueles que eu amo e que me são caros!
Eram muitos presentes, sim! Não eram presentes caros. Alguns eram apenas lembrancinhas, que representavam o carinho que eu queria transmitir naquele dia.
Ao mostrar todos aqueles presentes ao meu filho mais novo, tive o cuidado de explicar que o Natal é de Jesus.  Que Ele nasceu no dia de Natal e veio ao mundo para nos salvar!
E que por estarmos muito felizes,  comemoramos e  damos presentes para quem amamos na noite de Natal...
Jesus nasceu! E o sentimento de compartilhar, de confraternizar nasce junto com Ele!
Então, ao olhar a minha árvore repleta de presentes, senti-me feliz!
Senti-me extremamente feliz e grata pela bênção e pelo privilégio de poder compartilhar! Não só presentes, mas carinho, afeto, união...
Os presentes são apenas símbolos do nosso bem querer, do nosso Amor!
E muito mais valiosos que os presentes, são os abraços apertados, os beijos e as palavras de carinho que trocamos naquele dia!
Aquele (simbolicamente) foi o dia em que Cristo nasceu!
E com seu nascimento, a cada ano, nascem a esperança e Amor que Ele trouxe a todos nós!
Obrigada, Senhor, por renovar a minha esperança a cada ano, a cada Natal!
E é essa esperança e fé, que me movem, que me fazem seguir em frente, a cada dia do Ano Novo!
Um Feliz, abençoado e renovado Ano Novo a todos nós!
Que Deus nos capacite e nos fortaleça a seguir em frente, sempre!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

E se...?

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E se...?
Quem é que não se deparou com esse tipo de questionamento em alguma fase de sua vida?
Todos nós, em algum momento de nossas vidas, já nos questionamos a esse respeito.
Na maioria das vezes, com arrependimento por alguma omissão ou decisão  do passado.
Esses dias, por conta de alguns problemas de saúde, questionei-me se deveria ter tomado decisões diferentes em meu passado.
Pude observar também, várias outras pessoas que conheço - e que por coincidência - também fizerem esses mesmos questionamentos com relação às suas vidas...
Um cliente que conheço, comentou comigo que quando era mais jovem, teve uma ótima oportunidade profissional. Poderia ter tido uma carreira diplomática. Porém, na época em que teve a oportunidade, sua esposa ficou muito doente, e ele teve que desistir. E me disse que se questionava como seria sua vida hoje, se tivesse seguido outra carreira...
É... A vida de todos nós é assim!
Todos os dias temos que tomar decisões. Fazer escolhas. Algumas simples, outras nem tanto!
Seguir para a direita ou para a esquerda? Vestir aquela roupa, ou a outra?
Permanecer naquele emprego, ou partir para novas experiências e oportunidades?  Começar, ou parar de estudar?
Ficar solteiro, ou se casar? Ter, ou não ter filhos?
No entanto, ao nos questionarmos e nos cobrarmos a esse respeito - e ter esse tipo de pensamento -, chegamos a ser cruéis  com nós mesmos, vivendo uma espécie de masoquismo!
É claro, que se tivéssemos tomado decisões diferentes, nossas vidas seriam, consequentemente diferentes.
No entanto, quem garantiria que seríamos felizes e realizados, através dessas "benditas” outras escolhas?
E se pararmos realmente para pensar, e estivéssemos no lugar onde as nossas escolhas e decisões nos tivessem levado -  certamente estaríamos lá, nos questionando e nos cobrando da mesma maneira!
Já dizia Luiz Fernando Veríssimo: “Ah... Se eu tivesse casado com a Doralice...". Nesse seu texto, ele faz esses mesmos questionamentos. E, no final das contas, chega à mesma conclusão a que eu cheguei: estaria certamente insatisfeito com suas outras escolhas!
Então, que aceitemos o nosso presente assim como ele é. Que mudemos o que pode ser mudado! O que não é possível, ou é consequência do passado, deixemos lá, sem olhar pra trás...
Não nos torturemos mais com divagações acerca do passado. Pois, fizemos o que tínhamos que fazer, naquela circunstância específica de nossas vidas!
Fomos para onde tínhamos que ir! Fizemos o que era possível, o que estava ao alcance de nossas mãos, na época.
E agradeçamos o presente a Deus! Pois estamos exatamente onde deveríamos estar...
Todo o resto são conjecturas, e não acrescentam nada em nossas vidas!

Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido. ...
Creio que a vida não é feita das decisões que você toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado!". 
Luis Fernando Veríssimo 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sim... pela vida!

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No dia seguinte à aprovação da lei que descriminaliza o aborto, comecei a pensar novamente na “genitora” do meu filho.
Digo "novamente" porque pensei muito nela, logo que meu filho chegou... Até com certa revolta!  Pensava:  como ela havia tido a coragem de “abandonar” o meu filho!
Eram pensamentos conflitantes, totalmente contraditórios.
É claro, que se ela não o tivesse deixado, hoje ele não seria o MEU FILHO! O filho que eu amo com todas as entranhas do meu ser! Que “não nasceu de mim, mas que nasceu pra mim...”.
Uma benção... O principezinho que Jesus mandou pra mim, como eu sempre digo a ele!
E hoje estou aqui a pensar nela, novamente. Não com revolta, mas com gratidão!
Porque em meio aos dilemas que ela deve ter tido na época, ela optou pela vida! Poderia ter pensado no aborto como uma solução, já que não queria, ou não podia cuidar de um filho.
Até poderia tê-lo abandonado na rua, sozinho e indefeso, como tantos casos tristes que vemos por aí.
No entanto, nesse aspecto, ela teve um gesto nobre: entregou-o às autoridades, para que lhe encontrassem um lar.
Certa vez, li um livro sobre adoção, em que a mãe adotiva agradecia à mãe biológica através de uma carta, pelo gesto responsável que ela havia tido, ao ter entregado seu filho num abrigo, ao invés de  abandoná-lo.
E hoje, no dia em que se multiplicam discussões acaloradas sobre a descriminalização do aborto, pensei nessa mulher novamente...  
Que carregou meu filho no ventre, e lhe deu a vida!
E pela primeira vez, eu senti uma enorme gratidão!
E lhe diria,  se possível  fosse:
- Obrigada, por não tê-lo abortado!
- Obrigada, por ter tido a responsabilidade de buscar o melhor para o meu filho -  ao optar pela entrega, em vez do abandono.
- Obrigada, por ter me dado um presente tão precioso... Ainda que não tenha consciência disso!
Deus tem seus propósitos, e usou as circunstâncias da vida dessa mulher, para me abençoar e, abençoar meu filho também!
- Obrigada... Por ter tido a coragem de optar pela vida!!
- Que Deus a abençoe aonde quer que esteja...

- Não, ao abandono!
- Não, ao aborto!
- Sim, pela vida!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Alguns vivem de "tromba"...

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Conheço gente que vive de “tromba”, de cara amarrada. Aparentando estar  eternamente de mal com o mundo! Conheço muita gente assim!
E se eu lhes dissesse isso, com certeza argumentariam que têm problemas, que a vida não fácil. Enfim, que não são, ou não estão felizes! E que se eu estivesse em situações semelhantes, também estaria da mesma maneira.
E eu lhes diria, falando por experiência de causa: eu, em toda a minha vida, sempre tive problemas.
Em algumas épocas, problemas mais graves. Em outras, problemas mais leves... Mas nunca  vivi plenamente, com a ausência absoluta de problemas!
Creio que a vida de todos nós, é assim.  Um eterno caminhar: e muitas vezes nesse caminhar, encontramos pedras em meio ao caminho.
Às vezes reajo bem, frente aos percalços que aparecem em minha vida. Noutras, fico irritada, ou até mesmo nervosa, ou ansiosa.
Muitas vezes choro. Em outras, quero apenas ficar no meu canto. De vez em quando tenho uns "siricuticos" por causa da menopausa (quando bate aquele calorão, vem com ele a irritação!). E só minha família conhece esse meu lado. Afinal, sou humana!
Aí geralmente eles me lembram - principalmente meu marido e minha mãe - "Adelisa, lembre-se do que realmente importa nessa vida!".
É claro que eu sei, e me lembro do que realmente importa na vida! Escrevi inúmeras vezes sobre o assunto.
Numa época de grande sofrimento, eu parei para refletir sobre o que realmente importava na vida... E nessa mesma época ressignifiquei totalmente meu conceitos, valores e prioridades.
Só que o tempo vai passando, e todos nós tendemos a ter memória curta para certas coisas! A teoria, nem sempre acompanha a prática.
E quando você está em meio aos vales, aos desertos da vida, muitas vezes fica difícil encarar tudo objetivamente.
Porém, mesmo em meio aos vales e desertos de minha vida, sempre que  saio de casa procuro "vestir" o meu melhor sorriso, e esquecer os problemas por um tempo. Peço força e misericórdia a Deus para suportar, para seguir...
Para alguns pode parecer fingimento. Para mim, é um modo de encarar a vida, e de tentar não misturar os problemas pessoais, com problemas do trabalho. Ou, vice e versa.
De tentar reagir e enfrentar os problemas! Não misturando as coisas, porque as pessoas que estão de fora, não têm que carregar junto conosco, os nossos fardos!
Enfim, creio que a vida fica mais leve quando sorrimos! J
Então, que compartilhemos mais nossos sorrisos, pois a vida é curta demais para se viver de tromba e cara amarrada! J


"Um sorriso nada custa, mas vale muito. Enriquece quem o ganha e quem o dá não fica mais pobre. Dura apenas um instante, mas pode, na lembrança, durar  eternamente. Ninguém é tão rico que o possa desprezar, nem tão pobre que não possa dar.
...
Um sorriso dá repouso a quem se acha cansado e, a quem está desanimado, dá nova força e coragem; consola na tristeza e, em nossas penas, é o mais caseiro remédio.
...
Se um dia você encontrar quem lhe negue o seu sorriso, dê-lha, generosamente o seu, pois ninguém precisa tanto do conforto de um sorriso, como aquele que, fechado em si, não aprendeu a sorrir...".

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

❤🏡 Lar, doce lar...❤🏡

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Lar, doce lar... 
Foi o que pensei logo ao chegar em casa depois de quase dez dias de viagem.
Eu amo viajar! 
Este ano fomos para a praia; e depois para o sítio dos meus sogros.
Conhecemos lugares novos, com gente diferente. Com costumes e hábitos diferentes dos nossos.
É importante pra mim, sempre conhecer lugares aonde nunca fui antes.
Experimentar comidas novas. Às vezes exóticas... Comer muito peixe!
Como já escrevi anteriormente: eu amo ver o mar... Ele me acalma, me desestressa... E sempre que posso, lá vou eu ao encontro “dele”!
Amo andar na areia descalça à beira d’água, apreciando a paisagem. Admirando as maravilhas da criação de Deus! 
E pra mim, tanto faz, se a viagem tem grandes luxos, ou se é simples. O prazer é o mesmo, qualquer que seja a situação.
Já ficamos em hotéis cinco estrelas, com todo o conforto e comodidade.
Porém, também já ficamos em hotel simplesinho: sem TV, telefone... 
E onde andávamos feito os caiçaras da região: de pés descalços ou havaianas. Em que uma canga ou um short era vestimenta do dia! E foi muito bom!
Pois bem -  viajar é muito bom! Mas voltar pra casa é melhor ainda! 
No dia a dia corrido em que vivemos, não nos damos conta do quanto é importante ter um lugar só nosso. Com as nossas coisas, com nosso cheiro, com a nossa identidade!
Hotéis são bons! Mas são impessoais.
No entanto, a nossa casa é o espelho do que somos. Das nossas vivencias. Pelo menos, a minha é assim! 
Gosto de quadros nas paredes, almofadas, flores, porta retratos, enfeites, livros... Os brinquedos do meu filho espalhados por cada cantinho...
Às vezes, ela fica meio bagunçada!  Mas é cheia de vida!
Mesmo em meio a toda a bagunça - em que muitas vezes ela se encontra - ela é a minha casa, o meu canto, o lugar onde escolhi viver.
E, em minha modesta opinião, o melhor da viagem é voltar pra casa! 
É  ter para onde voltar!
É poder voltar para o aconchego...
      Do nosso lar, doce lar...

domingo, 23 de outubro de 2016

Juju: saudades eternas... ❤

No que você está pensando?”
Essa é a pergunta que o Facebook me faz todos os dias...
Hoje estou pensando numa menininha loira, linda e delicada, que partiu prematuramente...💔
E que com sua partida, deixou-nos a todos, meio perdidos... 
Na época tivemos que rever todas as nossas certezas, ressignificar as nossas vidas e, apesar de tudo, fortalecer a nossa fé para seguir em frente; aceitando a vontade de Deus! 
Não foi fácil aceitar a partida tão repentina de uma garotinha tão cheia de vida!
Foi surreal... Uma dor imensurável!
Hoje estou aqui pensando nela, na minha amada sobrinha Júlia, que estaria completando 14 anos...
Seria um dia de festa...
Com certeza teria se tornado uma linda mocinha!
Mas que na minha lembrança ficou eternizada como criança... 
E se eu pudesse lhe falar mais uma vez neste dia: lhe diria, que em todos esses anos, jamais deixei de pensar nela um só dia...
E que jamais vou deixar de pensar e lembrar!! 
Porque o que nos unia e une é o Amor! E este, nem o tempo, nem a distância e nem a morte, podem apagar!
Saudades eternas da minha amada Juju...
"Saudade é o amor que fica!” 
Fica com Deus, linda da tia...
Descanse na paz de Jesus!
Com Amor... tia De.❤ ❤

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Florescendo...✿

Outro dia, andando de manhãzinha pela rua, deparei-me com uma árvore que me chamou a atenção: seus galhos estavam completamente secos. Nenhuma folha sequer! Mas ainda assim, várias flores teimavam em brotar naqueles galhos ressequidos...
Fiquei admirada, e logo imaginei a "força" que aquelas flores devem ter precisado, para brotar em meio àqueles galhos secos!
Imediatamente, lembrei-me de outra imagem, que também havia me chamado a atenção há alguns anos atrás: de uma florzinha minúscula, brotando em meio a alguns paralelepípedos.
Ao ver cenas assim, tão admiráveis: aquelas flores amarelas, agarradas firmes naqueles galhos secos, teimando em florescer - a vida, mais uma vez se sobrepondo às adversidades -, minha mente como sempre acontece, deu aquela "viajada"...
E, como invariavelmente faço analogias quando me deparo com essas cenas - imaginei que se aquela frágil florzinha conseguiu florescer numa situação como aquela, assim também posso eu, "florescer" em meio a "solo árido", em meios aos "vales" de minha vida...
Ultimamente devido a uma série de circunstâncias, tive que diminuir meu ritmo acelerado.  
E justamente por isso, tenho me sentido meio “impotente” frente a inúmeras coisas que quero fazer e realizar. Mas agora, é hora de dar um tempo. De recolher-me um pouco, e deixar o meu corpo e minha mente recuperarem a força e o ânimo, perdidos.
E aquelas flores lembraram-me também, que é primavera... E elas, depois dos dias frios e cinzentos do inverno, teimaram em brotar naqueles galhos secos.
Se elas conseguem, eu também conseguirei! 
Com a graça de Deus, voltarei a “florescer”... Como aquelas flores, coloridas e firmes, que extraem vida e brotam majestosas, independentemente se os galhos estão frágeis ou secos - assim eu também conseguirei forças, e levantar-me-ei, como tantas e tantas vezes, o fiz em minha vida! 

"Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, morrer o seu tronco no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como a planta nova".
                 Jó 14:7

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Meu cabelo, e suas lições...

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É engraçado: mas muitas vezes me pego filosofando ou refletindo, a partir de situações inusitadas. 
O meu cabelo, um colchão velho que eu tinha, minha amoreira, uma batida de carro, e por aí vai... Todos eles, em algum momento de minha vida, ensinaram-me alguma lição! E já escrevi sobre isso, em textos anteriores.
Porém, o meu cabelo é o que está sempre me lembrando de minha impotência diante de certas situações. Existe até uma frase, que é cômica, porém, muito verdadeira: “Você não pode controlar tudo… Seu cabelo foi colocado na sua cabeça para te lembrar disso!”. A. D.
E como o meu me lembra disso! 
Todas as vezes que tenho um evento importante, todas as vezes que eu quero e preciso que ele fique solto, cacheado e bonito, lá está ele me boicotando! 
Foi assim no lançamento do meu primeiro livro, na formatura do meu genro, em casamentos, na minha sessão de autógrafos na Bienal. E várias outras ocasiões.
Em todos esses eventos, ele ficou arrepiado, sem cachos, sem volume e até empastado. Enfim, exatamente o contrário do que eu precisava que ele ficasse. Parece que ele tem vontade própria! E é do contra, ainda por cima! 
Aí, no disse seguinte, em que estou em casa, sem nenhum compromisso, ele se mostra: solto, brilhante, cacheado e bonito. É como se me dissesse: “quem manda aqui sou eu”! 
Enfim, pensando em meu cabelo e na minha impotência diante dele, faço uma analogia com certas experiências vividas, e como sou impotente e frágil diante delas!
Vivo um momento difícil em minha vida: sempre fui agitada, gosto de fazer mil coisas ao mesmo tempo!  Adorava fazer trilhas, caminhadas longas. Mas o meu físico está frágil, e eu tenho que me poupar no momento, pra tentar me recuperar.
E assim como sou “impotente” diante da “vontade” do meu cabelo; sinto-me impotente em situações em que não posso exercer minha vontade!
Nós, seres humanos, muitas vezes nos achamos poderosos. Cheios de vontades, e até de certa prepotência. Então, Deus coloca um cabelo rebelde em nossas cabeças, com “vontade própria”, e nos faz enxergar que não temos controle sobre nada nessa vida!
Se é assim, por que nos desgastamos, nos revoltamos, e achamos que somos “donos da situação”? Por que inúmeras vezes somos orgulhosos e arrogantes?
         Então me lembro de que "nenhuma folha cai das árvores, nenhum fio de cabelo se desprende de uma cabeça, sem que Deus o saiba".
          Portanto, que eu seja mais paciente, menos ansiosa. Que prevaleça - não a minha vontade -, mas a vontade de Deus na minha vida!
            E refletindo mais a fundo ainda, chego a agradecer a Deus, por ter me dado um cabelo "rebelde":  para me lembrar sempre das minhas limitações.
      Para acalmar meus passos e me mostrar que a minha vida, o meu presente e o meu futuro, a Ele pertencem!