O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Antigamente...3

Imagem extraída do Google 
         Há alguns dias estava assistindo a alguns vídeos no Instagram, e vi um que me fez rir muito! Ele falava sobre a minha geração, e o que fazíamos quando ainda não havia a internet.

Descobri que sou da geração X (nascidos entre 1965 e 1980): aquela que transitou entre o mundo analógico e digital. Nasci em uma época em que o tempo passava mais devagar... Não existia essa pressa e urgência, que vieram com o mundo digital.

Então me lembrei das coisas que fazíamos em nosso tempo ocioso. E ri sozinha, ao lembrar de como éramos criativos!

Em nosso tempo livre, inventávamos inúmeras coisas pra fazer. E venhamos e convenhamos - que algumas eram bem perigosas! Vou listar abaixo as que eu me lembro:

  • ·    passar cola nas mãos e deixar secar pra tirar a casquinha;
  • ·     enfiar agulhas debaixo da pele só pra vê-las ficarem presas;
  • ·     colocar fogo no Bombril, rodar, e fingir que eram fogos de artifício;
  • ·      fazer bichinhos de batata e legumes para brincar;
  • ·     fazer sopa de terra e flores;
  • ·     passar o dedo na chama da vela acesa (não me lembro se era pra demonstrar coragem...); ☺
  • ·     pingar a cera da vela quente  e esperar endurecer;
  • ·    comer gelo do congelador;
  • ·    brincar de bichinhos, fazendo sombra na parede;
  • ·     brincar de 5 Marias, com pedrinhas ou saquinhos recheados de arroz - que nós mesmos fazíamos;
  • ·   colocar prendedores de varal nos dedos das mãos, para fingir que eram unhas postiças;
  • ·    colocar moedas debaixo de folhas de papel e pintar com lápis para ver as figuras do relevo;
  • ·    pintar bigodes, dentes, e etc. nos personagens dos livros escolares,
  • ·    enrolar-se nas cortinas para brincar;
  • ·    passar trotes: ligávamos na casa de um desconhecido e falávamos: "– Por favor. Olhe pela janela e veja se tem um fusca verde parado na frente da sua casa. - Não tem? Ah… Vai ver que amadureceu!” ☺;
  • ·    apertar as campainhas e sair correndo;
  • ·    fingir que estava fumando, com bitucas de cigarro dos adultos, ou com os cigarrinhos de chocolate da Pan.

Todas essas coisas, eu mesma fiz. E creio que muitas outras crianças, também. Me lembrei de algumas delas, ao assistir o vídeo.

E comentando com uma amiga, ela lembrou que tomava caldo de cana com gelo naqueles vidrinhos de papinhas da Nestlé, e fingia que era whisky, para imitar as atrizes de novelas. Meus vizinhos iam além quando se tratava de aprontar: pegavam marimbondos - acho que tiravam o ferrão, os amarravam em linhas e soltavam no meu quintal, para aterrorizar a mim e minhas irmãs! ☺

Quando me lembro de tudo isso, penso no quanto tínhamos criatividade! Ou, como diziam antigamente: tínhamos era o “bicho carpinteiro”!

Somos a geração que fez a ponte entre o analógico e digital. Vivemos a infância brincando na rua. Naquele tempo não havia muitos carros e nem os perigos de hoje em dia.

Crescemos usando telefones fixos de disco, orelhão, assistindo a fitas VHS que alugávamos nas locadoras; ouvindo fitas cassetes e revelando os filmes das máquinas fotográficas. De vez em quando as coisas não saiam como o esperado: as fitas cassete enroscavam (às desenrolávamos usando uma  caneta ou lápis); e o filme queimava, ou as fotos na ficavam boas...E era aquela decepção!

Usávamos fichas para o orelhão. De vez em quando, o orelhão dava defeito e engolia as fichas. E as filas? Quem não pegou uma, esperando outra pessoa terminar a conversa, para poder falar?

Usávamos também, a lista telefônica para procurar os telefones ou endereços. Procurávamos os significados das palavras no dicionário “Aurélio”. Tenho um até hoje, aqui em casa!

Mandávamos cartas escritas à mão, pelos Correios. E que alegria sentíamos ao receber alguma! Não existia e-mail ou Whatsapp.

Brincávamos de casinha, pular corda, esconde-esconde, pega-pega, queimada, bets, peteca, bilboquê. De “quando eu era mocinha...”, "cama de gato", telefone com fio feito de barbante e latinhas. Os meninos também brincavam com pneus, de futebol, futebol de botão, bolinhas de gude, carrinho de rolimã, de pião, pipa. 

Saíamos pra brincar, e voltávamos nos horários estabelecidos pelas mães e pais. Ou quando escurecia. Não havia celular para monitorar. Quando alguns não voltavam no horário combinado, sempre tinha alguma mãe gritando o nome do filho a plenos pulmões. E era aquela bronca, quando o “sumido” chegava.

Somos a geração que sobreviveu: ao Neocid na cabeça pra matar piolhos (antigamente, quase todo mundo tinha piolho); às balas Soft (que de vez em quando, paravam na garganta); ao inseticida Detefon. Aos pirulitos de guarda-chuvinhas, que eram pura gordura que grudava na língua e no céu da boca. Aos suquinhos coloridos que eram vendidos na feiras-livres, em formatos de bichinhos. Ou, aos copos de Ki-suco, que eram pura tinta! Ah... Já ia me esquecendo dos AAS infantis, que chupávamos como bala! E dos Biotônicos Fontoura (uma vitamina, que continha álcool), e que alguns tomavam no gargalo! ☺

No banheiro, para dar a descarga, tínhamos que puxar uma cordinha. Lembro que em muitos banheiros, não tinha papel higiênico, mas folhas de jornal ou papel de pão, penduradas na parede. Pra apagar a luz, usávamos a “pera”, que era um interruptor que ficava pendurado num fio.

E as comidas? Comíamos de tudo, naquele tempo!  Moela e fígado de galinha. Rim, bucho de boi. Lembro-me que ficava um cheiro horrível na casa... Língua e miolo de boi. Tinha até o "bucheiro" que passava na rua, vendendo essas "iguarias"... Eu e a minha irmã Lur amávamos limpar miolo de boi. E minha mãe temperava, empanava e fritava. Comíamos com um gosto! Hoje não posso nem pensar em comer essas coisas...

Lembro-me que o padeiro passava na minha rua com a parte traseira do seu carro aberta, com pães doce, mantecal com goiabada, e outras guloseimas. Era tudo tão gostoso! 

Naquele tempo nada tinha vencimento... Não tínhamos as facilidades que temos hoje.

Para fazer pesquisas da escola, usávamos as enciclopédias de livros. O meu sonho era ter uma enciclopédia Barsa! Para ver os mapas, usávamos o Atlas. Os cadernos eram encapados com aquele papel xadrez, vermelho ou azul. 

As roupas e sapatos eram comprados duas vezes ao ano. E os irmãos mais novos, herdavam as roupas e sapatos dos irmãos mais velhos. Não havia o consumismo que vivemos hoje em dia. 

Testemunhamos as mudanças com a chegada da era digital: do telefone analógico para o digital e o celular; do disquete para o CD e o pen-drive; da máquina de escrever para o teclado do computador e notebook; da fita VHS para o DVD, e do DVD para o streaming. 

E hoje em dia, sinto até uma certa tristeza ao pensar que meu filho mais novo e os meus netos, nunca conheceram nada disso. Já nasceram na era digital!  Aprenderam a viver desde muito cedo, com uma infinidade de informações e imediatismo.  Sempre com acesso às telas. Ao mesmo tempo, creio que perderam em criatividade e imaginação, que era o que mais tínhamos naquele tempo...

Por outro lado, nós da geração X fomos forjados pelo tempo: sem pressa...

Tivemos o privilégio de conhecer o mundo antes das telas. Atravessamos as mudanças aprendendo na marra – muitas vezes, sem manuais...

"Carregamos algumas saudades que não cabem em fotografias. Carregamos dentro de nós, dois mundos. Um mundo que ensinou a esperar e outro que ensinou a acelerar. Somos uma geração de travessias. Vimos o passado desaparecer aos poucos e tivemos coragem de caminhar para o futuro. Nós somos a Geração X: filhos de um tempo que passou, mas que nunca passará completamente dentro da gente!"  

Link dos textos relacionados: https://share.google/MqDcflkcEjBEbYkLz

 

16 comentários:

  1. Que saudades ❤️A gente ficava horas brincando. São lembranças que ficaram para sempre!

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  2. Oi Adelisa, que delícia ler seu texto. Ahhhh, eu nasceria quantas vezes fosse preciso na geração X. Acho que foi a geração mais feliz, que curtimos muito, não tinha perigoso, violência, maldade. Que saudade!

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    1. Ah...que bom que gostou! Saudades desse tempo bom...💞💞 À propósito: quem é vc?🤗

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  3. É como dizia o poeta (Cazuza): "o tempo não para" e o humorista Lilico do programa - A Praça é Nossa: "tempo bom não volta mais..."

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  4. Norma Almeida - Via Depois dos 5021 de agosto de 2026 às 18:46

    Eu cortava rabinho de lagartixa, só pra ver pulando.
    Brincava de pique esconde à noite, na rua.
    Brincava de passar anel e de Pêra, Uva, Maçã, Salada mista.🤭

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    1. Norma Almeida nossa! Boa lembrança! Brinquei de tudo isso, também!🤣

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  5. Mercedes Peres - Via Depois dos 5021 de agosto de 2026 às 19:55

    Infelizmente tudo mudou amiga Adeliza aquela época éramos felizes,as pessoas não tinham tanta ansiedade como temos agora eu no caso,eu fiz tudo isso,que vc disse 🤣

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    1. Mercedes Peres verdade, amiga! Nossa! Nós fomos arteiras, hein?🤣😂

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  6. Cintia Rothbarth - Via Depois dos 5021 de agosto de 2026 às 20:01

    eu nasci em 1961, em uma década onde podia se brincar na rua , ficar até altas horas conversando no portão de casa onde vizinhos praticamente faziam parte da família, onde agente saia e se divertia.. a internet nossa agente não sabia de nada ou melhor o nosso Google era a banca de jornal , de revistas , onde perdiamos horas lendo artigos interessantes .. hoje infelizmente ou felizmente tudo mudou

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  7. Eu lembro de brincar de polícia e ladrão, jogava queimada, balança Caixão, bolinha de gude.....tempos bons

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  8. Marcia Bruzon tinha esquecido do balança caixão e polícia e ladrão!🤭 Bons tempos...💞💞

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  9. Regina Cagnan - Via Depois dos 5024 de agosto de 2026 às 09:06

    Eu gostava de fazer casinha de baixo da saia do pé de café, nos limpava e cabia um monte de criança o mais emocionante era quando de repente avistava uma cobra verde enrolada no tronco só via criançada correndo sem parar e gritando dizendo que a cobra estava correndo atraz de nós,só parava quando chegava em casa sem fôlego. Kkkk

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    1. Regina Cagnan na roça tinha ainda mais aventuras!🤗🤣 Ôh, tempinho bom...💞

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