O que realmente importa...

Minha foto
São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

Seguidores

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Antigamente - Parte 2


Imagem extraída do Google
    Mais uma vez - por sugestão de minha irmã Ricardina - resolvi escrever sobre as coisas de antigamente...
Antigamente tudo era diferente!
Sem querer ser saudosista, ou romantizar o passado -  mas venhamos e convenhamos, apenas por constatação: certas coisas eram muito melhores, à meu ver!
Muitas vezes eram até mais difíceis do que são hoje, mas com certeza éramos mais felizes e descomplicados emocionalmente!
Hoje em dia, com o avanço da tecnologia tudo passou a ser “inteligente”: as TVs, os Smartphones, os brinquedos. E com isso, perdemos em criatividade e imaginação!
Vejo no meu dia a dia, ao acessar as redes sociais, que algumas pessoas “desaprenderam” a escrita. E muitas delas vivem alheias ao mundo real, preocupadas e concentradas apenas, no mundo virtual...
Lembro-me que antigamente os trabalhos escolares eram feitos em papel almaço. No capricho, com capa e tudo!
Ninguém copiava nada do Google, porque não existia internet. E se existia (não sei bem ao certo), não tínhamos acesso!
 Tínhamos que pesquisar nas enciclopédias.
- Era o máximo, ter uma Barsa em casa! Eu nunca tive!
Fazíamos os mapas do Brasil em folhas de papel de seda, e pintávamos as regiões. Conhecíamos o nosso Brasil através daqueles mapas!
As provas eram feitas no mimeógrafo – e eu amava aquele cheiro de álcool que elas exalavam... ☺
Na semana da pátria passávamos duas linhas: uma verde e outra amarela, no caderno. E cantávamos o hino nacional!
Hoje em dia, em algumas escolas, ainda cantam. Mas aquele sentimento de patriotismo que tínhamos, talvez tenha ficado no passado.
 As tabuadas eram decoradas, de cor e salteado!  Era uma tortura até aprendermos tudo! 
No recreio, eu pegava a fila da merenda umas três vezes...☺ 
Amava aquele sopão de fubá, com uma gema inteira boiando em meio aos legumes!
Hoje, não posso nem pensar em comer isso!
Será que ainda tem esse sopão de fubá nas escolas??
As vacinas eram dadas com uma espécie de “revolver”. As injeções vinham numa caixinha de metal! Pra ferver numa panela com água e esterilizar.
Que medo, eu tinha daquela caixinha!
Comíamos chocolate com leite em pó, como se fosse brigadeiro! Sopinha de café com leite, no café da manhã ou da tarde...
Lembro-me que minha mãe, fazia um doce que se chamava “fatias douradas”. Era feito com pães amanhecidos!  Uma delícia!  Quase tudo era reaproveitado!
Hoje em dia, nem eu faço esse doce, simplesmente por não lembrar que ele existe!
Nossos aniversários, na maioria das vezes, eram simples: com um bolo Pullman e até “velinhas” de palito fósforo, pra improvisar!
Chamávamos a criançada da rua, e era aquela festa!
Comprávamos roupas, geralmente duas vezes por ano, apenas.
Não existia o consumismo que existe hoje. E tampouco dinheiro, pra gastar à toa!
Não me lembro se existia cartão de crédito, cheque especial... Mas creio que todos viviam com mais simplicidade, e menos dívidas!
E nem precisávamos de tantos brinquedos, como hoje em dia!
Porque usávamos a imaginação nas mais variadas brincadeiras: brincávamos de “bets”, “mamãe da rua”, “passa- passa cavaleiro”, “quando eu era mocinha”, pega-pega, esconde- esconde.
E nas gincanas da escola? Sempre tinha a corrida de saco! Muitas vezes - equilibrando uma colher na boca com um ovo!
Pulávamos corda,  amarelinha. Jogávamos queimada!
Naquele tempo o “saber popular” era muito respeitado! 😊
Cobríamos todos os espelhos em dia de chuva, acreditando que poderiam atrair raios.
Não tomávamos leite com manga – porque poderia dar congestão! 😊
E o medo de engolir chiclete e grudar nas tripas?
Acreditávamos na “loira do banheiro” ...  
- Eu não entrava sozinha no banheiro, de jeito nenhum!
Ouvíamos falar  de “bucho virado”. Em mulher que enlouqueceu por lavar a cabeça, nos dias da menstruação! 😃
Éramos ingênuos, inocentes...
Hoje em dia somos mais espertos, amantes da tecnologia e de suas benesses. Consideramo-nos inteligentes e modernos!
Porém, ainda assim sinto saudades: daquele tempinho bom, que ficou lá no passado...
E que às vezes, volta tão nítido, em minha memória, em minhas lembranças e em meu coração... ❤

3 comentários:

  1. Também tenho saudades desse tempo tão distante ,mas tão fresco na nossa memória!

    ResponderExcluir
  2. Infância boa inocente e feliz ����

    ResponderExcluir
  3. Que delícia de texto, bateu uma nostalgia boa aqui. Doce lembrança da infância simples, descomplicada é verdadeiramente feliz. Obrigada por proporcionar essa boa recordação através do seu texto. ������

    ResponderExcluir

Olá! Seu comentário me deixa muito feliz! Responderei assim que possível em seu blog ou e-mail.