De lá pra cá, foram mais de dois anos...
E fiquei surpresa ao me dar conta que tenho outro livro pronto! Mas, isso é um
projeto para o futuro.
No momento, tenho que desacelerar meu ritmo,
para me recuperar de um problema de saúde.
Sempre me surpreendo ao reler meus textos!
É tão engraçado: sinto como se outra pessoa
tivesse escrito tudo aquilo! E ao mesmo tempo, sinto como se minha vida
passasse como um filme, bem à minha frente!
Fatos de que nem me lembrava mais, vêm à tona,
e recordo em detalhes, tudo o que aconteceu...
Relendo meus textos, lembrei-me de uma época
em que tive que tomar uma decisão muito difícil. Em que tive que fazer uma
escolha, que talvez mudasse minha vida e meu futuro para sempre!
É claro, que em toda a minha vida, sempre tive
que fazer escolhas e tomar decisões! E em todas as vezes, senti aquele
"embrulho" no estômago, aquele nó na garganta! Minha mente sempre
ficava, e fica à mil...
Hoje, como cristã que sou, sei que devo
descansar no Senhor e esperar que a Sua vontade seja feita em minha vida. Só
que muitas vezes, a decisão tem que ser tomada antes de se chegar a este
estágio.
Escolher ir para a esquerda ou direita.
Escolher entre ficar esperando, ou tomar a dianteira da situação! Escolhas e
mais escolhas!
Pois bem, na época, ainda não tinha Jesus como
Senhor de minha vida, e não sabia como entregar meu futuro e minhas escolhas a
Deus.
Lembro-me que tinha voltado a estudar. Estava
recém-separada.
Comecei a fazer um curso técnico, arranjei um
estágio em uma faculdade aqui em minha cidade, e junto com o estágio, veio uma
bolsa integral de um curso de graduação – administração.
Abracei as oportunidades com todas as minhas
forças!
Fazia a faculdade de manhã, ia pra casa à
tarde: para ver minha filha (que na época era adolescente). Fazia comida
pra nós duas, tomava um banho, e corria para o meu curso técnico à noite!
Era uma loucura! Eu não queria perder nenhuma
chance, pois tinha trinta e quatro para trinta e cinco anos na época, e
sabia que seria dificílimo retornar ao mercado de trabalho com aquela idade.
Já fazia o curso técnico quando ganhei a bolsa
da faculdade. Na verdade estava no último semestre, e não quis desistir e
perder tudo que havia estudado por mais de um ano.
Lembro que além de tudo isso, ainda fazia pães
de mel pra vender no curso técnico! A grana estava curta: tinha que viver com a
pensão que recebia e com o bolsa do estágio...
Então, era aquela maratona todos os dias!
E, enquanto tudo isso acontecia, comecei
a prestar vários concursos: prefeitura, bancos, SAAE, INSS, CDHU, e nem me
lembro mais, quais!
Terminei o curso técnico ao final do semestre
e continuei a faculdade. Após mais ou menos oito meses de estágio, fui efetivada
na faculdade. O salário era bem baixo, mas a oportunidade valia a pena, pela
bolsa de estudos integral.
Dois meses depois, a prefeitura de minha
cidade me chamou para trabalhar! E aí, veio toda a indecisão!
Minha filha estava em plena adolescência. E
vivia uma fase de rebeldia, devido à própria adolescência, e também por tudo o
que havia sofrido com a minha separação.
E estava ficando muito sozinha também: eu
tinha que estudar na faculdade de manhã, e trabalhar em período
integral na faculdade. Restava pouco tempo para ficarmos juntas!
E então veio a cruel dúvida: iria trabalhar na
prefeitura, ganhando um salário pequeno, sem chances de crescimento
profissional? Ou, permaneceria na faculdade, onde o salário também não era bom,
mas eu tinha bolsa de estudos integral?
Muitos colegas da época me aconselhavam e
diziam: Que eu deveria ficar na faculdade.
Que na prefeitura, com
certeza, eu me acomodaria naquele emprego, e ficaria estagnada. E que
minha filha, logo completaria dezoito anos, ficaria maior de idade,
e iria cuidar da vida dela... Certamente, logo eu ficaria sozinha.
Que eu deveria pensar, era no meu futuro!
Tantas pessoas me falaram isso na época!
O único que não tentou me influenciar, foi o
meu marido, que na época, era meu namorado. Lembro-me que ele me disse, que não
queria opinar. Que eu fizesse o que o meu coração mandasse, e que me trouxesse
paz...
Pois bem! Tomei a decisão! Foi uma decisão
difícil!
Decidi largar o emprego da faculdade, com a
minha bolsa integral em administração, e aceitar o emprego na prefeitura,
para que eu pudesse me dedicar mais à minha filha. Com a decisão tomada, e
o começo no novo emprego, entrei numa fase meio depressiva de minha vida!
Tive a minha primeira crise de labirintite, na
época. Creio que devido ao estresse gerado por mais uma mudança! Somando-se à
desistência da faculdade: que na época, parecia ser a minha única chance de
fazer um curso superior, e melhorar de vida!
Foi exatamente nessa época difícil, que
encontrei o Senhor Jesus! Como dizem: alguns vão pelo Amor, e outros, pela dor!
Eu fui pela dor...
Junto comigo, meu marido (que na época era meu
namorado) e minha filha, acabaram se convertendo também.
Nos batizamos todos juntos! Lembro-me de
que foi num dia extremamente frio, e tivemos que entrar numa piscina
gelada. O engraçado é que não senti frio algum. Ao aceitar
Jesus como meu Salvador, senti-me aquecida e o vazio que atormentava minha
alma, foi preenchido naquele dia frio...
O tempo foi se passando, as coisas
foram melhorando e mudando.
Minha filha foi amadurecendo. A
fase da revolta foi passando. Posso dizer, que eu amadureci muito também, com
tudo o que passei!
Fomos nos tornando cada dia mais amigas e
unidas!
É claro que existiam as brigas. Isso é natural
entre mãe e filha. Principalmente, se as duas moram sozinhas e dividem tudo
como se fossem irmãs. Mas éramos, e somos, unidas!
Pois bem: fui chamada para o emprego em um
banco, de um concurso que havia prestado quase três anos e meio antes - já
havia até me esquecido do mesmo!
Com isso, nossa vida melhorou muito no plano
material!
Depois de um tempo, casei-me. Minha
filha conheceu meu genro na igreja; namoraram, e depois de alguns anos se
casaram também.
Em 2007 comecei a faculdade de pedagogia.
Nesse interim, meu filho mais novo chegou!
Essa é uma outra história: uma história de Amor, com que Deus me presenteou, e
que já escrevi sobre o assunto, em outros posts.
Colei grau em 2011, com o meu filho no seu
carrinho de bebê como testemunha!
Hoje tenho também, dois netinhos lindos e amados!
Todas essas crianças, esses três pequeninos amados, enchem minha casa e minha vida de alegria! E renovam
minha forças!
Olho pra trás e vejo que valeu a pena ter
tomado aquela decisão tão difícil pra mim, na época!
Ter escolhido minha filha, em detrimento de
minha profissão ou estudo naquela época, foi a melhor decisão que poderia
ter tomado!
Tenho orgulho, ao ver a mulher que ela se
tornou! Uma pessoa de bom caráter, bons princípios, íntegra, honesta e
temente a Deus!
É claro que o mérito é dela! Mas os
filhos, precisam da atenção da mãe! Precisam de alguém que lhes mostre a
direção, quando estão perdidos!
Quem sabe como seria sua vida, se eu tivesse
pensado só em mim... Se a tivesse deixado totalmente em segundo plano!
Agradeço a Deus, por cada renuncia que fiz!
Deus me restituiu tudo que eu havia perdido na
época! E me deu muito mais do que pedi ou pensei!
E hoje, ao relembrar de tudo isso, vejo que
valeu a pena.
Porque o que realmente importa nessa vida, é
poder ver nossos filhos - bem e felizes!
E essa satisfação, nenhum emprego, curso ou
dinheiro do mundo, podem nos dar!
"Os filhos são como águias, ensinarás a
voar, mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus
sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida.
Mas, em cada voo, em cada sonho, e em cada
vida, permanecerá para sempre, a marca dos ensinamentos recebidos.".
Madre Teresa de Calcutá
Amei sua história querida!!!
ResponderExcluirO próprio Deus nos direciona nas tomadas de decisões, o tempo todo Ele na sua onisciência sabe do fim antes do começo....Deus continue te iluminando querida.
"Os filhos são como águias, ensinarás a voar, mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida.
Mas, em cada voo, em cada sonho, e em cada vida, permanecerá para sempre, a marca dos ensinamentos recebidos.".
Madre Teresa de Calcutá
Acredito que foi a melhor decisão que VC tomou mãe, sua presença foi presente de Deus na minha vida, te amo!
ResponderExcluirParabéns , super mãe!
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