O que realmente importa...

Minha foto
São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

Seguidores

terça-feira, 21 de março de 2017

Eu escolhi o Amor... ❤️


        Outro dia fiz uma retrospectiva de tudo o que escrevi, desde que enviei o material à editora, para o meu segundo livro.
De lá pra cá, foram mais de dois anos... E fiquei surpresa ao me dar conta que tenho outro livro pronto! Mas, isso é um projeto para o futuro.
No momento, tenho que desacelerar meu ritmo, para me recuperar de um problema de saúde.
Sempre me surpreendo ao reler meus textos!
É tão engraçado: sinto como se outra pessoa tivesse escrito tudo aquilo! E ao mesmo tempo, sinto como se minha vida passasse como um filme, bem à minha frente!
Fatos de que nem me lembrava mais, vêm à tona, e recordo em detalhes, tudo o que aconteceu...
Relendo meus textos, lembrei-me de uma época em que tive que tomar uma decisão muito difícil. Em que tive que fazer uma escolha, que talvez mudasse minha vida e meu futuro para sempre!
É claro, que em toda a minha vida, sempre tive que fazer escolhas e tomar decisões! E em todas as vezes, senti aquele "embrulho" no estômago, aquele nó na garganta! Minha mente sempre ficava, e fica à mil...
Hoje, como cristã que sou, sei que devo descansar no Senhor e esperar que a Sua vontade seja feita em minha vida. Só que muitas vezes, a decisão tem que ser tomada antes de se chegar a este estágio.
Escolher ir para a esquerda ou direita. Escolher entre ficar esperando, ou tomar a dianteira da situação! Escolhas e mais escolhas!
Pois bem, na época, ainda não tinha Jesus como Senhor de minha vida, e não sabia como entregar meu futuro e minhas escolhas a Deus.
Lembro-me que tinha voltado a estudar. Estava recém-separada.
Comecei a fazer um curso técnico, arranjei um estágio em uma faculdade aqui em minha cidade, e junto com o estágio, veio uma bolsa integral de um curso de graduação – administração.
Abracei as oportunidades com todas as minhas forças!
Fazia a faculdade de manhã, ia pra casa à tarde: para ver minha filha (que na época era adolescente). Fazia comida pra nós duas, tomava um banho, e corria para o meu curso técnico à noite!
Era uma loucura! Eu não queria perder nenhuma chance, pois tinha trinta e quatro para trinta e cinco anos na época, e sabia que seria dificílimo retornar ao mercado de trabalho com aquela idade.
Já fazia o curso técnico quando ganhei a bolsa da faculdade. Na verdade estava no último semestre, e não quis desistir e perder tudo que havia estudado por mais de um ano.
Lembro que além de tudo isso, ainda fazia pães de mel pra vender no curso técnico! A grana estava curta: tinha que viver com a pensão que recebia e com o bolsa do estágio...
Então, era aquela maratona todos os dias!
E, enquanto tudo isso acontecia, comecei a prestar vários concursos: prefeitura, bancos, SAAE, INSS, CDHU, e nem me lembro mais, quais!
Terminei o curso técnico ao final do semestre e continuei a faculdade. Após mais ou menos oito meses de estágio, fui efetivada na faculdade. O salário era bem baixo, mas a oportunidade valia a pena, pela bolsa de estudos integral.
Dois meses depois, a prefeitura de minha cidade me chamou para trabalhar! E aí, veio toda a indecisão!
Minha filha estava em plena adolescência. E vivia uma fase de rebeldia, devido à própria adolescência, e também por tudo o que havia sofrido com a minha separação.
E estava ficando muito sozinha também: eu tinha que estudar na faculdade de manhã, e trabalhar em período integral na faculdade. Restava pouco tempo para ficarmos juntas!
E então veio a cruel dúvida: iria trabalhar na prefeitura, ganhando um salário pequeno, sem chances de crescimento profissional? Ou, permaneceria na faculdade, onde o salário também não era bom, mas eu tinha bolsa de estudos integral?
Muitos colegas da época me aconselhavam e diziam: Que eu deveria ficar na faculdade.
Que na prefeitura, com certeza, eu me acomodaria naquele emprego, e ficaria estagnada. E que minha filha, logo completaria dezoito anos, ficaria maior de idade, e iria cuidar da vida dela... Certamente, logo eu ficaria sozinha.
Que eu deveria pensar, era no meu futuro!
Tantas pessoas me falaram isso na época!
O único que não tentou me influenciar, foi o meu marido, que na época, era meu namorado. Lembro-me que ele me disse, que não queria opinar. Que eu fizesse o que o meu coração mandasse, e que me trouxesse paz...
Pois bem! Tomei a decisão! Foi uma decisão difícil!
Decidi largar o emprego da faculdade, com a minha bolsa integral em administração, e aceitar o emprego na prefeitura, para que eu pudesse me dedicar mais à minha filha. Com a decisão tomada, e o começo no novo emprego, entrei numa fase meio depressiva de minha vida!
Tive a minha primeira crise de labirintite, na época. Creio que devido ao estresse gerado por mais uma mudança! Somando-se à desistência da faculdade: que na época, parecia ser a minha única chance de fazer um curso superior, e melhorar de vida!
Foi exatamente nessa época difícil, que encontrei o Senhor Jesus! Como dizem: alguns vão pelo Amor, e outros, pela dor! Eu fui pela dor...
Junto comigo, meu marido (que na época era meu namorado) e minha filha, acabaram se convertendo também.
Nos batizamos todos juntos! Lembro-me de que foi num dia extremamente frio, e tivemos que entrar numa piscina gelada.  O engraçado é que não senti frio algum.  Ao aceitar Jesus como meu Salvador, senti-me aquecida e o vazio que atormentava minha alma, foi preenchido naquele dia frio...
 O tempo foi se passando, as coisas foram melhorando e mudando. 
Minha filha foi amadurecendo.  A fase da revolta foi passando. Posso dizer, que eu amadureci muito também, com tudo o que passei!
Fomos nos tornando cada dia mais amigas e unidas!
É claro que existiam as brigas. Isso é natural entre mãe e filha. Principalmente, se as duas moram sozinhas e dividem tudo como se fossem irmãs. Mas éramos, e somos, unidas!
Pois bem: fui chamada para o emprego em um banco, de um concurso que havia prestado quase três anos e meio antes - já havia até me esquecido do mesmo!
Com isso, nossa vida melhorou muito no plano material!
Depois de um tempo, casei-me.  Minha filha conheceu meu genro na igreja; namoraram, e depois de alguns anos se casaram também.
Em 2007 comecei a faculdade de pedagogia.
Nesse interim, meu filho mais novo chegou! Essa é uma outra história: uma história de Amor, com que Deus me presenteou, e que já escrevi sobre o assunto, em outros posts.
Colei grau em 2011, com o meu filho no seu carrinho de bebê como testemunha!
Hoje tenho também, dois netinhos lindos e amados! Todas essas crianças, esses  três pequeninos amados, enchem minha casa e minha vida de alegria! E renovam minha forças!
Olho pra trás e vejo que valeu a pena ter tomado aquela decisão tão difícil pra mim, na época!
Ter escolhido minha filha, em detrimento de minha profissão ou estudo naquela época, foi a melhor decisão que poderia ter tomado!
Tenho orgulho, ao ver a mulher que ela se tornou! Uma pessoa de bom caráter, bons princípios, íntegra, honesta e temente a Deus!
É claro que o mérito é dela! Mas os filhos, precisam da atenção da mãe! Precisam de alguém que lhes mostre a direção, quando estão perdidos!
Quem sabe como seria sua vida, se eu tivesse pensado só em mim... Se a tivesse deixado totalmente em segundo plano!
Agradeço a Deus, por cada renuncia que fiz!
Deus me restituiu tudo que eu havia perdido na época! E me deu muito mais do que pedi ou pensei!
E hoje, ao relembrar de tudo isso, vejo que valeu a pena.
Porque o que realmente importa nessa vida, é poder ver nossos filhos -  bem e felizes!
E essa satisfação, nenhum emprego, curso ou dinheiro do mundo, podem nos dar!

"Os filhos são como águias, ensinarás a voar, mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida. 
Mas, em cada voo, em cada sonho, e em cada vida, permanecerá para sempre, a marca dos ensinamentos recebidos.".
                                                                Madre Teresa de Calcutá

3 comentários:

  1. Amei sua história querida!!!
    O próprio Deus nos direciona nas tomadas de decisões, o tempo todo Ele na sua onisciência sabe do fim antes do começo....Deus continue te iluminando querida.
    "Os filhos são como águias, ensinarás a voar, mas não voarão o teu voo. Ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos. Ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida.
    Mas, em cada voo, em cada sonho, e em cada vida, permanecerá para sempre, a marca dos ensinamentos recebidos.".
    Madre Teresa de Calcutá

    ResponderExcluir
  2. Acredito que foi a melhor decisão que VC tomou mãe, sua presença foi presente de Deus na minha vida, te amo!

    ResponderExcluir
  3. Parabéns , super mãe!

    ResponderExcluir

Olá! Seu comentário me deixa muito feliz! Responderei assim que possível em seu blog ou e-mail.