Não
existem mais velhinho(a)s como antigamente...
Não igual
a aquele(a)s que eu conheci na minha infância: que se resignavam em suas cadeiras
de balanço, fazendo tricô ou crochê. Ou fumando seu cigarro de palha, sem
esperar muito mais da vida...
Nestes
últimos dias tenho encontrado um pessoal da terceira idade no clube que
frequento, para entregar alguns livros que vendi por encomenda.
Nossa!
Como esse pessoal é animado!
Fiquei
espantada com a energia e vitalidade que eles têm!
A maioria
sai da aula de ginástica ou de pilates, e já emenda outra de aeróbica,
musculação ou hidroginástica. E por aí vai.
E haja
folego e disposição!
No início
da semana fui cumprimentar minha vizinha que completou 80 anos. Não pude deixar
de elogiá-la, pois ela está muito conservada para sua idade!
E também
está bem ativa: faz caminhadas, está sempre bem arrumada e animada!
Então
comecei a refletir sobre esse processo tão natural da vida, que é o
envelhecer...
Lembro-me
de que quando eu era criança, as pessoas de mais idade não tinham tantas
atividades e tanta disposição.
Quando os
cinquenta anos iam chegando, já eram considerados senhores e senhoras, e todos muito
comportados!
Hoje estou
com 48 anos. Dentro de menos de dois anos completarei cinquenta. Ou seja,
estou com quase meio século.
Mas glória
a Deus: sinto-me muito bem! E de maneira nenhuma, sinto-me com a idade que
tenho.
Comentando
com uma amiga minha, ela me disse que sente a mesma coisa. E que às vezes até
se acha até meio infantil, pois sempre se sentiu mais nova!
Sempre
tive essa mesma impressão no que me diz respeito! J
Mas penso
que a velhice, na verdade, nada tem a ver com a idade cronológica da pessoa.
Existem
pessoas novas, mas que pensam e sentem como se fossem velhas.
E há
idosos, que com sua força, ânimo e vitalidade, deixam muitos jovens "no
chinelo"!
Há os que
encaram a velhice como um fardo. Só lembrando as impossibilidades que a idade
traz.
Mas há
também, aqueles que a encaram com otimismo. Encaram e vivem plenamente a
"melhor idade" - desfrutando de todos os
privilégios que ela traz consigo.
Acima de
qualquer coisa é preciso gostar de viver, e desfrutar da vida em toda a sua
plenitude!
Se
pararmos pra pensar: envelhecer é uma benção e um privilégio.
Parodiando
Adoniram Barbosa: saber envelhecer com dignidade é uma arte, mas é preciso ser
sábio!
Hoje em
dia não existem mais velhinhos como antigamente...
E graças a
Deus que não existem mais!
Hoje o que
vejo são “jovens” senhores e senhoras de 70, 80, 90 anos, que estão aí:
aprendendo informática, muitos trabalhando ainda. Fazendo ginástica,
dançando, nadando, viajando...
Minha mãe, aos 69 anos terminou de escrever seu livro!
Minha mãe, aos 69 anos terminou de escrever seu livro!
Velho é
quem desistiu de sonhar, de planejar, de realizar. Enfim, de viver!
Fica aqui
a minha homenagem a todos da terceira idade, ou melhor: da melhor idade!
Que
Deus continue os abençoando em sua força e vitalidade!
“A idade não é o crepúsculo dos anos, mas sim, a aurora da sabedoria!”









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