O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

É Natal!!

           
            Imagem extraída do Google

             Hoje é véspera de Natal.
Invariavelmente, por esses dias, estou sempre cansada...
É tanta correria atrás de lembrancinhas, presentes, e etc. E não tem como fugir! Todo ano é a mesma coisa!
Ontem encontrei com uma conhecida no banheiro do prédio em que trabalho. Ao me ver, ela me disse: - Nossa, mas que “bronze”!  Pensou que eu havia ido para a praia.  Expliquei a ela, rindo, que aquele “bronze” era de tanto andar no sol, atrás de presentes! J 
Disse-lhe que estava me sentindo cansada; e ela se queixou da mesma coisa, dizendo que não vê a hora de passar esses dias de festa!
Não chego a esse extremo: gosto de comemorar o Natal! Com presentes e festas!  Com a cantata de Natal da minha igreja!
Com a ceia de Natal na casa da Lur, minha irmã. Já é tradição!
Afinal, comemoramos o nascimento de Jesus! E esse é um grandíssimo motivo para se comemorar!
Mas que essa correria toda, cansa... Ah, lá isso, cansa!
No entanto, nessa época vivenciamos também emoções genuínas de afeto! E isso é muito bom!
Nessa última semana experimentei emoções tão gostosas de sentir...
...
No domingo fui à festa de um casal amigo meu. Ela é minha amiga de infância: desde que me entendo por gente... J
Não foi uma festa de Natal, mas sim, de Bodas, que caiu bem nessa época festiva. Eles completaram 25 anos de casados. Que festa linda! Foi uma comemoração intima: só os mais chegamos foram convidados.
Revi pessoas queridas que há tempos não via. Foi servido um almoço delicioso. O clima era de aconchego.
O ápice da festa foi a retrospectiva do casal: que coisa linda! Tantos anos sendo relembrados. O que se viu e o que se pôde sentir foi o clima de amor, de união e cumplicidade que os une! Ao casal e aos seus dois filhos!
Saímos de lá com a alma leve... Com uma sensação gostosa... De que a vida vale realmente a pena.  E desejando também, um dia chegar lá, com a graça de Deus!
...
Na segunda-feira, fui à creche onde meu filho “estudou” durante três anos! Despedir-me das monitoras, diretora, professoras e serventes.
Ele está virando um homenzinho, e já vai para o pré!J  Fui agradecer a todas, por todos esses anos de cuidado, carinho, paciência e dedicação!
Enquanto eu trabalhava fora, meu filho foi cuidado por cada uma delas. E quanto Amor eu pude sentir nesses três anos em que ele esteve lá! Eu pude sair pra trabalhar tranquila, sabendo que ali ele teria o melhor e que estaria feliz!
Sai de lá emocionada, com os olhos marejados de lágrimas... sentindo uma saudade antecipada...
...
Anteontem, uma amiga do ônibus, me surpreendeu presenteando-me com dois livros de “O vento levou...”. Eu havia comentado com ela alguns dias antes, que já tinha assistido a esse filme inúmeras vezes.  Fiquei muito tocada com seu gesto! E, ainda mais belas que o presente, foram as palavras das dedicatórias que ela fez pra mim...
Desejando-me muitas bênçãos e coisas boas! Falando sobre a nossa amizade.
É engraçado: a amizade nasce das mais variadas maneiras. A nossa amizade nasceu num ônibus, naquele circular à caminho do trabalho... E a afinidade é um sentimento que se sobrepõe a qualquer diferença! Independe da idade, ou de tantas outras coisas: ela reina soberana!
Essa minha amiga é tão novinha!  Mais nova do que a minha filha! Mas é uma amiga muito especial pra mim!  Desejo que nesse Natal, Deus lhe dê em dobro, tudo de bom que ela desejou pra mim!
...
E assim a semana do Natal passou.
Pode ter sido corrida... pode ter passado voando!
Mas foi uma semana boa... recheada de bons sentimentos!
É Natal! O Amor, a esperança, os bons sentimentos renascem dentro de cada um de  nós! É a luz do nascimento de Cristo nos iluminando!
Glórias a Deus!
Jesus, o nosso Senhor e Salvador nasceu!
Que nos tornemos mais humanos, mais humildes, mais solidários, mais amorosos e mais esperançosos! Não só no Natal, mas em todos os dias do ano!
  
Um Feliz Natal, para todos nós!!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." 
(Isaías 9:6)

sábado, 6 de dezembro de 2014

Tanta história pra contar...

Outro dia conversando com meu colega, o Cid, comentei que após o lançamento do meu livro, já havia escrito mais quarenta e cinco novas crônicas.
Ele ficou surpreso e me disse: - Nossa, você tem muita história pra contar, hein, Adelisa!
É verdade, tenho muita história pra contar, mesmo! E os mais variados tipos de histórias... 
Muitas vezes vivenciei histórias tristes, de sofrimento. O sofrimento, foi o que na verdade, levou-me a começar a escrever. Parece ironia do destino, mas foi exatamente assim que começou. Quem me conhece um pouco, sabe da minha história.
Com o tempo, novas histórias e novos capítulos de minha vida foram surgindo, e vieram as histórias das minhas alegrias, das minhas realizações. E muitas vezes, das minhas inquietações e frustrações também.
Hoje estou aqui tentando escrever, e o Pedrinho, meu filho mais novo, está quase sentando junto comigo na cadeira, tentando também "mexer" no computador.  Eu estipulo horários pra ele poder brincar com joguinhos, e ele já colocou aquele relógio que marca o tempo, aqui do meu lado... 
Colocou a mãozinha na cintura, e me disse que agora não era hora! J
Tem sido assim ultimamente! Tenho muitas ideias na cabeça, e pouco tempo pra sentar e escrever...
Ontem, no ônibus em que volto do trabalho, conheci o casal que me inspirou a escrever "Um Amor e uma carriola". Eu escrevi a história, de ouvir falar, mas nunca tinha presenciado a cena.  Ontem, tive a oportunidade de conversar com a mulher do seu Ceará. E não é  que ela confirmou a veracidade da história? Disse que o carrega mesmo, mas tem vezes que não aguenta o peso...
Lá estavam os dois, indo para a casa do filho mais velho. E, pareciam felizes... Formam um belo casal! Um casal simples, simpático e feliz! Realmente, "o coração tem razões, que a própria razão desconhece"!
Sou observadora e curiosa por natureza, e talvez por isso, tenha sempre alguma história pra contar!
Escrever realmente me faz feliz! Algumas vezes, meus familiares não entendem essa minha necessidade de me "isolar" um pouco e me abstrair com minha escrita... Acham que não estou lhes dando a devida atenção...
Mas, as pessoas que Amo e que me são caras - na verdade, é o que me impulsiona todos os dias a seguir em frente! Muitas vezes em meio às lutas, matando os "leões" diários e engolindo os "sapos" que atravessam meu caminho! J
A minha vida - e creio que a vida de tantas outras pessoas - é assim: feita de altos e baixos, de dias alegres e dias tristes. De emoções boas e ruins!
E são essas emoções... Isso tudo que vivo e sinto, que fazem de mim quem sou!
Agradeço a Deus por ter aprendido a expressar tudo que sinto e vivencio através das palavras!
E citando Milton Nascimento: "Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim"...
- Uma eterna curiosa, observadora e contadora de histórias...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prisões...

Imagem extraída do Google
            Ontem comecei a refletir sobre “prisões”...
Não aquelas em que existem grades e os detentos cumprem penas por seus delitos. Mas sim, as “prisões” de alma, do coração...
Aquelas em que as pessoas vão  aprisionando-se desapercebidamente. Aos poucos... Com uma mágoa aqui, outra ali...
Um sentimento de ódio, de vingança. De inveja... Em que  medimos forças, muitas vezes, nos comparando a outras pessoas.
E um dia, sem nos darmos conta,  lá estamos nós:  “aprisionados” dentro de nós mesmos!
Muitas vezes, ficamos presos ao passado... A uma época em que nos considerávamos felizes -  por causa de uma situação, ou  de uma pessoa que um dia nos trouxe felicidade... Só que é preciso ter em mente, que o passado já não existe mais. Ficou pra trás...
Dentro dessas "prisões" que nós próprios criamos, não nos damos a chance de sermos felizes!  Como se a felicidade fosse algo intangível. 
Como se pertencesse realmente ao passado. Ou, simplesmente, como se não a merecêssemos!
Eu sei que a vida muitas vezes é dura! De verdade! Levamos "tombos" realmente grandes - onde a impressão que se tem é a de que nunca mais nos levantaremos!
Mas  é preciso soltar as "amarras"! É preciso praticar o desapego dos velhos paradigmas!
É preciso que nos desapeguemos de tudo que nos faz mal. Que deixa o nosso coração apertado e a alma doída!
É preciso "jogar fora" os sentimentos mesquinhos de inveja, ódio e vingança! É preciso praticar mais o perdão! 
        Tirar aquela mágoa que se encontra escondida, bem lá no fundo do nosso ser. Que cresce aos poucos como uma erva-daninha, minando todos os nossos bons sentimentos. Fazendo com que nos tornemos amargos e doentes de alma...
Troquemos a mágoa e o ódio, pelo perdão! Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete...
Troquemos também, a inveja, por admiração! A vingança, pelo altruísmo!
O passado, pelo presente! Com foco,  força e fé no futuro!
Libertando-nos dessas "prisões", com certeza, nos tornaremos mais leves e felizes...
           Liberte-se e seja feliz!!    J


"Mas onde se deve procurar a liberdade é nos sentimentos. Esses é que são a essência viva da alma." 
                                                                                  Johann Goethe

domingo, 26 de outubro de 2014

Enfim...Choveu!!

Imagem extraída do Google
Quase nem acredito: mas, enfim, após uma longa estiagem... Eis que a chuva chegou aqui em minha cidade!
E o seu barulho, é música para os meus ouvidos! Glória a Deus! Que cheiro gostoso o da chuva...
Essa estiagem é a mais longa dos últimos oitenta anos. Os rios, as minas e reservatórios foram secando. E a água se tornou artigo raro, quase de luxo, principalmente aqui no sudeste do país!
Imagens inacreditáveis - de terra rachada, animais e plantas morrendo, como víamos há alguns anos no nordeste do país - foram surgindo, aqui e ali!
Com a seca, a água que consumimos, e que outrora era potável, passou a ser mal cheirosa; com cheiro de produto químico, e sei lá mais o que! Na maioria das vezes, retirada dos volumes mortos dos reservatórios. Tem dia que dá até medo de tomar banho ou escovar os dentes!
Em certas cidades, o racionamento foi grande, gerando revolta na maior parte da população. Afinal de contas, quem vive sem água?
Água é artigo primordial de sobrevivência. Mas até agora, ninguém pensou muito em economizar, em preservar, apesar dos inúmeros alertas de escassez que surgiram nos últimos anos.
O engraçado, é que a eminência de sua falta, e até sua extinção, provocou em mim algumas reações, principalmente uma sede enorme! Parece até que sinto mais sede, só de pensar em ficar sem água.
Todos os dias, nos últimos meses, olhava para o céu e para as nuvens, na esperança da chuva chegar. E nada!
Eu havia prometido a mim mesma - que quando a chuva chegasse, eu tomaria um banho de chuva! J Pode parecer uma promessa boba, de quem é meio "avoada" da cabeça...
Mas prometi, e hoje cumpri com a graça de Deus! E ainda por cima, junto com o meu filho mais novo! Ele ficou tão feliz... E eu também!
No final, com os cabelos e o corpo totalmente molhados, fomos tomar um banho quente;  com uma satisfação que não tem dinheiro no mundo que pague!
Os pessimistas podem dizer: - Ah! Essa chuva não é nada! É muito pouco, diante dessa seca!
Eu prefiro olhar por outro prisma: essa chuva é uma benção do céu! É um início! 
Espero que a chuva venha de verdade, e que a partir de agora, aprendamos a lição: a água é um bem precioso, e como tal, temos que tratá-la!
Lá fora, os passarinhos estão cantando...
E o barulhinho da chuva caindo no chão... Embala como nunca,  a esperança dentro do  meu coração! ♥

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Como seria bom se houvesse horário de visitas no céu...♥

Imagem extraída do Google e editada
Ah!  Como seria bom se houvesse horário de visitas no céu...
E se houvesse... A primeira coisa que eu faria no dia de hoje, seria abraçar minha sobrinha Júlia, mais uma vez...
Daria um abraço bem apertado pra matar as saudades desses últimos quatro anos de ausência! Quanta saudade!
Eu diria à ela que não houve um dia sequer, em todos esses anos,  em que não pensei nela...  
Às vezes, com tristeza, porque a saudade  muitas vezes apertou meu coração,  e doeu como se fosse uma ferida aberta!
Noutras vezes, senti  uma outra saudade:  aquela que me fez lembrar dos momentos bons que tivemos juntas , que aqueceu o meu coração; e  é gostosa de sentir!  Muitas vezes, eu fiz de conta que ela foi viajar e que um dia iria voltar...
Se houvesse horário de visitas no céu... Eu lhe encheria de beijos pelo seu aniversário! Hoje ela já seria quase uma mocinha... Eu fico a imaginar como ela estaria linda! Com certeza, com um vestido vermelho!
E eu tiraria uma foto de nós duas juntas,  abraçadinhas!  Pra eu poder olhar a cada vez que sentisse saudades... Essa é uma das coisas que eu queria ter feito, e por um capricho do destino, não fiz...
Tantas coisas não ditas, não feitas, tomaram uma proporção tão grande na impossibilidade de vê-la mais uma vez!
Se houvesse horário de visitas no céu...  Eu diria à ela, que o tempo pode passar, os anos podem vir...  Mas que a sua existência,  ainda que breve, marcou a vida de cada um de nós! E que a cada vez que eu me esqueço do que realmente importa nessa vida, imediatamente eu me lembro dela, e tudo passa a ter um outro significado...
Que o Amor que surgiu dentro do meu coração,  desde o primeiro momento em que a vi, não se apaga... Nem com o tempo, nem com a morte!
      E lhe diria:
      - Fica com Jesus, linda da Tia! 
      - Amo você!  E te amarei pra sempre...    
      - Minha amada sobrinha, Júlia...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cheirinho de infância...

Quando penso em um cheirinho de infância, lembro imediatamente da(o) amiguinha(o) do meu filho... Ela(e) não tem um cheirinho lá muito agradável, pois pra lavá-lo é um "Deus nos acuda!" J

Mas desde que o Pedro era um bebezinho, ele o elegeu entre tantos outros brinquedos pra ser seu companheirinho inseparável!
Acho que a maioria das pessoas na infância também teve o seu "amiguinho" ou o seu paninho pra lhe fazer companhia e pra cheirar.
Ele é feio, encardido e já está quase desmanchando... Tem tantos remendos, que já não sei mais onde costurar... J
Mas o Pedro tem um  amor por esse bichinho! 
Ele o acompanha desde bebezinho... Esteve presente em seu primeiro dia na escola. E até hoje o acompanha até a entrada da classe. Quando volta pra casa, a primeira coisa que ele faz é pegá-lo, abraçá-lo e cheirá-lo. É seu companheiro  também nas viagens...
Já foi pra praia, para o campo, para o sítio... Pra tudo quanto é canto!  
Já viajou junto com ele: de carro, de ônibus, de barco, de avião... Brincamos que o amiguinho é viajado -  quase um cidadão do mundo! J
Eu fico a imaginar o que o Pedro sente e pensa a respeito...  Ele deve lhe trazer segurança! 
Quando quer nos agradar, nos dá o bichinho pra cheirar! E não dá nem pra se recusar, pois em sua cabecinha, ele está nos oferecendo um dos seus bens mais preciosos! Seria uma ofensa recusar! J
Como as coisas são simples e verdadeiras para as crianças! Elas têm o dom de enxergar a beleza e o valor das coisas,  de uma maneira que nós adultos, às vezes desaprendemos ao longo da caminhada... 
Têm o dom de amar incondicionalmente, independente da beleza, "status", ou tantas outras coisas, que na verdade, são superficiais.
O meu filho enxerga em seu "amiguinho" apenas a sua essência...
O tempo passou, seu amiguinho foi ficando feio, velho e  meio acabado... Mas o seu amor por ele, continua o mesmo. Independe de sua aparência ou do seu "cheirinho" não lá muito agradável... J
Faço essa analogia em relação às pessoas. A nós, seres humanos, já adultos...   Assim deveria ser também!  
E isso, é o que deveria realmente importar em  nossas vidas! 
Apenas a essência...

domingo, 5 de outubro de 2014

Enfim...férias!

Praia do Forte/BA
O mês de setembro trouxe pra mim um “presente” ansiado durante todo o ano: minhas férias! Como esse período é esperado e desejado!
O ano todo, trabalhamos muito, nos estressamos, cansamos, passamos por alguns percalços... Mas o que geralmente nos dá ânimo pra prosseguir é saber que um dia as férias chegam!
Durante o ano nos programamos, juntamos um dinheirinho pra viajar e relaxar.
Geralmente vou ver o mar... Como já disse inúmeras vezes, sou apaixonada pelo mar!
Amo as praias de norte a sul do Brasil! Principalmente as de águas quentes, quando tenho o privilégio de ir para o nordeste.
O barulho do mar me acalma, embala o meu sono...
Gosto de conhecer lugares novos, onde a cultura é diferente da minha. Provar novos sabores, novos paladares... Regime nas férias? Nem pensar!
Este ano fomos para um hotel onde tudo era incluso. Nossa! Foi uma festa gastronômica! No começo você fica até meio perdido: tanta coisa para experimentar! Foi tudo muito bom! O lugar era maravilhoso, muito confortável. Foram dias de muita mordomia!
Mas em outros anos, às vezes vamos também para uma praia que fica na divisa do estado de São Paulo com o Paraná, e é uma reserva ambiental. Onde não há muito luxo ou conforto. As ruas são de terra e areia. Não existem restaurantes luxuosos. O único hotel que existe lá, nem televisão tem. Se quiser alguma espécie de luxo; ou se precisar de uma farmácia ou hospital, tem que ir de balsa ou de barco para o continente,
Mas quando vou pra lá, me desligo da minha realidade. Lá não há a preocupação com roupas, sapatos. A gente anda quase o tempo todo de canga e chinelo. Quando não, descalço mesmo! J
 Lá, a natureza é quase intocada. E me sinto muito feliz quando vou pra lá também!!
O melhor das férias é quando se consegue sair da rotina. Fazer coisas diferentes, pelo menos uma vez por ano!
Agora, tirando todos esses prazeres óbvios que as viagens proporcionam, o que eu gosto mesmo de fazer nas férias... E é a primeira coisa que faço quando saio de férias: é calçar minhas "havaianas"! Nem sempre as legítimas... 
Pois legítima mesmo (certas vezes) somente é a satisfação que tenho em sair com elas por aí! J
Vou ao mercado, vou ao centro da cidade... Ando por todo canto com elas. 
Pode ser psicossomático, mas a sensação de liberdade que sinto em andar por aí com meus chinelos é uma das melhores coisas do início das minhas férias...
Assim como ficar em casa de pijama até tarde. Ou, no final de semana, o dia todo: só pra se ter a sensação de estar “aposentada”!! Que delícia! J
Férias são assim: um período sabático. Em que a sensação de liberdade independe do lugar, dos luxos, ou dos prazeres que experimentamos.
O bom das férias, realmente, é poder sair sem compromisso, sem a pressa e a correria do dia a dia.
É poder ir ao centro da cidade de "havaianas".  E não ter que ficar olhando no relógio com medo de perder hora!
É poder tomar um sorvete sem pressa... E desfrutar do prazer de "ser livre", ao menos uma vez ao ano!!

"Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma...". (Sl. 23: 2, 3a)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

E o que realmente importa é o Amor...

Ultimamente tenho observado tanta revolta!  Pessoas  que julgam, condenam... com uma facilidade incrível! Tanto ódio, tanta mágoa, tanto rancor...
Então, comecei a refletir. E justamente neste dia, um amigo meu, publicou uma frase que "casou" direitinho com o que eu estava pensando: "Quem muito acusa, perde a nobre oportunidade de amar!  Sejamos mais "médicos" do que "Juízes"...".
É verdade! As pessoas, infelizmente, estão sempre prontas a acusar, a odiar... Tornam-se "juízes" e algozes.
Parece que se tornou mais fácil odiar, em vez de amar... Deixam-se levar pela amargura, inveja, tristeza, falta de perdão! E esses sentimentos aos poucos vão crescendo, crescendo... Como ervas daninhas!
E um dia, sem que se tome realmente consciência, a pessoa torna-se amarga, incapaz de ter bons sentimentos, de ter compaixão, de perdoar, enfim, de amar! Fazem do seu próximo, o alvo do seu ódio e sua revolta.
Esquecem-se dos bons momentos que tiveram juntos, de tudo, que aquela mesma pessoa um dia fez, realmente de bom! De como um dia (que ficou perdido lá no fundo da sua memória, em meio às mágoas), aquela pessoa a fez se sentir feliz, amada e acolhida!
Apagam tudo de bom, e deixam-se levar pela única coisa que são capazes de sentir: ressentimento e revolta.
Isso é triste, pois o que se vê é um ser humano “minguando”,  “murchando” em meio a esse turbilhão de sentimentos ruins.
Como disse meu amigo: sejamos menos “juízes” e mais “médicos”!
Que sejamos capazes de deixar o amor florescer - em toda a sua plenitude -  em nossos corações!
Que ele seja maior que a “raiz” de amargura que teima em fazer morada dentro de nós...
O amor, pelo contrário, é um sentimento tão libertador...
O amor renova, dá força, ânimo e, sempre motivo pra seguir em frente!
É acima de tudo, uma escolha. 
E cabe a cada um de nós, escolher tão pura e simplesmente... Amar!                     Escolher a liberdade, em vez da prisão: que o ódio e a amargura trazem consigo.
Por que no final das contas, como diz um ditado popular “dessa vida, nada se leva”.
E o que realmente importa, é o Amor...


“Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”. 1 Coríntios: 13.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Fim de semana na roça...♥

Em meio à correria nossa, de cada dia -  geralmente uma vez por mês "fugimos" para o sítio dos meus sogros!
Ao arrumar a minha sacola de viagem, separei meus apetrechos para fazer as unhas e tirar a sobrancelha.
É difícil eu ir ao salão de beleza. Só vou quando tenho que cortar o cabelo.
Mesmo assim, às vezes me aventuro, e eu mesma corto minha franja... 
J
Tem uma amiga minha dona de salão, que brinca e  diz que estou mais parecendo "uma mulher das cavernas"!
Bom, saí com a intenção de aproveitar o fim de semana, e também dar um trato no visual...
Chegamos na sexta à noitinha.  O sábado amanheceu um dia lindo!  E com tantas coisas pra fazer e ver!
Descer no açude pra dar comida para os peixes...
Apanhar limão pra temperar a salada...
Fazer suco de laranja...
Tirar um cochilo na rede depois do almoço... Só na preguiça! J
Brincar descalça na grama com meu filho...
Olhar as galinhas, as vacas...
Andar até a porteira... Contemplar o pôr do sol...
E assim o sábado passou... Graças a Deus passou devagar, ao contrário daqui!
Chegou o domingo: mais um dia lindo de sol!
Friozinho de manhã, grama molhada pelo sereno da noite.
Resolvemos fazer uma caminhada!  Saímos para andar pelas estradas de terra, pelas plantações...
De manhãzinha podíamos sentir o cheiro da terra molhada, o cheiro do mato. O perfume das flores e das frutas...
Avistamos as plantações de trigo, de maçã, de pêssego... As frutas já se formando para uma nova colheita.
Campos verdinhos... Até onde a vista não alcança!
Paineiras em flor! Desde a minha infância eu não via uma paineira em flor...
O brilho do sol refletido num açude que existe a beira do caminho...
Retornei suada, mas com a alma lavada! Sentindo-me mais leve!
Chegamos, e fui ao vizinho comprar atemoias (para quem não conhece é uma fruta parecida com a pinha -  doce feito mel). Mas o vizinho não quis me vender, não! Em vez disso, encheu uma caixa de frutas, e me deu de presente!
Que delícia ganhar todas aquelas frutas, e ter o privilégio de conhecer pessoas tão generosas como aqueles vizinhos!
A hora do almoço chegou. Novamente me deliciei com a comida da minha sogra, que é uma cozinheira de mão cheia! Sua comida é saborosa! Comida com tempero de roça, que aquece o estômago e o coração!
Mais um cochilo na rede... E os preparativos pra volta.
Junto com a bagagem, reunimos todas aquelas delícias que só tem no sítio: leite fresquinho, frutas, queijo, garapa, ovo caipira.
E então fui apanhar cebolinha e coentro pra levar também.
Meu menino correu atrás de mim. A horta fica perto do galinheiro.
De repente começou a ventar. Um vento quente, gostoso... E nessa hora, presenciei uma coisa muito linda de se ver!
O Pedrinho, em meio àquela ventania, no alto de seus três aninhos... seus cabelos lisos descabelando-se com o vento...
E ele ali, paradinho, de braços abertos... Olhinhos fechados, saboreando aquele momento! Pena que eu não estava com a máquina pra registrar.
Mas aquela cena ficou registrada pra sempre dentro de mim! É nessas horas, que a gente entende, que a vida vale realmente a pena... E que a felicidade reside ali - na simplicidade daquele momento!
Voltei pra casa.
Não fiz minhas unhas e nem tirei minhas sobrancelhas... E ainda pra completar, meu pé ficou todo manchado de terra vermelha!
Mas o que realmente importa?
O que realmente importa mesmo, é que aquele final de semana na roça foi para mim como um oásis em meio ao "deserto" que é o corre-corre de todo santo dia!

Link de texto relacionado: http://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com.br/2014/02/um-lugar-onde-tempo-passa-mais-devagar.html

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Nos tempos do Rural...

Imagem extraída do Google
Domingo retrasado foi um dia especial pra mim. Depois de mais de dois anos, encontrei meus colegas/amigos do Rural...
        Lembro-me como se fosse hoje: eu e mais dois colegas, e uma garota que não me recordo o nome, esperando ansiosos na sala do segundo andar, para passarmos por nossa entrevista de admissão.
        Havíamos prestado aquele concurso havia mais de três anos, e por um impasse burocrático, demorou todo aquele tempo para sermos chamados.
        Na época, era o emprego dos nossos sonhos! Cada um tinha a sua história, e aquele emprego nos daria a estabilidade que tanto sonhávamos.
        Passamos pela entrevista e por coincidência, eu e meus dois colegas escolhemos trabalhar num departamento em Campinas. Depois disso, se passaram mais dois meses, até que fomos chamados para a integração. Seria uma semana de cursos e preparativos para que pudéssemos tomar posse.
        O primeiro dia de integração até que foi bem legal. Cheio de atividades com novos colegas das mais variadas cidades. Cheia de coofee-breaks (de que eu tanto gostava)!J
        Só que depois do primeiro dia fomos avisados que iríamos tomar posse no departamento. Não precisaríamos da integração. Chegamos meio assustados, pois fomos pegos de surpresa. Ainda por cima, nossa chefe imediata, era brava que ela só! J
        Eu me lembro de que ela fumava no departamento (contra todas as leis anti-fumo que eu conheço). Ela era workaholic e quase todo santo dia ela pedia churrasquinho com suco de açaí para o almoço - só pra não ter que sair pra almoçar. J
        Depois de uns seis meses ela se aposentou e vieram outros coordenadores em seu lugar.
        Éramos oito auxiliares administrativos, dois coordenadores e um engenheiro agrônomo. Mais os aprendizes e estagiários.
        Analisávamos os financiamentos de Crédito Rural e Finame do BNDES. Tínhamos contato apenas com as agências, e não diretamente com os clientes. Alguns faziam a análise e as cédulas, outros calculavam as dívidas em atraso, as amortizações.
        Lá eu aprendi a calcular alqueires, hectares, arrobas. Aprendi a raça das vacas, dos porcos, cabras e ovelhas. Descobri que existe até porco "light"! J
        Aprendi a calcular as áreas das matrículas de imóveis.    Às vezes, elas eram um mistério intrincado, como as matrículas da cidade de Socorro/SP, que eram complicadíssimas!
        Algumas começavam assim: a parte da parte, de fulano de tal, e mais fulano e sicrano, e por aí vai... Líamos e relíamos até chegar à área que era realmente devida ao tal fulano. Eu me sentia realizada quando descobria a real área! J
Aprendi também o que é uma carta de anuência, uma alienação fiduciária, uma hipoteca de primeiro, segundo ou terceiro, graus.
Aprendi também que existem tomates de várias qualidades. Frutas, que eu nem imaginava existir!
        Depois da análise, vinha o veredito: aprovado ou não (dependendo se a documentação estava em ordem ou não).       
              Aí passávamos para o engenheiro, e ele também teria que aprovar.  Se aprovado, era confeccionada a cédula de crédito. Caso contrário, o dossiê voltava pra sua agência origem, para regularização. E para finalizar, eram passados aos coordenadores antes de sair.
        Eu gostava desse serviço! Era um prazer pra mim, destrinchar aquelas matrículas complicadas, fazer as cédulas...
        Pois bem - ficávamos ali boa parte do dia. Eu fiquei quase sete anos. Alguns outros colegas ficaram dez, ou mais de vinte anos por lá...
        Um belo dia, recebemos a notícia que nosso departamento iria extinguir!
        Cada um teve que tomar a decisão de para onde pedir transferência. Foi uma decisão muito difícil para todos!
        Acabamos nos tornando uma "família"! Tantos anos juntos! Às vezes, quando a mulherada estava na TPM (às vezes todas juntas J) saiam umas briguinhas, como em toda família. Mas acabava ficando tudo bem no final!
Passamos por muita coisa juntos... Todos acompanharam o meu sofrimento quando perdi minha sobrinha. Eu acompanhei o sofrimento de muitos colegas também! Estivemos juntos em oração!
        Cada um foi para um lado, para novas atividades. Aprender novos tipos de serviços. Alguns se aposentaram.
        Mas a amizade que surgiu ali continuou...
        Mesmo estando longe uns dos outros, todos acompanharam minha alegria quando o Pedro chegou! 
        E eu acompanhei as alegrias, realizações, tristezas, decepções e percalços que alguns colegas também passaram.
        Depois de quatro anos, conseguimos reunir a turma por duas vezes. E no domingo retrasado, pela terceira.
Foi um momento de alegria, de matar a saudade de todos aqueles anos juntos!
        Chegamos à conclusão que o tempo passa depressa e precisamos nos reunir mais vezes!
        O tempo pode passar, a distância pode existir, mas a amizade que surgiu ali, naquele departamento, jamais morrerá!
        Os meus amigos do rural estarão pra sempre em meu coração!

"Amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância, digam não!"