O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Saudade...

Imagem extraída do Google
30 de Janeiro - Dia da Saudade.
Até a data de hoje, eu nem sabia que havia um dia dedicado a esse sentimento...
Saudade é um sentimento que na maioria das vezes machuca, porque a saudade é sentida sempre na ausência de outrem.
Mas é em sua essência sublime, pois sempre vem acompanhada de Amor.
Só sentimos saudade de quem (ou do que) na verdade gostamos.
Existe a saudade doída, que geralmente sentimos quando um ente querido parte de repente!  E deixa um  vazio bem lá no fundo do coração da gente...
Existe também a saudade gostosa de sentir: que é aquele sentimento que nos aquece o coração, só com a lembrança de alguém (ou de algum lugar, ou de algo) que um dia nos trouxe felicidade...
Saudade da infância, de lugares que conhecemos. De pessoas que marcaram nossas vidas, nos mais variados momentos. 
Saudade dos tempos da escola, dos tempos da inocência.
Do tempo em que não existiam responsabilidades...
Saudade início do casamento... 
Saudade da infância dos filhos...
Saudade de parentes, de amigos e de colegas queridos... Que a distância e o tempo encarregaram-se de afastar.
Enfim, saudades...
Pois a vida, na verdade, é um vai e vem.
Uma constante mutação. E um turbilhão das mais variadas lembranças...
No entanto, é justamente aí que reside seu encanto!
Quando penso em saudade, lembro-me sempre de uma frase muito bonita, mas que desconheço o autor: "Saudade é Amor que fica...".
Esta, a meu ver, é uma de suas melhores definições! Pois pra mim realmente a saudade é o Amor que ficou dentro do coração da gente...

Hoje deixo aqui a minha homenagem à memória da minha amada sobrinha Júlia, pois sua lembrança pra mim sempre será sinônimo de saudade...

Link relacionado: http://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com.br/2012/05/e-por-falar-em-saudades-lembrancas-e.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quem iria cuidar de quem???

Imagem extraída do Google
Estes dias me veio  à cabeça, uma frase célebre de minha mãe, que na verdade é bíblica: "em tudo dai graças...".
E é exatamente isso que me vem à cabeça quando penso nessa última semana...
Há quase um mês tenho tido crises de labirintite. 
Anteontem fui até fazer um exame de curva glicêmica, pra investigar a causa das tonturas que ando sentindo.
Na verdade, me senti como que "sugada por um bando de sanguessugas"! 
Sem brincadeira: a enfermeira colheu mais de vinte frascos de sangue! Nove logo de cara para os exames que o médico pediu e mais três a cada meia hora, por quatro vezes.
Saí de lá mais zonzinha do que eu já estava!
Mas a frase da minha mãe se deve aos percalços que eu e minha família passamos na última semana. Primeiro o Pedrinho teve uma crise de diarreia, que a princípio pensávamos que seria por causa dos últimos dentinhos que estão nascendo. Como sofreu, o coitadinho! 
Depois na quinta-feira meu marido começou a passar mal também. Com mal estar de febre, enjoo e diarreia também. Ficou de molho em casa na sexta-feira.
Eu, como se já não bastasse a bendita labirintite, na sexta à tarde também comecei com uma dor de estômago, mal estar e passei o sábado feito uma rainha: só no trono...  Peguei a bendita virose!
Foi um final de semana daqueles... Só pela misericórdia!
Então me lembrei da frase bíblica: pois apesar de tudo, ainda temos que dar Glórias a Deus!
Porque assim que um melhorava, o outro ia ficando doente... E foi tudo meio cronometradinho...Um de cada vez.
E, apesar de nos últimos dias estar me sentindo mais pra lá do que pra cá, ainda assim, tenho bons motivos pra agradecer!
Fico pensando: e se todos ficassem doentes ao mesmo tempo? 
Quem iria cuidar de quem???

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quem nunca fez um programa de índio?

Imagem extraída do Google
Por sugestão de um colega de trabalho (de que essa minha história daria um bom blog), hoje resolvi escrever a respeito de um episódio tragicômico que vivi há mais ou menos 15 anos atrás. 
Sempre gostei de viajar, e na época, eu e minha família fomos para Natal/RN a passeio.

Num dos dias, fomos conhecer a praia da Pipa, que na época era praticamente um santuário ecológico, onde poderíamos avistar golfinhos.

Fomos de bugue até a praia de onde sairíamos para um passeio de escuna.

O tempo estava nublado, mas nada que pudesse nos causar preocupação.

Quando chegamos estávamos muito entusiasmados, e logo embarcamos na escuna.

Ela era meio antiga, mas estava bem cuidada, pintada de azul e branco. Na hora, ninguém se lembrou de verificar os itens de segurança, tais como: coletes salva-vidas, botes, etc.

Saímos todos felizes com a esperança de avistar os golfinhos!

Mais ou menos depois de uma hora de viagem, de repente a escuna parou. Achamos que era por causa dos golfinhos. Mas o responsável pela embarcação nos avisou que havia um problema com o motor.

Pra ajudar, o tempo começou a fechar, e foi-se armando o maior temporal.

Um dos tripulantes da escuna nos disse que iria até a costa pra buscar um barco pra nos resgatar. O detalhe é que já estávamos tão longe de onde partimos, que não dava mais pra avistar a praia.

Eu pensei que ele pegaria um bote, e iria até a costa. Mas para minha surpresa, ele simplesmente mergulhou no mar e saiu nadando... Fiquei boquiaberta ao me deparar com tal cena!
Foi aí que minha ficha caiu: nós não havíamos nos certificado sobre nenhum item de segurança!
Nos encontrávamos em alto mar, totalmente à deriva.
Como se não bastasse, eu comecei a ficar apertada com vontade de ir ao banheiro. Aí, perguntei a outro tripulante onde ficava o banheiro. 
Para meu espanto, ele me respondeu: - Dona, aqui não tem banheiro não. Se quiser, tem que ficar na escadinha, e fazer por ali mesmo... ☺
Segurei o mais que pude, mas chegou um ponto em que não aguentei mais! Então, lá fui eu pra escadinha, com aquele balanço do mar (que a essa altura já estava bem agitado por causa do temporal que se formava).
Fiquei lá, segurando pra não cair, e fiz meu xixi em alto mar! Foi uma emoção indescritível,  podem ter certeza! ☺
Depois de um tempo (já estávamos há mais de 2 horas no mar), a maioria das pessoas começou a enjoar. Minha cabeça girava e eu estava ficando toda amarela...  Então, eles pegavam baldes de água do mar e jogavam na gente pra melhorar.
Enquanto isso, a escuna chacoalhava cada vez mais. A impressão que tínhamos é que ela iria virar.
Depois de um tempão, o tripulante voltou com o tal barco: que na verdade não era um barco, mas sim uma jangada sem vela (pra mim aquilo parecia apenas uma prancha de madeira...).
Já fiquei imaginando os tubarões devorando as nossas pernas, pois todos teriam que ir sentados com as pernas pra fora...
As ondas estavam enormes!
 A impressão que tinha, é que seríamos engolidos por elas assim que sentássemos na jangada.
Mas, com a graça de Deus, a jangada navegou por cima das ondas, e finalmente chegamos a uma praia.
Estávamos bem longe de onde  havíamos saído (onde o bugueiro nos esperava).
Então, o responsável nos disse que teríamos que subir um morro da praia até uma estrada, e lá uma "besta" estaria nos esperando pra retornarmos ao nosso ponto de partida.
Pra encerrar a história com chave de ouro, a "besta" (que eu pensava que era uma dessas vans, tipo Topic), na verdade era um caminhãozinho bem fuleiro! 
E lá fomos nós, na
boleia do caminhão, pra chegar ao nosso destino... ☺
Esse foi um dos maiores programas de índio que já fiz! E olha que já tive muitos...
Mas, depois de tudo isso que passamos, essa história em primeiro lugar me serviu de lição pra ser mais prudente: quando vou andar de barco, de escuna, sempre verifico tudo que esqueci naquele dia.
E serve também pra me divertir! Porque venhamos e convenhamos: no dia,  foi meio trágico, mas hoje quando lembro de tudo dou boas risadas! 
E aí eu me pergunto:  quem, em algum momento de sua vida, nunca fez um programa índio?! ☺