O que realmente importa...

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São Paulo, Brazil
Cheguei ao final do ano de 2009 totalmente estressada e esgotada devido as preocupações do dia-a-dia, com trabalho, estudo, e etc. Na verdade, eu não tinha nenhum problema específico. Apenas, era pessoa ansiosa e preocupada demais com o dia de amanhã. Mas como está na palavra de Deus: "...basta a cada dia o seu mal". Eu precisei passar por um sofrimento muito grande, pra enxergar que na verdade, as minhas preocupações, as minhas ansiedades não mereciam as noites de sono mal dormidas, a depressão que estava querendo tomar conta de mim! Sem querer negligenciar todo resto, eu aprendi que nada nesta vida tem realmente importância, a não ser, a vida daqueles que amamos...estes sim, são o que realmente têm importância em nossa vida... Eu tenho uma filha e um marido maravilhosos, que eu Amo, e que são bençãos que Deus me deu! Eu tenho familiares maravilhosos que eu Amo muito... E tenho amigos maravilhosos que amo muito também...Enfim, tanto pra agradecer ao Senhor! Mas só depois que eu perdi a minha amada sobrinha Júlia, foi que tive a real dimensão da importância de todos eles em minha vida! Todos eles são o que realmente importa pra mim! Todo o restante é secundário...07/2010

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sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!


Cartões Gospel
"Desejo, primeiro,  que você ame, e que, amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa. Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que você tenha amigos que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos em um deles você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro. Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais, e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer, e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste. Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com a máxima urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal, porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem!
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar, sofrer e sem se culpar.
Desejo por fim que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que, sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,  não tenho mais a te desejar".
                                                                                         Vitor Hugo
Este é um poema que gosto muito!
E que expressa muito do que desejo também...
Mas, desejo acima de tudo, que neste novo Ano que se inicia, nos aproximemos mais de Deus!
Que 2012 seja um ano abençoado: com muita paz, saúde, alegrias e realizações pra todos nós!
E que nos lembremos sempre da Palavra em  Mateus 6:33: "...buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas".
Que Jesus ilumine a todos nós!
Com carinho...Adelisa.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quando foi que o verdadeiro sentido do Natal se perdeu?


Esta semana fui ao shopping com meu marido e meu bebê, para comprarmos os últimos presentes de Natal que estavam faltando.
Quando chegamos, achei tudo muito lindo num primeiro olhar.
Mas aí parei, para realmente prestar a atenção nos detalhes da decoração. E confesso que fiquei triste...
Procurei em toda a decoração, algo que fizesse alusão ao verdadeiro sentido do Natal, que é o nascimento de Jesus. Infelizmente, o que eu pude ver, foi só uma decoração muito linda, diga-se de passagem, mas sem nenhuma referência a Jesus!
Apenas árvores enormes, brilhantes...Papai Noel e seus duendes, com sua fábrica de presentes...
Muitos brinquedos, muitos presentes, muito brilho e glamour...
Mas a verdadeira "estrela da manhã", não estava lá...
E eu fiquei a me perguntar: quando foi que o verdadeiro sentido do Natal se perdeu?
Quando é que as pessoas começaram a dar mais importância para a figura do Papai Noel, ao invés do menino Jesus?
Quando é que as reuniões de família (que representam a união), se transformaram em bebedeiras e farras?
É triste, mas infelizmente é isso que vemos por aí.
Os valores foram todos sendo invertidos, e o verdadeiro espírito do Natal se perdeu para a grande maioria...
Não sou conservadora ao ponto de ser contra os enfeites, as festas e os presentes.
Tudo isso é muito bom e bonito! 
Mas tudo deve ser feito, lembrando-se primeiramente, que o Natal representa o aniversário de Jesus!
Eu quero estar com a família reunida, trocando presentes! Mas que tudo seja pra celebrar o nascimento de Jesus!
O mesmo Jesus que no dia "25 de dezembro", nasceu numa manjedoura  (sem nenhuma pompa e circunstância). 
Que passou pelo mundo, sofreu toda a espécie de humilhações, e morreu numa cruz, pelos nossos pecados, para que fossemos salvos!
É este Natal que eu quero que meu filho conheça! 
Que acima dos presentes e das festas, ele comemore o nascimento de Jesus, o nosso Salvador!
Glória a Deus, pois hoje nosso salvador nasceu!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Tempo...

Hoje  acordei mais cedo, na esperança do meu dia render um pouco mais...
O tempo tem "escorrido" pelas minha mãos!
As horas, os dias, as semanas, os meses, o ano...
Meu  Deus! Como o tempo voa!
Me sinto impotente, pois há tanta coisa que quero fazer! Mas  não consigo realizar nem a metade do que planejo.
Para mim, o dia teria que ter pelo menos umas 30 horas, pra que eu desse conta de tudo que tenho que fazer!
Eu não sei se é impressão minha: mas antigamente o tempo passava mais devagar...
Tínhamos mais tempo pra tudo: para os afazeres, para a família, os amigos.
A vida passava mais devagar! Não havia tanta gente correndo pra lá e pra cá, e não se via falar em estresse...
Hoje, a vida tem pressa, e passamos por ela sem nos darmos conta de quão rápido ela passa!
Este ano,  eu queria ter tido mais tempo com minha família - ter dado mais atenção a todos, mais carinho e amor.  Pois para mim, a família é um porto seguro que  foi-me concedido por Deus...
Queria ter escrito mais -  escrever me faz bem. Às vezes, me lava a alma!
Queria ter lido mais, viajado mais, conversado mais.
Queria ter reencontrado parentes que há tempos não vejo, mas que têm um lugar especial em meu coração...
Queria ter reencontrado amigos queridos, que também têm um lugar reservado em meu coração...
Mas, infelizmente, o tempo realmente voa... 
E os dias vão se passando, sem que percebamos. 
De repente o final do ano está aí. 
E somente então é que tomamos consciência que nos tornamos reféns do tempo.
Tempo, que infelizmente não volta...
Por isso, hoje, eu oro e peço a Deus que me dê a sabedoria necessária para aproveitar melhor meu tempo.
Que eu tenha tempo para amar mais, dar mais carinho e atenção a todos que me são caros...
Que o meu tempo seja bem aproveitado, para o que realmente importa nesta vida.
E que afinal, ele não mais "escorra" assim tão rápido pelas minhas mãos... 


"O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã.
Nela repousa a esperança."
 Frank Lloyd Wright

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quando é que a gentileza saiu de moda??


Não sei ao certo, se eu é que estou "démodé", mas ainda prezo muito valores, tais como: a gentileza, o altruísmo e as boas maneiras.
Infelizmente, parece que hoje em dia, estes valores saíram de moda, e não são mais levados em consideração.
Quando eu nasci, minha mãe fez um acróstico pra mim, e numa das frases, ela "profetizava" que eu seria uma pessoa altruísta.
Sem querer me vangloriar (pois sei que tenho inúmeros defeitos), parece que essa "profecia" se cumpriu em minha vida, pois uma das coisas que mais gosto de fazer é ajudar as pessoas, lhes dar a atenção devida, dentro das minhas possibilidades. 
O engraçado (e triste ao mesmo tempo), é que muitas vezes sou mal interpretada por isso. Pois já ouvi inúmeras vezes aquela velha frase: o que é que você vai ganhar com isso? Ou: qual é o seu interesse?
Meu Deus! Em que mundo nós estamos?  Será que uma pessoa não pode ser solidária sem esperar nada em troca?
E a gentileza? Por onde anda nestes últimos tempos?
Outro dia fui criticada por perguntar as horas (sou meio distraída, e às vezes esqueço até que estou com o relógio).  E, até por falar sempre "bom dia", "boa tarde"...
Eu "adoro" ajudar,  falar bom dia, boa tarde e boa noite pra todo mundo!
Puxa, não custa nada! E pra mim é tão bom desejar o bem para as outras pessoas! Sem usar de demagogia: sem qualquer interesse, e independente da classe social ou importância da pessoa.  Pra mim, todas as pessoas merecem minha consideração e respeito. 
Pra dizer a verdade, classe social e estudo, são coisas totalmente independentes desses mesmos valores que acabei de citar. 
Pois conheço pessoas cultas, letradas, mas totalmente "analfabetas" no quesito educação.
O altruísmo, a gentileza e as boas maneiras, eu creio que vêm do "berço". E, nenhum livro, dinheiro, estudo, ou qualquer outro bem material podem comprá-los.
E refletindo mais a fundo à respeito de tudo, eu chego à conclusão que eu quero mais é estar sempre  "démodé", se esta for a questão!
Posso até ser mal interpretada por alguns, que infelizmente não conhecem o prazer e a alegria de se doar num gesto gentil. Ou até mesmo, de desejar um simples "bom dia" ou, um "Deus te abençoe", para  alguém que talvez esteja apenas à espera de um pouco de afeto.
E, quero sim, poder ajudar, quantas vezes forem necessárias, a quem de mim precisar.
Afinal, o que importa realmente nessa vida?
Parafraseando aquele compositor e cantor famoso: os mal educados e mal humorados que me perdoem -  mas pra mim, o respeito,  a gentileza e as boas maneiras são fundamentais! 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E lá se foram sete meses...

Meu Deus: parece que foi ontem... E lá se foram sete meses... Sete meses de alegrias, bençãos e ternura...
Lembro-me nitidamente do dia 05/04/2011, o dia em que o Pedrinho chegou!
Neste dia, eu dei uma pausa na minha vida de mulher atuante no mercado de trabalho, e fui (voltei à) ser apenas mãe e esposa.  Saliento que voltei, porque durante muitos anos, no meu passado (por 17 anos), eu assim o fui.
E neste dia, minha vida mudou radicalmente novamente, e pra melhor!
Pode parecer contraditório pelo meu jeito de ser: mas sou uma pessoa avessa a mudanças. Quando me sinto confortável com uma situação, faço de tudo pra não ter que mudar.
Mas, parece que sou uma eterna "mutante", e de vez em quando minha vida dá umas guinadas de 360º...
A chegada do Pedrinho foi muito esperada! Como já disse anteriormente,  foi uma "gestação" de mais de dois anos. E o dia  em que ele chegou,  foi um dia de pura felicidade, que sempre estará gravado em minha memória e em meu coração.  Essa mudança foi planejada e esperada, ao contrário de tantas outras...
Mas, de repente, me vi novamente como mãe de "primeira viagem", depois de 26 anos...
Eu, uma mulher madura, me senti insegura diante daquele ser tão frágil e pequenino! E com uma responsabilidade enorme!
Estava recordando o turbilhão de sentimentos que se passou dentro de mim... Foram tantos... de amor transbordante, encantamento; e alguns contraditórios, como na 1ª vez que saí com ele pra passear de carrinho.
Hoje é tão engraçado quando me lembro!!
Saí meio tímida e insegura (pra dizer a verdade, pensando que iriam me achar  meio "velha" pra ser mãe novamente... ).  E ainda pra ajudar, quando encontrava algum conhecido, sempre pensavam num primeiro momento, que se tratava do meu neto (filho de minha filha Natália, pois ela se casou há três anos, e eu já poderia perfeitamente ser avó).
Pois bem, naquela primeira vez que saí, me senti como aquela garota da propaganda do primeiro sutien - no começo toda tímida, mas num dado momento, ela vai se sentindo segura, e no final sai andando toda orgulhosa!
Hoje, é exatamente assim que me sinto quando saio com o Pedrinho.
Sinto o maior orgulho de se mãe aos 46 anos!
E, que velha, que nada!  Se Deus quiser, ainda tenho muito "lenha" pra queimar! ...
Durante estes sete meses, eu curti o meu "fofucho" até não poder mais!! Fui mãe em tempo integral.
Ele foi meu "companheirinho" todo esse tempo. Conversei muito com ele!  Outro dia, me disseram que ele vai falar logo... 
Acompanhei cada progresso seu: os primeiros gritinhos de alegria, as primeiras gargalhadas, as primeiras palminhas. Quando começou a sentar, a rolar... e a cada progresso sempre foi uma festa!
Sinto-me privilegiada e abençoada por ter tido esse tempo com ele!
Sou aquela espécie de mãe bem coruja e zelosa (a Nat que o diga...).
Aproveitei também este tempo que fiquei em casa, para muitas outras coisas: aprimorei-me na "arte" de fazer papinhas, lavar as roupinhas do Pedrinho no tanque - quem diria que algum dia, eu ia deixar a minha máquina de lavar de lado...
Cozinhei, arrumei os armários, lavei as cortinas. Despertei a “Amélia” que estava adormecida dentro de mim já há algum tempo... 
Até cupcakes eu aprendi a fazer (um dia, a Nat - minha filha,  me disse que estava com vontade, e eu acabei aprendendo a fazer).
Costurei muito também! Outro dia veio um pedreiro aqui em casa, e ele até me perguntou se eu costurava pra fora, de tanta roupa que ele me viu reformando! ...
Enfim, curti muito todo esse período que passei em casa.
No começo, é bem verdade, que apesar de toda a felicidade que estava sentindo, levei um tempo pra me adaptar novamente, pois já estava trabalhando fora há mais de dez anos.
E na semana retrasada, mais uma mudança: a adaptação do Pedrinho na escolinha. Na verdade, a adaptação era mais pra mim do que pra ele... 
 No dia anterior à sua ida, quase tive um surto de pânico! Tinha a impressão que ninguém cuidaria tão bem dele como eu!
Mas, no dia da adaptação, ele não deu trabalho algum e continua assim desde então. Ele é uma criança calma, feliz e abençoada!
Hoje, mais uma etapa se inicia em nossas vidas... 
Dá um aperto no peito, um nó na barriga: pois lá vem outra mudança!
Mas com a graça de Deus, nós iremos seguir em frente.
O Pedrinho com sua escolinha e eu com o meu trabalho.
A minha jornada, voltará a ser dupla, tripla... mas que seja com qualidade e abençoada.
O mais importante, e acima de tudo, é que nossas vidas estão na mão do Senhor Jesus!
Eu oro e peço a Deus que me dê força e sabedoria pra que eu possa sempre dar o melhor de mim em todas as áreas de minha vida (pessoal, profissional), mas principalmente, em relação ao Pedrinho. 
Que eu seja a mãe que ele merece ter, porque ele é muito mais do que pensávamos ou esperávamos. E, muito mais do que pedimos a Deus! 
Então, vamos em frente mais uma vez! Com muita fé em Deus - e "pé na tábua"!

domingo, 23 de outubro de 2011

Vídeo feito por minha irmã Ricardina, em homenagem à nossa amada Juju, que hoje faria 09 anos.

JÓIA PRECIOSA: Vídeo em homenagem a minha filha Julinha. Hoje ela...

Minha sobrinha Júlia...

Estive pensando a semana inteira, sobre o que eu iria escrever neste dia, pois eu sentia que tinha escrever... Hoje a minha amada sobrinha Júlia completaria 09 anos.
Exatamente no dia 29/05/2010, eu tive a dimensão exata, do significado da palavra “saudade”. Foi o dia em que ela partiu... E nunca uma ausência  foi tão doída como a sua!
Eu já tive inúmeras perdas de entes queridos. Muitas doeram muito num primeiro momento. Só que todas estas perdas, de uma maneira ou de outra, seguiram o curso natural da vida.
Mas a perda da Juju representa ainda, uma dor imensurável...
Ela sempre foi muito presente em minha vida!  Mais do que uma sobrinha,  ela era como uma filha pra mim! A nossa relação era de amor recíproco, e essa certeza me conforta.
O ano passado, neste mesmo dia,  eu escrevi um texto,  em que eu expressei tudo que eu gostaria que ela soubesse, se eu pudesse lhe falar mais uma vez...
Como cristã que sou, tenho consciência, que ela está descansando na plenitude da glória de Deus,  para acordar no dia da ressurreição dos Santos com Jesus.  E não pode sentir ou saber, de nada do que se passa aqui -  nada mais justo,  pois isso a faria sofrer, e no céu não há sofrimento...
Mas o que eu posso dizer mais uma vez neste dia, é que aprendi muito com seu sofrimento e sua morte.  E que ambos não foram em vão!
Eu aprendi que dinheiro, na verdade, não vale nada!  Se eu pudesse dar todas as minhas economias na época, para não vê-la partir, eu o teria feito, sem titubear!
Aprendi a dar mais valor às coisas mais simples do meu cotidiano: como comer, falar, andar e beber um simples copo d’água... Todas estas coisas são bençãos, mas nós só as enxergamos como tais, quando nos deparamos com a impossibilidade de tê-las...
Aprendi a dar mais valor às pessoas, principalmente àqueles que eu amo: pois o que realmente importa nesta vida, é a vida daqueles que amamos!
Muitas vezes, ao longo do tempo, eu acabo me esquecendo, e me estresso por bobagens.  Mas uma data como esta, sempre me faz lembrar  de tudo, e enxergar as coisas com o seu valor devido.
Hoje, eu oro e peço a Deus, conforto para todos nós: em primeiro lugar para minha irmã e meu cunhado, seus pais. Que Jesus os abrace e conforte,  pois eu como tia posso imaginar talvez, uma pequena parte da dor que sentem...
Oro também, pela cura do câncer infantil: todos os dias inúmeras vidas são interrompidas por essa doença implacável!
Agradeço a Deus, pelo conforto que tem nos dado, pois as suas misericórdias têm se renovado à  cada manhã na vida de todos nós!
Hoje, eu fecho os olhos, e me lembro mais uma vez do seu sorriso lindo... Hoje, ela estaria toda feliz e saltitante, certamente com um vestidinho vermelho (sua cor preferida), toda charmosinha, porque seria um dia de festa...
Me lembro mais uma vez, dos seus cabelinhos loiros e da sua voz meiga. Ela era uma menina linda!
Era  e sensível e delicada... 
Essa lembrança dói, mas ao  mesmo tempo,  me traz conforto: pois em meu coração, a sua lembrança  continua  nítida  e viva!
E o Amor que nos unia,  este jamais morrerá!
“Saudade é o Amor que fica”...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A angústia do adiado, do inacabado


Imagem extraída do site: http://www.panelaterapia.com/2011/01/meta-2011-fim-do-quarto-da-bagunca.html
Via de regra, não sei se isso ocorre com a  maioria das pessoas, mas como eu sou  imediatista (e tudo que começo, não vejo a hora de terminar) uma das cosias que mais me angustiam, é o "projeto" adiado ou inacabado.
Isso se aplica, desde as coisas que são consideradas importantes em minha vida, até às mais banais em  meu cotidiano.
O dia 27 de agosto último, foi um dia de alívio e vitória pra mim, pois finalmente terminei um curso que havia começado em 2007; e que eu deveria ter terminado em dezembro do ano passado (mas por uma série de intempéries que passei entre 2009 e 2010, não consegui). No dia, dei Glórias a Deus pela missão cumprida!
E pode parecer bobagem: mas estes últimos dias, parece que tirei um fardo de minhas costas! Pois anteontem comecei a arrumar um quarto aqui de casa - que parafraseando Rubem Alves -  bem poderia ser chamado de "quarto de badulaques"...
Sabe aquele cômodo, em que a gente vai amontoando tudo que ainda não sabe onde vai pôr, ou que está com preguiça de guardar no lugar certo?
Pois era assim que esse quarto se encontrava: todo desarrumado, numa espécie de caos, onde havia de tudo, mas não se encontrava nada.
Anteontem eu dei uma basta! Me lembrei até daquela música "it's now or never", quando comecei...☺
Eu estaria mentindo, se dissesse que nunca piquei tanto papel em minha vida! Porque já fiz esse tipo de arrumação outras vezes...
Mas me coloco a pensar como é incrível a capacidade que o ser humano tem de acumular papéis e coisas inúteis...☺
E assim foi: pica uma papel aqui, separa outro ali.
Organiza uma coisa aqui, outra ali...
E o caos foi indo embora, dando lugar à um quarto arrumado (que seria um "escritório", depósito e afins).
É engraçado, mas ao fazer esta simples faxina, foi como se estivesse colocando em ordem, algo que dentro de mim, que também estava meio "bagunçado"...
Hoje me sinto aliviada, pois o que havia sido adiado, finalmente foi terminado (ou quase - ainda falta a parte do meu marido...☺).
Mas eu creio que as nossas "bagunças" cotidianas refletem um pouco (ou muito) do que se passa em nossa alma, em nossa mente e em nosso coração...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tênis e Frescobol - Por Rubem Alves


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele:
"Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta:
'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?'
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar." (...)
A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.
E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo..."
Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada."
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário.
E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de interromper, derrotar.
O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo.
Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.
Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são nossas fantasias, idéias, sonhos sob a forma de palavras.
Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá... Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor...
Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim... 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Saia Justa...


No sábado vivi uma "saia justa"...
Fomos eu, meu marido, minha irmã e meu cunhado num supermercado que é um clube de compras.
Eu vi uma banca de "saldão"  logo na entrada,  e como eu "amo" uma promoção, fui direto nela antes de qualquer coisa!
Encontrei em minha "garimpagem",  um vestido florido de linho por meros R$ 14,90.
De pronto coloquei-o no carrinho. Depois é que fui conhecer o supermercado melhor.
Em dado momento,  fiquei que sabendo que não havia provadores no local. Pensei comigo: não tem problema, eu experimento por cima roupa.
Então fomos às compras. Fiz a "festa":  aproveitei pra comprar somente o que estava barato.
Depois de muito andar, o meu marido, minha irmã e meu cunhado resolveram se dirigir ao caixa,  pois havia filas enormes!
Só então me lembrei do "bendito vestido" que eu ainda não havia experimentado.
Deixei todos lá no caixa, e fui em direção à um espelho que ficava um pouco perto das roupas, e um pouco junto ao corredor de frios (sabe-se lá porquê...).
O tamanho era M.  Em tese, era pra servir, pois é meu tamanho. 
Só que hoje em dia, o tamanho das roupas anda meio descontrolado - eu já cheguei a comprar roupa tamanho GG.  Nessas horas, eu fico com dó das que são realmente gordinhas...
Vesti o vestido, e o mesmo serviu direitinho até a cintura. Quando chegou no quadril,  eu vi que ficaria justo demais, pois a saia tão estava proporcional à parte de cima.
Foi aí que começou minha "saia justa"...rsrs
Na hora de tirar, o vestido ficou entalado nas minhas costas e cabeça.  E eu lá no meio do corredor: sem ver nada,  e ninguém conhecido por perto pra me ajudar...
Com muito custo,  consegui pôr minha cabeça pra fora, e por sorte havia uma senhora por perto,  pra quem eu pedi ajuda.
Ela meu ajudou com sorriso no rosto (creio que segurando pra não rir!!).
Só então consegui tirar o vestido...
Eu nem olhei para os lados,  pra ver se tinha mais gente olhando...rsrsrs
Fui apenas saindo de fininho em direção ao caixa, pra encontrar meu marido e os outros.  Eles riram a beça comigo!
Essa foi realmente uma "saia justa" pra mim,  nos sentidos: figurado e literal da expressão...☺

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Havia uma pedra...

faroldobuscador.blogspot.com
Desde ontem de madrugada, só consigo pensar em pedras...
Me vem à cabeça, um trecho daquele poema: "...havia uma pedra no meio do caminho...".
Só que a pedra em questão, não estava no meio do caminho:  na verdade, está nos meus rins, e não é apenas uma, são várias...
São pedrinhas minúsculas, do tamanho de uma cabeça de fósforo, mas que causam uma dor e um estrago danado!
Como doem! Sinto como se tivesse urinando agulhas!
O engraçado, é que o meu irmão, que nasceu no mesmo dia que eu, só que 12 anos mais tarde, estava com o mesmo problema desde  o final de semana.
Até brinquei com a minha mãe, dizendo que ele tinha uma pedreira no seu organismo.
Então, eis que ontem de madrugada, acordei com uma vontade doida de ir ao banheiro, e para minha surpresa, senti aquela dor imensa!
Fui parar no pronto-socorro de um hospital,  fiz exames, até que ficou constatado que estou com várias pedras. 
Estou aqui hoje, meio que "de molho", sob poder de analgésicos.
Eu e meu irmão, estamos parecendo irmãos gêmeos: o que um sente, o outro sente também. Só que existem doze anos de diferença entre nós...☺
E essas nossas pedrinhas me levaram a refletir: como somos vulneráveis!
Estamos bem, e de repente acordamos com uma dor imensa, provocada por uma simples pedrinha...
Tenho predisposição para problema. Mas desta vez, creio tudo foi causado pela minha falta de cuidado, pois com correria do dia-a-dia, tenho esquecido de tomar água.
Com tudo isso, chego mais uma vez à conclusão (mais uma vez, porque na verdade, eu já sei de tudo isso, mas me esqueço às vezes): que nós seres humanos, na verdade, somos frágeis, indefesos.
Muitas vezes, acreditamos que somos "super-poderosos".  Mas como Golias, somos derrotados por uma simples "pedrinha"...


"...Nós somos como uma folha que o vento pode levar, como a erva do campo que de manhã floresce e à noite já murcha, nós passamos como um breve pensamento..." Salmo 103: 15,16

domingo, 14 de agosto de 2011

Assim nasce um pai...


Depois de  muita oração e de muitas conversas entre você e a mamãe, você tomou a decisão!
E me esperou por mais de dois anos. Eu sei que foi difícil decidir!
Afinal, você se sentia inseguro, pois não sabia se teria a vocação pra ser pai, e se me amaria de verdade como um filho...
Mas como Deus sabe de todas as coisas, Ele permitiu que o tempo fosse se passando, e a idéia e o desejo foram amadurecendo juntos ao longo desse tempo.
Eu sei, que a insegurança ainda era grande, quando foi me conhecer.
Creio que passava pela sua cabeça: como saberei se é o meu filho?
O dia do nosso 1º encontro,  foi um dia de muita ansiedade pra você.
Mas na hora em que nos conhecemos, eu sei que você soube...
Então, eu abri aquele sorriso lindo pra você e pra mamãe,  pois eu também sabia que ali estavam os meus pais...
Quando eu cheguei em minha casa, no meu quartinho, eu te vi chorar de emoção olhando pra mim.
Naquela hora, eu tenho certeza que você sentiu que já éramos pai e filho, desde sempre!
E a cada dia, quando você chega no meu quarto para me dar a 1ª mamadeira do dia antes de ir trabalhar, o meu Amor por você só faz crescer...
E quando você chega do trabalho? Que alegria eu sinto!! Quantas saudades...Por isso faço toda aquela folia!!
No dia em que nos conhecemos, no dia 29/03/2010 você nasceu pra mim como Pai...
E hoje papai, eu te desejo um Feliz Dia dos Pais!!
Que Jesus esteja sempre nos abençoando.
Com Amor...Pedrinho.

sábado, 23 de julho de 2011

Ainda assim...: "Vamos evitar a fadiga?!"

Esse post é do blog da minha filha Natália. Achei muito criativo e espirituoso o texto (e verdadeiro também...rsrs). Por isso, estou publicando o link.
Ainda assim...: "Vamos evitar a fadiga?!": "Como dizia Jaiminho o carteiro,... coisas que não valem a pena Não vale a pena ficar nervoso depois que bateu o carro no portão ou no poste..."

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Saudades do "busão"...

Na semana passada  tive que tomar um ônibus intermunicipal para ir ao médico na cidade vizinha à minha.
Tomei esse mesmo ônibus por seis anos e meio, pois trabalhava nessa cidade também. A "viagem" dura cerca de 35/40 minutos. Hoje em dia, trabalho mais perto de casa,  tomo outra linha, e o trajeto dura somente uns 15 minutos.
Nossa!...Comecei a relembrar aquela época...Que saudades do "busão"!
Muita gente detestava ter que tomá-lo todos os dias pra ir trabalhar. É bem verdade, que eu ia um pouco mais tarde, e geralmente na ida, pegava o ônibus vazio.
Mas na volta, sempre vinha na hora do rush, por volta das 18h:15 e era aquela muvuca! ☺
Nesses seis anos e meio de idas e vindas,  fui convidada à dividir uma carona com duas conhecidas minhas que tomavam o ônibus comigo. Mas nem sequer cogitei essa possibilidade, pois, a bem da verdade, eu amava aquelas "viagens"; apesar de todos percalços tragicômicos que passei ao longo desses anos ...☺
Sim,  pois nem tudo eram flores...Na volta, não havia fila no ponto,  mas sim, um amontoado de gente, que se espremia na hora em que o ônibus chegava. Uma vez, até um espertinho tentou me assaltar! 
Sem contar as vezes que o ônibus quebrava por falta de manutenção. Geralmente,  ficávamos na estrada à noite, à espera de outro ônibus. Duas vezes também, o ônibus em que eu estava foi assaltado. Foi um susto danado, mas graças a Deus não aconteceu nada de mais grave com ninguém!
Mas mesmo com todos estes incidentes, ainda sim, eu sinto saudades...
Vivi muitas situações engraçadas! Às vezes, eu chegava no trabalho contando, e um colega meu se divertia: dizia que qualquer dia iria tomá-lo, só pra vivenciar tudo aquilo...☺
Certa vez, eu sentei no penúltimo banco. Logo atrás de mim, no último banco que fica bem mais elevado, havia um casal conversando. Eles estavam comendo aquele salgadinho chips. O farelos estavam caindo na minha cabeça. Eu já estava quase reclamando, quando resolvi prestar a atenção na conversa.  Aí percebi que se tratava de uma prostituta e um travesti, que se queixava de suas mazelas. À certa altura da conversa, ela disse  que iria usar seu canivete para fazer justiça contra um fulano que estava sempre importunando seu amigo. Nessa altura, achei melhor ficar bem quieta, e retirar os farelos do cabelo quando chegasse ao serviço...☺
Já viajei ao lado de um homem com um chapéu enorme, que durante a viagem inteira  veio se coçando, e eu ali do lado, toda encolhida (porque ele era enorme também), sem poder me mexer, e sem poder levantar, pois o ônibus estava lotado. Foi uma saia justa!
Teve uma vez, que uma moça bem vestida e bem apessoada, começou a passar mal, e de repente ameaçou vomitar: todo mundo saiu correndo de perto, inclusive eu! Aí, ela já não aguentando mais, "lavou" o ônibus! E foi um cheiro de bebida alcoólica! Segundo uma de minhas amigas, se tratava de wisque. Eu penso, que pelo tipo dela, ela talvez tivesse afogado as mágoas devido à alguma desilusão amorosa ou no trabalho,  pois não parecia ser alcoólatra.
Um outra vez, um homem soltou um "pum", e duas moças que estavam ao lado dele, saíram gritando e xingando pelo meio do ônibus, pois o cheiro estava insuportável! ☺
Eu já vi de tudo: gente dormindo babando, com a boca aberta, roncando, caindo no ombro do passageiro ao lado (inclusive já caíram no meu...☺). Uma vez, um homem caiu dormindo, no meio do corredor do ônibus! Eu creio que ele devia ter tomado "umas e outras", pois estava difícil de acordá-lo...☺
Já vi gente comendo salgadinho,  marmita, tomando refrigerante. Estudante jogando baralho no meio do corredor.
Me lembro também, de uma passageira, que praticamente gritava ao falar, e sempre tinha alguém, que gritava lá de trás ou lá da frente, pra que ela ficasse quieta, pois queriam dormir! Aí, sempre tinha um que respondia, que lugar de dormir era em casa! ☺
E era assim a rotina: gente de todos de tipos e de todas as classes sociais. Trabalhadores simples, executivos,  estudantes, travestis, prostitutas, donas de casa, idosos, e etc. E esse, era justamente o charme do ônibus!
Essa variedade de pessoas e de tipos, pra mim significava uma riqueza muito grande, pois eu sempre amei conversar, e conheci muita gente interessante! As viagens, para mim,  foram um aprendizado de vida!
Eu fiz muitas amizades. Tinha dia que eu entrava, e não sabia nem aonde sentar, pois uma amiga me chamava aqui, outra chamava ali, e era aquela festa!
Trocávamos idéias, receitas, alegrias, sonhos, tristezas... Às vezes, o ônibus se transformava em uma espécie de terapia em grupo!
Até cachecol aprendi a fazer com uma amiga minha. Naquele ano, eu acho que fiz uns quinze! E acabei até ensinando muita gente também! ☺
Eu lia muito, pois sempre gostei muito de muito de ler! Lembro que li uma coleção gospel de 12 volumes, nas idas e vindas,  fora os outros livros (isso, quando não encontrava ninguém pra conversar!).
Estudei  para quase todas as provas do meu curso de pedagogia. 
Como podem ver, ônibus também é cultura! ☺
Muitas vezes, encontrava minhas irmãs e irmãos de fé em Cristo (eu sou crente), e vínhamos conversando, compartilhando idéias e experiências. E às vezes, juntava tanta gente, que daria até pra celebrar um culto dentro do ônibus!☺ 
Compartilhando minha fé,  já levei muita gente a Cristo também, e isso valeu e muito!
Enfim:  por tudo isso, por todas as experiências que tive,  por todas as amizades que fiz, é que sinto tanta saudade daquela época, e tantas saudades do "busão"!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O valor de uma vida

“E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12).
Ontem vi uma notícia na TV  que me deixou profundamente triste: a de que dois bebês gêmeos recém-nascidos haviam sido encontrados mortos, sufocados dentro de um saco de lixo.
Meu Deus! Como os valores neste mundo estão deteriorados!
Que tipo de pessoa pode fazer algo assim?
Nem um animal age dessa maneira com seus filhotes. Pelo contrário, os defende com unhas e dentes!
Fiquei triste pela notícia e porque infelizmente esse não é um caso isolado. Quantas crianças estão sendo jogadas em lixos, rios, e sabe-se lá onde mais, hoje em dia? É só ver o noticiário para fazer esta constatação.
E eu me pergunto: por quê tantas mães têm a coragem de cometer tamanha atrocidade?
Se elas não podem ou não querem criar seus filhos, por que não procurar um juizado e entregar a criança para adoção? Ou, na pior das hipóteses, deixar essa criança na porta de uma igreja, de um hospital, que certamente procurará entregá-la aos cuidados de alguém.
Será falta de humanidade, aliada à desinformação?
Pois, ao se entregar uma criança aos cuidados da justiça, a mãe não sofre nenhuma penalidade.
Creio que as autoridades competentes deveriam fazer campanhas de esclarecimento sobre este assunto,  já que esses casos têm aumentado tanto!
Quem sabe com a conscientização, algum sentimento fosse despertado nessas mães! Elas fariam um bem enorme às crianças, e mais ainda, a tantos casais que existem por aí, e que esperam ansiosos a chegada de um filho.
Eu sou mãe biológica e mãe do coração.
Às vezes as pessoas  parabenizam eu e meu marido pelo gesto de coragem que  tivemos ao adotar o Pedrinho.
Eu posso dizer, que não  é preciso coragem alguma para isso. Mas sim, apenas amor no coração...
Ao se adotar uma criança, muitos pensam no assunto como uma forma de caridade.
Mas é exatamente o contrário: quem na verdade faz a "caridade" é a criança, que ao chegar traz uma felicidade enorme para a família!
O Pedrinho é um presente que Deus enviou pra nossa família!
Ele trouxe alegria e luminosidade à nossa casa! ☺
Como disse uma conhecida minha, "ele sorri com o olhar"...
É uma criança apaixonante!
Ontem fez 3 meses que ele chegou aqui em casa.
Mas parece que faz parte de nós todos, desde sempre!
A minha felicidade é ver em seus olhinhos tão lindos, como ele está feliz também!
Um filho, uma criança, é um tesouro precioso,  uma dádiva de Deus...
E por isso, eu agradeço a Deus todos os dias pelos  meus dois filhos!
Quisera eu, que tantas mães e tantos pais que existem por aí neste mundo, entendessem realmente o valor da vida de seus filhos...


P.s.: no dia seguinte em que escrevi este texto, mais uma menininha recém-nascida foi abandonada, achada por um cãozinho que passeava com sua dona...